N/A: MUITO obrigada pelos comentários. Eles fazem meu dia :)
Capítulo Três
"Bones fechou o museu só para mim, pai!" – Parker disse depois de engolir um pedaço do seu bife. Booth olhou surpreso de Parker para Brennan.
"Sério, Bones?"
Brennan sorriu ao ver a expressão surpresa dele.
"Ele merece, Booth."
"Eu não sei o que dizer."
"Você não precisa dizer nada."
Os dois pareciam conectados pelo olhar.
"Obrigado, Bones. Sério."
"A qualquer hora, Booth."
"E então," – Parker continuou a narração do dia para o pai. - "Bones me mostrou tooooooooodos os dinossauros que tem aqui. E você não vai acreditar, pai! Tem um T-Rex eenoooorme! Bones fez uma surpresa pra mim!"
Novamente, Booth apenas olhou para sua parceira, as palavras não estavam ajudando-o nesse momento.
"Nós tiramos muitas fotos! Anotamos tudo que eu vou precisar para o meu trabalho e nos divertimos muito. Não nos divertimos, Bones?"
Brennan olhou para o menino sentado ao seu lado no sofá e seu sorriso se igualou ao dele.
"Muito. Nós nos divertimos muito, Parker. Foi uma das melhores manhãs para mim também." – E ao dizer isso, ela virou a tempo de ver o brilho nos olhos do parceiro dela.
"Obrigado de novo, Bones!" – Pegando-a de surpresa, Parker jogou-se nos braços dela. - "Papai, você pode tirar uma foto minha com a Bones?" – Brennan colocou-o sentado de frente para o pai e no seu colo. Os dois sorriram e Booth tirou a foto.
"Agora meus amigos terão a prova que a parceira do meu pai é a mais bonita do mundo!" – Parker pulou no colo de Brennan que sem perceber, não o havia soltado.
"Você gostou de ser meu parceiro?" – Brennan perguntou posicionando melhor a cabeça para olhá-lo nos olhos.
"Eu amei, Bones! Papai é sortudo." – Os dois olharam para Booth que assista, um pouco abobalhado demais, a interação entre seu filho e sua antropóloga forense favorita.
"Você não tem idéia, Parker." – Ele disse olhando diretamente para ela. Brennan sentiu suas bochechas rosarem.
"Obrigada, garotos."
"Parker, nós precisamos ir." – Booth disse depois de um momento de silêncio. - "A minha reunião continuará agora à tarde. Eu falei com a Rose e ela ficará com você lá no meu apartamento."
"Não, papai! Eu não quero ir ficar com ela!" – Parker choramingou.
"Parker, sua mãe está trabalhando. Eu não tive outra opção." – Booth explicou calmamente.
"Ele pode ficar aqui comigo." – Brennan disse antes de conter as próprias palavras.
Você, oficialmente, está mudada, Temperance Brennan! – O lado lógico dela gritou.
Você é uma pessoa mudada e melhor, Bones. – Bones? O lado não científico dela gritou mais alto.
Booth ficou mudo por alguns instantes. Parker também.
"Se Parker quiser, é claro." – Brennan disse olhando para o menino que havia voltado ao seu lugar ao lado dela.
"Eu quero!"
Booth olhava de um para o outro.
"Bones, você provavelmente tem trabalho a fazer. Nem eu, nem Parker, gostaríamos de atrapalhá-la ou incomodá-la."
"Nós não temos nenhum caso, Booth. Meu novo livro está bem adiantado. E os casos no Limbo podem esperar. Você mesmo diz isso."
Booth permaneceu em silêncio e ponderando os prós e contras para a própria Brennan ao deixar seu filho com ela.
"Você tem certeza?" – Ele disse olhando diretamente nos olhos azuis dela.
"Absoluta." – Brennan replicou sem hesitar.
"Okay, então."
"Obrigado, papai!" – Parker pulou do sofá e depois em Booth.
"Não é a mim que você deve agradecer, parceiro."
"Obrigado, Bones!" - Parker foi até ela que estendeu os braços para abraçá-lo carinhosamente.
"O que você me diz de visitarmos a parte do Jeffersonian em que eu trabalho? Nós podemos ver ossos, se você quiser."
Os olhinhos dele brilharam.
"Geez, Bones, você está transformando meu filho em um squint!" – Booth disse levantando-se da sua cadeira e pegando o casaco.
