Não owno a fábrica de M&M e não sou a versão feminina de Kishimoto-san! Não me peçam chocolate de graça e mudanças em Naruto pq só deus e o mundo sabem que eu sou uma humana sem o poder necessário para isso U.U *quero choco grátis tb!*
Reparem! A fic é dividida. Esses dois caps são do "Livro 1", pois há uma grande probabilidade de eu fazer em "livros", fazendo com que não exista apenas a visão da Tenten. Até agora, Tenten é o Livro 1. Confuso? Mals -.-'.
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Per legem terrae – Pela lei do seu país
Suna, o país da areia – nunca vi isso com tanta clareza. A pouco estávamos na capital, envoltos por arranha-céus, pontes, carros e aviões. Em apenas três horas, fomos parar no meio do deserto. Olho para o relógio em meu pulso. "Shikamaru..." Ele me ignora e continua andando. "Shikamaru!". Nada... Será que o cérebro dele já foi consumido pelo calor? "Se você continuar me ignorando eu vou tacar meu tênis na sua cabeça!". Ele para e joga o corpo para trás, desajeitadamente, a fim de se sentar. Acho que ele teve a mesma idéia que eu: descansar.
"Não estou te ignorando, apenas polpando saliva. Não temos água, se esqueceu?". Cortei os poucos centímetro que havia entre nós e me sentei, da mesma maneira desajeitada, ao lado dele. Ele tem razão quanto a sede. Quando olho para meu amigo, ele está mexendo na mala e retirando um casaco, jogando-o em minha direção. "Use isso antes que sua pele adquira sérias queimaduras". Como sempre, ele estava certo. Coloquei o casaco e ajeitei o capuz em minha cabeça, após agradecer.
Alguns minutos em silêncio – ou segundos – para descansarmos. Estou olhando o horizonte e lembrando que durante a noite vai fazer muito frio, temperatura abaixo de zero, mas antes o frio – que pode ser combatido com as roupas do Shikamaru – do que esse calor infernal. Um barulho quebra o – já irritante – silêncio. Eu e Shikamaru olhamos na mesma direção e lá está um jipe. Se movendo em alta velocidade e vinha ao nosso encontro. "Você está vendo isso?" Preciso ter certeza que não é uma miragem.
"Se você se refere ao carro". Balancei a cabeça positivamente e nós nos levantamos para ter uma visão melhor. Alguém gritava e acenava. Eram duas pessoas. Um homem dirigia e uma mulher estava em pé ao seu lado acenando para nós. "Cuidado, Tenten. Eles estão vindo da mesma direção do táxi, não sabemos se são confiáveis". Eu, novamente, apenas movimentei a cabeça.
O jipe verde musgo começou a diminuir velocidade e parou ao nosso lado, levantando areia. Meu reflexo foi cobrir os olhos com o braço esquerdo e manter apenas o olho esquerdo entre aberto para ter uma visão das pessoas misteriosas que apareceram. "Quem são vocês?". A poeira baixou, abro meus olhos e me deparo com uma mulher loira – um cabelo meio cor de areia – em pé ao lado do motorista, um rapaz moreno. A loira olhou furiosamente Shikamaru após a pergunta dele.
"Nós que devíamos perguntar isso!" Ela esbravejou. "Estávamos em paz e de repente, ao longe, sem mais nem menos, uma fumaça enorme". Ela aponta para o rosto do meu amigo e continua. "Sabe qual a primeira coisa que pensamos!? 'Um ataque!' Eu e meu irmão nos arriscamos vir até aqui e descobrimos um carro pegando fogo. Como não tinha nenhum corpo, pensamos que vocês estariam por ai vagando e ficamos procurando a fim de ajudar e é assim que você retribui!?"
"Desculpa o meu amigo. É só que acabamos de sofrer um atentado e não sabemos mais em quem confiar". Fui direto ao ponto e os irmão ficaram me olhando com cara de 'como assim?'. Shikamaru colocou as mãos atrás da cabeça em um claro sinal de irritação.
