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Xoxo
Fato segundo
ou
Fato aleatório n° 2
Estava sentada no trem acompanhada de Len, Dorkie e Lice. Outro fato aleatório aconteceu e isso é estranho. Estranho porque foi o segundo no mesmo dia e, se eu for pensar com cuidado, porque... bem, eu não me irritei.
Nós estávamos jogando baralho, porco pra ser mais exata que é o único jogo que Lice sabe jogar. E comendo moedas de chocolate.
-Ah!Lils perdeu!Foi à última a baixar as cartas. -Lice gritou alegre. Ela sempre vence.
Eu não gosto muito de perder, mas eu tive um motivo. Vi Tiago se aproximando pelo vidro da cabine. Acompanhado de Remo e Sirius.
Engoli em seco esperando ansiosa pra ver o que ele ia fazer, se ia entrar ou passar reto. Ele entrou.(Perseguição?Sim,perseguição sem dúvidas.)
Sabe naquele momento de um medo nervoso em que você sente como se uma garra de ferro contorcesse seu estômago?Eu não me senti assim. E, agora, percebo que já faz um tempo que não me sinto mais assim perto dele e era assim que sempre me sentia , como se sempre estivesse prestes a entrar numa briga,como se sempre tivesse que estar pronta pra defender quem quer que fosse da tirania dele e de seus amigos.
Dessa vez foi como se eu fosse uma pena lançada ao vento que flutua e flutua até pousar, de leve, no chão. De repente percebi que teria ficado frustrada se Tiago tivesse passado direto e isso me confundiu. (Eu não gosto de ser perseguida. Gosto?Não,não devo gostar.Não tenho o ego do Sirius.)
Estávamos todos jogando e ,pensando agora, ainda não sei como não percebi Tiago se sentando ao meu lado e Sirius ao lado de Len e Remo entre Dorkie e Lice.
De repente todos começaram a rir e percebi que era de mim. Eu olhava abobalhada pra Tiago.
-É sua vez, Lil. -Apontou Sirius sorrindo malicioso.
Assenti tremendamente envergonhada e joguei um ás. Eu precisava de mais um valete para vencer.
Len sussurrou algo no ouvido de Sirius e os dois começaram a rir descontroladamente e eu vi a mão de Sirius subir pela coxa de Len e parar no meio do caminho. E ali ficar como se ali pertencesse.
Eu sorri e tentei esconder com as minhas cartas.
-Lil, eu estou vendo todas as suas cartas. - Tiago disse com uma expressão divertida.
-É por isso que ela sempre perde. -Dorkie informou fazendo uma cara de pena tão engraçada que todos começaram a gargalhar.
Era a vez do Tiago. Ele olhou pra mim com uma expressão indecifrável escolheu uma carta e a depositou no banco ao meu lado.
Eu estendi minha mão e peguei a carta e quase morri estupefata. Era um valete(Tudo bem , isso foi doce da parte dele, mas é perseguição e é isso que estamos analisando, certo?). Imediatamente tive que segurar meus olhos que insistiam em virar em sua direção, mas, depois de alguns segundos ,pude deixá-los virarem pra onde queriam. Tiago olhava pra mim, os olhos cor de avelã não indicavam nada continham apenas um sorriso no fundo deles e aquilo me fez corar (corar porque ele havia me passado um valete. Eu sou ridícula não?).
Passei minha última carta desnecessária pra frente e lentamente, sentindo o olhar de Tiago pesar sobre mim, abaixei a mão. Ele me seguiu, acompanhado por Lice e logo depois por Dorkie e Remo.
Sirius e Len haviam sobrado, mas estavam tão entretidos olhando um para o outro que nem perceberam que nós esperávamos por eles.
Sirius perdeu. Len piscou de repente e por fim se deu conta de que ela e Sirius não estavam sós no mundo e baixou suas cartas.
-C*!-Sirius deu um pulo e jogou as cartas na mesa como se estivesse segurando um punhado de aranhas.
Todos caíram na gargalhada.
Len levou Sirius pra dar uma volta porque desde então ele havia ficado de mau humor. Pelo visto ele também não gosta muito de perder (o que será que ela está fazendo pra ele se animar? Não,não quero saber). Os outros ficaram na cabine tentando ensinar Lice a jogar truco.
-Lils. -Tiago pegou minha mão com delicadeza. Creio que para me dar a chance de tirá-la se eu quisesse, eu não quis (por mais estranho que isso possa parecer). Ele abriu a boca para dizer algo, mas a fechou de novo. -Feliz natal. -Tiago disse finalmente e depois se levantou e saiu deixando minha mão fria onde antes estava quente. E deixando confusão onde antes havia certeza (depois dessa você não poderá dizer que ele não está me perseguindo Len!).
Fui obrigada a jogar truco quando tudo que eu queria era ficar quieta e confusa sozinha. Len só voltou quase na hora do desembarque e estava com um sorriso tão grande que eu tive medo de que ela deslocasse o maxilar.
Não pude deixar que ela analisasse nada , todos ouviriam e eu ainda não tenho fatos o suficiente pra tornar minha teoria conhecida.
Este terá que ficar sem análise até que eu vá pra casa de Len na véspera do ano novo.
Deus! Mal posso esperar.
Pelo ano novo quero dizer. A análise não me interessa.
Não muito.
Quase nada.
