Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."

*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.

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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru

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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.

Rin se assusta ao contemplar o semblante de seu esposo. Candidamente adormecido, ele repousava no leito, longos cabelos presos como rabo de cavalo de uma cor prateada e uma lua crescente em sua testa. Era Sesshoumaru.

Tudo fazia sentido agora na cabeça de Rin: o fato de ele não permanecer todo o período do dia ao seu lado e o de levar a mão aos lábios abafando o som de sua voz, eram artifícios para que ela não o reconhecesse.

Assustada, a moça tremia tanto que, acidentalmente, deixa cair um pouco do óleo quente da lamparina sobre o ombro de Sesshoumaru, fazendo-o despertar gemendo com a dor causada pela queimadura.

Sesshoumaru, ao perceber que a lamparina lumiava seu rosto levantou-se e olhou surpreso para Rin que estava atônita e muda, ela leva uma de suas mãos aos lábios como que se com ela pudesse arrancar deles as palavras que, ela deixa rolar lágrimas de seus olhos que estavam anteriormente marejados pela angústia.

Sesshoumaru fita com seu olhar, e uma cara muito séria, a garota por alguns instantes até que fala:

_Lamento. Esta foi a única maneira que encontrei de permanecer ao seu lado.

Sesshoumaru mal completa a frase e Rin joga-se o abraçando dentre soluços de um choro desenfreado e diz:

_Eu senti tanto a sua falta!

Mas, ele, responde com frieza retirando os braços de Rin que o envolviam e afastando-a de si:

_Tanto sentiu que fora capaz de casar-se e entregar-se a outro homem em minha ausência.

Rin não compreende o gesto e as palavras de Sesshoumaru, ela permanece em silêncio o olhando fixamente nos olhos enquanto ele completa:

_Sentiu tanto a minha falta que se envolveu com um desconhecido e espera um filho dele.
Rin fala desesperadamente:

_Mas casei-me com você! O filho que espero é seu! Foi a você que me entreguei!
Sesshoumaru fecha os olhos e respira fundo, ele então os abre com uma expressão severa e de repudia em seu rosto:

_Pode até ser, mas você desconhecia o fato de que se tratava da minha pessoa. Na verdade, para você, sempre fui outro!

Rin cai desolada de joelhos ao chão enquanto Sesshoumaru vai saindo do quarto:

_Para o seu bem e o da criança que você espera, partirei para nunca mais voltar,afinal, este deveria ter sido meu gesto no dia em que prometi o fazer, isso evitaria mais dores e decepções.

Num ato de súplica, Rin que estava de joelhos agarra uma das pernas de Sesshoumaru que passava por ela caminhando em direção a porta:

_Não! Sesshoumaru, não vá! Não suportarei te perder novamente!

Sesshoumaru, que parou ao ser agarrado, não se atreve a virar o seu rosto e encarar os olhos de Rin, ele olha direto à porta e fala calmo, porém, magoado:

_Deveria ter pesado seus atos antes mesmo de agir.

Rin, aos soluços fala:

_sei que fui curiosa demais! Não deveria voltar a vê-lo! Perdoe-me! Ao menos me perdoe antes de partir!

Sesshoumaru, que não tira os olhos da porta, responde serenamente:

_Não foi sua curiosidade somente que a fez perder-me, mas a sua volubilidade também.
Sesshoumaru volta a caminhar de forma que arranca as mãos de Rin que agarravam uma de suas pernas. Ela fica caída ao chão de bruços, chorando muito. Sesshoumaru ao sair bate com tanta fúria a porta que a arrebenta com o impacto.

As palavras de Sesshoumaru transpassam o coração de Rin como uma navalha afiada, sem dó nem piedade causando a maior e mais terrível de todas as dores.

Enquanto ela permanece desconsolada nos aposentos, Sesshoumaru vai para a floresta sozinho. Caminhou com sua pose altiva mantendo a compostura até adentrar bem no bosque e chegar a uma clareira, não suportando mais a fúria contida, ele cerra o punho e com um urro desvencilha um golpe de youki com toda a sua raiva acabando por devastar metade dos campos. Por fim, ele cai ajoelhado e aperta os ramos da grama no chão com sua mão, lágrimas caem de seus olhos molhando-a.

Continua...