Ai, Dios! Quantos chapters essa fic vai ter? Preciso acabá-la logo , mas ficam surgindo idéias, idéias, idéias! E a pobre avsnd fica lá, sozinha, infeliz e abandonada. Muito errado.
Minha histórinha original estava indo de vento em popa ... até que outra histórinha original me surgiu e tive que parar uma para começar a outra. auhuahuahuahuahuhua. Hard to deal!
Será que alguém lê minhas divagações? auhuahuahauhahuhua. Anyway.
Obrigada plos reviews!!! E continuem reviewsando.
Xoxo
Fato sexto
ou
Fato aleatório n°6
Bem eu poderia dizer que muitos fatos ocorreram durante essas duas últimas semanas, mas não seria verdade. Sirius e Len ainda estavam meio brigados e os garotos não foram mais em casa. O que tornou Len quase insuportável e o que me fez passar grande parte do meu tempo refugiada no quarto de Petúnia que, por sua vez, passou quase todo o tempo abrigada na casa de seu namorado, doravante "O morsa".
Eu tentei ir visitar o Sev, mas o pai dele me enxotou , muito rudemente, depois de eu ter ameaçado chamar a polícia se ele não me deixasse ver que Sev estava vivo e bem. Ligar também não adiantou porque Sev , da única vez em que atendeu o telefone com certeza porque seu pai não queria que eu chamasse a policia, disse que estava bem e não precisava da minha piedade. Eu fiquei muito triste e deprimida, mas aceitei. É um direito dele , por mais que me doa concordar com isso.
Ontem nós tivemos aula o dia inteiro e toda vez que Tiago chegava perto de mim eu ficava estranhamente rígida e muda. Não conseguia sequer olhar pra ele.
Len percebeu (mesmo estando a maior parte do tempo grudada no Sirius desde que eles ficaram de bem) e me deu um soco. Sério, sem brincadeira nenhuma. Ela me deu um soco no braço que deixou hematoma e me mandou para de ser covarde. Eu não sou covarde... sou apenas...cautelosa.
Então hoje eu decidi fazer um teste. A partir daí decidirei se devo me declar...quero dizer,se devo...comentar assim de leve com Tiago o que sinto.Não que eu saiba muito bem o que é mas...mesmo assim.
Eu fiz o teste.
OH-MEU-DEUS!
No terceiro período debaixo de um frio de lascar eu criei coragem e fui até a rodinha dos meninos.
A rodinha dos meninos que era composta por: Sirius e Marlene, Peter e uma garota de cabelos coloridos que eu não conheço, Remo e Dorkie, Franco e Alice, Tiago, Lulla(n.a:gente, Lulla é um apelido carinhoso pra Luella tá? Nada de propaganda política na fic uhauauhauha), Anne e Betty. Ou seja, a rodinha dos meninos era composta, basicamente, por meninas.
Me aproximei meio sem jeito e sentei ao lado ( mas longe o suficiente) de Len e Sirius que pareciam discutir agressivamente.
Discutiam em silêncio, é claro. As sobrancelhas quase sumindo na linha do cabelo de tanta careta que faziam (Len, na verdade, era quem fazia caretas. Sirius só ficava olhando, parecendo aterrorizado).
Ela olhava pra ele como quem diz "Essas vacas estão aqui por sua causa e você ainda fica fazendo charminho?!" e ele olhava de volta como que dizendo "Não sei do que você está falando.", Len deu um beliscão nele e o arrastou pra dentro do castelo provavelmente pra uma D.r. que ia terminar num amasso violento. Graças a Deus os dois, as vezes, têm semancol e saíram de perto de todo mundo antes da demonstração explicita de pornografia adolescente.
Agora Tiago estava ao meu lado e eu tive que fazer uma força muito grande pra não começar a hiperventilar. Não consegui e comecei a ofegar.
Eu não tenho problemas com garotos, quero dizer, problemas pra dizer coisas e ouvir coisas de volta, nunca tive. É que com ele é diferente. Deus, eu o odiei por uns bons seis anos e agora de repente queria dizer... queria...enfim. Dá pra entender o meu problema não é?