"Sinto muito pela minha irmã. É que nós achamos que o carro era de vocês, já que, sempre que ocorre um ataque, sobram corpos, ninguém consegue fugir". Talvez, só talvez, o Shikamaru tenha razão ao dizer que tivemos uma baita de uma sorte! "Meu nome é Kankurou, muito prazer. E essa estressadinha aqui é minha irmã mais velha, Temari". Ela melhorou o rosto invocado e acenou.
"Meu nome é Tenten e esse é Shikamaru. Será que você podiam nos levar para algum lugar com civilização?". A loira abriu a porta para os bancos traseiros do jipe e nós entramos. Shikamaru atrás do motorista e eu de Temari.
"Vocês são repórteres, certo?". Ela me olha – senti que podia até ver um brilho entusiasmado - e eu aceno a cabeça. "Então vocês devem ser daquela empresa jornalística". O que ela quer dizer com isso? Masashi's Journal tem algo de diferente? Ah, deve ser por causa daquilo.
"Então foi por isso que fomos atacados? Você está querendo dizer que o taxista era algum fã do Reino Raien?" Ela ficou séria e fez um positivo com a cabeça, virando o rosto para frente, ainda com o cotovelo esquerdo apoiado no topo do encosto do banco. "Quem diria. Só por que somos a única empresa que não manipula as informações a favor de Raien".
"Vamos ser sinceros com vocês. Eu e minha maninha fazemos parte de um grupo contra o Reino Raien. Andar conosco pode somente piorar a situação de vocês e o lugar que estamos indo é uma vila que abriga somente adoradores da antiga Suna". Ótimo, vou me meter com rebeldes. Não posso culpa-los, pelo o que li nos livros, Suna já foi um lugar bem melhor e muito bom de viver. Apesar dos grandes desertos, esse grande país possuía um excelente turismo, devido as praias e dunas. Uma risada muito conhecida começa ao meu lado. Shikamaru enlouqueceu?
"Agora entendi! Então era por isso". Ele leva uma das mãos ao olho para retirar uma lágrima que se formou no canto do mesmo. O que era tão engraçado afinal? A parte que estávamos ferrados ou a parte que nós nos ferramos mais ainda? "Masashi-san, sem dúvidas, nos mandou aqui por isso".
"Como assim?"
"Não vê, Tenten? Ele queria uma matéria interessante e, como ele mesmo disse, bombástica. Bem, eu acho bem bombástica uma matéria que inclui terroristas a favor do Reino Raien e a vida de rebeldes do deserto". Temari não gostou nem um pouco da ultima parte. Shikamaru, no entanto, falou algo que fazia muito sentido. Talvez a gente consiga muito mais que uma matéria interessante, é só evitarmos morrer antes e evitar que esses dois se matem durante a nossa estadia nessa vila.
"Pronto, já podemos avistar a vila". Abaixei o capuz e retirei o casaco, Shikamaru fez o mesmo. A vila não era como eu estava imaginando. Diferente das que vejo na televisão em países como Mizao, onde as casas estão destruídas – devido a explosões - e a maioria são barracos, as casas aqui são bem construídas e, algo que eu percebi quando nos aproximamos, há presença de algumas plantas. Kankurou falou algo sobre um sistema de irrigação implantado na região quando ainda era o Reino Suna. Além do jipe em que estávamos, não avistei nenhum outro carro. Todos olhavam para o jipe e pareciam conhecer muito bem o casal de irmãos a minha frente. Reparei também no fato de que, apesar das casas serem boas, as pessoas eram bem humildes e – aparentemente – gentis.
O jipe foi estacionado em frente a uma casa azul, de dois andares. Nós saímos do carro fomos convidados a entrar. "Gaara! Temos convidados, Gaara!".
"Quem é esse Gaara? E porque sua irmã tem que ser tão escandalosa?". Shikamaru tinha uma gota pesando na cabeça, ou teria se ele fosse parte de um desenho.
"Gaara é o casula. Já vamos avisando que, no momento em que vocês entraram nessa vila, vocês devem manter segredo sobre tudo. Como disse antes, são considerados nossos aliados".
"Não vejo nenhum problema nisso. Afinal, um pouco de ação não é nada mal e seria ótimo poder fazer uma reportagem mostrando o lado dos rebeldes!".
