Capítulo novo para vocês aproveitarem.
Boa leitura!
A semana passou rapidamente e mesmo sem poder se encontrar todos os dias como certamente gostariam, Oyakata e Izayoi falavam-se por telefone frequentemente.
Na quinta-feira após terminar seus afazeres na editora Izayoi deixou o escritório e seguiu para a garagem do edifício para buscar seu carro. Ela colocou a bolsa vinho que carregava no banco do passageiro e acomodou-se no banco logo dando a partida no carro. O som do carro foi ligado e uma bela música soou no ambiente, a mulher sorria enquanto cantarolava a canção e dirigia sem tirar a atenção da avenida movimentada àquela hora.
Cerca de meia hora mais tarde, o carro prateado atravessava os portões da casa. Izayoi saiu do carro e seguiu para a porta de entrada tocando logo a seguir a campainha.
- Konbanwa senhorita! - Kaede a cumprimentou sorridente.
- Olá Kaede! Tudo bem?
- Tudo bem sim. Que bom ver a senhorita aqui novamente.
- Eu vim ver o Sesshoumaru. - A mulher respondeu docemente enquanto era conduzida ao interior da casa.
- Sim, o senhor Taisho me disse que viria, por isso estou preparando um jantar especial.
- Ah! Obrigada Kaede!
- É um prazer. Por favor, sente-se. O senhor Taisho já deve estar descendo, ele foi avisado sobre a sua chegada.
- Obrigada!
Izayoi se sentou de forma elegante no sofá da sala. Ela usava um conjunto social de calças e blusa de manga cumprida de botões cinza. Nos pés sapatos de salto comumente usados por ela na cor vinho combinando com a bolsa que trazia consigo. Segundos depois uma das criadas da casa veio até ela e lhe ofereceu algo para beber. Izayoi aceitou água e esta foi trazida logo depois em uma pequena bandeja contendo a garrafa e um copo de cristal.
- Obrigada! - Ela agradeceu tão logo a criada a serviu.
Enquanto ainda saboreava a água, Izayoi pôde ouvir passos na escada e se voltou para lá com um sorriso ao ver Oyakata descendo com o filho no colo. Ela se levantou para recebê-los.
- Konbanwa! - Oyakata disse.
- Konbanwa! Oi bebê! - O sorriso de Izayoi se alargou ao fitar o rosto sorridente de Sesshoumaru. Ela estendeu o braço para pegar o menino que logo aceitou o convite. - Oh! Você não esqueceu de mim, que bom! - Disse após beijá-lo carinhosamente no rosto e abraçá-lo.
Oyakata observou os dois com indisfarçável contentamento estampado na face.
- O que foi? - A atenção dele foi chamada pela pergunta da mulher.
- Nada. - O homem respondeu sorrindo e indicou para que Izayoi se sentasse, o que ela logo fez mantendo Sesshoumaru no colo.
- Que saudade Sesshy! Você também sentiu minha falta, hein? - A mulher manteve sua conversa com o menino que foi mantido de pé em seu colo para fitá-la. - Ele está tão crescido.
- Está sim. - O pai concordou e viu Izayoi dar repetidos beijos na bochecha de Sesshoumaru arrancando gargalhadas dele.
- O papai também quer beijo? - Izayoi perguntou divertida olhando para o homem sentado ao seu lado.
- Não imagine... - Ele respondeu fazendo cena.
- Que bom, porque meus beijos hoje são todos para esse pequenininho. - Ela disse voltando sua atenção para Sesshoumaru, mas não sem antes observar o sorriso na face de seu amado.
Os dois continuaram conversando e Izayoi brincando e agradando o pequeno Sesshoumaru que retribuía ao carinho da mulher por ele. O menino sorria para ela e balbuciava o tempo todo, ele logo falaria as primeiras palavras, era possível prever. Oyakata se serviu de um uísque e ofereceu uma bebida a Izayoi, mas ela recusou sabendo que teria que dirigir até em casa mais tarde.
Minutos depois Kaede apareceu na sala dizendo que o jantar dos adultos estava pronto assim como o de Sesshoumaru e era hora dele comer. O menino costumava fazer suas refeições antes de todos na casa.
- Eu posso ajudar? - Izayoi perguntou animada.
- Claro. - Kaede respondeu sorridente e lançou um olhar sobre o pai do menino que permanecia em silêncio.
