Disclaimer: Twilight não me pertence, mas Edward Cullen é meu e sem discussão. XD

Obrigada, novamente, a cada uma e a todas vocês pelas reviews. Eu amei todas elas. Re-li as umas vinte vezes cada.

Comentários e maiores agradecimentos no final. :D

Qualquer semelhança é mera coincidência (; AH, exceto a frase do título. Ela eu tirei de um lugar... HAHA :)

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"Far away its not like

I wanted to

Far away its not like

I could breathe anymore

Far away its not like

I wanted you

But you are not for me

Not for me anymore".

Drift - Forty Foot Echo

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3. Você não me conhece.

- Ai, Alice! – exclamei enfurecida. – Isso dói!

E como doía. Eu podia sentir minha cabeça latejando em certo ponto atrás. Era uma dor suportável, mas muito incomodativa...

Se já doía sem ninguém fazer nada, imaginem com a Alice apertando pra ver como estava...

Era bem a cara dela fazer isso. E era bem a minha cara acontecer isso.

- Bom, não parece tão ruim. – comentou Ninna dando de ombros.

- É claro que não! – o sarcasmo entoou minha voz. – Vocês nem conseguem ver por causa do cabelo.

- Isso não era pra ser algo bom? – questionou Alice.

De fato, era algo bom. Pelo menos ninguém poderia ver o provável hematoma que se formou ali.

Fazia uma quente e ensolarada tarde de sábado. Um ótimo dia para ficar esticada numa toalha, tomando sol, ou até mesmo mergulhar em uma piscina. Tardes ensolaradas como estas eram difíceis em Londres, tendo em vista que a cidade permanecia boa parte nublada. O céu se mostrava quase sempre acinzentado e com uma fina camada de nuvens; não densas o bastante para chover, mas o suficiente para tornar o dia monótono e abafado.

Mas hoje não; hoje o céu estava de um perfeito e límpido azul celeste, com algumas poucas nuvens - que mais pareciam algodões – no horizonte, próximas aos enormes edifícios – que daqui pareciam minúsculos. O sol estava alto e muito visível, refletindo seus calorosos raios por toda a cidade.

E, ao contrário do que eu idealizava – como um mergulho na piscina lá de casa – eu tive que ficar presa a uma cama, em um hospital silencioso e fúnebre.

O que é péssimo, com certeza.

Agora, aqui deitada em um colchão desconfortável, com alguns tubos enfiados pelo meu braço, eu poderia dizer o quão deprimente era. A única coisa que me permitia ficar ali sem gritar em desespero, eram minhas amigas, que haviam largado o sábado de sol delas para me fazer companhia.

A festa de Emmet parecia algo extremamente distante pra mim; parecia que eu estava aqui há dias. Eu havia acordado tarde hoje, com uma dor horrível na parte de trás de minha cabeça, em um quarto branco e silencioso, com uma mãe desesperada do lado, falando aos sussurros com o médico, e alguns buquês de rosas brancas e vermelhas.

Rosas, que eu descobri mais tarde, serem cortesia de Edward e seus pais. E para a minha total surpresa, descobri que o médico na qual eu havia visto mais cedo conversando com a minha mãe, era na verdade, o pai dele.

Não preciso nem dizer o quanto eu fiquei envergonhada, quando assim que eu acordei, os pais dele vieram ver como eu estava, e ficaram conversando com minha mãe. E adivinhem o assunto principal?

Oh, era eu! Que surpresa!

E pra piorar minha situação, Edward estava lá, o tempo todo. Ficava recostado a parede, com as mãos nos bolsos do jeans, com aquele sorriso torto no rosto, revisando o olhar entre mim e meus pais.

Mais lindo do que qualquer astro de cinema que eu já havia visto.

Naquela hora, eu queria mesmo era ser um avestruz, e poder enfiar a cabeça de baixo da terra. Ou no piso, tanto faz.

Como não era possível, eu fiquei só encarando o teto de um branco perfeito, sem prestar atenção na conversa, antes que eu enfiasse mesmo a cabeça no piso.

Quando – graças a Deus – a conversa chegou aos seus quinze minutos, Carlisle – o pai de Edward e meu médico – teve de se retirar porque tinha outros pacientes a atender. Porém, Edward e sua mãe – Esme – ficaram mais um tempo, até decretarem que eu deveria descansar.

O que me soou ótimo, se aquilo significava ficar sozinha.

E assim fizeram.

Assim que o quarto ficou vazio de visitantes, eu realmente tentei dormir. Me sentia exausta, fraca e muito enjoada. Sem falar em envergonhada.

Eu ainda queria enfiar minha cabeça no piso.

Agora, com Alice e Ninna no meu quarto, eu me sentia um pouco melhor. Eu contei a elas o que havia acontecido hoje mais cedo, enquanto Alice me contava o que havia acontecido ontem, logo depois que eu havia desmaiado.

Ela estava louca pra zoar com a minha cara sobre tudo isso – e quando eu digo "tudo" eu quero dizer Edward Cullen.

Eu comecei a ruminar e tentar lembrar do que exatamente havia acontecido, antes de eu perder a consciência, conciliando com o que tinha acabado de ouvir de Alice.

Eu me joguei na frente de um carro pra salvar Edward Cullen!

Eu salvei Edward Cullen!!

Naquela hora, ninguém imaginava o quanto àquela frase soava estúpida pra mim. Com certeza que eu não o salvei, eu provavelmente tropecei para frente do carro, e esbarrei em Edward, então nós dois caímos longe do alcance do motorista e, bem...

Isso não ta funcionando...

Nem ao menos ajudando.

- Você podia ter morrido, sabia? – Ninna parecia um pouco irritada, seu tom era repreensivo.

- Você sabe que essa frase não significa muito pra mim. – falei na defensiva.

O que era extremamente verdadeiro. Eu era capaz de contar quantas vezes eu poderia ter morrido em meus 17 anos.

Tudo bem, talvez eu não fosse.

- Teve sorte de não ter ganhado uma concussão. – Alice falou compreensiva.

- Tive sorte de só ter ganhado uma dor de cabeça e uns arranhões. – o que não era nada demais, em minha opinião.

Já estava acostumada.

Mas minha mãe não achava o mesmo. Fiquei com uma culpa terrível por tê-la preocupado mais uma vez. Ela fica desesperada toda vez que eu acabava parando no hospital.

O que explica o fato dela viver me falando que qualquer dia desses vai enlouquecer.

Ou talvez não.

- Não vejo a hora de poder sair daqui. – murmurei exausta.

Não que eu estivesse cansada. Era mais uma exaustão de ter que ficar deitada, sem poder me mexer, e principalmente: sem poder curtir meu amado sol.

- Eu ouvi o Dr. Cullen falar a sua mãe que só precisa de mais alguns exames e você vai ser liberada. – graças a Deus!

Eu vou ser liberada!, eu gritava internamente, quase pulando de alegria. Odiava hospitais.

- Amanhã de manhã. – acrescentou Ninna. Não reprimi minha careta de desgosto.

