Doce Crepúsculo

"Crepúsculo: A decadência; o declínio de qualquer um. Então... por que será que é tão doce?"

0o0o0o0o0o0o0o00o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0

Capítulo 4

Estava em um lugar diferente desta vez. Era um quarto, escuro por causa das cortinas estarem fechadas. Uma senhora dormia profundamente ao lado de outro senhor. Deviam ser um casal. A noite era fria, deduziu isso pelo fato de estarem os dois cobertos com um edredom grosso. Chegou mais perto deles sem saber bem o porquê e então algo se transformou na sua mão.

OoOoO

Desta vez não fora um sonho. Ela nem estava dormindo. Foi uma visão. Sentada na cama, Kagome abriu os olhos abruptamente. O que estava acontecendo ali? Primeiro, aquele homem. Depois, aquela mulher igual ao homem. Agora, ela se viu IGUAL a eles! Tinha que existir alguma explicação.

Piscou os olhos. Era tão confuso.. Perdeu na memória quando outra veio por cima. Uma garotinho um pouco mais alto que ela, os cabelos curtos pediam entre castanho e louro, os olhos escuros sorriam para ela assim como a boca.

"Pepinos fazem bem a pele!"

O quê? Espera aí... Quem era aquele que aparec... Oh-oh! Ela já teve um namorado! Bem novo, é claro, mas ela já TEVE! Ela se lembrou o que era namorado. Afinal, nem mesmo isso sabia. Colocou a mão na boca, quando se lembrou de alguns dias passados e de seus gestos nesses dias.

TADINHO DO INUYASHA!

Virou a cabeça quando ele entrou pelo quarto. Já de pijama, preparava-se para montar a muralha de colchão.

- Inuyasha..! – ela o agarrou pelos braços, o que fez com que o colchão caísse ao chão. O puxou até o seu lado da cama. Se sentou e ele também – Me desculpa! – murmurou fitando os olhos dele.

- Hein!?

- É... me desculpa. Eu... eu... eu não tinha idéia do que eu estava fazendo. – começou a fazer gestos com as mãos. – Eu te agarrando e te beijando e pior... TIRANDO A MINHA ROUPA NA SUA FRENTE!

- Ah tá.. Isso..! - franziu o cenho. Chega de cenas constrangedoras. - Tudo bem.. Foram boas visões..

- Ahh... que bom que você me desc.. – ela arregalou os olhos para ele. – O QUE VOCÊ DISSE? – Kagome já estava se preparando para dar boas bofetadas nele.

- E..! – acrescentou antes de tomar a maior surra da sua vida. – Eu gosto de ficar perto de você..

- É? – pendeu sua cabeça para o lado. A sua mão não estava em um punho tão forte como antes.

- É.. - ok. Não pensou que fosse soltar uma coisa dessas. - Eu gosto de você... – o braço dela foi abaixando. - Tive as melhores sensações que alguém já poderia ter sentido na vida.

Agora sua mão tinha caído por completo na cama. Completamente sem forças para um tapa, ela fez a única coisa que deveria ter feito desde o início. Puxou o rosto dele e encostou sua boca com a dela. A melhor sensação da vida, não só dele, como dos dois.

- Eu jurava que você ia me bater.. – disse por cima dos lábios dela.

- Eu realmente estava me preparando para isso. – murmurou com um sorriso singelo, ainda sem se afastar dele.

- Bobona..! – meio congelada por um instante, sentiu as bochechas corarem quando ele a abraçou. Que droga..! Que coisa infantil!

Resolveu encostar suas bochechas coradas no ombro dele. E seu nariz ficou ali passeando no pescoço sentindo o aroma dele.

- Você se assustou?

- Me assustei? – não entendeu bem o que ele queria dizer.

- Quando a gente estava saindo da boate.. – ficou com receio de terminar a frase.

- Ahh... sim. Eu só... me impressionei. Só isso. – não queria falar sobre suas visões e a mulher que tinha visto. Era melhor não. Pelo menos por enquanto. – Eu meio que me lembrei do meu acidente. – desencostou dele, agora olhando para seu rosto.