-Lilly, você ta bem?-Tiago perguntou, olhando pra mim alarmado.
-Eu... sim, é só um pouco...calor sabe.-Retirei o casaco, o cachecol, as luvas e o gorro deixando a neve embranquecer meu cabelo ruivo e minha blusa de cashmere amarela.
Tiago olhava pra mim assustado e eu dei graças por estar vermelha por causa do ar frio senão ele veria como eu estava corada.
-Lilly você ta bem? - Lulla perguntou com os olhos arregalados.
-Eu tô, tô bem. -Afirmei prontamente.
-Mas você tá sem casaco!E tá muito frio!-Anne ajuntou.
Todos começaram a olhar pra mim como se eu fosse um bichinho de circo fazendo algo muito exótico. As caras de espanto quase me fazendo perder as estribeiras. Ficando com ainda mais calor por causa da vergonha tirei a blusa amarela e fiquei só de camiseta. Não sei como a neve não começou a derreter debaixo de mim.
-Gente ela deve estar doente. -Betty disse categórica.
-Você tá com febre Lills? - Dorkie perguntou tirando a luva colorida e colocando a mão na minha testa.
-Eu to bem gente, é sério. É só uma onda de calor, vai ver que estou entrando na menopausa. - Falei brincando, mas ninguém parecia me ouvir. -Gente... gente...
E eles se aglomeraram em torno de mim cada um mais doido que o outro. All pegou me pulso pra contar meus batimentos, Dorkie não parava de dizer que eu parecia quente, Lulla puxou minhas palpebras pra ver se estavam na cor normal. A garota de cabelos coloridos sugeriu que eu fosse levada pra enfermaria com o que Remo concordou de pronto e Franco também.
-Mas eu tô bem, não é nada! Vocês querem, eu ponho o casaco de novo. -Disse de má vontade. Não queria por o maldito casaco, mas também não queria enfrentar aquela turba enlouquecida.
Voltaram com a história de ir pra enfermaria e eu me neguei firmemente. All e Dorkie insistiam sem parar, apoiadas pelos outros.
-EU-NÃO-VOU-A-LUGAR-ALGUM!-Interrompi seus pedidos deixando meu temperamento aflorar e afundando todo meu peso na neve.
Mas não adiantou, fui erguida do chão. Braços me envolviam apertado e eu não tive chances de escapar. Olhei pra cima e vi Tiago olhando resolutamente pra frente e indo em direção a escola deixando todos pra trás pateticamente boquiabertos.
-Tiago eu estou bem! Você não vai dar ouvidos aqueles malucos vai? - Perguntei e sem me conter passei meus braços em volta do pescoço dele.
Ele não respondeu e continuou andando, parecendo nem sentir que me carregava, como se eu não pesasse nada. O que diz muito a favor da forma física dele. Eu nem sou tão pequena e nem tão leve assim. Rúgbi deve ser o que o deixa com aqueles músculos nos braços e aquele tórax e... enfim.
Ele subiu três lances de escada comigo nos braços e quando chegamos a enfermaria eu já estava intoxicada com o perfume bom dele e chocada com sua força.
Tiago me deitou em uma maca e saiu procurar madame Pomfrey, a enfermeira.
-Eu não encontrei a enfermeira. -Ele informou aparecendo por detrás do biombo que cercava a cama. Parecia preocupado e seu cenho estava franzido.
-Não precisa Tiago, eu já disse. -Falei arfando e me recostando nos travesseiros. Deus nada de julgamentos!Eu sou uma adolescente cheia de hormônios!É natural que a presença máscula de alguém me deixasse daquele jeito. Se fosse a Len ,provavelmente,já teria pulado em cima do pobre.
-Você tem certeza? - Ele perguntou ressabiado se aproximando. -Você está vermelha e... -Ele pareceu engolir em seco ao me ver tão de perto.