Ok, retiro o que disse. Sobre ser liberada e pular de alegria, eu quis dizer. Eu ainda odiava hospitais.

- Mas você nem sabe da boa notícia! – comentou Alice, seu tom indecifrável. Parecia debochado, sarcástico e ao mesmo tempo alegre.

Senti meu estômago revirar. Se ela estivesse sendo sarcástica, a notícia com certeza não era boa. Se ela estivesse falando a verdade, então seria pior ainda.

- O quê? – perguntei-me seriamente se eu queria saber.

Conclui que, pelo olhar dela, mais cedo ou mais tarde eu iria saber. E decidi que seria mais tarde.

- Tudo bem, eu não quero saber. – completei, cautelosa e temerosa.

- Eu tenho apenas algo a acrescentar... – Alice falou, com certeza, debochada.

- Os amigos de Emmet não sabem guardar segredos. – Ninna finalizou por ela, no mesmo tom.

Parecia que as duas já estavam sabendo da "boa" notícia.

E eu senti mais medo ainda, com o que elas haviam dito. Eu não sei por que, mas eu não estava com uma boa sensação.

Vai ver eu estivesse ficando mesmo paranóica. Acho que minha pancada na cabeça havia sido mais forte do que eu pensara, afinal.

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Finalmente em casa!

Eu já não agüentava mais ver branco. De tanto olhar pros lados e ver só paredes brancas, eu estava começando a ver tudo branco.

Chegar ao meu quarto e não ver branco foi um alívio.

Meu quarto, eu diria, era o único lugar que eu sempre idealizei. Era o sonho de toda garota.

Não que eu ligasse pra coisas materiais, era só que ele era realmente bonito e muito aconchegante. Eu parei nas portas duplas de carvalho, na entrada do cômodo, observando-o, analisando cada pequena coisa e constatando que estava tudo em seu devido lugar.

Exceto pelos buquês de rosa que minha mãe havia trazido do hospital e espalhado pelos cantos em lindos vasos. Brancos.

Meu Deus.

O cheiro da rosas estava impregnado ali. Era um aroma muito doce e atordoante, mas apesar de parecer enjoativo era delicioso.

Meu quarto era o único cômodo na casa com dois andares, se é que me entendem.

No primeiro andar ficava minha cama de dossel, coberta por almofadas e pelúcias de vários tons de rosa e roxo.

Logo ao lado ficava um criado-mudo de vidro, com alguns porta-retratos que eu gostava de manter perto e um telefone. Alguns metros a frente da cama havia outra porta, que dava para o banheiro, inteiro em mármore branco e negro, com detalhes em dourado.

Ainda no andar de baixo, um pouco ao lado de porta do banheiro, estava minha penteadeira, que eu dificilmente usava. Ela servia mais como escrivaninha do que como penteadeira. E do outro lado da porta, alguns metros à frente, estavam as vidraças que davam para a varanda.

A escada pro segundo andar ficava um pouco ao lado da cama, uma escada também de mármore.

No segundo andar ficava uma pequena sala, com sofás em couro e lustres de cristal. No canto, ao lado dos sofás, tinha uma estante com meus livros preferidos, e do outro lado, minha escrivaninha verdadeira com meu laptop em cima e muitos, muitos papéis. Também ali em cima havia uma porta; porta na qual dava para o meu - nem um pouco pequeno - closet. Closet, que Alice fazia questão de manter cheio. Se fosse por mim só calças jeans e algumas camisetas estava ótimo.

Mas é impossível vestir-se normalmente com uma amiga do tipo Alice.

Aproximei-me das vidraças, e com um puxão, abri as cortinas. Fiz questão de me certificar que Edward não estava em seu quarto, até abrir as portas de vidro que iam para a varanda, deixando que a deliciosa brisa adentrasse.

Sai correndo e com um pulo joguei-me no meio das várias almofadas de penas em minha cama. Era tão bom poder sentir novamente a maciez do colchão e das plumas. Poder deitar, tranqüila, sem ter que ficar trocando de posição por causa do desconforto.

Fiquei ali, parada, vegetando por alguns longos minutos, até que achei melhor levantar e comer alguma coisa. Eu estava com muita fome, constatei, quando meu estomago deu um baixo ronco.

Sai do meio das almofadas preguiçosamente, e, já de pé, eu estava prestes a sair em direção a cozinha, quando pela minha visão periférica, algo chamou minha atenção.

Virei meu corpo bruscamente pra poder olhar, e tudo aconteceu rápido demais. Primeiro, o tapete em que eu estava pisando deslizou quando eu virei. Segundo, eu levei um baita tombo por causa disso, caindo sentada no chão.

E terceiro, Edward Cullen estava gargalhando livremente.

Tapete estúpido.

E naquela hora, um monte de sentimentos me invadiram. Primeiro raiva e uma imensa vontade de xingá-lo, porque a culpa era dele. O que diabos ele estava fazendo parado lá, me olhando?

Depois dor, por ter caído outro tombo, muito patético, por sinal.

E por ultimo e, principalmente: vergonha, por ter levado um tombo quando Edward estava olhando.

Levantei-me totalmente desajeitada e muito constrangida. Meu rosto já devia estar semelhante a um tomate, e, ali vendo sua cara de debochado, meu estomago já se encheu de borboletas.

Mandei-lhe um ultimo olhar totalmente enraivecido, e juntando o pouco de orgulho que me restava, e virei, pisando firme, em direção a porta.

- Espera! – o ouvi gritar do outro lado, em seu quarto.

- O quê? – perguntei audivelmente, ainda com raiva por que ele estava ali.

Voltei alguns passos, apenas o suficiente para ver seu rosto, e foi o bastante para que eu quase me arrependesse. Quase. Ele estava novamente naquela sua pose, com as mãos nos bolsos, encostado no batente das vidraças dele, com aquele sorriso estúpido no rosto.

Parei na entrada da minha varanda, olhando pra ele, meus braços cruzados sobre o peito. Eu tentava me concentrar na raiva que eu estava sentindo.

O que era bem difícil, com ele ali, me olhando.

- Você está bem? – perguntou preocupado. E eu percebi que não era só sobre o tombo que ele estava falando, era sobre a coisa toda de ter me jogado em frente ao carro.

Depois dessa, nem me lembrava mais porque estava com raiva.

- Claro, estou ótima. – respondi sincera. Meu rosto esquentando novamente.

Ele sorriu, um sorriso tranqüilo, angelical. O sorriso mais lindo que eu já vi. Eu precisei me apoiar disfarçadamente em um dos sofás ali na varanda pra me manter firme em pé.

- Obrigado. – ele falou, ainda sorrindo.

Eu o encarei, confusa, completamente hipnotizada pelos seus olhos. Olhos lindos, por sinal, de um verde tão puro e brilhante, facilmente comparado a uma esmeralda.

- Por salvar minha vida. – finalizou, permitindo que eu entendesse.

- Ah. – murmurei pra mim mesma. Eu precisei desviar os olhos para conseguir pensar em algo coerente. – N-não foi nada. Eu só...