- Uhm.. – fez uma careta quando percebeu que estava sem assunto. – Vou deixar você dormir.

- Só se você ficar aqui do meu lado. – sorriu de leve. – É claro... se você não se incomodar. – olhou para baixo. Parecia que a Kagome envergonhada tinha voltado. Aquela de antes era bem melhor. Iria tentar imitá-la.

- Você sempre dormiu no mesmo quarto que eu. - pegou o colchão, mas ele voltou para o chão quando Kagome o fez soltá-lo.

- Eu não quero mais o colchão. – piscou um pouco. – Eu queria mesmo que você dormisse ao meu lado. – pegou os braços dele e colocou em volta de seu corpo. – Com os seus braços assim, envolta de mim. – aquela Kagome antiga ainda estava ali.

- Ahm..

- Que foi? – pendeu a cabeça.

- Nada..

- Mesmo? – ficou preocupada de repente. – Tudo bem Inuyasha... pode colocar o colchão.

- Não..É que ia ser.. diferente.. – por que ele não podia agir como uma pessoa normal e pensar antes de falar? – Eu ia ter a cama toda de novo.

Ela só riu. Como ele parecia apenas um menino, às vezes.

- E você quer ter a cama toda de novo? – ela ergueu uma sobrancelha.

- A-ahn não foi isso que eu quis dizer!

- Tudo bem... você quer a cama toda. Eu não me importo de eu não ser a causa da sua escolha. – ela foi tirando os braços de Inuyasha da sua cintura.

- Não, não! Eu quis dizer que ia ter mais espaço! – sentou na cama. Ela o olhava em pé e de braços cruzados. – O colchão é muito largo.

- Você está sem graça... – ela o empurrou um pouco para poder ficar ajoelhada na cama, ainda em frente para ele. – Sabia que eu gostei do meu apelido?

- Ahn?

- Você... hoje... – ela falava pausadamente. - Me chamou de Ká!

- Ahn.. Foi um apelido idiota. – franzi o cenho. – eu inventei na hora.

Deitou na cama para que ela não visse sua cara de idiota. Não foi um apelido que ele tinha inventado na hora. Às vezes ele passava horas antes de dormir pensando em um jeito de chamá-la no dia em que ela fosse sua. É.. Agora ele vinha com essas idéias de possessividade.

Ouviu a risada dela e fez um bico. Logo depois, ela apareceu deitada a sua frente.

- Eu adorei. – ela disse. – E eu adoro ainda mais você com esse rosto de menininho inocente. – ela se lembrou e resolveu falar. – Como se você não tivesse se aproveitado de mim enquanto eu achava que era uma menininha de 10 anos!

- Como é que é!? - indignou-se.

- É isso mesmo que o senhor ouviu sim... – riu. Só queria ver a reação dele.

- Você..! Você! – estreitou os olhos para ela e ela riu de novo. – Resolveu implicar comigo agora?

- Não... eu só queria ver a sua reação. – riu. – Mas que é verdade, é sim. – balançou a cabeça concordando com ela mesma.

- Mentira! Que mentira!

- Não... não é não! – balançou o dedo negando na frente dele. – Eu sei como você me olhava. Estou acabando de me lembrar do dia do jantar... – riu com a cara dele.

- Não foi como se eu tivesse me aproveitado de você! – emburrou. Se quisesse, ele podia ter feito muito mais!

- Tudo bem... eu acredito que você se segurou para não me agarrar. Eu acho... – soltou uma risada.

- VOCÊ que ME agarrava com aquela historinha de "posso te pedir uma coisa?" – imitou a voz dela piscando exageradamente os olhos.

- OK...! – levantou os braços. – Pode ficar tranqüilo, porque eu não vou mais pedir nenhuma coisa! – se deitou totalmente.

- Duvido..!

- Duvida é? – se sentou novamente e cruzou os braços, erguendo seu olhar para cima dele.

- Tenho certeza.. - levantou as sobrancelhas a desafiando. Ela não podia mudar do dia pra noite.