"O que é um squint?" – Parker perguntou olhando confuso para o pai.
"É alguém como a Bones."
"Oh," – Parker disse e virou-se para Brennan. "Então pode me transformar em um squint, Bones!" – Brennan começou a sorrir ao mesmo tempo em que Booth olhava espantado para o filho. Ela só não estirou a língua para o parceiro em sinal de vitória por causa de Parker.
"Eu preciso ir." – Booth disse depois de olhar para o relógio. - "Parker, comporte-se." – O menino confirmou com a cabeça. - "Bones, posso falar com você um minuto?"
"Claro."
Os dois saíram da sala dela.
"Bones, qualquer coisa que acontecer e você precise que eu venha pegar o Parker, é só ligar, okay? Nós não queremos atrapalhar."
"Booth," – Ela disse pegando em um dos braços dele. - "Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu quero ele aqui?"
Temperance!
"Você quer?"
Novamente, as bochechas dela rosaram.
"Ele é uma ótima criança, Booth. Nós nos damos bem."
"Eu posso ver."
"Não se preocupe. Nós ficaremos bem."
"Eu sei. Bones," – Booth deu um passo na direção dela. Os olhos deles nem piscavam. - "Eu estou feliz que vocês dois estejam se dando bem."
"Eu também, Booth." – A sinceridade daquelas palavras fez Booth quase tremer.
"Obrigado. De verdade." – Em um movimento rápido, ele deu um beijo na bochecha dela.
"O prazer é todo meu." – Brennan disse depois de recuperar a fala rapidamente.
"Vejo vocês na hora do jantar."
"Até mais."
Brennan voltou para o escritório dela e encontrou Parker olhando atentamente o crânio que ela deixava em cima da mesa.
"Hey." – Ela disse calmamente para não assustá-lo. Parker virou-se e a encarou sorrindo.
"O que você quer fazer agora, Parker? Descansar um pouco? Você pode usar meu sofá e cochilar. Seu pai faz isso bastante." – Brennan riu com as memórias e Parker a acompanhou.
"Eu quero ver ossos, Bones!"
Brennan sorriu ainda mais.
"Então vamos fazer o seguinte: eu vou levar você até o Limbo, que é o lugar onde guardamos os ossos que ainda vamos trabalhar. Vou ensinar tudo o que eu puder para você sobre ossos e depois vamos andar pelo laboratório e ver onde meus amigos e os do seu pai trabalham. O que você me diz?"
Parker balançava-se para frente e para trás, típico de uma criança empolgada.
"Eu vou ser seu parceiro de novo?" – Ele perguntou já andando na direção dela.
Brennan sorriu.
"É claro que sim!"
Parker lançou-lhe um sorriso charmoso e estendeu a mão esperando que Brennan a pegasse e o conduzisse.
"Vamos lá."
Os dois encaminharam-se para o Limbo mãos em mãos.
BB
Brennan estava em pé e à frente dela estava uma mesa para exames. Ao lado dela, e em cima de uma cadeira, Parker olhava atentamente para o osso e escutava cada palavra que ela falava.
"Esse é o fêmur," – Brennan começou e mostrou ao menino o enorme osso. - "É o maior osso do nosso corpo. No meu trabalho, se me derem um, eu posso dizer a altura da pessoa."
"Sério, Bones? Só pelo fê... fê,"
"Fêmur." – Ela o ajudou carinhosamente.
"Fêmur." – Ele repetiu orgulhoso.
"É sério, Parker. E com outros ossos, que eu vou mostrar a você, eu posso determinar mais coisas. Como idade, se praticava alguma atividade física e se for mulher, se já teve filhos ou não."
Parker a olhava impressionado.
Os dois continuaram no Limbo até o meio da tarde, quando Brennan terminou de explicar e mostrar todo o lugar para ele. Novamente, mãos em mãos, os dois encaminharam-se para a plataforma.
BB
"Você quer passar meu crachá ali?" – Brennan apontou para o alarme de segurança no pé da escada. - "É preciso passar se você subir, assim nós sempre sabemos se tem alguém estranho invadindo nossa área principal de trabalho."
"Eu quero!" – Parker disse já se encaminhando para o perto do alarme. Brennan o seguiu, retirou seu crachá e entregou a ele. Em seguida, levantou-o para que ele alcançasse o dispositivo. Parker habilmente passou o cartão e a subida dos dois foi liberada.