- Você se importa que eu dê comida a ele antes de jantarmos? - Izayoi indagou se dirigindo a Oyakata.
- Não.
Eles seguiram para a sala de jantar onde a cadeira de Sesshoumaru, própria para ele fazer as refeições, estava e Izayoi o colocou sentado nela atando o cinto de segurança. O menino bateu com as mãozinhas na bandeja da cadeira fazendo festa.
- Que bagunça Sesshy! Você não vai bater com essas mãozinhas no prato, vai? - Izayoi perguntou com a voz doce e sorrindo prevendo o que poderia acontecer se o pequeno resolvesse fazer aquilo.
- Ele geralmente se comporta durante as refeições, não sei por que está tão agitado. - Kaede disse.
- Ele vai se comportar, não vai?
Izayoi viu o sorriso na face angelical dele e sua ânsia em ter a fome logo saciada. Kaede entregou o prato com a refeição infantil a ela e depois colocou um babador no menino. Izayoi iniciou então a tarefa de alimentar Sesshoumaru e fez gracinha o tempo todo pra ele. Sesshoumaru comeu toda a comida sem apresentar qualquer resistência a Izayoi e ela o parabenizou por ter comido tudo.
Terminado o jantar, Kaede o levou para o quarto para fazer a higiene dele e mandou que uma das criadas servisse o jantar ao casal e este foi desfrutado pelos dois enquanto mantinham uma conversa agradável e desfrutavam de vinho branco.
Após o jantar, Oyakata convidou a mulher para ir até a varanda, eles caminharam de volta a sala e depois para a varanda de onde podiam observar o fabuloso jardim da mansão que era iluminado pela luz da lua além de algumas luminárias que havia ali. Izayoi observava Oyakata enquanto ele admirava a lua crescente no céu. Ao sentir-se observado o homem voltou seus orbes dourados para amulher e a viu sorrir para ele.
- Sabe, eu estava brincando quando disse que meus beijos hoje eram só para o Sesshoumaru. - Ela falou com a voz suave quando o viu parar a sua frente.
- É mesmo? Eu levei a sério o que você disse.
- Não levou não. - Disse sorrindo e se aproximou mais dele.
Oyakata levou sua mão ao rosto delicado de Izayoi e aproximou os lábios dos dela iniciando um beijo lento e delicado plenamente saboreado pelos dois.
- Eu jamais conseguiria estar perto de você sem beijá-lo, sem senti-lo me tocar assim. - Ela falou baixo enquanto seus rostos estavam ainda muito próximos, um podia sentir o hálito quente do outro.
Oyakata a abraçou sentindo o calor do corpo esguio dela e seu perfume doce.
- Para mim também seria difícil ficar longe de você. - A voz grave dele soou ao ouvido da mulher fazendo seu coração saltar.
Ela se afatou dele o suficiente para voltar a fitar aqueles olhos brilhantes pelos quais se apaixonara tão intensamente. Os lábios voltaram e se encontrar, dessa vez de forma exigente enquanto os braços fortes de Oyakata a tomavam para si. Um leve gemido deixou a garganta de Izayoi ao sentir aquele calor envolvê-la.
- É melhor pararmos antes que seja tarde para nos controlar. - Ela disse quando finalmente o beijo foi finalizado. - Kaede logo voltará e provavelmente trará o Sesshy com ela, ou será que ele já está dormindo?
- Provavelmente não. - O homem disse tentando conter-se. - Ainda é cedo para ele estar dormindo, ainda mais tendo passado o dia agitado como está.
- Vamos voltar para a sala. - Ela o convidou depois de beijá-lo rapidamente.
Voltaram à sala e como Izayoi havia dito, Kaede voltou com o pequeno Sesshoumaru no colo e ele não dava o menor sinal de que dormiria tão cedo. O menino foi colocado no chão, sobre o tapete, pela governanta e passou a engatinhar pelo local sob o olhar atendo do pai e de Izayoi. Kaede voltou a seus afazeres na cozinha depois de receber autorização de Oyakata para deixar o menino aos cuidados dele. Os dois adultos conversavam enquanto viam Sesshoumaru se segurar e equilibrar nos sofás para se levantar.
Após algum esforço Sesshoumaru se colocou de pé e balbuciando algumas palavras, batia com as mãozinhas no acento do sofá onde estava apoiado. Segundos depois algo chamou a atenção de Izayoi.
