Oi gente! Como vocês estão? Espero que bem.
Desculpem pela demora em atualizar a fic, isso realmente não é legal. Eu posso afirmar porque também sou leitora e sei conheço bem a ansiosidade de vocês. Me desculpem mesmo.
O capítulo não está muito grande, mas é bastante significativo. Acho que ele representa a introdução de uma guinada na estória.
Peço que se encontrarem erros, desconsiderem, porque eu terminei esse capítulo hoje e não revisei para não demorar mais.
Qualquer coisa gritem.
Espero que apreciem. Boa leitura!
O sábado amanhecera ensolarado e tão logo acordou Izayoi se levantou da cama. Ainda era cedo, cerca de nove da amanhã. Ela caminhou até o banheiro vestindo ainda uma camisola de seda azul. Parou frente ao espelho e observou o próprio reflexo por algum tempo. A bela feição estava muito séria, pois a irritação pelo que acontecera na noite passada não a havia abandonado.
Izayoi retirou a camisola e se colocou sob a ducha morna na tentativa de recuperar o ânimo. Logo ela terminava o banho e com os cabelos presos deixou o box se enrolando na toalha felpuda de cor marfim que estava arrumada ali.
Minutos depois, a mulher estava arrumada com uma calça de malha justa na cor preta e uma camiseta branca colocada sobre um top da mesma cor da calça. Ela prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, pegou os óculos escuros e as chaves seguindo logo depois para a porta do quarto e a fechando ao sair.
Quando desceu as escadas Izayoi verificou que a casa estava no mais completo silêncio. O pai e a irmã provavelmente dormiam ainda, afinal haviam chegado muito tarde em casa. Ela agradeceu aos deuses por não ter que encontrar o pai naquele momento e seguiu até a cozinha encontrando logo quem queria.
- Bom dia! – A jovem disse ao entrar no cômodo onde a governanta e duas outras empregas estavam trabalhando.
- Bom dia Iza! – A voz da governanta se sobrepôs a das outras mulheres que também cumprimentaram a filha de seu patrão. – Você quer que eu lhe sirva o café da manhã?
- Não Miyako, obrigada. Eu vou sair pra caminhar e como alguma coisa depois se sentir fome.
Izayoi caminhou até o refrigerador e abriu a porta tirando de lá uma jarra de suco para logo depois colocar seu conteúdo em um dos copos sobre a bancada e sorver o líquido rapidamente.
- Eu vou indo. Ja ne. – Disse ao deixar a cozinha sob o olhar atento da governanta que percebeu que a jovem mulher não estava com o melhor humor.
Izayoi deixou sua casa e munida de seus óculos escuros entrou em seu carro dirigindo lentamente pelas ruas da cidade que já começavam a ficar movimentadas. Cerca de meia hora depois ela estacionava na entrada do parque Hayto.
A bela mulher iniciou, como disse que faria, sua caminhada pelo parque sentindo a brisa leve e fresca acariciar seu rosto apesar do sol e enquanto caminhava pensava na vida. Pensava em seu relacionamento com Oyakata, na implicância do pai e nos problemas que isso traria a ela.
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Já passava das duas da tarde quando Izayou finalmente retornou para casa. Ela passara todo aquele tempo no parque caminhando e tentando se acalmar. No horário do almoço ela parou em um restaurante próximo e sozinha fez uma refeição leve enquanto observava as pessoas se divertindo, as famílias conversando e os casais trocando carícias discretas.
Logo que chegou em casa a jovem seguiu para o próprio quarto com a intenção de tomar um banho. Assim que entrou na espaçosa suíte começou a se despir e ouviu batidas na porta.
- Sim? – Perguntou enquanto tirava a calça de malha que usava.
- Sou eu menina. – A voz conhecida disse e Izayoi pediu que ela entrasse.
- O que foi Miyako?
- Seu pai já perguntou por você várias vezes. Eu disse que você havia saído pra caminhar, mas como estava demorando ele começou a fazer perguntas. – A governanta da casa disse enquanto recolhia as roupas que antes vestiam o corpo da jovem.
- Eu não quero vê-lo Miyako. Não quero discutir. – Izayoi disse já estando sob a ducha quente que relaxava seu corpo.
- Aconteceu alguma coisa ontem? – A mais velha indagou preocupada.
- Eu não sei o que, mas aconteceu. Meu pai ficou sozinho com Oyakata por um longo tempo e eu tenho até medo de pensar no que ele possa ter dito.
- Você acha que eles discutiram?
- Oyakata disse que não. – Izayoi suspirou sentindo sua irritação voltar a crescer. – Mas eu acho que ele quis me poupar o aborrecimento.
- Você precisa manter a calma Izayoi. – Instruiu a governanta que a conhecia e àquela família desde sempre. – Seu pai só está com ciúmes, embora ele nunca vá admitir que seja isso.
- Eu entendo a necessidade dele de me proteger de cuidar de mim, afinal sou a filha dele. Mas isso não lhe dá o direito...
