Olá leitoras!

Eu confesso que estava com saudades dessa estória e trouxe mais um capítulo para vocês. Espero que gostem.

Boa leitura!


Alguns dias mais tarde, Izayoi chegava em casa numa manhã de sábado depois de mais uma noite maravilhosa em companhia de Oyakata. Ela abriu a porta principal e logo quando ia subir os degraus da escada para ir ao seu quarto, ouviu alguém chamá-la.

A jovem se virou ao ouvir a voz masculina e caminhou até a sala encontrando o pai sentado em uma das poltronas.

- Papai! – Ela sorriu ao vê-lo. – Eu não sabia que já estava de volta. – Disse se sentando ao lado dele e depois o beijou docemente.

- Eu cheguei ontem à noite. E qual não foi minha surpresa quando constatei que nenhuma de minhas filhas estava em casa para me receber.

- Ora papai, mas o senhor não nos avisou que chegaria. Do contrário nós estaríamos aqui.

- Onde você esteve Izayoi? Saiu com amigos? – O homem perguntou fitando a filha diretamente.

- Não. Na verdade eu fui a um encontro.

- Encontro? E posso saber onde foi que minha filha passou a noite?

- Eu passei a noite no meu antigo apartamento. – Izayoi respondeu simplesmente já sabendo aonde o velho Hasimoto queria chegar.

Hasimoto tratava suas filhas como adolescentes, mesmo que as duas fossem adultas e plenamente responsáveis por suas vidas. Ele sempre fora super protetor e tornou-se ainda mais após a morte de sua esposa.

- Bom, se me der licença papai eu vou subir para tomar um banho e descansar um pouco. Nos vemos no almoço? – Ela indagou.

- Sim.

- Então até mais tarde. – A mulher o beijou novamente e se levantou do sofá seguindo para o quarto.

Hasimoto permaneceu na sala de estar com o jornal daquela manhã nas mãos e estava pensativo. Ele viu uma das empregadas passar e ordenou que ela chamasse por Miyako, a governanta da casa que estava com a família desde que suas filhas eram pequenas.

- Mandou me chamar Hasimoto-sama? – A senhora surgiu na sala.

- Sim. Quero que me diga a verdade Miyako. – O homem falou com seriedade. - Com que freqüência Izayoi tem saído e passado a noite fora durante minha ausência? – A criada ficou incerta quanto ao que podia ou não dizer, mas sabia que não podia omitir nada do patrão. Ele descobriria de um jeito ou de outro o paradeiro das filhas.

- Geralmente ela sai aos finais de semana apenas. Durante a semana às vezes chega tarde porque vai a algum jantar ou algo assim, mas Izayoi sempre liga para nos avisar.

- Está certo. Pode ir. – O homem a dispensou e voltou a ficar pensativo. Se sua filha estava envolvida com alguém ele tinha que saber quem era.

...

Horas mais tarde a família encontrava-se reunida para o almoço. O senhor Hasimoto estava na cabeceira da mesa como de costume tendo suas filhas uma de cada lado.

O almoço estava sendo servido e Keiko conversava alegremente com a irmã enquanto o pai apenas as observava.

- Papai, o senhor está tão calado. – Keiko disse.

- Estou apenas observando a alegria de minhas duas filhas. – O homem respondeu simplesmente e lançou um olhar significativo para a primogênita.

- Iza você vai à festa da Hikari? – Keiko perguntou a irmã.

- Eu não sei. Será na próxima semana, não é?

- Isso.

- Talvez eu vá. Vou ver se Naomi irá também.

Alguns minutos de conversa depois uma das empregadas veio à sala de jantar informando que alguém estava ao telefone para falar com Izayoi. A jovem pediu licença e saiu da mesa indo até a sala de estar para atender à chamada.

Izayoi voltou à companhia da irmã e do pai alguns instantes depois e continuou sua refeição.

- Iza, eu quero algo seu emprestado para usar essa noite.

- Se não for algo que eu queira usar, tudo bem.

- Vocês duas vão sair hoje novamente?

- Ai pai! Não existe a menor possibilidade de eu ficar em casa num sábado à noite. – Keiko respondeu.

- E você Izayoi também vai sair? – O patriarca indagou encarando a mais velha que tomava água de uma taça.

- Sim papai. Eu tenho um compromisso.

O almoço continuou em um clima estranho. Izayoi sabia que seu pai a estava testando e acompanhando de perto. Ela tinha certeza de que ele ouvira algum tipo de comentário e estava muito interessado em saber o que ela andava fazendo. Sabia que cedo ou tarde teria que conversar com ele e contar que estava envolvida com alguém.

...

À noite, Izayoi terminava de se arrumar para sair. Keiko foi até seu quarto para pegar emprestados os brincos que tanto adorava e a mais velha pôde ver o quanto ela estava bonita vestida em um modelo preto e de tecido brilhante, muito sensual.

