N/A: Olá??? Ainda tem alguém lendo essa fic? Espero que sim!! Mil desculpas...
Boa leitura!
Capítulo 6 - Alimentando esperanças
Com a aproximação de Dezembro, o clima natalino começa a se espalhar pelo castelo, sobretudo pela decoração tradicional e pela fina camada de neve que já começa a cobrir os jardins e o pátio, mas o que realmente alegra Harry é o retorno de um de seus "maiores" amigos, depois de uma longa ausência. De fato, desde que havia chegado a Hogwarts em Setembro, algo de que sentia mais falta era poder visitar Hagrid, que tinha estado viajando desde o final de Agosto. Agora, ao deixar sua sala ao final das aulas, Harry tinha acabado de ver com grande satisfação que havia luzes na cabana de Hagrid, além de fumaça em sua chaminé, o que só podia significar que ele havia voltado. Feliz com o pensamento de ir vê-lo, Harry vai depressa aos dormitório dos professores em busca de Hermione, sabendo que ela iria querer acompanhá-lo; relembrando seus tempos de aluno, quando precisava sair escondido do castelo para ir ver Hagrid, ele entra animado no dormitório da amiga, como se estivesse entrando outra vez na sala comunal.
- Herms, você nem vai acreditar! Hagrid voltou! Nós podemos ir visitá-lo antes do jantar se você...
Harry pára de chofre. Hermione está saindo do banheiro, envolvida em uma toalha e secando o cabelo com outra menor; ela não havia ouvido nada e quando chega ao quarto e vê Harry ali parado, observando-a como se estivesse em choque, acaba tomando um susto e gritando.
- Hermione... desculpe, eu não quis assustar você! – o grito dela parece tirá-lo do "transe" em que estava e ele se apressa em desculpar-se.
- O que está fazendo aqui? – ela pergunta nervosa quando a toalha escorrega e rapidamente pega a colcha sobre a cama e se cobre com ela.
- Eu só... só vim saber se você... – Harry tenta se concentrar em uma resposta, mas o corpo de Hermione continua a distraí-lo – Hermione... a colcha tem furinhos... eu ainda posso ver você...
- Ah, não! – Hermione grita outra vez e Harry vira rapidamente de costas para ela.
- Desculpe por ter entrado sem bater, eu não quis... eu sinto muito, Hermione... só vim avisar você que o Hagrid voltou e te chamar pra irmos vê-lo antes do jantar...
- Ok. Assim que eu estiver vestida eu vou – Hermione responde com pressa.
- Certo. Vou esperar lá embaixo, no saguão de entrada.
- Ótimo.
Harry deixa o quarto sem olhar para trás e se apressa em chegar ao saguão, como se precisasse se afastar de Hermione o mais rápido possível.
Era só o que me faltava! Se antes eu já não conseguia parar de pensar nela, agora sim não vou tirá-la da cabeça de jeito nenhum! Antes eu só ficava imaginando... agora tenho a imagem real e concreta, ainda que tenha sido só de relance, só por um momento, de Hermione completamente nua, os cabelos molhados, as gotas d'água escorrendo por aquele corpo tão perfeito... Ah, quem me dera poder...
- Harry... – Hermione o chama quando chega ao saguão – Podemos ir agora.
- Ele se volta para ela, tentando rapidamente apagar as imagens de seu pensamento.
- Então vamos. E Hermione, desculpe por antes, mais uma vez.
- Tudo bem, Harry. Está desculpado. Não foi nada de mais, não é mesmo?
- Claro, é como se eu não tivesse visto nada. Já esqueci! – ele diz com um sorriso.
- Que bom! – ela retribui o sorriso, parecendo aliviada.
A caminho da cabana de Hagrid, no entanto, Harry pensa consigo mesmo: Esqueci? Até parece! As imagens de você nua e molhada vão ficar pra sempre gravadas no meu cérebro, como um feitiço adesivo-permanente...