"Tenten, não era você que estava assustada só com um carro bomba?". Imediatamente, mandei um gentil 'cala boca' para ele enquanto observo um ruivo descendo as escadas e nos encarando. Pergunto-me se eles são realmente irmãos. A mais velha é loira, o outro é moreno e o mais novo ruivo. Que coisa esquisita. Mais esquisito ainda era o que brilhava no dedo dele. Sem dúvida, aquele era um dos famosos anéis com a energia de Radice. Não estou entendo mais nada.
"Vocês trouxeram estranhos para cá? O que deu em vocês?". A voz calma soou e deixou, por algum motivo desconhecido por mim, os irmãos aflitos.
"Veja bem, Gaara. Eu e Temari achamos que eles podem nos ajudar de alguma forma".
"Além do mais, foi você mesmo que nos mandou dar uma olhada no local onde a fumaça estava vindo". Ah, então ele é o nosso verdadeiro salvador! Nossa, não acredito que pensei assim, falar salvador parece até que estou falando de algum deus.
"Não se preocupe, seus irmãos nos deixaram cientes de que vir aqui significaria nos aliar a vocês ou morrer".
"Sem dúvidas". Não exitei, meu corpo deu um passo para frente e eu impus minha voz. "Gaara-san, meu nome é Kanami Tenten e sou repórter do Masashi's Journal". Falei tudo colocando a mão direita frente ao peito como se apontando para mim mesma. "Amo o meu trabalho porque tenho a oportunidade de entrar em contato com a verdade. Seria uma honra ver a verdade pelo olhos de seguidores da antiga Suna!". Usei meu melhor olhar destemido e o encarei. Para aliviar a tensão do local, eu relaxei e retirei a mão direita, usando-a para aportar gentilmente para meu companheiro. "Esse é Nara Shikamaru e sei que ele se sente da mesma forma". Sorri e esse sorriso é retribuído pelo mais novo.
"Entendo". Ele se direcionou a irmã. "Temari, acho que podemos confiar neles, não é?".
"Tenho certeza que isso nos ajudará muito". Ela olha para nós. "Afinal, esses dois andam tendo contato com os outros dois países mais do que qualquer um de nós aqui. Isso pode ser muito útil".
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Incrível como construções assim são possíveis. Estou andando em um túnel subterrâneo feito de rochas e areia. Por se tratar de rebeldes, eu já imaginava que teriam um base ou algo assim e bem escondida, mas não isso. Quer dizer, eu apenas desci para o andar subterrâneo da casa e a parede foi aberta como mágica – isso se chama tecnologia. Eu e Shikamaru não conseguimos esconder a face impressionada. Aquele túnel foi construído sem que nenhuma autoridade percebesse, como? Precisariam de máquinas para aquilo – e das grandes. Eles apenas sorriram com a nossa surpresa e tive a certeza que muito mais estava por vir, o mundo por trás da guerra. Assim que eu penso, não estarei mais encarando o mundo de um olhar exterior, mas sim de alguém que teve contato com todos os processos. Não irei simplesmente reportar uma bomba ou trágicos acontecimentos que presenciei, mas sim o que se passa por trás de tudo, inclusive as emoções e pensamentos de cada ser – mesmo que apenas superficiais. Impossível não se sentir excitada e ansiosa. Se não fosse pela situação atual, acharia que estou em uma história infantil onde a personagem principal se pergunta apenas o mesmo que estou me perguntando: o que há no fim do túnel?