O que eu vou dizer? O que eu vou dizer?

Nem eu sei bem porque eu me joguei em frente ao carro pra salvar ele, foi mais um impulso. Acho que teria feito isso com qualquer um. Acho.

- Agi por reflexo. – completei insegura. Não sei bem se era isso que eu devia dizer, ou se era isso que ele esperava ouvir, mas agora foi.

Levantei meu olhar para tentar ler sua expressão, que agora era total deboche.

O que eu fiz dessa vez?

- E você tem muito desses reflexos? – questionou. Ele estava claramente morrendo de rir internamente de alguma coisa que eu perdi.

Como se eu tivesse mentido. Como se ele tivesse me pegado mentindo.

E, tudo bem, eu falei qualquer coisa – plausível, claro – morrendo de medo que eu dissesse algo que eu não queria dizer, nem imaginar que eu disse. Não em voz alta; não para Edward Cullen.

Mas não era totalmente mentira. Ta legal, era sim.

O problema é que eu era uma péssima mentirosa.

- Na verdade, não.

Ele pareceu pensativo, me encarando ainda com aquele sorriso lindo – mas ainda assim estúpido – no rosto. Ele parecia querer uma explicação.

- Tenho alguns problemas de equilíbrio e coordenação.

Meu rosto estava pegando fogo. Eu não sabia exatamente porque estava lhe dizendo isso. Era como se seus olhos me forçassem a dizer a verdade.

E por causa disso eu queria novamente desaparecer.

Ele soltou uma sonora gargalhada, desviando os olhos para o tapete um pouco atrás de mim, lembrando de algo que ele tivesse esquecido.

- É, eu percebi. – ele falou em meio a sua risada musical.

Cruzei os braços, mal-humorada de novo.

Eu já sabia muito bem o quão desequilibrada eu era, ele não precisava ficar rindo e jogando isso na minha cara. Dono do Aston Martin estúpido e reluzente.

- Desculpa, não queria te ofender. – ele agora tentava seriamente controlar sua risada. Seu rosto ficou sério, mas seu olhar ainda debochava de mim.

Ou era o que eu achava.

- Não ofendeu. – retruquei seca.

O que eu fazia aqui ainda mesmo? Ah, pois é, nada que realmente importe.

Tudo bem, eu até gostava de ficar na companhia dele. Admito. Eu gostava de ouvi-lo rir – não de mim; gostava de ouvir sua voz musical e encarar seus olhos hipnotizantes.

Mas isso não era muito saudável. Não pra mim, pelo menos.

E ele jamais saberia disso.

- Eu vou descer. – respondi com um suspiro. Não esperei que ele respondesse, apenas me virei, saindo da varanda em direção ao meu quarto.

- Tudo bem. – ouvi ele falar. – A gente se vê amanhã na escola.

Virei meu corpo lentamente – eu não queria levar outro tombo – até encarar seus olhos verdes de novo. Pareciam esperançosos. Pareciam, mas vai saber, ele é todo "de lua".

- Obrigado, de novo. – completou, seu tom transbordando sinceridade.

Encarei-o durante alguns segundos, tentando ler sua expressão. Já estava desistindo, prestes a responder, quando ele piscou pra mim. Do mesmo jeito que ele fizera na noite de sexta. O mesmo olhar, o mesmo sorriso...

E eu tive as mesmas sensações. Ai que raiva.

Maldito Cullen.

- Claro. – respondi, enquanto girava os olhos, sorrindo. Era muito difícil se recuperar sem efeitos colaterais de seu charme.

Eu me virei novamente e pude ouvir sua baixa risada.

Espero que ele não tenha percebido o efeito que tem sobre mim.

Por favor, meu Deus, que ele não tenha percebido.

Sai do meu quarto, rumando para a cozinha, a ultima frase que ele havia dito ecoava em minha cabeça.

Escola. Isso parecia tão distante lá no hospital. E eu não sabia bem porque, mas eu estava com uma terrível sensação quanto ao dia de amanhã.

Ou era como eu tinha dito, eu devia ter batido a cabeça mesmo muito forte, e estava ficando paranóica.

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- (N/A: Essa parte eu escrevi ouvindo a música "Drift - Forty Foot Echo". Qualquer coisa escutem, ela é bem legal :D)

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Ou talvez não.

Talvez eu tivesse estado certa o tempo todo. Quanto à sensação "terrível" eu quero dizer.

Porque meu pior pesadelo estava se concretizando.

Eu acho que gostava mais do hospital... Pelo menos lá, não tinha uma multidão me cercando, bombardeando com perguntas, sorrisinhos falsos e principalmente...

... atenção.

Eu finalmente havia entendido a frase "os amigos do Emmet não sabem guardar segredos". Pena que era tarde demais.

Talvez se eu tivesse entendido antes, eu poderia ter faltado, ou quem sabe mudado de escola. Essa me parecia uma excelente idéia.

Espera, não era tarde demais para mudar de escola.

Mas quem é que entra em uma escola nova no final do segundo semestre?

Ah, peraí, eu já sei: Edward Cullen.

Parecia que o colégio inteiro já estava sabendo da minha cena heróica depois da festa na casa de Emmet e resolveram todos me tratarem superbem. Pela primeira vez.

Não que eu ligasse pra quando eles me ignoravam. Eu até gostava.

Eu odeio demasiada atenção. Bom, vocês já sabem por quê... Nunca sai nada bom disso. Era uma espécie de carma, sabe...

Eu me sentia – estranhamente – como se fosse alguém famosa. O que era totalmente ridículo, com a minha sorte. E eu também nem queria ser.

O que eu lutava para entender, era o porquê daquela gente toda vier me cercar, fazer perguntas idiotas, e fingir que me conhece sei lá de onde. Isso tudo só porque eu impedi que Edward Cullen fosse atropelado...

O que diabos isso tem demais?

Tudo bem, não responda.

Eu passava no corredor e todos resolviam me cumprimentar; eu cheguei ao refeitório na hora do almoço e todos resolveram me chamar para sentar em suas mesas.

O que eu recusei, claro.

Mas nem assim eles pareciam querer desistir. Quando eu não quis sentar com eles, eles é que vieram sentar comigo. Nossa usual mesa de almoço estava cheia.

Era algo totalmente bizarro. Parecia um mundo totalmente alienado do meu.

Eu era capaz de ouvir do outro lado do refeitório a risada escandalosa de Emmet. E quando eu resolvi descobrir do que ele tanto ria, acho que não me surpreendi realmente em descobrir que era da minha cara.

Eu começava a perder a paciência com aquilo tudo. Nem tinha tempo mais pra ficar envergonhada. Eu estava era pê da vida.

Eu iria enlouquecer.

Levantei-me de supetão, pronta pra ir embora, lançando olhares assassinos aqueles que sequer pensassem em me seguir.

Eu queria distancia de qualquer pessoa. Distancia desses populares falsos e irritantes; distancia até mesmo de minhas amigas.