- Querido olhe, ... ele está andando! - ela disse baixo.
- Ah meu Deus! - O homem pareceu empolgado.
- Não se agite demais ou você vai assustá-lo, ele pode cair. - Izayoi advertiu. - Vá com calma.
Oyakata se levantou calmamente e caminhou até o lado oposto de onde estava o filho ficando a cerda de três metros de distância dele. O homem se agachou para ficar à altura dele e sorrindo o chamou.
- Vem filho, vem com o papai.
Sesshoumaru olhou para o pai e sorriu, olhou para os próprios pés e em seguida, ainda inseguro, deu o primeiro passo em direção a Oyakata que o incentivava.
- Isso rapaz. Você está indo bem, venha. - E o menino atendeu seguindo com as perninhas inexperientes ainda trêmulas e não demorou muito para que finalmente alcançasse o pai.
Oyakata o abraçou carinhosamente ao recebê-lo nos braços e se levantou com ele no colo olhando para Izayoi que admirava a cena emocionada e com um sorriso lindo no rosto.
- Você andou meu filho, você andou... - O pai o cumprimentava com orgulho fitando os olhos dourados como os seus.
Izayoi se levantou da poltrona em que estava e foi ao encontro dos dois os abraçando. Oyakata voltou a beijá-la em comemoração e ela sorriu. Separaram-se ao ouvirem Kaede se aproximar.
- Kaede, o Sesshoumaru acabou de dá seus primeiros passos sozinho. - Oyakata anunciou não escondendo seu orgulho.
- Oh é mesmo!?
- Sim. - Izayoi confirmou.
- Mas que ótimo, isso mostra o quanto ele está crescendo. - A mulher mais velha disse sorrindo ao olhar para o menino que ainda estava no colo do pai.
Logo Oyakata colocou o filho no chão novamente para permitir que ele repetisse a proeza. Sesshoumaru voltou a dar alguns passos dessa vez com o apoio do pai que permitia que as mãos pequeninas segurassem as suas. Ele caminhou por toda a sala com o auxilio do pai, que o acompanhava pacientemente e por vezes incentivava que o menino se soltasse de suas mãos para seguir sozinho, o que aconteceu em alguns momentos.
Após se cançar da caminhada, Sesshoumaru pediu colo e foi logo atendido. Oyakata se sentou com ele no sofá, ao lado de Izayoi que passara todo tempo admirando os dois. Ela levou a mão ao rosto de Sesshoumaru e o acariciu ternamente enquanto o balbuciar como se quisesse conversar com os dois.
- Ele está cansado, logo vai reclamar por estar com sono. - O pai disse ao ver o menino deitar a cabeça em seu peito buscando aconchego.
- É melhor levá-lo para a cama então... - Izayoi disse.
- Ainda não, ele precisa adormecer primeiro. Se o colocar no berço sem que ele esteja dormindo, ele vai chorar.
- Ah!
Sesshoumaru olhava fixamente para Izayoi enquanto era acarinhado pelo pai. Ele sentia o afago em seus cabelos e os olhinhos começavama a pesa com o sono inevitável trazido pela agitação daquele dia. A mulher também o acarinhava alisando uma das mãos que estavam pousadas no peito de Oyakata delineando os pequeninos e delicados dedos dele.
- Ele dormiu. - Izayoi disse com a voz baixa.
- Vou levá-lo para o quarto. - Respondeu no mesmo tom.
- Eu posso ir com você? - Izayoi perguntou e o viu concodar com um aceno e sorrir para ela.
Os dois subiram a escada lentamente e quando alcançaram o belo quarto do menino, Izayoi se ocupou de acender as luzes do abajur e não a principal para não acordá-lo. Oyakata ainda ninou o filho por um tempo enquanto Izayoi retirou os sapatinhos dele deixando-o apenas com as meias brancas. A roupa que ele vestia já era própria para dormir e havia sido colocada nele por Kaede logo após a refeição. Era um conjunto de moletom branco com detalhes nas mangas e na barra da calça cumprida na cor azul.
- Não vai colocá-lo no berço? - Oyakata sorriu ao ouvir a indagação de Izayoi e decidiu mostrar a ela porque permanecia com o menino colo mesmo após ele estar aparentemente adormecido.