- Pois eu tenho certeza que quem vai pedir abraços ou qualquer outra coisa não vai ser eu, mas sim você. – sorriu triunfante.

- Há..! - riu sarcástico. - Boa noite! – cruzou os braços fazendo-os de travesseiro para a cabeça e virou para lado deitando só em um deles..

Aquilo estava cheirando a aposta e com certeza, não era ele que ia dar o braço a torcer. Não mesmo. Ele tinha como controlar a vontade de dar abraços uma fez que fazia isso toda hora. Toda hora que ela não pedia.

Kagome observou o gesto dele e também se deitou de costas. Só que tinha virado um jogo. E ela tinha de ganhar. Precisava bolar planos. Deixar os nervos de Inuyasha a flor da pele. E ela sabia muito bem como poderia fazer isso.

OoOoO

- Ai, como é cansativo achar você.. – não se surpreendeu quando o homem dos olhos negros azulados apareceu novamente em seus sonhos.

- Achar? – ficou confusa, mas resolveu não se importar tanto com isso. Havia coisas mais importantes para se discutir. – Quem era aquela mulher igual a você?

- Mulher igual a mim?

- Sim... igual a você. Vestindo as mesmas roupas... a mesma voz calma, mas assustadora. – ergueu os olhos o encarando. Não tinha mais aquela cabeça de menina de antes. Já sabia que tinha perguntas que deveriam ser respondidas.

- Você é lenta.. - ele suspirou e Kagome estreitou os olhos. Como assim lenta? Ela era rápida! Lembrou de mais da metade da vida em poucos dias! ... Com a ajuda dele.

- Lenta? Você... – apontou para ele. - ...e aquela outra mulher são muito estranhos. Emprego? E... o que foi aquilo que ela fez com aquele homem?

- Caramba! Estou surpreso! - e ele realmente parecia. - você realmente não se importou nem um pouco com a sua primeira vez!!

- Primeira vez? Primeira vez de qu... – mas sua voz ficou ao vento quando de repente tudo sumiu ao seu redor e só a escuridão lhe acompanhou de volta.

OoOoO

Acordou um pouco mais cedo que o normal um pouco ofegante. Engraçado é que aquilo não era um pesadelo ou algo do gênero. Ela nem se assustava. Será que só a voz do homem a fazia sentir-se assim? Com medo? A hipótese de ser igual a eles passou pela sua cabeça, mas logo foi embora. Era impossível. Olhou para o lado e viu que Inuyasha ainda estava dormindo. Era a segunda vez que presenciava isso em nove dias.

Estava tão tranqüilo. Como queria poder passar seus dedos em seu rosto e começar seu joguinho. E quem disse que não poderia? Aproveitou que ele estava virado para ela e então, como sempre fazia para deixá-lo arrepiado, seus dedos passearam dos ombros até o pescoço e de lá para o queixo. Ele franziu o cenho.

- Você está mesmo levando isso a sério? – Kagome não tinha entendido aquilo como uma pergunta.

- Levando o que a sério? – ergueu a sobrancelha. Agora seus dedos passeavam nas bochechas e no nariz de Inuyasha.

- Eu disse que você não ia conseguir ficar sem me pedir nada. – ele continuava de olhos fechados apesar de saber que ela não iria acreditar que ele estava dormindo.

- Pois eu consigo sim... não te pedi nada até agora. – olhou para ele. – Pedi?

- O dia mal começou! - riu e abriu os olhos.

- Eu sei... mas eu não pedi. – sorriu e retirou sua mão do rosto dele. Pelo visto iria ser mais difícil do que pensava. – Você não tem que ir trabalhar? – se afastou dele.

- Hoje é domingo. Eu não vou trabalhar. Não comece a me empurrar!

- Ok... eu não sabia. – virou-se para cima e ficou fitando o teto. – Acho que essa semana eu vou embora... não é?

-... – suspirou. Seu pai não iria conseguir manter Kagome dentro de casa pro muito tempo. Se Kagome ficasse mais, sua mãe ia embora e ficou bem explícito quando Izayoi gritou essa parte.