Pra falar a verdade eu queria mais era desaparecer, de novo. Será que chá de sumiço não existe mesmo?

Saí do refeitório de baixo dos olhares de todos, ignorando os cochichos ou até mesmo os olhares amedrontados. Acho bom eles terem medo mesmo. Eu passava pelos corredores sem prestar atenção a nada. Meus passos firmes e constantes ecoavam pelas paredes de pedra.

Eu iria ao único lugar capaz de me acalmar em um estado de loucura. E eu estava louca; sentia-me louca e extremamente capaz de cometer uma loucura. E imaginar isso – definitivamente – não fazia com que eu melhorasse.

Cheguei ao outro lado do – gigantesco – colégio mais rápido do que eu esperava. Segui pelo jardim dos fundos, passando pelas estufas até chegar ao extremo oeste do lago, sentando-me abaixo de uma árvore de cerejeiras que ali havia. Como ainda faltava um pouco para a primavera, a árvore ainda estava seca, com alguns poucos botões de flores, fechados.

Poucas pessoas vinham até aqui, porque era necessário passar por um trecho do bosque – que por mais ridículo que possa parecer, sim, a maioria tinha medo -, sem contar que é um lugar totalmente fora de rota, e pouco visado.

Sentei na grama aveludada, fracamente aquecida pelos raios de sol – sim, deu sol hoje de novo, milagres realmente acontecem, não? -, enquanto fitava a bela paisagem.

Por mais que eu quisesse, meu mau-humor não passava. Sentia raiva por tudo o que me falaram, tudo o que pediram, tudo o que perguntaram...

Mas o que mais tinha me deixado com raiva era o fato de todos insistirem em querer saber se eu e Edward estávamos saindo...

... Porque em todas às vezes eu era obrigada a dizer não. E isso – mesmo contra a minha vontade – me irritava profundamente. E era a mais pura verdade.

- Sabe, você não seria uma boa líder de torcida. – soou uma voz extremamente conhecida atrás de mim. Conhecida até demais.

Oh, Deus! Ele não, por favor.

- É mesmo? – retruquei impaciente. – Só porque eu não sou bonita como elas?

Meu tom era cortante; minha raiva era obvia. Continuei fitando o lago sem me virar para olhá-lo.

- Na verdade, não é isso. – a voz de Edward, ao contrário da minha, calma.

Então, pela primeira vez ali, senti vontade de me virar para fitá-lo, saber o que ele estava pensando. Seus olhos verdes estavam de um diferente tom de oliva, graças à claridade, deixando-os mais lindos do que o habitual.

Se é que isso era realmente possível. Concentração, Bella. Você estava com raiva, lembra? Isso mesmo, eu estou com raiva.

Esperei que ele continuasse. Parecia que ele queria dizer alguma coisa mais séria; seu olhar era intenso sobre o meu. Mas pelo jeito, ele mudou de idéia, pois seu semblante de repente ficou divertido.

- Em primeiro lugar... Hum... Não se ofenda. – continuou. – Mas você não parece gostar de muita atenção.

Isso era óbvio, não?

- Em segundo lugar... Você é muito mal-humorada, sabia? – caçoou.

Vi que ele segurava o riso. Tudo bem, eu sabia que andava mal-humorada, mas ele não precisava jogar isso na minha cara, de novo. Não agora pelo menos.

Na hora, me senti mais pê da vida ainda. Levantei da grama, ficando a uma curta e segura distancia dele, olhando-o incrédula e indignada.

- Em primeiro lugar... – falei, minha voz era baixa e ácida. – Você não me conhece.

O que era a mais límpida e crua verdade. Por mais que isso até doesse em mim dizer, era um fato: ele não me conhecia a ponto de falar como eu sou.

Minha palma coçou, com muita vontade de bater ou quebrar alguma coisa. Fiquei até surpresa comigo mesma, porque eu não costumava ser alguém violenta. A não ser, claro, que me induzissem a ser violenta.

O que era difícil. Normalmente as pessoas só me ignoram.

- Em segundo lugar... – continuei, ainda em tom ácido. – Você não me conhece!

Repeti, dando ênfase ao segundo "você não me conhece". Eu estava furiosa com tudo. Furiosa que por culpa dele, tudo estava de cabeça pra baixo.

Absolutamente nada dava certo nessa minha vida. Nada.

- Então... Não tente fingir que conhece. – finalizei, quase soltando fogo.

Ele me olhou ressentido, como se ponderasse a respeito do que havia falado, e que com certeza não devia ter falado.

Dei as costas a ele e segui meu caminho de volta.

- Meu Deus, por que os garotos são tão estúpidos. – gritei entre dentes, e tinha quase certeza de que ele ainda poderia me ouvir.

Que se dane. Ouça mesmo. Eu ainda estou muito irritada.

Passei pelo bosque, pelas estufas, contornando a escola pelo jardim, tomando o devido cuidado de não ser vista por ninguém. Quando estava a uma distancia segura comecei a correr para o estacionamento.

Eu – obviamente – não iria à trigonometria. Nem que me implorassem; nem que me pagassem.

Quando cheguei ao meu carro, sentei no confortável banco de couro, sentido o perfume extremamente doce da Dolce & Gabbana, liguei o rádio, enquanto tocava uma musica melancólica, e foi então que eu senti um jorro de calor se espalhar dentro de mim. Um calor agonizante e insuportável.

Um calor terrível de culpa.

Poderia até ser culpa de Edward Cullen todas essas desgraças sucessivas em minha vida, mas ainda assim, era uma culpa inconsciente. Eu descontei nele algo que ele não merecia.

No fim, eu era a culpada. A culpada por sonhar demais, por ser uma burra, uma idiota. A culpada por gostar de um cara que gosta de outra.

T.H. White disse uma vez: Talvez, nós damos a melhor parte do nosso coração para aqueles que mal pensam em nós.

Nós nos apaixonamos. E em algum ponto, aqueles que amamos esqueceu de nos amar de volta.

Parabéns, Isabella. Um troféu joinha pra você.

Liguei o carro, dando a partida. Pouco me importava em matar aula, ou o que minha mãe pensaria quando me visse. Eu queria ir pra casa, me enfurnar na minha cama e não sair de lá tão cedo.

Mas eu acho que sabia...

... Sabia que não seria assim tão fácil.

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Bom, não foi assim tão fácil por três monstruosas, ridículas e constrangedoras razões...

Parecia haver uma espécie de ordem em todo o universo. Como o movimento dos planetas e até a mudança das estações. Mas a vida dos seres humanos é um completo caos. Todos tomam a sua posição, afirmam o seu próprio direito e sensação, confundindo os motivos de outros e o seu próprio.

É tudo irritantemente incomodativo.

A primeira das razões foi que, assim que eu cheguei em casa, minha mãe ficou muito surpresa de me ver por lá. E pra inventar uma desculpa do porque de eu estar matando aula foi quase impossível.

Eu ainda mentia muito mal quando estava chateada ou com raiva.