Izayoi fechou a ducha e deixou o Box, logo recebendo a toalha que era estendida por Miyako. Após enxugar os cabelos ela vestiu o roupão branco e se voltou para o grande espelho sobre a bancada da pia fitando seu reflexo por algum tempo.
- Você está mesmo apaixonada por esse homem, não está? – A voz doce de Miyako que ainda a fitava pôde ser ouvida e Izayoi confirmou com um aceno de cabeça.
- Ele é um homem maravilhoso Miyako. – Disse se voltando para a mais velha. – E é por isso que me revolta ver o meu pai o julgando dessa forma sem conhecê-lo. Não é a implicância ou o ciúme que me incomoda. Isso eu considero até normal. Mas as coisas que o meu pai diz, são tão maldosas, tão absurdas... Não têm nada a ver com o Oyakata.
- Se ele a faz tão feliz, então eu também gosto dele. – Miyako disse sorrindo e fez a jovem sorrir também. – Eu sei que você não permitirá que a teimosia do seu pai a impeça de ser feliz com o homem que você ama. Você é forte Iza, sempre foi e se esse homem sentir o mesmo que você, cedo ou tarde o seu pai cairá em si e acabará aceitando. – Concluiu otimista.
- Eu espero que sim Miyako... espero que sim.
- Bom, eu vou indo porque ainda tenho coisas a fazer. Você não quer comer alguma coisa? Você almoçou Izayoi?
- Sim Miyako. – Izayoi respondeu em um tom divertido zombando da preocupação da governanta. – Eu fui a um restaurante próximo ao parque e almocei lá. – Agora eu vou descansar um pouco e se mais tarde eu sentir fome eu como alguma coisa.
- Está bem.
Assim que Miyako deixou o local, Izayoi voltou ao quarto e indo até o closet pegou uma de suas camisolas e a vestiu. Caminhou até a cama retirando a bela colcha que a cobria e se deitou procurando relaxar. Não demorou muito e a jovem estava dormindo um sono tranqüilo.
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Izayoi acordou por volta das 18h30 como pôde verificar através do relógio sobre o criado mudo. Ela se levantou e tão logo fez sua higiene e se trocou deixou o quarto com a intenção de descer e ir até a cozinha.
Quando passou pela sala Izayoi viu o pai saindo do escritório e ele a encarou. A jovem decidiu não parar para cumprimentá-lo ou conversar como normalmente faria. Ainda estava irritada e preferia naquele momento evitar atritos com o pai.
- Boa tarde! – O velho Hasimoto disse sem deixar de fitar a filha.
- Boa tarde papai! – Izayoi disse sem muita expressão e fez menção em continuar seu caminho até alcançar o corredor que levava à cozinha, mas a voz do mais velho a interrompeu.
– Nós temos que conversar. – Ele disse sério e Izayoi o encarou da mesma forma.
- O senhor vai me dizer sobre o que você e Oyakata conversaram ontem? Vai me contar o que disse a ele?
- Ele não contou a você? – O mais velho disse com a voz serena caminhando até a sala de estar e depois se dirigiu ao bar se servindo de um uísque enquanto fitava a filha.
- Não. Oyakata é honrado demais para me contar o que vocês conversaram ainda que ele tenha se ofendido com essa conversa.
- Ele disse que se ofendeu? – Hasimoto indagou já estando sentado em um dos confortáveis sofás. – Bom, se ele não o contou acho que eu também não devo fazê-lo. Afinal foi uma conversa entre homens.
- Papai... – Izayoi disse entre os dentes tentando ao máximo conter a raiva que sentia diante da face serena de seu pai. Ela sabia o quão terrível aquele homem que a criara podia ser, mesmo que o amasse muito, ela conhecia as diversas facetas dele. – O que foi que o senhor disse a ele? – Insistiu.
- Nada de mais. Apenas conversamos sobre nossos sentimentos em relação a nossos filhos. – Izayoi se mostrou intrigada com a fala do pai e com a expressão quase irônica no rosto dele. – Parece que nós temos algumas coisas em comum afinal. Ambos amamos nossos filhos ao que parece e somos capazes de qualquer coisa por eles.
- Do que o senhor está falando? – Izayoi indagou fitando o pai diretamente nos olhos e o tom utilizado por ela era extremamente desafiador e isso não agradou ao homem.
- Eu deixei claro ao jovem senhor Taisho que, como um pai que ama e se preocupa com suas filhas, eu não permitiria que ele a usasse.
- O que? – A jovem parecia incrédula.
- Disse a ele que você não seria usada para tapar o buraco deixado pela mulher dele, que provavelmente teve um bom motivo para abandoná-lo.
- Eu não acredito que o senhor fez isso papai!
- Sim, eu fiz. Você, minha filha, não vai criar o filho abandonado de outra mulher. Será que você não vê que é apenas isso o que ele quer? Conveniência. Uma bela e jovem mulher para manter ao seu lado e cuidar do filho que a outra deixou.