- Sabe... foi muito bom ficar aqui. Acho que eu nunca fui tratada tão bem. Por mais que eu não me lembre de muita coisa do passado. – sorriu leve. – Eu não vou me esquecer desta semana que passou tão fácil.

- basta só você virar a esquina e tropeçar.

- Engraçado... – virou sua cabeça e o olhou. – Só que aí ninguém iria me socorrer, e provavelmente eu iria morar no parque da cidade. – ele sacudiu a cabeça.

- Vamos tomar café. Vou levar voe ao boliche hoje. - levantou-se da cama passando a mão nos cabelos para tentar ajeitá-lo. Não estava nem um pouco afim de penteá-los.

- Se você diz... – deu de ombros, retirando o lençol de cima de si. Levantou e se espreguiçou largamente.

Os dois desceram as escadas em silêncio. Uma seção de bom dia's começou quando chegaram na mesa do café. Era quase raro ver todos reunidos em uma só mesa. Kagome que passou pouco tempo ali sabia muito bem o quanto Izayoi detestava ficar no mesmo ambiente que ela. Pra falar a verdade, não sabia como ainda não tinha sido chutada de lá. Sentou-se do lado de Inuyasha vendo a quantidade de coisas que ele pegava em tão pouco tempo.

- 'dia.

- Bom dia... – Kagome acompanhou Inuyasha atrás, sendo acompanhada pelos olhos não contentes de Izayoi.

- Bom dia meninos. – ao contrário de Izayoi, Inu no Taisho estava bem feliz. Sorriu para os dois. – E então... planos para esse dia lindo de hoje?

- Está ameaçando a chover. – Seshoumaru lembrou rolando os olhos. Para Inu no Taishou parecia que todos os dias eram bonitos.

- Ah sim, verdade. – o pai concordou.

- Vou levá-la ao boliche.

- Ótimo, ótimo. – limpou discretamente a boca com um guardanapo. – Já foi a um boliche Kagome?

- Bom... se eu fui, não me lembro. – sorriu sem graça. – Mas eu aposto que é muito divertido. – tentou reverter a situação dando mais um sorriso. O que a deixava mais sem graça era Izayoi. O que será que ela tinha feito para ela? E o pior, o que o Sesshoumaru sabia?

- Ótimo, ótimo. – limpou discretamente a boca com um guardanapo. – Já foi a um boliche Kagome?

- Bom... se eu fui, não me lembro. – sorriu sem graça. – Mas eu aposto que é muito divertido. – tentou reverter a situação dando mais um sorriso. O que a deixava mais sem graça era Izayoi. O que será que ela tinha feito para ela? E o pior, o que o Sesshoumaru sabia?

- Mas você é rápida! Vai lembrar..! – passava seriamente em começar a chamar Inu no Taishou de Senhor Sorriso.

- A gente vai almoçar lá. – Inuyasha parou de comer. – Eu quero ver como ficou a praça de alimentação. Ela estava em reforma da última vez.

- Façam isso mesmo! A Kagome precisa se divertir. – Inu no Taisho pegou mais uma torrada da cesta.

- Não sei como ela irá conseguir essa proeza com o Inuyasha perto. – Sesshoumaru se levantou da mesa. – Vou ao escritório ler alguns processos. – passou por Kagome dando um pequeno sorriso que só ela viu. Bem... ela e Inuyasha que fez uma carranca.

- Feh! Idiota!

- Inu, sem xingamentos na mesa! – era a primeira vez que Izayoi se pronunciava depois da chegada de Kagome.

- Eu também já vou indo. – Inu no Taisho se levantou. – Kagome... será que posso dar uma palavrinha com você?

- É claro... – ela se levantou também e o seguiu para a sala de estar.

Os dois foram até a sala e Kagome sentou no sofá apesar de Inu no taishou não fazer o mesmo. Ele parecia meio desconfortável e tentava esconder isso. Pelo visto, era alguma coisa séria.

- Você.. Nem sei como perguntar isso.

- Bem... Inu no Taisho. – se lembrou do dia em que ele pediu para chamá-lo assim. – Se for por essa semana eu ter de ir embora... bem... eu vou procurar amanhã mesmo algum abrigo. Orfanato... não sei como se chama.