Acabei falando a verdade. Ou melhor, meia verdade. Disse apenas que todos estavam me enchendo a paciência e que eu me sentia exausta e precisava de um pouco mais de silencio e descanso no meu adorado quarto.

Felizmente ela aceitou essa – e eu sabia bem porque -, e disse que eu poderia subir e não me perturbaria em nada. Agradeci internamente por isso, e corri escadas acima, sem me importar que não parecesse mais indisposta assim.

A segunda aconteceu algumas horas depois, quando Alice e Ninna apareceram em minha casa logo depois do colégio, querendo saber o que estava acontecendo comigo e o porquê de eu andar tão mal humorada.

Expliquei que só estava cansada, e o mau humor era passageiro. Era por causa da data, que não me trazia boas lembranças, mas não era nada com o que se preocupar. E assim que possível, mudei de assunto, procurando algo banal para conversar.

Eu sabia – internamente apenas – que mentir não era a solução dos meus problemas. Que mentindo a elas eu estava mentindo a mim mesma...

Mas eu não estava – não exatamente, pelo menos - mentindo, estava? Eu estava apenas omitindo. É diferente.

Claro que é.

Mas a pior das três aconteceu no final da tarde. Alice e Ninna já tinham ido embora, e eu estava novamente sozinha no silencio do meu quarto, observando o teto, enquanto vegetava.

Eu estava completamente perdida em devaneios. Não sabia o que fazer, ou sequer o que pensar... Quando uma voz chamou minha atenção.

- Bella! – chamou minha mãe do outro lado da porta.

- Entra. – respondi simplesmente.

- Desculpe incomodar, querida. – falou, assim que adentrou meu quarto. – Você tem outra visita.

- Outra? – perguntei duvidosa.

Se ela disse "outra", isso quer dizer que não são Alice nem Ninna que poderiam provavelmente ter esquecido algo. Se for "outra" só poderia ser alguém do colégio...

Levantei vagarosamente, sem a mínima disposição. Eu rezava internamente para que não fosse Jessica ou alguém da patotinha dela. Não estava a fim de que resolvessem me tratar como um ídolo agora.

Na verdade, nem agora, nem nunca.

Sai do meu quarto sem pressa, passando pelo corredor, chegando às escadas. E foi lá do alto das escadas que eu vi quem estava me esperando.

Meu coração tropeçou, parou e voltou a bater acelerado.

Edward estava de costas pra mim, observando com atenção a casa ao seu redor, demorando um pouco mais em alguns retratos que havia na parede. Suas mãos estavam no bolso do jeans escuro; sua camisa Armani em um tom de azul claro estava aberta, mostrando a regata branca por baixo.

Seus lábios moviam-se rapidamente, em silencio, como se estivesse cantarolando para si mesmo. Ele pareceu me notar, logo em seguida, e me encarou preocupado; seus olhos esmeraldinos brilhavam com a intensidade.

- Hey! – ele cumprimentou. Sua voz era de quem pedia desculpas.

- Hey. – devolvi cautelosa.

O que ele estava fazendo aqui? Por que ele teve que vir? O que eu fiz, meu Buda? Quem que eu matei e não sei?

Porque isso só pode ser um castigo... E a julgar pelo castigo, eu só posso ter feito algo muito ruim.

- Quer dar uma volta? – perguntou, seu olhar era suplicante; seu sorriso condescendente.

Levantei as sobrancelhas, descrente. Poderia ficar pior?

Meu primeiro pensamento foi negar. Negar e inventar uma desculpa qualquer, como dever de casa ou até mesmo outro compromisso, mas eu não conseguia.

Eu não queria.

- Claro. – respondi casualmente.

Ele sorriu em resposta. Um sorriso sereno, sincero... deslumbrante. Senti minhas pernas bambearem e me apoiei fielmente ao corrimão, do jeito mais discreto que pude, para não cair.

Ele saiu na frente, em direção ao jardim, e eu fui logo atrás. Quando saímos na rua, ele começou a andar mais devagar, e eu o acompanhei. O silencio era predominante entre nós. Só era possível ouvir o bater de nossos pés no cimento.

Fitei o céu azul alaranjado. Era uma cor bonita de se ver, estava assim graças ao sol poente; alguns pássaros ainda sobrevoavam-no graciosamente; uma brisa leve pairava sobre o ar que começava a esfriar significativamente.

E eu apenas esperei, enquanto observava a paisagem. Esperei que ele falasse o que queria falar – e a julgar pelo seu olhar e o abrir e fechar de sua boca, eu sabia que ele queria falar algo. O silencio, apesar de abundante, não era incomodo, era aconchegante.

Não era necessário que ele falasse algo para eu saber o que ele queria dizer. Na verdade era obvio que ele se sentia constrangido pelo que havia dito mais cedo. E eu também.

Resolvi começar, então...

- Eu sinto muito, pelo que te disse mais cedo. – falei, sentindo minhas bochechas esquentarem. – Eu não devia ter falado daquele jeito.

- Não. – respondeu ele, rápido demais. Sorri involuntariamente, enquanto observava as maçãs de seu rosto mudarem para um fraco tom de rosa. - Eu não devia ter dito aquilo, eu...

- Edward... – interrompi. Ele parou para me fitar. – Você estava brincando. Eu que levei a sério demais.

Ele pareceu pensar um pouco. Nós já havíamos andado um bom percurso, estando agora em frente ao pequeno playground do bairro. Caminhei vagarosa até um dos balanços, sentando-me nele, enquanto via Edward fazer o mesmo com o outro.

- Eu não quis te chamar de mal-humorada.

Soltei uma baixa gargalhada. Agora, aqui conversando com ele, eu não entendia como poderia ter ficado tão irritada com uma coisa tão idiota. Eu era uma idiota.

- Tudo bem. – falei enquanto me balança fracamente. – Eu ando mal-humorada mesmo.

E por um bom motivo. Um motivo que ninguém – com exceção de minha mãe – sabia. Isso aconteceu há muitos anos, mas ainda assim, quando essa semana chegava, me afetava igual a todos os outros anos.

Estranhamente, quando eu pensava sobre isso eu me lembrava... Certa vez Stephen King escreveu:

'O tempo leva tudo. O que você quer e o que não. O tempo leva tudo. O tempo arrasa tudo. E, no final, só resta a escuridão. Às vezes, encontramos outros nessa escuridão. E outras vezes, perdemos eles de novo'.

- Algum motivo aparente? – ele parecia curioso, mas ao mesmo tempo preocupado.

- É, tem um. – respondi dando de ombros. Não queria falar sobre isso agora.

Ele pareceu entender, pois não tocou novamente no assunto. Ficamos em silencio por algum tempo, cada um perdido em seus próprios pensamentos.

Eu realmente não sabia o que pensar. Queria saber por que ele estava sendo tão legal comigo. Queria imaginar que não era apenas por gratidão. Mas internamente eu sabia que era. Sabia que tudo não passava disso...

Apenas gratidão por eu tê-lo salvo.