Estava tão intrigada com tudo que quase não prestei atenção no que os irmãos diziam – não que eu realmente precisasse, tenho certeza que Shikamaru decorou palavra por palavra. Tudo o que veio aos meus ouvidos foram frases soltas que nos diziam para mantermos tudo em segredo e que nos contariam tudo o que aconteceu, inclusive como existe um lugar igual aquele a baixo do subsolo de um deserto sem que as autoridades tenham consciência disso. Esses segredos só seriam arriscados em troca de informações que – como repórteres focados na guerra – poderíamos conseguir e dar acesso exclusivo à eles. Tudo o que Shikamaru deve pensar é em como era tudo problemático, mas eu penso no livro que irei publicar, em ser promovida, nas histórias que eu vou poder contar, no quanto aquilo era único – e oportuno também, geralmente se alguém escreve um livro é porque sofreu durante a guerra, ninguém acompanha o que acontece fora dos campos de batalha – e, por fim, o dinheiro. Sim, dinheiro! Podem me chamar do que quiserem, eu confesso que me sinto mal pensando em dinheiro, mas eu preciso viver! Não seria nada mal ganhar alguma coisa com isso e eu vou merecer, pois, pelo que eu vejo em filmes e até nas reportagens, sei que isso não vai ser nada fácil, fazer parte de uma guerra. Se eu não soubesse que essas pessoas são da antiga e pacífica Suna, não me meteria nisso, afinal, seria um grande peso para carregar o resto da minha vida, um peso chamado culpa. Sei, no entanto, que é um honra para mim poder estar do lado de pessoas que lutam pelo melhor, mesmo que o meio usado não seja o melhor: guerra e morte. Eles não podem fazer nada, o Reino Raien parece só entender a linguagem da violência, do dinheiro e das trapaças.
Parece que finalmente estamos chegando ao destino. Antes, para enxergar, era necessária a ajuda das três lanternas que os irmãos levaram consigo, agora, uma luz ao longe se juntou a baixa luminosidade das lanternas, uma luz inconstante. Fogo? Não demorou muito para ter certeza do que era. O túnel, que em toda a sua extensão tinha um formato quadrangular, assumiu uma forma oval. Lembrei daqueles termômetros de desenho, que na ponta há uma bola – bem nesse caso a "bola" foi amassada, pois o ambiente não era totalmente redondo. O que descarta essa característica é a porta a nossa frente, que está em uma parede lisa, acabando com o formato que antes descrevi. Nas paredes que haviam se alargado, formando duas curvas abertas, estavam tochas – cada vez me sinto dentro de um filme diferente, neste caso é em algum no deserto envolvendo pirâmides e múmias. Bem, nunca soube de pirâmides em Suna. Voltando ao ambiente, bem a nossa frente estava uma porta, que se destaca pela grande diferença entre ela e tudo o que está ao redor. Tudo que está em volta parece tão insignificante perto dessa única porta. Exageradamente grande, vermelha e com vários detalhes em... Ouro? Digna de um palácio. Acho que não conseguiria comprar uma dessa nem com um ou dois anos de trabalho! E trabalho escravo – isso não faz sentido, afinal estão me pagando, mas... Não vou explicar para mim mesma! Eu entendi o que eu disse.
Por sorte, os meus pensamentos foram interrompidos pelo ranger da porta se abrindo. Incrível não terem que usar duas pessoas para abrir essa monstruosidade, mas o que me interessa realmente é o que está dentro desta sala, quem e o que vamos encontrar. Pelo o que eles disseram e pelo telefonema rápido que foi dado antes de nossa saída, tenho certeza que outros se juntarão nessa conversa. Faz sentido, afinal – por mais que eu me considere adulta -, os três parecem ter mais ou menos a minha idade, muito novos para liderar uma rebelião e conseguir atrair a confiança de tanta gente como nós vimos na entrada dessa pequena vila.
Muitas coisas precisam ser explicadas e esse silêncio, que se seguiu desde o fim das explicações dos irmãos, precisa ser quebrado. Lembro do anel e esqueço da minha curiosidade pelo que havia atrás da porta. "Gaara-san?" Ele vira levemente o rosto na minha direção, como se dissesse 'prossiga' com os olhos. "Este anel... Não é de Radice?"
"Então você reparou". A voz dele parece passar tanta serenidade e ao mesmo tempo é como se viesse de alguem sem emoções, de alguém que não pode ser atingido por nada e por isso vive tranquilo. "Não se preocupe. Vou fazer disso um dos assuntos dessa reunião". Ele deu um pequeno sorriso. Talvez ele não seja tão inatingível assim. Todos viramos em direção a porte que Kankurou havia terminado que abrir. Só um lado da porta, claro, abrir os dois ao mesmo tempo é impossível.