- Não, não! Nada de orfanato! Eu pensei.. Se você não podia morar em um apartamentinho; estou vendo até um.

- Ahh... – Kagome ergueu a cabeça. – Mesmo? – seus olhos brilharam.

- Sim claro! - sorriu. - Mas preciso que você venha aqui, uma duas ou três vezes pro semana, se não quatro!

- Mais é claro que eu venho! – sorriu. – Se não for incomodo, claro.

- Eu preciso ver seus pontos.. Mas bem, eu vi um, meio pequ.. - ele olhou para o relógio sem querer e arregalou os olhos. - Estou atrasado. Se importa de conversarmos isso mais tarde?

- Não... não me importo mesmo. Fico muito contente com a notícia. – ela se levantou do sofá dando um abraço em Inu no Taisho. – Eu nem sei como agradecer ao senhor. Ahh... – ela só soltou depressa. – Desculpe. Está atrasado.

- Até de noite..! - ele se virou e caminhou até a porta.

- Até... – balançou a mão contente como uma menina. Se sentou novamente como se estivesse nas nuvens. Um apartamento só para ela sem os olhares inquisidores de Izayoi! Uma cama só para ela! Só para ela..?

- E ai? – alguém se jogou do seu lado.

Ela se virou e deu de cara com um Inuyasha contente. Provavelmente pela comida.

- Eu vou embora essa semana mesmo. – ela murmurou. – Vou para um apartamento com um amigo de seu pai. – ficou séria só para ver a reação dele.

- Uhm... - Kagome prendeu o riso mordendo o lábio inferior. Ele não parecia ter notado. - Mas e os seus pont.. Que amigo?!

- Um amigo dele... Ele disse que ele é jovem e bonito. Vai ser uma boa companhia. – abaixou ainda mais o rosto. Não iria agüentar por muito tempo.

- Como assim?! Meu pai só conhece velhos! Kagome!

- Desculpe... não agüentei. – segurou a mão dele e a elevou até seu rosto. – Sua mão é quente. – ela murmurou.

- Eu sou quente..!

- É mesmo. – permaneceu com a mão dele em seu rosto. Ela havia soltado, mas ele a manteve ali. – Eu estou me sentindo tão fria desde que acordei depois do acidente. É bem estranho.

- Às vezes é estranho.. É como se você fosse.. Sei lá! Meio transparente!

- Imagine eu que me sinto transparente. – ela, que tinha fechado os olhos sentindo o toque de Inuyasha, os abriu novamente. – É como se eu precisasse de alguém para me dizer que eu ainda estou aqui. Que eu não sou invisível.

- Você não é transparente! Eu consegui te ver..!

- Obrigada por me enxergar. – sorriu.

- É fácil te enxergar.. – sorriu de volta e retirou a mão de seu rosto. – Você tem casaco?

- Eu vi um sobretudo dentro das sacolas que o seu pai me deu. Serve?

- Não.. Vai esquentar demais porque não está tãão frio. Ia ficar esquisito.

- Eu vi um casaquinho branco de lã.... – pendeu a cabeça. – Acho que é tudo.

- Uhm.. Tá serve..

- Ok... vou tomar banho. – deu um beijo no rosto do hanyou e subiu correndo as escadas.

OoOoO

Provavelmente, já havia ido milhares de vezes para o shopping. Só a lembrança do seu ex-namorado traziam várias idas ao shopping. E relembrou porque gostava. Era um lugar de coisas animadas. Gostava da mão do Inuyasha segurando a sua no ar condicionada.

- Já está com fome?

- Não... – sorriu para ele. Pessoas passavam sorrindo por motivo algum. Havia tantas lojas convidativas para entrar, que ela ficou deslumbrada.

- Então vamos passar no boliche para ver se você lembra de alguma coisa! Depois de comer, nós jogamos!

- Tudo bem... – Inuyasha arrastou Kagome para o segundo andar até uma entrada com uma escada grande.

- Você parece gostar de lugares animados porque fica mais agitada conforme lembra de alguma coisa.. De repente.. Aqui você lembre de algumas!