Já acordou de um sonho bom, e dormiu de novo para tentar voltar nele? Era exatamente assim que eu me sentia...

- Mas quer saber... – falou de repente, tirando minha linha de raciocínio. Virei meu rosto em sua direção, fitando seus orbes – agora, graças ao anoitecer – em um belo tom de verde musgo. – Você estava certa.

- Sobre o quê? – perguntei sem conter minha curiosidade.

Meu cérebro travou. Eu dificilmente estou certa sobre algo.

- Eu não te conheço. – finalizou. Eu sorri em resposta.

Pelo menos ele admitia. Eu tentei esconder o nó que essas palavras formaram em meu estômago.

- Mas você também está errada sobre outra coisa. – continuou. Olhei-o intrigada. Isso era mais fácil de computar. Eu geralmente estava errada sobre alguma coisa.

- Fale... – incentivei.

- Eu realmente não te conheço. – seus olhos lampejaram com algo que eu não pude decifrar. – Ainda.

Comecei a rir de suas palavras. Não sabia perfeitamente o significado delas, mas eu consegui entender o suficiente, e estava feliz por elas. Até mais feliz do que deveria.

- Se você diz. – dei de ombros, falsamente, enquanto ainda sorria. Em seus lábios também estava um sorriso. Um singelo e sereno sorriso.

Às vezes nos deparamos com algum momento. Então ele paira e dura muito mais do que apenas um momento... O som para... O movimento para... Por muito, muito mais do que um momento. E daí esse momento passa... E percebemos o quanto ele significou na verdade.

Era assim que eu me sentia.

Edward e eu conversamos até o céu enegrecer completamente. O céu não era estrelado em Londres, mas, pelo menos, havia uma lua. Uma bela lua cheia. Nós voltamos pra casa ainda falando sobre banalidades; coisas que nos descontraiam e divertiam.

Quando lhe desejei boa noite através da varanda de meu quarto aquela noite, eu me sentia mais leve, tranqüila...

Acho que no fundo eu me acostumara ao fato de que Edward e eu jamais seriamos "nós". Mas eu pude facilmente ver o quanto ele tentou ser gentil, pelo fato de eu ter salvado a vida dele... Ele era alguém fácil de conversar...

Fui dormir mais leve do que jamais havia me sentido antes.

A vida é engraçada às vezes. Pode ser realmente difícil...

Como quando você se apaixona por alguém, mas eles esquecem de te amar de volta... Quando a sua melhor amiga e seu namorado te deixam sozinha... Quando você puxa o gatilho ou acende o fogo e não pode voltar atrás...

Como eu disse... A vida é difícil, mas isso não é desculpa para desistir. No esporte chamam isso de se superar. Na vida chamam isso de pegar pesado.

Sabe a expressão que "As melhores coisas da vida são de graça"? Bem, essa expressão é verdadeira.

De vez em quando as pessoas se superam. Se tornando mais corajosas com elas mesmas. Às vezes, elas te surpreendem. Às vezes, elas cedem fácil.

A vida é engraçada, às vezes. Pode nos surpreender...

Mas se você estiver perto o suficiente
Você encontrará esperança... No sorriso de uma criança... Numa canção...

Nos olhos de alguém que você ama...

E se você tiver sorte... Digo, se você for a pessoa com mais sorte em todo o planeta... A pessoa que você ama, decidirá te amar de volta.

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Boa noite, meu amores.

Que saudade de vocês!

Antes de qualquer coisa vou me desculpar, porque eu demorei mesmo, mas é que tiveram uma série de implicância na minha vida que me impediam de postar. Pneumonia, por exemplo, foi uma delas.

Mas enfim, assim que eu me recuperei, eu tentei escrever o mais rápido que pude.

O final do capítulo ficou bem filosófico, notaram? Pois é, eu fiz isso enquanto ouvia umas músicas bonitinhas, e bom, saiu isso.

A frase no final não fui eu quem escrevi. Achei na internet, gostei, e coloquei. É pra ver se trás algum significado para alguém, como trouxe pra mim.

Eu NÃO FUI MALVADA DESSA VEZ, viram? Fiz um final bem típico. Mas não tenho certeza quanto ao próximo. Penso em parar em uma parte bem terrível, só pra deixar vocês na vontade... Brincadeira!

Espero que me desculpem se ficou muito ruim. Qualquer coisa, dêem sugestões, critiquem, imponham opinião. Eu vejo tudo muito satisfeita.

Bom, agora falando pra quem comentou, sim, o capítulo passado teve a parte do Long Island tirada de "Sorte ou Azar", mas foi só. É que eu achei tão linda e quis pôr, mas a estória não puxa pro lado do livro, beleza? (:

Meeesmo demorando, eu vou responder a cada uma review, porque eu devo isso a vocês. Fiquei surpresa com a quantidade, REALMENTE surpresa. Eu amei.

Obrigada a todas que comentaram. Incentivam-me a escrever. Eu já sou meio lerda e depressiva... AOISHIOAHSO, mas quando vocês deixam uma review, eu fico TÃO animada.

Por isso, eu peço humildemente que DEIXEM UMA REVIEW. Isso me faz muito feliz, vocês não tem noção.

Mas como eu sou JUSTA, e não posso cobrar sem dar algo em troca, eu proponho o seguinte:

Agora eu recebi 43 reviews ( *-* ), se dessa vez eu receber 50 (Nem são muitas mais.) Eu posto o capítulo dentro de no máximo 10 dias.

:D

Vou me matar, mas eu faço. XD

Enfim, o capítulo ficou gigante, CONFESSEM. Então a culpa diminui, né?

Pois então. OASHAIOHSAO

Obrigada amadas. (:

Xoxo :*

RESPONDENDOASREVIEWS.

Piii: Oii! Que bom que gostou. Ah, não, a estória não vai tomar o rumo do livro Sorte ou Azar não. Eu só tinha amado a parte de Long Island e coloquei, mas só essa também. (: Obrigada por comentar e pela sugestão. Adorei! (:

Cat e Dan: AH, pois é. Eu li algumas de suas fics e são ÓTIMAS. E como é importante, deixei reviews, HAHA. Obrigada por comentar. Ficoo feliz que esteja gostando.

My Odd World': AH, obrigada. Olha, não foi bem não arte do carro, mas – para mim – a estória toda é um pouco inspirada em A mediadora. Eu amo os livros da Meg Cabot e fui muito influenciada pelo jeito que ela escreve, então você acertou, HAHA. Eu fico muuito feliz que você esteja gostando. Quando li sua review – bem grande, por sinal – fiquei bem feliz. Muito obrigada, viu. Espero que esse capítulo não seja tão ruim. xoxo :*

Karoline Toreati: Obrigada por comentar. Que bom que está gostando. Espero que goste desse capítulo também. :*

Lipa – Moon – Li: HAHA, agora você viu o que aconteceu com a Bella. Pois é, esse negócio do Edward gostar da Tânia ainda tem um misteriosinho. OAIHSAOI. Você vai descobrir mais pro final. Espero que goste desse capítulo também. Beijos.