- Nossa! A quem você está querendo atingir vestida assim irmãzinha? – Izayoi indagou.

- Ninguém exatamente, mas quem sabe eu não conheço alguém como o Oyakata, não é?

- É quem sabe...

As duas riram e depois de se olhar mais uma vez no espelho, Keiko deixou o quarto da irmã anunciando que já estava de saída para se encontrar com os amigos.

Izayoi terminava de se arrumar colocando os brinco e o delicado colar. Ela se olhou no espelho mais uma vez e sorriu depois caminhou até a porta do quarto e apagou a luz antes de sair.

No andar inferior da casa a jovem encontrou o pai. Hasimoto-san estava sentando em uma das belas poltronas da sala degustando de alguma bebida que parecia ser conhaque.

- Eu já estou saindo papai. – A jovem disse chamando a atenção dele que se virou para fitá-la.

- Você está linda querida. – Ele disse após tomar mais um gole da bebida.

- Obrigada. – Izayoi disse se aproximando do pai. Ela usava um vestido preto com cumprimento até a altura dos joelhos e alças finas e delicadas que se cruzavam nas costas.

A jovem beijou o pai no rosto de forma carinhosa. Hasimoto era um homem sério demais e de temperamento difícil, mas Izayoi sempre tivera um jeitinho todo especial de lidar com ele e os dois sempre tiveram uma ótima relação.

- Lembro-me tanto de sua mãe quando a vejo assim. A mesma elegância e porte, a mesma doçura... – O homem disse saudoso ao fitar a filha e acariciou o rosto dela. – Tome cuidado está me ouvindo? – Orientou encarando-a profundamente e Izayoi sorriu.

- Não se preocupe papai, eu sei me cuidar. – Ela disse e aplicou mais um beijo no rosto dele. – Boa noite.

- Boa noite. – O homem respondeu e viu a filha caminhar até a porta e sair.

...

Alguns dias se passaram e em uma noite, logo após o jantar os Hasimoto conversavam na sala de estar. Os assuntos eram os mais variados, desde de questões ligadas à empresa até as notícias locais.

A conversa foi interrompida pela aparição de uma das empregadas que chegou à sala com o telefone nas mãos.

- Com licença senhorita Hasimoto. Telefone para a senhorita é o senhor Taisho.

- Oh, obrigada Tiemi! Com licença. – A jovem pediu antes de se retirar da sala com o aparelho sem fio na mão já iniciando a conversa com o homem.

Oyakata havia partido em uma viagem de negócios três dias atrás e a previsão era de que ele retornasse naquela noite e eles acordaram que o homem faria contato com ela assim que chegasse.

- Oi querido!

- Oi Iza!

- Que voz é essa Oyakata? – Ela perguntou preocupada.

- Estou cansado apenas isso.

- Você já está em casa?

- Infelizmente não. Não pude embarca hoje à tarde como pretendia por causa do mau tempo. O próximo vôo só irá decolar amanhã pela manhã de acordo com as previsões.

- Oh que pena! O tempo aqui não está muito bom também. A temperatura baixou e já choveu. – A mulher informou. - Está ansioso para voltar por causa do Sesshy?

- Não só por causa dele. – Respondeu sorrindo. – Não me agrada ficar longe de casa por muito tempo. Eu sinto falta de casa, sinto falta do meu filho e sinto falta de você.

- Oh é mesmo? – Ela se mostrou feliz com o que ouvira.

- É.

- Então nos vemos quando você chegar? – A mulher quis confirmar.

- Claro. Nós podemos jantar juntos. Eu, você e o Sesshy - O homem falou divertido o apelido carinhoso que Izayoi dera ao menino.

- Eu vou adorar. Está certo então, amanhã nos falamos. Um beijo!

- Outro Iza.

Após encerrar a conversa com Oyakata, Izayoi voltou à sala e se sentou no sofá próxima ao pai. Eles conversaram por mais algum tempo, até que Keiko informou que iria para o quarto.

Assim que viu a caçula desaparecer de vista ao subir os degraus da escada Hasimoto-san se voltou para sua primogênita.

- Desde quando você conhece Oyakata Taisho?

- Já faz algum tempo. – Izayoi respondeu simplesmente. Sabia o que o pai queria e não facilitaria as coisas para ele.

O homem a encarava seriamente, há tempos queria ter uma conversa com a filha sobre seu envolvimento com aquele homem. Descobrira que Izayoi se encontrava com Oyakata freqüentemente e isso não o agradava.

- Izayoi?

- Sim?

- O que há entre você e esse homem? – A jovem respirou fundo tentando manter a calma.

- Quando nos conhecemos há alguns meses nos tornamos amigos. Agora... somos mais que amigos.

- O que você sabe sobre ele minha filha?

- Do que está falando papai? Oyakata é um homem de negócios, vem de uma família importante extremamente conhecida e bem conceituada em todo o país. O senhor conhece a família dele.