Olhei pra baixo imediatamente e minha camiseta estava transparente por causa da neve que havia derretido , assim que entramos no castelo quente. Meu sutiã de coraçõezinhos aparecia berrante e cruzei os braços tentando ocultá-lo sentindo meu rosto quente de vergonha e de nervoso.
Tiago ficou constrangido e desviou os olhos mirando o chão e se sentando sem perceber, eu aposto, na cama , ao lado das minhas pernas dobradas.
Nós dois ficamos por um certo tempo, embaraçados e quietos, esperando que alguém surgisse , mas ninguém apareceu.
-Você não me chamou mais pra sair. -Disparei antes que pudesse me conter.
-Não. -Tiago respondeu pegando minha mão e brincando com os meus dedos.
-Desistiu?-Me forcei a perguntar depois de alguns segundos.
-Não! - Ele olhou pra mim espantado. –Quer dizer... -seus dedos lançando pequenas faíscas elétricas onde tocavam na minha pele-eu percebi que falar não estava dando muito certo e achei melhor,achei melhor tentar mudar o meu jeito. Você está certa eu sempre fui um idiota arrogante. - Tiago ergueu a cabeça e parecia meio triste.
Nesse instante desencostei dos travesseiros fazendo nossa proximidade aumentar.
-Não! Não. Eu estive certa... não estou mais.
Os olhos dele varreram meu rosto, da minha testa até o meu queixo e depois parando na minha boca. Subitamente me senti afundar naqueles pontos acastanhados e mordendo os lábios parei de respirar. O rosto dele cada vez mais perto do meu. Não sei quem estava se movendo, eu estava imóvel, tenho quase certeza, e ele parecia também estar. Acho que forças cósmicas bizarras resolveram mudar a relação espaço - tempo no mundo deixando tudo parecendo ligeiramente distorcido. Eu nunca tinha notado , não de verdade, como ele tem um rosto bonito e como a pontinha arrebitada de seu nariz é charmosa.
Quando senti minhas mãos formigando de vontade de se enterrarem no cabelo castanho e revolto e quando percebi que o braço dele apertava minha cintura a porta se abriu.
-Quem está se sentindo mal?-Madame Pomfrey perguntou parecendo não notar que havia acabado de interromper algo que estava demorando pra acontecer.
Tiago se levantou sorrindo, disse pra ela o que tinha acontecido sorrindo, se despediu de mim sorrindo e, tenho certeza, andou por todo o corredor sorrindo como um retardado.
Eu super quero matar madame Pomfrey, a enfermeira!!!!
Não , coitada! Ela não teve culpa,ela só estava fazendo o trabalho dela.
Nem me venha com essa Lilly Evans! O trabalho dela é curar pessoas não deixá-las doente de nervoso! Eu vou ter uma úlcera! Por Jane!
Len,quem devia estar com ulceras era eu!
E você não está?
Talvez eu esteja. Um pouco só.
Sei.
Ei!Eu não te soquei! Foi um...tudo bem foi um soco!Mas foi um soquinho fraco e indefeso!
Aham,por isso que tenho um hematoma do tamanho de uma laranja no braço!
Você já ouviu a música I bruise easilly?
Não porque?
Porque foi feita pra você! Pelo amor de Earl!
Quantas vezes tenho que te dizer que nossas demonstrações de afeto são muito normais e saudáveis?!
Todas as vezes,porque nem você se convence disso!
Hunf! Deixa eu analisar essa joça!
Você não fez teste nenhum! Apenas criou coragem pra fazer uma pergunta que já devia ter sido feita há eras!
Eu ... pode ser um teste teste pra minha coragem,oras!
Tá tá tá,muito bem. Eu só tenho uma coisa a dizer.
E o que é?
Eu quero muitooooooooo matar madame Pomfrey, enfermeira!
Ai,Deus! Len!
Eu quero, eu quero, eu quero!
Que seja! O que eu faço agora?
O que você faz agora? Minha filha ,você vá lá embaixo e o agarre imediatamente!
Len eu não vou fazer isso.
E porquê não?
Porque eu não sou você.
Ah, é verdade. Então vamos pensar em algo mais planejado e sem graça.
Len!
Desculpe.