Penelope Cullen: AH, minha primeira e inesquecível leitora. OAISHAIO. Obriigaaada. Que bom que está gostando *-*, fico feliz. Pois é, o negócio aqui em Blumenau tava bem feio, mas já melhorou muito, comparado a antes.

OBRIGADA por comentar. É muito importante pra mim. Beeeijos.

Blackforever: AH, obrigada! *-* Ta aqui o próximo capítulo. Espero que goste... 8D

Helena Camila: Meu Deus, eu diria que você é médium. HAHA. Pois é, a resposta pra Lauren foi bem merecida :b. OBRIGADA, que bom que está gostando. Sim, graças a deus, as coisas melhoraram aqui, quanto às chuvas. Mais uma vez, obrigada pela review, adorei! 8D

Fata Morgan: Ah, obrigada, que bom que você gostou. Não, eu demoro mas nunca desisto da fic, saiohsoaihsa. Pois é, essa história do Ed com a Tânia você vai descobrir mais pra frente, haha. E não se preocupe, o tapa da Bella na Lauren ainda vai chegar... XD Desculpe a demora, mas antes tarde do que nunca, certo? Espero que goste do capítulo. Beeijos :*

Talizinha: Vou dizer que eu amo quando começam a comentar, fazendo perguntas sobre a fic. HAHA, AMEI sua review, MUITO obrigada. É, eu acabei demorando de novo, por que o mundo parece conspirar contra mim, mas no fim eu postei. Eu me diverti muito, obrigada por pergunta. E você, aproveitou muito nas férias :D? HAHA, você acertou, eu inspirei muito meu jeito de escrever nos livros da Meg Cabot. Eu adoro, e me sinto muito influenciada por eles. Quanto ao Edward ser afim da Tânia, você vai descobrir...IOAHSOIHO. Nossa, é tão legal quando vemos sobre algum personagem que se parece conosco em certo ponto *-*. Bom, ta ai o próximo capítulo, espero que não tenha ficado TÃO ruim assim... AIOHSOIAH.

Beeeijos.

Mariie Swan: AAH, obrigada. Fico tão feliz que você tenha gostado. Eu comecei a ler sua fan fic, ela também é OTIMA. Eu pretendo me atualizar por lá – porque eu ando meio perdida ultimamente – e vou deixar uma review! Obrigada, as coisas melhoraram bastante na cidade, comparado a antes. Obrigada pro comentar. Beeijos :*

Maria Lua: Oii! AH, que bom que está gostando. Espero que goste desse capítulo também, e qualquer coisa: review!. OBRIGADA, beijos! :*

NatBell: Bom, ta ai a continuação. HAHA. Pois é, mais pra frente você vai descobrir sobre o Ed e a Tânia. E eu adorei a sua sugestão, eu já tenho algumas ótimas idéias pra fazer o Edward pegando a Bella no flagra na janela. AOISHOAIH. Obrigada por comentar. Beiijos :*

Viic Blackout: Oii! Que bom que goosto, fico feliz. HAHA, Lauren bitch (2) (yy), como sempre. OIHASIOAHISOA. O Edward também é lindo, como sempre. HAHA, obrigada por comentaaar. Espero que esse capítulo agrade também. BEIJOS :*

theviciada: Siiim! O livro é Sorte ou Azar... OIHASIOAHSOIAH. Que bom que goostou, espero que goste desse também. OBRIGADA pela review. Beijos :*

marinapz4: Sim, é do Sorte ou Azar, ahá, acertou! AH, desculpa por isso, é que eu adorei a parte do Long Island, mas foi a ÚNICA que eu fiz parecida, juro, o resto da fan fic é bem diferente. (: OBRIGADA pela review, adorei! :**

tataa': THAAAAAAIS! OAIHSAOIHSAIO, Ah, eu assisti muitos filmes, incluindo "O diabo veste prada", e em Gossip Girls, HAHA, por isso eu sei tantas grifes. OAIHSIOAHSIO.

AH, eu sou viciada, mas você também é. E você TAMBÉM BERROU no cinema, ahá!

Sim, eu li Sorte ou Azar, ta na cara, né? OIAHSOIAHSOA

AAAHm que bom que você ta gostando. Sua opinião É MUITO importante pra mim. E suas fics também tão ótimaas, atualiza a do MINATO! *.*~ ASIOHIOSH

Espero que você goste desse capítulo. Não ficou tão bom, mas o qeu vale é a intenção. HAHA. Beeeeijos, e até segunda! o/

Bruna cm Yamashina: Oiii! Que bom que gostoou! Desculpa a demora, mas ta aqui o próximo capitulo. Espero que gooste também! OBRIGADA por coomentar, viu. BEIJOS! :*

Amandaoo: Oiii! HAHA, fico feliz que esteja gostaaando. Pois é, quanto ao Edward gostar da Tânia... bem, você vai ver depois :P. OIAHSOIAH. Desculpa a demora pra postar, mas antes tarde do que nunca, certo? :D Espero que goste, ORBIGADA por comentar. Beijos :*

Kagome Juju Assis: Cara, eu AMO suas reviews grandonas *.* IASHAOISHOA. AH, que bom que gostou :D Pois é, a reação das pessoas a cena heróica da Bella foi exatamente como ela não queria, HAHA. Esse é o espírito da coisa, OAIHSOAIHSOA, tem que complicar primeiro, paara depois solucionar. XD

AUSHAUHSUAH. Deesculpa a demora, mas eu postei a continuação viiu! HAHA, antes tarde do que nunca. ;x

As coisas aqui em SC tão bem melhores, comparado a antes. É, eu vi que tinha tido umas chuvas por ai também, mas ainda bem que não é perto de onde voc~e mora então... XD.

Espero que a continuação não esteja tão ruim. :D

BEIJOS :* e OBRIGADA pela review enooorme *-* eu ADORO! Iaoshaoishaoishao :*

u. saku-chan: asiohoaihsao, pois é, teve uma mistura de Meg Cabot aqui né, nossa, IOASHAIOHAIO. Que bom que gostou *-* fico feliz.

As coisas aqui em SC já estão muito melhores. O pior mesmo só vai ser praqueles que perderam tudo, recomeçar de novo. As doações ajudaram muito.

Ta aqui o próximo capitulo, espero que não esteja tão ruim assim. OBRIGADA porr comentar. Beijos :*

rah- mazurek: OI! Deesculpa a demora, mas eu poostei. Espero que goste. OBRIGADA pela review. :**

Chantal. Forks Cullen: Oiii! AH, que bom que goostou. O livro é Sorte ou Azar meeesmo. Eu também AMO esse livro, ele é lindo. Mas eu só peguei essa partezinha ali emprestada, o resto é diferente. :P

AH, Jaraguá do Sul: É mesmo beeem pertinho. Ai também foi bastante afetado, não é? :T E como estão as coisas pro ai agora, melhoraram?

