Oi!

Receio que este seja um capítulo curto, mas muito fofo também. Eu gostei muito do resultado e espero que vocês também gostem.

Boa leitura!


Alguns dias se passaram. A relação de Oyakata e Izayoi continuava evoluindo de forma maravilhosa para ambos apesar da clara desaprovação do pai dela.

Naquela noite Izayoi estava na mansão Taisho em companhia do homem e de Sesshoumaru. Eles haviam jantado juntos com acontecia freqüentemente e agora desfrutavam de momentos agradáveis um com o outro.

O casal observava enquanto Sesshoumaru brincava na sala. Havia carrinhos no chão e ele os movia de um lado a outro em sua brincadeira. Ele agora já andava com segurança e caminhava por todo o cômodo movido pela curiosidade de explorar o ambiente.

- Sesshoumaru?! - A voz do pai chamou a atenção do menino e o fez interromper sua caminhada através do corredor onde ele ficaria longe do alcance de visão de Oyakata. Ele voltou seus olhos dourados para o pai tendo um sorriso maroto estampado na face angelical. – Aí não rapaz. Você tem que brincar aqui. – Oyakata disse chamando a atenção dele para os brinquedos espalhados por ali.

Izayoi sorriu ao ver o menino balançar a cabeça confirmando a negativa do pai.

- É isso mesmo, não pode. Agora venha para cá.

Ainda exibindo um sorriso encantador Sesshoumaru desafiou o pai e apressou o passo seguindo pelo corredor. Izayoi riu mais intensamente com a expressão exibida por Oyakata diante do acontecido.

- Eu não acredito nisso. – O homem se levantou rapidamente e seguiu o garoto logo o alcançando. Sesshoumaru ainda tentou correr gargalhando como se ter o pai correndo atrás de si fosse a mais divertida das brincadeiras.

- Te peguei! – O pai falou ao erguê-lo no colo e o viu sorris ainda mais. – Não faça isso filho você pode cair. E que história é essa de sair correndo, você ainda é muito novo para já estar me desafiando, ouviu? - Oyakata apertava levemente a barriguinha de Sesshoumaru causando mais risos a ele.

Os dois voltaram à companhia de Izayoi que permanecia sentada em um dos sofás e ela estendeu os braços para receber o menino no colo.

- Seu danadinho! – A mulher disse. – Você fugiu do seu pai? Que feio Sesshy! – Ela fingia repreendê-lo, mas sorria.

- Um ano e meio e já está fazendo isso. Fico imaginando como será quando tiver quinze.

- Ah querido, ele é um bom menino. Só estava brincando, não é Sesshy? Você não estava brincando com o papai?

- Pa.. pa. – O menino disse fitando o homem sentado a sua frente.

- É, o papai.

Há alguns dias Sesshoumaru pronunciara a palavra pela primeira vez e encheu o pai de orgulho ao fazê-lo. Oyakata se emocionava todas as vezes em que o ouvia chamá-lo.

Momentos mais tarde Izayoi ninava um adormecido Sesshoumaru em seu colo.

- Acho que agora já podemos levá-lo para o quarto. – Ela disse em voz baixa enquanto o acariciava o pequeno no rosto.

- Sim. Vamos levá-lo.

O casal subiu os degraus da escada seguindo até o quarto de Sesshoumaru. Lá dentro Izayoi o trocou e depois o acomodou confortavelmente no berço.

Saíram logo depois de apagar as luzes e do lado de fora Izayoi sentiu-se envolvida pelos braços fortes de Oyakata. Ele a beijou levemente no pescoço fazendo um sorriso surgir na face da mulher.

- Já está tão tarde, é melhor eu ir. – Ela disse instantes depois de olhar o relógio em seu pulso que marcava pouco mais de onze e meia da noite.

- Fique. – O homem falou estreitando o abraço. Izayoi virou-se buscando pelos olhos 

dele.

Desde que se conheceram Izayoi jamais passara a noite ali. Ela sequer conhecia o quarto dele, nunca havia estado lá e considerava que aquele era um passo importante para o relacionamento dos dois.