- Sim conheço. Ele é muito respeitado no mundo dos negócios, assim como o pai dele era, mas isso não significa que seja bom para você.

- Ora, por favor, papai! – Izayoi protestou, mas o senhor Hasimoto não se deteve e continuou com sua argumentação.

- Ele esteve fora do país durante anos. Não se sabe o que ele andou fazendo nesse período...

- O que ele andou fazendo, não interessa a ninguém e não me importa. A vida dele antes de mim não me diz respeito.

- Pois deveria. – O homem disse e Izayoi se levantou exasperada.

- Papai, o senhor queria saber com quem eu estava envolvida e agora já sabe. Meu relacionamento com Oyakata é algo que eu prezo muito e o senhor pode até não aprovar, mas eu quero que respeite minha decisão. Sei que se preocupa comigo, mas eu não sou mais uma criança. Eu sou responsável pela minha vida e faço minhas próprias escolhas.

- Está certo. Você é adulta não há nada que eu possa fazer. – O homem resolveu amenizar a discussão, mas não deixaria de estar atento à filha.

- Obrigada. Eu vou para o meu quarto. Boa noite. – Disse séria antes de caminhar para fora da sala em direção a escada.

Já em seu quarto Izayoi respirou fundo tentando se acalmar. Ela sabia que cedo ou tarde teria esse tipo de discussão com o pai e preferia tê-la evitado. Não gostava de brigar com o pai, mas não estava disposta a ceder nesse caso, não abriria mão de sua relação e do amor que sentia por Oyakata sob nenhuma hipótese.

A mulher trocou de roupa e retirou a colcha da cama para se deitar. Ficou fitando o tento e pensando no homem que amava. Sorriu levemente ao pensar em tudo o que eles haviam vivido e experimentado juntos até ali e Izayoi queria mais, muito mais.

...

No dia seguinte conforme haviam combinado Izayoi deixou o escritório por volta das 12h30 e dirigiu até a mansão Taisho para almoçar com seus dois amores. Ela foi recebida na porta pela governanta da casa que sorriu alegre ao vê-la mais uma vez.

- Boa tarde Kaede!

- Boa tarde senhorita Hasimoto! O senhor Taisho e Sesshoumaru estão na sala de tv. – A mais velha informou e indicou que a visitante a seguisse.

Izayoi alcançou a sala de tv da casa que ficava após a sala de estar atrás de uma porta dupla de correr. A mulher nunca havia estado ali. No cômodo havia confortáveis poltronas de cor clara, grandes almofadas marrons e vermelhas. As paredes eram também claras e alguns quadros adornavam as paredes.

Sesshoumaru estava sentado com seu corpinho miúdo em uma das poltronas olhando fixamente para a tv e o pai estava ao seu lado. Oyakata não fora trabalhar naquele dia, após quatro longos dias afastado do filho resolveu dedicar o dia a ele e por isso estava com roupas informais.

- Olá! – A mulher chamou a atenção deles com o cumprimento enquanto sorria.

- Oi Iza! – O homem se levantou ao vê-la e ela desceu os dois degraus até ficar no mesmo nível dele.

Oyakata a beijou levemente, mas sem tirar a atenção do menino que estava na poltrona e poderia cair se resolvesse fazer alguma peraltisse.

- Nossa, ele não quer saber de mim hoje! - Izayoi disse fitando o Sesshoumaru que estava distraído com as imagens do desenho animado que passava na tv.

- Ele adora esse desenho. – O pai informou.

Izayoi se sentou ao lado de Sesshoumaru e mexeu com ele apertando levemente a barriguinha.

- Oi bebê! – Ela falou sorrindo quando o viu voltar os belos orbes dourados para ela. O menino apontou o dedinho para ela sorrindo e olhou para o pai balbuciando.

A mulher sorriu ainda mais e o pegou no colo beijando o rostinho fofo e alvo.

Mais tarde eles almoçaram juntos num ambiente tranqüilo e familiar que agradara muito a Oyakata e fizera feliz a Izayoi, que cada vez mais sentia que aquele era o seu lugar.


Oi meninas!

Primeiro de tudo quero agradecer pelos reviews no último capítulo. Eu adorei, cada um mais fofo que o outro.

O capítulo anterior foi caliente. A química entre nosso casalzinho é mais do que perfeita e eu adoro esses dois.

No meu último comentário eu disse que haveria alguns conflitos. Acho que não me expressei bem, não é? Haverá conflitos sim, mas não será entre os dois. Nesse capítulo já deu para se ter uma noção de quem será o agente gerador desse conflito. O senhor Hasimoto tem sérias reservas em relação a Oyakata, sem motivo aparente e o ciúme de pai super protetor ajuda a temperar essa pequena confusão.

Vejamos como nossa heroína lidará com tudo isso.

Beijos e até a próxima.