Pois é, eu ainda estou esperando pela atualização de sua fan fic, dona moça! XD

Haha, continue assim que der. OBRIGADA por comentar. Espero que este capítulo esteja bom também. Pelo menos aceitável. XD'

Beijos :*

Belle Castle: Oii! Tá aqui a continuaação. HAHA, desculpa a demora, mas chegou! AISHAOIH. Espero que continue gostando. OBRIGADA pela review. Beeeijos :*

bruna326: AH, que bom que você está gostando. Não aconteceu nada de grave com a Bella :D Mas coitada mesmo, ela paga muitos micos, HAHA. AH, que legal que você gosta de fan fics longas, porque eu to pensando mesmo em estender um pouco essa. IAHSOASAOIH. Espero que goste desse capítulo também. OBRIGADA por comentar. Beeijos :*

riton: Oii! AH, fico feliz que você gostou. Eu demoreii, mas to continuaado, viu. HAHA, o Edward é sempre lindo né... Bom, espero que goste desse também. MUITO obrigada por comentar. Beeijos :*

Dandy Fairy Lily: HAHA, eu coloquei a Bella como heroína por uns motivos ai.. :) IAOHSAIOH. Que bom que gostou. OBRIGADA pela reviewm espero que esse capitulo fique bonzinho também. Beeeijos :*

.Srta. JadE emOxinha.: IAOSHAIOSHIOA. AH, muuuito obrigada, fico feliz que tenha gostado! Desculpa a dmeora, MAS EU POSTEI, antes tarde do que nunca, é o que eu sempre digo. XD

Esse vai virar meu lema, já que eu sempre tardo, mas posto. Iasohsioaho

OMG! DEEEEEESCULPA! Eu não respondi MESMO a sua review??? DD: SÉRIO, desculpa meeeesmo. Eu achei que tinha respondido toda :~

Me desculpa! i.i

Obrigada por comentaar. E dessa vez eu respondi! :D /semata

Beijos :*

ana kawall: AH, obrigada pela review. Que bom que gostou. Bem feito mesmo pra Lauren... IAOHSOIA. Sempre achei que ela merecia uma dessas. U_û IAOHSIOAHSOIA. O que acontecee agora você já viu! O/ Mas o que acontece depois vai ter que esperar o próximo capítulo... IAOHSIOHSIO

OBRIGADA de novo. Beijos :*

Isa Stream: HAHA, legal você enfatizar o por enquanto. Eu também acho a estória boa, por enquanto. IAOSHAOISH Mas sei lá, parece que vai ficando pior com o passar dos capítulos, eu em... XD

Que bom que gostou até agora. Eu sou meio feminista – cof cof – então acho que era a vez da Bella salvar alguém. XD Saioshoaihsoa

OBRIGADA por comentar, é muito importante.

Beijooos :*

danda jabur: OAHSIOAHSO. Nossa, eu adorei sua review enorme. Eu ri bastante lendo ela XD. Sugestão computada (Y) levar a Bella para umas compras ASIHAOHSAO. Pois é, ela paga caaada mico, né? XD Ninguém merecia. AIOSHIAO. Edward picando é TUDO de bom, não é? *-* Eu me mataria por um desses.

Mas eu não sou má, eu estou dando o Edward pra Bella. OAHSOIAHSAIO

Mas coitada, ela só passa vergonha! XD

Ta aqui o capítulo. Espero que tenha ficado bonzinho, pelo menos.

OBRIGADA por comentar :D

:**

nakymalu: ISOHAOISAIO. Coontinute. Demorei, mas atualizei. Ok, pode me bater mas só UM tapa, ok? XDD Que bom que gostou, espero que goste desse também. OBRIGADA por comentar. Beeeijos :*

Betina Black: Oiii!! Você por aqui... AISHAOIHSAIO. Que bom que ta gostando da fic. Espero que o capítulo esteja bom, pelo menos. XD OBRIGADA pela review, adorei! *-*

Eu sou uma de suas fãs. AMO sua fan fic Uma Voce *.* E estou lhe intimando a atualizar lá também! :x

Aishaoishiao

Beijos! :*

Pida: Oiii! Que bom que você e suas amigas gostaram. Fico feliiz! *-* Ta aqui a continuação, espero que esteja boa. :D

OBRIGADA por comentar! *.*

:**

Laliinha –': Oiii! Ain, que bom que você gostou. AH, sim, obrigada, adoro sugestões. Quanto a ser parecida com sorte ou azar, foi só a parte do chá Long Island que eu adoreei e não resisti XD Mas o resto eu juro que é bem diferente. :D

OBRIGADA por comentar. Mesmo³! (:

Beeeijos! :*

Nathalia Peverell Cullen: Que bom que gostou. Desculpa a demora, mas atualizei! :D Espero que goste também. OBRIGADA por comeentar (:

Beijos :*

N. Ransom: Oii! Poostei o próximo capítulo! Espero que gooste. OBRIGADA por comentar, é muito improtante! :D Beijos :*

naigirl: AH, que bom que goostou. OAIHSAOIHSA AH, mas o Edward ainda vai salvar a Bella, pra eles ficarem quites, mais pra frente. AIOHSAIOHSAO :D

Espero que goste desse capítulo também... *-*

OBRIGADA por comentar. BEIJOS :*

Lulyzinha: Oii! Obrigada, fico feliz que você goste! Pronto, atualizei, espero que continue gotaaando! :D OBRIGADA pro comentar, beijos! :*

AmandaaC: IOAHSIOA. Eu não gostei tanto assim do capítulo, mas fico feliz que você gostou. Espero que goste desse também, um pouco pelo menos. IAOHSIOAHSOA. OBRIGADA por comentar, viu.

BEIJOS :*

Angel Cullen McFellou: Oiii! AH, fico feliz que você ta gostando. *-* Isso me deixa mesmo muito feliz :D Atualizei!! Eu demorei, mas postei... IAOHSOAIH. Desculpa a demora... (:

OBRIGADA por comentar. BEIJOS :*

Katryna Greenleaf Black: Oii! Pois é, eu também adoro personagens femininas de personalidade forte. HAHA. Bella e Edward é mesmo tudo de bom. E quando ao Edward gostar da Tania você vai ver mais pra freente o que isso vai daar... *-* OIAHSAOIHSAIO MUITO OBRIGADA por comentar. Eu fico feliz que esteja gostando (: Beeeijos :*

Tamy-Loka: Oii! Acertou! É sim o livro sorte ou azar. OIASHAIOSHIOA. Nossa, que honra :D Muito obrigada, eu fico feliz que você esteja gostando. Obrigada pelos elogios, fiquei até boba... OAISHAIOHSA; Muito obrigada mesmo por comentar, é muito importante pra mim. OBRIGADA :D

Beijos :*

Ufa, eu demorei mas respondi tudo certinho. AOIHSAIOH.

MUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA, AMORES. Obrigada a todas que comentaram, eu fico TÃO feliz. Eu continuo por vocês. Essa é a fan fic que eu mais atualizo. Juro... XD

AIOSHAIOHSA.

Se cuidem, até mais...

xoxo :*