- Chega! – Izayoi gritou e o mais velho exibiu uma expressão surpresa. – Como você pôde? – A forma respeitosa com que normalmente se dirigia ao pai fora abandonada naquele momento. Izayoi estava furiosa. – Você não tinha o direito. Como foi capaz de envolver o Sesshoumaru nessa história? Ele é uma criança inocente.
- Uma criança inocente que precisa de uma mãe. E quão conveniente foi o fato de você ter ficado absolutamente encantada com esse menino. – Hasimoto voltou a falar em um tom sério vendo como a filha defendia o garoto com o mesmo empenho que o pai havia feito na noite anterior.
- Eu me encantei por ele sim. Eu o amo tanto quanto amo o pai dele e não há nada que você possa fazer quanto a isso. – Izayoi disse recobrando parte de sua postura. – Você não sabe nada sobre o Oyakata, não sabe o que o levou a se divorciar, não faz idéia pelo que ele passou e foi muito baixo de sua parte usar o filho dele para atingi-lo.
- Eu não usei ninguém. Apenas disse a verdade que você não quer enxergar minha filha. – O homem voltou a falar em um tom apelativo dessa vez. – Eu só quero o melhor para você Iza.
- Sou eu quem deve saber o que é melhor para mim papai, mais ninguém. – Os olhos de Izayoi estavam brilhantes pelas lágrimas que ela tentava esconder. – Aceite de uma vez por todas que eu amo aquele homem e se ele me quiser, se ele algum dia considerar em me propor, pode ter certeza de que eu não vou hesitar um segundo sequer em ficar ao lado dele e criar o filho dele como se fosse meu.
- Você não ousaria.. – O velho disse se colocando de pé tamanha a afronta que sentiu por parte da filha.
- Oh sim eu ousaria.... – Izayoi afirmou. – Basta que ele manifeste o mínimo interesse papai, basta que ele dê um sinal e eu vou sem pensar duas vezes.
- Izayoi! Eu não admito que você fale assim comigo. – Ela ouviu o pai esbravejar, mas pouco se importou.
- Sou eu quem não admite ser tratada como uma criança que tem a vida censurada pelo pai, principalmente por um motivo tão mesquinho quanto esse. O senhor está preocupado com o que vai pensar a nobre sociedade japonesa? Pois eu não me importo nem um pouco com que possam pensar desde que eu esteja com o homem que eu amo e que ele me faça feliz como tem feito até agora.
Izayoi virou as costas para o pai e deixou a sala.
- Izayoi volte aqui! – O pai a chamava sem sucesso. – Volte aqui imediatamente!
A jovem se dirigiu a porta da casa. As lágrimas já rolavam por sua bela face molhando a pele aveludada. Quando passou pelo aparador que ficava no corredor, ela pegou as chaves do carro e saiu em disparada até a garagem dando a partida no automóvel e logo deixou a mansão sem dizer para onde ia.
Dentro da casa o velho Hasimoto estava agora não só irritado, mas preocupado com a filha. Miyako que havia escutado tudo assim como os outros empregados da casa visto que os dois aumentaram consideravelmente o tom de suas vozes durante a discussão, se aproximou da sala onde o patrão estava.
- Hasimoto-san, o que foi que aconteceu?
- Ela brigou comigo por causa daquele homem Miyako! Brigou comigo! – Disse indignado.
- O que foi que o senhor fez? – Miyako indagou com a voz tranqüila.
- Eu? Eu não fiz nada. Apenas disse a ele que não permitiria que ele usasse a minha filha.
- Ela está apaixonada Hasimoto-san. O senhor deveria saber que ela não lhe daria ouvidos. – O homem a encarou ainda bufando. – O senhor já parou para considerar que talvez ele também a ame?
- Ora, por favor, Miyako!
- Essas discussões só servem para deixá-la magoada e para afastá-la do senhor. Izayoi não vai desistir dele.
- Cale-se e saia daqui Miyako. Me deixe sozinho.
A criada obedeceu sabendo que suas palavras foram absorvidas pelo patrão. Ela rezava para que ele deixasse de ser cabeça-dura e pelo menos tentasse conhecer Oyakata antes de determinar que ele faria sua preciosa filha sofrer, pois do contrário a relação dele com Izayoi seria seriamente prejudicada.
Aguardo seus reviews queridas leitoras.
Sugestões e críticas continuam sendo bem vindas.
Quero agradecer imensamente a quem continua acompanhando minhas fics. Eu tenho recebido inúmeros reviews de incentivo e cadas vez mais novos leitores estão surgindo. Isso me deixa muito feliz.
Quero avisar que não abandonei minhas fics e nem farei isso. A demora em atualizar se deve ao fato de eu estar com muitas coisas na cabeça e porque eu ainda não estou completamente satisfeita com o que escrevi até agora na "Batalha" e na Take My Heart". A "Destino" está até bem encaminhada, estou começando a escrever o reencontro.
Bom, obrigada a todos mais uma vez.
Beijos!