- Nem sei dizer como é bom ver vocês de novo! – Hagrid exclama animado ao receber Harry e Hermione em sua cabana.
- Também é muito bom ver você, Hagrid! Há quanto tempo!
- Estive visitando o Grope! Vocês tinham que ver como ele está feliz na casa nova! Principalmente agora com a Ginger! – Hagrid conta orgulhoso enquanto serve a eles grandes canecas de chá.
- Ginger? – Harry pergunta curioso.
- A esposa dele! Isso é realmente ótimo! Eu mal posso esperar pra ganhar alguns sobrinhos!
Hermione e Harry trocam olhares significativos, ambos lembrando os tempos de Grope em Hogwarts e imaginando como seria ter vários "pequenos gigantes" correndo pela Floresta Proibida...
- Mas e vocês, como estão?
- Estamos bem, é muito bom estar aqui outra vez... – Harry responde depois de beber um gole de chá.
- Isso mesmo, estamos nos divertindo... – Hermione acrescenta e Harry deixa escapar um sorriso.
- E Rony e Gina, como estão?
A menção dos nomes dos dois chega a chocar Harry e Hermione; é como se tivessem esquecido completamente da existência deles.
- Bem, não nos vemos desde Setembro... – Hermione responde rapidamente.
- Será que vai haver algum casamento em breve? – Hagrid pergunta displicentemente e Harry se engasga com o chá quando tenta dizer terminantemente "não". Hermione não responde, limitando-se a dar alguns tapinhas nas costas de Harry.
Hagrid os observa curioso e então comenta, com surpreendente perspicácia:
- Vocês estão estranhos... está tudo bem mesmo?
- É claro que está tudo bem, Hagrid! Não tem nada estranho, é impressão sua! – Hermione responde ligeiramente nervosa.
- É, impressão sua – Harry concorda depois de se recuperar do acesso de tosse.
- Certo, se vocês estão dizendo...
No primeiro fim de semana que tem livre, Harry se ausenta de Hogwarts para ir a Londres resolver um assunto que está pendente há vários dias. Desde a visita a Hagrid, ele tinha estado com um pensamento em mente e agora havia tomado uma decisão: iria à loja onde havia comprado o anel de noivado e o devolveria. Meses atrás, quando havia comprado o anel, aquela parecia ser a coisa certa a fazer; já estava namorando Gina há um bom tempo e o pedido de casamento parecia ser naturalmente o próximo passo. No entanto, ele tinha mudado de idéia no meio do caminho...
Eu tentei, tentei de verdade ignorar isso, não deixar esse sentimento ganhar força dentro de mim, mas não consegui. Desde que Hermione me contou que estava sentindo "algo mais" por mim, eu comecei a pensar nela de outro jeito, como nunca tinha feito antes e então, sem que eu percebesse, aconteceu: o sentimento se tornou real e eu acho que... estou me apaixonando por ela... O tempo todo só consigo ficar imaginando como seria se pudesse estar com ela, em tê-la em meus braços dia e noite, em ficarmos juntos de verdade... Mas então eu lembro que isso não é possível, que ela mesma disse que faria tudo pra esquecer e que nós devíamos continuar sendo amigos, o que a julgar pelo atual comportamento dela, está levando mesmo a sério. Depois que Hagrid disse que estávamos estranhos naquele dia, nós fizemos o melhor pra superar o "acidente com o vestuário" e ficarmos numa boa; acho que estamos conseguindo, mais graças a ela do que a mim, pelo jeito... Mas isso não muda o que eu sinto. Desejo Hermione de corpo e alma e continuar guardando o anel com o qual, agora eu sei, nunca vou pedir Gina em casamento, só está me fazendo sentir ainda pior...
- Deseja mais alguma coisa, Sr. Potter? – a vendedora lhe pergunta depois de efetuada a devolução do anel – Gostaria de ver alguma outra jóia, talvez?