Nos deparamos com um ambiente digno de palácio. As paredes brancas, o detalhes em amarelo-ouro, as pinturas e a grande mesa redonda ao centro. Algo me fez lembrar dos cavalheiros da tábula redonda, mas a sofisticação do local e a boa conservação retiram essa comparação. Uma das cadeiras era diferente das demais – um pouco mais, porém nada exagerado -, Gaara-san se sentou nela. Estava comprovada a superioridade dele no local, até mesmo os mais velhos ali presentes pareciam respeitá-los.
O casal de irmãos se sentaram e fizeram gestos para nos juntarmos a eles. Sento em uma das cadeiras vazias e percebo o quanto a mesa é realmente grande, pois há um bom espaço entre cada cadeira. Eram dez cadeiras no total. Nove estavam ocupadas: os irmãos, eu, Shikamaru e mais quatro pessoas. O mais velho pigarreou, como que pedindo a atenção de todos.
"Gaara-sama me informou sobre esta reunião e me pediu que convocasse os outros". Uma pequena pausa, um suspiro e um olhar encarando tanto eu quanto Shikamaru. "Pelo o que eu entendi, os dois jovens aqui podem nos ajudar. Porém, antes de vocês alcançarem este local, nós quatro conversamos e pedimos humildemente que Gaara-sama reveja sua decisão". Então ele não confia em nós. Isso não é nenhum absurdo – até natural, na posição deles -, mas eu me senti um pouco ofendida. Confirmei que Gaara-san é o chefe por aqui. O tratam como um... Rei? Só um minuto! Como eles chegaram aqui antes de nós!?
"Jiraya, não acha que já esperamos tempo de mais não? Estamos prontos para reagir e, por alguma casualidade, destino ou até sorte, a solução para o que nos preocupava apareceu sorrindo na nossa frente. Não é todo o dia que uma chance dessas aparece e nó vamos simplesmente ignorá-la?". Pelas palavras de Temari, nós somos mesmo de boa utilidade, por isso toda essa facilidade para vir até aqui, tenho certeza que não são todos que tem acesso à essa sala. Também estava cada vez mais sensível a seriedade da situação. E eu pensando em dinheiro! Estou me sentindo pior que grama coberta por caca nojenta de cavalo.
"Temari-san, minha pergunta foi dirigida diretamente e somente a Gaara-sama".
"Faço as palavras de Temari as minhas". Ainda não entendo o medo que o casal de irmãos teve quando Gaara-san os reprovou, ele parece ser uma boa pessoa. Claro, afinal, está ao nosso lado! Não vou morrer tão cedo.
"Entendo..." Cotovelos apoiados, mãos entrelaçadas e postas a nível do nariz, um olhar muito sério para alguém que se veste como pessoas divertidas e animadas se vestiriam – cheio de cores chamativas. "Então que a verdade seja exposta, mais uma vez. A história que vou lhes contar é passada de geração a geração, desde que a dominação de Raien atingiu essa terra e aquelas nos quais Suna era aliada". Pausou novamente, ora olhando em meus olhos e ora nos de Shikamaru, e o silencio o fez continuar. "Suna era dedicada a uma única religião. Na verdade, nunca foi considerada realmente uma religião, mas previsões, idéias e lendas que acreditamos terem sido enviadas, indiretamente, por deus. Não importa em que espécie de deus cada um acredita, não importa a existência de céu ou inferno – isso ia por conta de cada um - por isso aprendemos a respeitar a fé de cada um. Todos sabiam de cor a mais importante lenda". Ele pigarreou novamente. "A natureza, interpretada como deus, uma vez se irritou com aqueles que aqui viviam. Seres que se achavam superior e não respeitavam a sua grandeza. O apocalipse estava chegando e aqueles que primeiro caíram foram os seres inconvenientes. Sendo eles os primeiros, a natureza voltou a se estabilizar. Uma nova chance fora nos dada e no dia que a humanidade estiver próxima ao apocalipse a única forma de evitá-lo é combatendo a raiz dos problemas. Para isso, assim como a fênix ressurgiu das cinzas, jovens deverão lutar para ressurgir do sangue derramado". Jiraya-san olhou para uma das três pessoas próxima dele, como se pedindo para que ele continuasse.