- Eu espero MUITO isso. – subiram as escadas e logo portas de vidro estavam em frente a eles. Inuyasha empurrou uma e Kagome deu de cara com muitas pistas. Pelo menos ela achava que eram pistas.

Uma música enchia o ambiente iluminado. Cheio de pistas, sofás em L as separavam. Telas em cima delas pareciam marcar os pontos. Fraquinho, fraquinho, vinho o cheiro de pizza no ar frio do ar condicionado. Kagome percebeu que todos usavam os mesmos tênis e olhou a sua sandália. Não ia poder jogar boliche.

- Eu não estou de tênis. Você não me disse nada. Não vou poder jogar... – disse confusa.

- Claro que não sua boba.. A gente vai lá e pega o tênis! – riu.

- Ahh... sim. – sorriu sem graça. Só falava besteira. Seguiu Inuyasha até uma espécie de balcão grande. Desatenta as cosias que Inuyasha falava com a moça, olhava em volta doida pra jogar. Devia ser bem fácil! Era só jogar aquela bola!

- Quanto você calça Ká?

- 35..

- Então um 42 e um 35?

- É. – olhou a menina do seu lado enquanto a balconista pegava os tênis.

- O que foi? – levantou uma das sobrancelhas. – Tem alguma coisa estranha comigo?

- Eu gosto dos seus olhos.. – sorriu.

- Obrigada. – abriu um sorriso grande. – Eu gosto muito dos seus também... são tão diferentes.

- Uhm.. – franziu o cenho. - Não gosto deles..

- É porque você não pode enxergá-los como eu. Eles são sérios... – se aproximou mais analisando. – Mas às vezes... são tão brilhantes. Acho que quando alguma coisa especial acontece, eles ficam assim.

- Ahn.. Estava falando da cor.. Eu queria que eles fossem verdes.. – deu de ombros. – Mas não ia ficar bem em mim.

- Qualquer cor iria ficar bem em você. Mas o dourado... é muito, muito mais bonito. Fica... com um ar de... – não sabia nenhuma palavra. Olhou ao redor pra ver alguma palavra que achava bonita e viu um outdoor. "To seduce 212 Sexy 212 Sexy man - By Carolina Herrera" - ...ar de sexy!- e sorriu retornando a vê-lo.

- O-oi?

- O quê? Isso foi um elogio... – pelo menos ela esperava que fosse.

- ahn.. Kagome..Ahn.. – a mulher voltou e entregou os sapatos. - Tá.. Esquece.. Vamos!

- Tudo bem. – sorridente como uma criança que acabou de ganhar um pirulito, seguiu Inuyasha que se sentou em um sofá para calçar os tênis.

- Não deixe a bola cair nos pés; machuca. - Terminou de calçar e levantou. - São mais pesadas do que parecem. - balançou a cabeça concordando. – Terminou?

- Encaixar a mão aí... mas ela cabe toda nesses três furinhos? – fez um bico encostando na bola. Colocou três dedos lá dentro.

- O dedão, o dedo do meio e o do lado dele.

- Ok... – Kagome empolgada andou com cuidado até a frente da pista. Se preparou e jogou a bola. Ela deslizou e deslizou e nem sequer passou perto de um pino. Isso porque ela vou para a pista ao lado. – Opa!

- Você tem que jogar rente ao chão. Pegue outra bola..

Kagome fez o que ele mandou, só que desta vez ela ficou paradinha em frente a pista. Respirou fundo. E jogou. Bem... desta vez a bola pelo menos se manteve na pista dela. Quer dizer, na canaleta dela.

- Tudo bem... eu desisto! – ergueu as mãos.

- Ah não! Você mal jogou! – pegou outra bola. – Segura.

- Eu não vou conseguir. – segurou a bola com má vontade, além do bico que tinha se formado.

- Vai sim.. – abraçou-a por trás, segundo seu pulso. – Olha.. - começou a balançar o pulso da menina para frente e para trás. – Você olha para os pinos e deixa o braço bem em frente a eles.. E depois solta! – ela soltou a bola quando ouviu que ele disse 'solta'. Não derrubou todos, mas fez um spare!

