Twilight pertence a Stephenie Meyer. Se me pertencesse, a essa altura eu estaria fazendo o teste do sofá com Robert Pettinson, para ver se ele estava apto ao papel! E Jasper seria mais que o namorado da Alice! Seria tão maravilhoso e presente quanto ela!
IV - Deslumbrado
Nas primeiras três vezes houve alguma fúria. Uma angustia há muito reprimida, uma sede inesgotável que jamais foi completamente saciada. Quando Bella era frágil, eu era suscetível ao medo de matá-la; era sempre ponderado e absolutamente controlado. Era um misto de prazer e dor, contenção e desespero. Eu não estava realmente pronto para a sensação de liberdade e excitação que era simplesmente me entregar aos sentidos e desejo, como durante a caçada; eu era, em fim, inexperiente de novo.
Minhas mãos, outrora apenas curiosas e delicadas sobre seu corpo bonito aventuraram-se pela primeira vez em uma posse urgente, apalpando, apertando, possuindo. Meus lábios, quase sempre recatados e reverentes, tornaram-se sedentos, beijando, tocando, provando cada parte dela. Sua linda roupa virou trapos em segundos; quando ela ficou completamente nua diante de mim, qualquer resquício de controle desapareceu. Egoísta. Completamente. Eu a tive imediatamente, com ímpeto, com desespero, com pressa, ansiosamente. Quando estava parcialmente satisfeito (jamais, jamais ficarei realmente satisfeito, ter Bella era, constatei, um vício insuperável) encarei-a atentamente, um pouco receoso. Eu fui tão rude e impaciente. Estaria ela furiosa ou pior, decepcionada?
Seus olhos, outrora castanhos, agora carmesins, estavam semi-serrados. Sua respiração, mesmo que não necessária, ofegante e ela estava trêmula. Mas um sorriso doce estampava seus lábios perfeitos. Bella compreendia. Compreendia meu desejo intenso por que era um reflexo do dela. Almas. Não só as tínhamos, constatei, como não precisávamos de leitura de mentes ou de palavras exatas para sabermos as necessidades um do outro. Éramos maiores que isso. Um do outro, completamente.
"Isso foi... diferente", ela murmurou, mais para si mesma do que para mim. Lembrei que agora seus sentidos estavam infinitamente mais aguçados. O prazer inclusive. Sorri aquele que eu sabia ser o seu sorriso preferido. Para Bella, também, era uma nova primeira vez.
Foi ela quem tomou a iniciativa da segunda vez. Meio hesitante, tímida, iniciou uma exploração delicada e quase reverente pelo meu corpo. Eu nunca permiti isso antes. Tinha certeza absoluta que não agüentaria, como de fato não agüentei, por muito tempo, e a penetraria urgentemente, com ânsia. Bella pareceu gostar disso. Gemia meu nome baixinho, suas unhas arranhando minhas costas, agora com sua nova força sendo suficiente para que eu sentisse a pressão contra minha pele marmórea.
Na terceira vez foi mútuo. Nos olhamos e simplesmente mergulhamos um no outro, intensamente. Surpreendendo-me, Bella virou o corpo de modo a ficar por cima de mim, no controle. Foi inebriante. Acompanhei cada movimento dos seus quadris, cada pequeno sorriso em seus lábios cheios, o modo como seu cabelo escuro cascateava sensualmente de encontro aos perfeitos seios pálidos. Sim, havia paraíso para os condenados. E eu estava nele.
Depois, por fim, mergulhamos em uma exploração cuidadosa e apaixonada do corpo um do outro. Eu decorando as sutis mudanças de Bella, ela por sua vez me vendo com seus novos olhos pela primeira vez. Era uma situação peculiar. Não precisamos dormir, não cansamos, ela não precisa mais de minutos humanos. Haveria a sede em algum momento, claro, mas ela não parecia realmente faminta no momento. Não de sangue, pelo menos. Finalmente eu podia compreender os pensamentos excessivamente lascivos de Emmett e Rosalie; os olhares intensos e expressivos de Jasper e Alice, cuja intenção era tão clara quanto seus pensamentos, sempre; os toques delicados e casuais que acendiam a paixão de Carlisle e Esme com freqüência e que sempre me deixavam desconcertado e constrangido, afinal de contas, eram meus pais. A paixão instantânea dos não humanos é mais fulminante e intensa que a dos humanos; nada muda em nós. O tempo não significa muita coisa, na verdade quase nada. O amor que tive por Bella estava presente desde o primeiro instante em que senti seu aroma e contemplei seus olhos lindos e sua mente silenciosa; isso jamais mudaria. A paixão física devoradora que experimentamos naqueles seus primeiros momentos de eternidade também seria imutável. Estaria em nós e conosco para sempre.
Eu estava, mais uma vez, deslumbrado.
Capitulo pequenininho, mas se gostarem, eu invento mais! Obrigada pelas reviews lindas, fazem um bem imenso para meu ego e me inspiram tremendamente. Desculpem pela demora!