"Quando os blocos de pedra foram encontrados..." O homem de cabelos loiros e olhos azuis começou. "O rei percebeu a similaridade com nossa lenda. Que Radice representava a natureza, o deus. Foi então que ele ordenou que apenas um anel Radice fosse criado e que as pesquisas fossem jogadas fora para que ninguém tivesse acesso a tal poder. 'Poderes divinos nas mão humanas apenas trás desgraças'. Meu pai era próximo ao rei e depois que nasci ele proferiu essas palavras, dizendo que foram as mesmas proferidas pelo rei, que havia deixado apenas uma filha no mundo. Para ela fora entregue Radice. Inicialmente, o anel fora colocado em um colar e usado como forma de mostrar que aquela jovem era filha do nosso grande rei". Um suspiro. Essa história parece tão surreal, mas impossível alegar alguma mentira vinda dessas palavras. "Segundo a lei de nosso país, Kankurou seria o rei, mas... Quando Gaara-sama nasceu, foi impossível negar a reação dele ao anel e negar a reação do anel, que adquiri cor ao ser tocado por Gaara-sama. Após essa surpresa, os que uma vez faziam o nosso atual trabalho aqui se reuniram e concluíram que Gaara-sama era especial e isso os levou a fazer dele o novo herdeiro".
"Raien já desperdiçou muito sangue". Jiraya retornou. "Queremos que vocês nos ajudem. Adquirimos aliados além das nossas fronteiras, mas estamos todos muito isolados e precisamos de comunicação. Também de alguém que possa nos enviar informações uteis sobre Raien". Então eles já estavam prontos, mas não unidos e desconheciam as fraquezas de Raien.
"Eu estou dentro". Shikamaru olhou nos olhos de cada um – exceto o meu – mostrando uma seriedade que eu achava impossível por parte dele. O mesmo brilho nos olhos de Gaara-san. Determinação e clareza. Traduzindo: determinado a fazer aquilo que via com clareza que era o certo e o melhor.
"Então somos dois". Não tinha como exitar. Apenas mirei Gaara-san e um turbilhão de pensamentos está passando na minha cabeça. Isso inclui... Olhei Shikamaru. "Te conhecendo, Shikamaru, acho melhor você cuidar das informações de Raien. Tenho certeza que, com o seu super Q.I., vai ser muito fácil. Eu cuido das informações dos aliados. Como eu posso dizer... Você usa o mental e eu o físico".
"Estava pensando o mesmo". Ele da um sorriso de canto e volta com o ar preguiçoso. "Gaara-san, está de acordo?". Gaara-san acenou.
"Mostrem a Kanami as informações que vão ser necessárias". Com isso todos se levantaram e eu segui Jiraya e o homem loiro.
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Está explicado o porque da rapidez deles! Como eu ia adivinhar que esse local fazia parte do subterrâneo de um palácio destruído da família de Gaara-san, os Sabaku? E que esses quatro integrantes mais velhos moravam aqui? Bem, isso não importa mais. Eles me arranjaram um quarto – está mais para um apartamento de hotel cinco estrelas -, assim eu posso descansar para amanhã. Ainda há muita riqueza dos Sabaku que não estavam em depósitos bancários ou cofres destruídos. As passagens foram arranjadas e o hotel também. Próximo passo de Shikamaru é a capital de Raien e o meu.... A fronteira de Mizao e Konoha. Vou ao encontro do próprio inferno, afinal, só suicidas se aproximam daquele lugar... Espero que encontrar essa cara e o grupo dele valha tamanho sacrifício.
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Yo, people do meu coração! O capítulo veio cedo, não? Essa fic provavelmente vai render muito, afinal é detalhada e a autora aqui quer dar um gostinho de outros casais.
Mas, claro, o principal é NejiTen. Não vejo a hora do Neji aparecer! Isso me dá nos nervos, mas eu não posso fazer ele aparecer do nada, ne? T.T
Espero que gostem. Estou muito animada em relação a essa fic. Esse capitulo foi o ultimo de explicações doidas de Radice *não vou encher mais a cabecinha de ninguém xD*
Beijos e muito obrigada pelas reviews que logo irei responder! Me anima tanta saber que outros estão gostando. Cada opinião é importante, seja para concordar ou discordar!
Kissus para os anjos do coração dessa FanficWriter!
M&M (Mitsuko Miyuki)