Eles sorriram um para o outro e continuaram seus caminhos para o centro, as mãos novamente dadas. E esse gesto foi a primeira coisa que Angela notou quando percebeu a presença dos dois. Ela ficou muda, apenas olhando de Brennan para o menino e de volta para Brennan. Depois da surpresa inicial, ela aproximou-se para cumprimentá-los.
"Hey, Bren!"
"Hey, Angela!" - Brennan olhou para Parker e depois para a amiga. - "Angie, quero que você conheça Parker, o filho do Booth."
"Hey, miniatura Booth, divertindo-se por aqui?"
O menino abriu um enorme sorriso antes de responder.
"Muito!" – E começou a olhar em volta. – "É aqui que você realmente trabalha, Bones?"
Brennan olhou imediatamente para Angela, já esperando a reação dela ao ouvir o garoto chamando-a pelo apelido que o pai dele lhe dera. A artista tinha um sorriso maior que o de Parker, se possível, e sem deixar som sair repetiu o apelido dela. Brennan sorriu de volta.
"Na maior parte do tempo sim, Parker."
"Papai também vem aqui com você?"
O menino havia soltado a mão dela e estava andando pela plataforma, observando as telas de computador, as mesas metálicas e as pessoas em jalecos azuis presentes no local.
"Ele vem sim. Tem até o próprio cartão para subir aqui."
"Legal!" – Ele disse virando-se momentaneamente para olhá-la. Um cientista, que aparentava ser mais novo que os outros, chamou a atenção do menino. Silenciosamente, Parker aproximou-se dele, mas não conseguiu enxergar o que ele fazia. Brennan o seguiu.
"Esse é Zack, Parker. Ele começou como meu aluno e agora é um verdadeiro antropólogo forense." – Ao ouvir seu nome, Zack levantou a cabeça e se surpreendeu ao encontrar uma criança parada ao seu lado. – "Zack, esse é o filho do Booth. Parker."
O menino acenou e sem jeito, Zack o imitou.
"Quer ver no que ele está trabalhando?" – Parker afirmou com a cabeça. Sob o olhar atento e impressionado de Angela, e agora do próprio Zack, Brennan pegou Parker nos seus braços, pela segunda vez naquele dia, e mostrou a ele o que o outro cientista estava fazendo antes deles chegarem.
"Esse é o fêmur." – Parker constatou depois de uns minutos estudando o osso. Por ser tão grande, ele achou que podia arriscar o nome. Zack, que já estava surpreso com a situação em si, abriu a boca, tentou falar algo, mas o seu choque não permitiu. Angela sorriu, sua mandíbula começando a doer e Brennan olhou para o menino orgulhosa.
"Correto, Parker. Meus parabéns."
Ele sorriu de volta, tão orgulhos quanto ela.
"Isso faz de mim um squint?" – Ele perguntou assim que Brennan o recolocou no chão.
"Sim. Você é oficialmente um squint agora, Parker." – Ele fechou os punhos novamente e esperou ela bater contra o dele. Dessa vez, ela nem hesitou. Os punhos se encontraram e Angela reprimiu um grito.
"Brenn, nós podíamos mostrar a ele o Angelator."
Mesmo sem saber o que aquilo significava, Parker seguiu Angela e Brennan para fora da plataforma e em direção a uma sala que o lembrou a de Bones. Os três, e por vezes interrompidos por Hodgins, Zack ou Cam, passaram o resto da tarde criando diversas situações e desenhos holográficos.
"Cansado?" – Brennan perguntou ao garoto quando os dois voltaram para a sala dela. Booth devia chegar a qualquer momento. A resposta dele foi um bocejo.
Decidindo que seria melhor ele comer algo antes de dormir, Brennan propôs que eles olhassem as fotos do dia e assim o manteria entretido. Ele aceitou, correndo na sua bolsa para pegar a digital e em seguida, sentando-se no colo de Brennan, que por sua vez, estava sentada no sofá. E foi assim que Booth os encontrou. Ele parou seus passos ao ver a cena a sua frente: Dra. Temperance Brennan com seu filho no colo e os dois sorrindo ao rever as fotos de um dia que seria lembrado sempre por cada um dos três.