- Nossa... – Kagome observou por alguns segundos os pinos que haviam caído. Ela tinha conseguido. Com Inuyasha. – Obrigada. – se virou dentro do abraço dele.

- Vai.. Tenta de novo. - sorriu para ela.

- Tá... – ela pegou uma bola e a segurou firme como ele a havia ensinado. Se preparou fixando seu olhar para os pinos. E jogou a bola.

Dois pinos.

- Melhorou!

- Dois pinos... – se sentou na cadeira que dava de frente para a pista.

- Ué..? Vai parar?

- Não... quero ver você jogar. – começou a bater a perna na cadeira.

- Ai não tem graça! Termina a sua jogada!

- Já vou terminar... – ela se arrastou até a última bola. Provavelmente iria acertar mais uma, só para a vida não ser tão injusta com ela. Fez todo aquele ritual que Inuyasha falou mais uma vez. A bola saiu de suas mãos de repente. E strike. Começou a pular. Só não ia gritar para não parecer tão maluca.

- Eu fiz um strike! Eu fiz! Fiz! – começou a dizer. Estava tão feliz. Com uma coisa tão simples.

Escuro. Uma senhora dormia profundamente ao lado de outro senhor. Deviam ser um casal. Ela se aproximou deles.

- Tudo bem.. Vai dar tudo certo...

Sentiu seus pés tocarem o chão após mais um pulo. E depois, tudo ficou escuro.

OoOoO

Enxergou tudo embaçado e depois a sua vista se acostumou com o escuro. Um pouco enjoada e meio tonta, voltou a fechar os olhos para ver se melhorava, mas só a tontura passou.

Alguma coisa a impedia de levantar o braço. Sentado no chão, Inuyasha estava com a cabeça apoiada na beirada da cama, ou seja, em cima de seu braço, dormindo. Olhou para o lado e viu Seshoumaru sentado em uma cadeira encarando-a. Tentou sorrir, mas não conseguiu. Seu corpo estava mole demais.

- Você quase matou o meu irmão. – ele entortou um lado da boca.

- Hum... – apertou com força os olhos. Nada fazia seu corpo voltar ao normal. Parecia uma Maria-mole. – O que... o que aconteceu? – murmurou. Sua voz falhava.

- Você desabou no chão enquanto comemorava.

- O boliche... – sussurrou. Se lembrou rapidamente de sua remota visão. E logo elevou suas mãos à cabeça. Não porque doía, mas porque aquelas lembranças doíam. Era uma verdade.

- Kagome..? – levantou a cabeça. – Já acordou? Tá tudo bem?

- Você dormiu hanyou.

- Está... – sua voz não passava confiança. Ela ainda transparecia fraqueza. – Só não sei o que aconteceu direito.

- Você desmaiou do nada! Não sabe o susto que me deu! Eu não fazia a mínima idéia do que tinha acontecido, você não acordava de jeito nenhum!

- Desculpe. – piscou um pouco. Parecia que a moleza estava indo embora. Aos poucos, mas estava. – Eu realmente não sei o que aconteceu. De repente, tudo ficou meio turvo e então escureceu.

- Mas você estava bem! E do nad..

- Inuyasha. Cale a boca e a deixe descansar.

-... – segurou um rosnado na garganta. Apesar de odiar Seshoumaru, ele estava certo.

- Não... está tudo bem, Sesshoumaru. Obrigada por ficar aqui cuidando de mim. – olhou dele, para Inuyasha. – E você também Inuyasha. Desculpe o transtorno.

- Você...! – se levantou estressado. Como ELA podia pedir desculpas para ELE? Se ELE não a tivesse levado pro shopping, ELA não teria desmaiado! – Arg! – bateu a porta do quarto e desceu pra sala.

- O que eu fiz? – ela se ergueu um pouco sem entender nada.

- Não foi culpa sua. Aquele hanyou é que é idiota.

- Não fala dele assim... eu devo ter feito alguma coisa. Eu juro que não queria ter apagado assim... só aconteceu. – respirou fundo.