O homem se aproximou do berço e afastou o menino do próprio corpo com cuidado, fazendo mençao em colocá-lo no berço. O protesto de Seshoumaru foi rápido e o choramingo dele pôde ser ouvido no quarto. O pai logo o trouxe de volta ao encontro do próprio corpo onde ele podia sentir-se aquecido e confortável. Izayoi sorriu finalmente entendendo o motivo e conhecendo um pouco mais dos hábitos e das manhas daquele menininho.
Oyakata se encostou à grade do berço e continuou com ninando o filho com Izayoi sempre ao seu lado. Eles mantiveram silêncio durante aquele tempo, um silêncio cúmplice e apenas trocaram olhares.
- Como você adquiriu esse jeito com crianças? - Izayoi indagou com curiosidade, ainda falando em um tom quase sussurrado.
- Instinto, eu acho. - Ele respondeu com os lábios tocando o alto da cabeça do menino. - Quando eu me vi, de repente, sozinho com ele, eu tive que aprender. - Concluiu com mágoa evidente através de seus olhos.
Alguns minutos depois, Oyakata considerou que finalmente o filho estava em um sono profundo e se virou para colocá-lo no berço. Sesshoumaru foi colocado de bruços e coberto com um cobertor macio após ser mais uma vez acarinhado pelo pai.
- Ele vai dormir a noite toda, teve um dia muito agitado. - Falou sem tirar os olhos de seu herdeiro.
- É verdade.
O homem se voltou para Izayoi e a beijou levemente de forma que a surpreendeu naquele momento. Ele sorriu e se ergueu para apagar as luzes do abajur deixando apenas uma luinária acesa no quarto, suficiente para que ele não fosse tomado pelo breu.
Já de volta a sala após deixar Sesshoumaru dormindo no próprio quarto, o casal voltou a se aproximar e a trocar beijos cálidos e leves carícias.
- Eu tenho que ir - Izayoi disse em meio aos beijos que trocavam. - Já está tarde.
- Eu levo você.
- Não precisa Oyakata, eu vim com meu carro.
- Não vou deixá-la dirigir sozinha pela cidade a essa hora Izayoi. Eu vou levá-la e amanhã você pode pedir alguém para vir buscar seu carro. - Ele falou sério.
- Está bem. - Ela concordou com um sorriso nos lábios. - Eu deixo você me levar, se isso o deixa mais tranqülo.
- Deixa sim. Eu vou pegar as chaves.
...
Cerca de quarenta minutos depois, o carro preto de Oyakata estacionava em frente à mansão Hasimoto. Izayoi soltou o cinto de segurança e se voltou para o homem ao seu lado.
- Obrigada por me trazer e pela noite de hoje. Eu adorei ter passado esses momentos com você e com o Sesshoumaru.
- Foi ótimo mesmo. Tenho certeza de que ele também gostou muito da sua companhia.
Izayoi se curvou para beijá-lo e foi retribuida em seu gesto podendo mais uma vez sentir o gosto dos lábios dele.
- Nós nos falamos amanhã? - Izayoi indagou tendo seu rosto ainda muito próximo ao dele. - Eu quero levar você para jantar no final de semana.
- Me levar pra jantar?
- É. Acha que apenas você pode me levar para jantar? Dessa vez eu quero fazer isso.
- Tudo bem. Eu aceito seu convite.
- Ótimo! Depois nos falamos para acertarmos tudo. Boa noite querido.
- Boa noite Iza. - Ele respondeu naquele tom que Izayoi adorava e com um leve sorriso na face.
A mulher desceu do carro depois de beijá-lo mais uma vez rapidamente e caminhou até a porta de entrada da casa entrando logo a seguir. Oyakata esperou que ela entrasse para depois dar a partida no carro e sair dali. Passava da meia-noite e ele voltaria para casa rapidamente, já que não havia trânsito que o retardasse.
Olá meninas!
Coloquei mais momentos fofos do Sesshy. Acho que estou muito maternal ultimamente. Adoro bebês, simplesmente adoro e um Sesshy bebê deve ser um sonho, só não é um sonho melhor do que um Sesshy adulto rsrsrs;
Bom, eu pretendo dá uma corridinha com o tempo porque quero unir logo esses dois, quero que vocês conheçam o casal que eles serão até chegar ao que são na fic Destino. Eles passarão por muitas coisas gente, preparem seus lencinhos e seus remédios para o coração.
Agradeço a todas que dedicaram um tempo a postar seus reviews, obrigada mesmo.
Beijos!