- Tem certeza? – Indagou com a voz suave o fitando. Oyakata sorriu e a beijou antes de responder.

- Absoluta.

O homem a conduziu pela mão até o final do corredor onde abriu uma das portas e entrou sendo seguido por ela.

As luzes estavam acesas. O quarto era bastante amplo e a decoração de extremo bom gosto. As paredes brancas continham quadros com belas pinturas abstratas. Os móveis de madeira na cor tabaco contrastavam com os estofados, cortinas e roupas de cama completamente alvas.

Alguns objetos estrategicamente arrumados compunham a decoração minimalista, elegante e prática, típica de homens sofisticados como Oyakata. Livros arrumados sobre uma mesa que ficava próxima a uma poltrona, luminárias, vasos e estatuetas.

Izayoi reparou que a única fotografia que havia ali estava colocada sobre o criado mudo ao lado de uma luminária e de um relógio prateado e era de Sesshoumaru.

Batidas na porta foram ouvidas e chamaram a atenção dos dois. Oyakata seguiu até lá para atender. Segundos depois ele voltou a entrar no quarto e ao fazê-lo se aproximou da mulher e a tocou carinhosamente no rosto.

- Eu preciso descer por alguns instantes. – Informou e a viu concordar com um aceno. – O banheiro é ali. Você pode tomar um banho e usar uma de minhas camisas para dormir.

- Está bem.

- Fique à vontade. – Ele falou ao ouvido dela e a beijou antes de deixar o quarto.

Izayoi voltou a observar o ambiente a sua volta. Ela pegou o porta-retrato e admirou a fotografia que mostrava o pequeno Sesshoumaru sorrindo lindamente, o que a fez também sorrir. A mulher se sentou na cama e sentiu a maciez da superfície ao deslizar as mãos pelo tecido da colcha colocada sobre ela.

Instantes depois Izayoi se dirigiu ao banheiro e retirou as roupas que usava para depois se colocar sob a relaxante ducha.

...

Oyakata voltou ao quarto e encontrou Izayoi de pé em frente à porta da sacada. Ela vestia a parte de cima de um de seus pijamas de seda e este era da cor azul marinho. Izayoi se voltou para fitá-lo ao ouvir o barulho da porta sendo aberta.

- Aconteceu alguma coisa para Kaede vir chamá-lo? – Ela indagou enquanto o via se aproximar.

- O motorista teve uma emergência familiar e queria falar comigo para pedir dispensa do trabalho amanhã.

- É alguma coisa grave?

- Ele ainda não sabe. Acabou de receber um telefonema pedindo que fosse para casa, então eu o dispensei. Mandei que nos avisasse caso precise de alguma coisa.

- Humm.

- Bom, agora eu vou tomar um banho. – Ele anunciou já abrindo os botões da camisa.

- Vá querido. – A mulher disse sorrindo.

Oyakata retornou do banho momentos depois vestindo a calça do pijama que Izayoi 

usava e uma camiseta branca. Ele se sentou na cama e a observou atentamente.

- Tem alguma coisa incomodando você Iza?

- Não. – Ela respondeu se aproximando dele e parando à sua frente. – É que...ah é uma bobagem.

- Karin nunca esteve aqui Izayoi. – Ele disse como se pudesse ler os pensamentos dela. – Nenhuma outra mulher esteve. – Izayoi sorriu ao ouvi-lo e tocou os lábios dele com os seus de forma doce.

- Eu só estava... curiosa.

- Só curiosa?

- Uhum.

- Está certo.

Oyakata se levantou e retirou a colcha da cama, logo depois se deitou e chamou pela mulher. Izayoi se deitou ao lado dele e foi imediatamente envolvida pelos braços dele.


Perguntas??

Como eu disse este foi um capítulo curto, mas bastante significativo para os personagens.

Aguardo seus reviews para saber o que vocês acharam.

Beijos e boa semana a todos!