- Ele É um idiota e isso é um fato. Agora, descanse. – as coisas que ele falava soavam sempre como ordem.

- Tudo bem... – mesmo não estando cansada, deitou sua cabeça no travesseiro. Observou o Youkai a olhar até que se acomodasse direito. – Obrigada.

- Se precisar de algo.. – parou meio segundo. – grite.

Não agüentou segurar e riu. Sesshoumaru poderia aparentar a frieza que fosse, mas ele era uma ótima pessoa.

- Pode deixar. – fungou. – Vou gritar muito alto se a minha voz permitir. Vai que alguém resolva me atacar no meio da noite.

Ele fechou o quarto e ela voltou a ficar sozinha.

0o0o0o0o0o0oo0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0

Nhaiiii lindas pessoas...! Estão todos bem?? Pois é... final de carnaval... final de feriado... final do descanço e dos dias para acordar tarde. Droga! Sabe... eu simplesmente ODEIO o carnaval. É sério *não me matem*. Jura que vocês gostam de ficar pulando no meio daquele povo suado e sem noção com as mesmas batidas daquelas músicas de axé? Ok... gosto todos tem o seu... e por favor! Não me batem.. shauhauahuhauhushausahu... Mas... tudo bem... pensem *se você for igual a mim e repugnar o carnaval* que ele serviu para postarmos nossas fics! \o/ Ok... podem gritar aleluia! hauahuauhauhauhauahuahuahuahuahu

Adoroo vocês pessoinhas!

Aline Higurashi

Resposta das Reviews:

Letícia: Oiie..! Atacando? O Inuyasha é praticamente a janta dela xD Opa! Perguntinhas que não posso responder.. Pelo menos, não agora heauhuaehuaehuae.. Mas 'ocê já vai saber, don't worry, be happy! *não to normal hoje* E Leli, você viu Death Note? *--* Ahhh.. Como eu amo o L!! Haeuhuaehuhaeuhuaehu, continue acompanhando lindia..! Tentaremos não demorar! Bjundas! Kaori-sann

Tainara C: Kagome de santa não tem nada! Huaehuhaeuhae ( e sabe como é... Idéia da Liine, essa menina perva kkkk³) E sobre a morte.. É, é.. deixemos o suspense xD Izayoi! Ela se tornou minha personagem preferida nessa fic justamente por causa disse. Ciumenta, chata e rude. Diferente das Izayois de sempre xD Afinal, não é todo dia que seu marido gostoso trás uma garota mil vezes mais nova que você pra morar na sua casa u.u' Bjokas!! Kaori-sann

Agome-chan: Seshy disse que não fala nada enquanto não estiver na presença de um advogado haeuhaeuhuae e nada de caps grandes! Mas, quem sabe, na próxima vez a gente não faz uma fic de um cap só? Kasokpasokaspokpasok, estoura o limite do FF xD Bjiins! Kaori-sann o/

Manda-chan Satoru: Claro que vem ao caso! Vamos fazer uma votação de quem quer fiar com amnésia e roubar o lugar da Ká! Eoool quelo!! \o/ E eu tenho um acordo: se você me deixar ficar com o Inuyasha, eu te deixo com o Seshy! u.u'' 'Brigada por acompanhaaaaar!! (wee) Bjuundas! Kaori-sann

Gege-ups: Medooo-ooo-ooonho, ká vê coisas do aléém! *Supernatural sei lá que horas na Warner Channel* (momento retardado, ignore) E eu sinto muitíssimo, mas você não quer o Inu tanto quanto eu quero!! \o/ I win! Ele é meeeeeeeeeeeeeuu! Haeuhueahuhaeuh, eu tenho que gostar de física! Vou fazer engenharia mecânica! ú.u Mas de uma coisa eu sei, o cara que inventou a física tinha um problema só: falta de mulhé! Kasposkapoksapokaspkopokas Mas eu não tenho mais educação física! Eles querem me deixar gorda! O.o Tá, chega de escola! É carnaval!! Vamos aproveitar! xD Bjuundas! Kaori-sann