- Não, obrigado – Harry rejeita a idéia, mas então vê algo na vitrine a seu lado que chama sua atenção – Pensando melhor, eu acho que vou querer...
- Que bom! Resolveu dar outro presente a sua namorada?
- Não, ela não é minha namorada... ainda...
Faltando duas semanas para o Natal, Hermione e Harry se encontram no intervalo final entre as aulas da manhã.
- Oi! Que sorte encontrar você antes do almoço! – Harry a intercepta no corredor do 1º andar – Tenho uma coisa pra você...
- É mesmo? – ela fica surpresa com a informação.
- Vem comigo um momento... – ele a conduz até o final do corredor, agora vazio depois de os alunos terem retornado às salas de aula – Considere como um presente de Natal antecipado – Harry explica enquanto entrega a Hermione um pequeno embrulho vermelho e dourado, em formato retangular.
- Harry, você não precisava... ah, mas que lindo! – ela exclama surpresa quando tira o papel e abre a caixa, ao ver um belo colar dourado, com um pingente também dourado, em forma da letra "H" – É maravilhoso! Obrigada...
- Não há de quê. Será que eu posso...?
- Claro!
Harry retira o colar da caixa e o passa pelo pescoço de Hermione, afastando delicadamente seus cabelos para prender o fecho. Ela toca o pingente e pergunta em tom divertido:
- "H de Hermione"?
- Ou de "Harry"... – ele responde voltando a ficar de frente para ela.
- Obrigada, Harry... – ela o abraça ternamente e ele retribui, durante um longo momento.
Quando o abraço de desfaz, eles ainda permanecem bem próximos, observando um ao outro.
- Acho melhor irmos agora... as aulas – ele sugere se afastando, ainda que com certa relutância.
- Sim, estamos atrasados... – ela concorda, afastando-se também – Até depois, Harry.
- Até depois, Herms...
Cada um segue seu caminho, sem notar que o corredor não estava completamente deserto; a profª McGonagall os estava observando a uma certa distância. Ela acaba de ver toda a cena e o que a deixa mais intrigada é o fato do prof. Potter e da profª Granger terem estado se abraçando demoradamente bem embaixo de um visgo...
Nos dias que antecedem o Natal, a imaginação de Harry sobre seus planos com Hermione corre solta mais do que nunca; isso se deve principalmente ao fato de eles passarem a maior parte do tempo juntos, desde o café da manhã, os intervalos entre as aulas, o almoço, o jantar, as visitas às salas um do outro, geralmente no fim do dia, e até mesmo as idas de Hermione à biblioteca e de Harry ao campo de quadribol. E para completar, ela parece não tirar o colar do pescoço de jeito nenhum; de fato, desde que Harry o havia lhe dado, não a viu sem ele uma vez sequer. Tudo isso contribui para que Harry acredite que seu relacionamento com ela possa estar florescendo cada vez mais e que, em um belo dia, possa se tornar algo mais que amizade.
Contudo, suas esperanças desmoronam completamente em uma noite de sábado, quando Hermione lhe fala de seus planos para o feriado.
- Praticamente todos os alunos vão pra casa no Natal este ano...
- É verdade, Hogwarts vai estar quase vazia... E você, onde vai passar essas duas semanas?
- Aqui, é claro! – Harry responde de imediato, encarando Hermione como se a pergunta não fizesse o menor sentido – Por quê? Você também vai ficar aqui, não é?
Ela assume uma expressão séria ao responder.
- Bem... Rony me mandou uma carta, me convidando pra passar as férias de Natal com ele...
Ao ouvir isso, Harry sente como se seu estômago tivesse despencado.
- Ah, certo! Eu entendo. Acho que vou até a cozinha buscar algo pra comer, estou com fome, e você? – ele muda de assunto rapidamente.
- Eu também, eu acho – Hermione concorda, imaginando por que Harry teria ficado esquisito de repente...
Continua...
