Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."
*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.
....................
"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"
....................
Por: Karol – Colunista Sesshoumaru
....................
Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.
Shantra lançava sobre Rin um olhar hostil e falou:
_A sua próxima tarefa será trazer até mim, um punhado de lã das ovelhas youkais do Monte dos Carvalhos até o anoitecer do dia de amanhã.
Rin tremia de medo da deusa que começara a tornar-se a cada dia mais cruel e impiedosa:
_Tragam-na até o calabouço e a torturem até o amanhecer! - diz a deusa - Mas não a matem e nem a criança que ela espera, quero dormir ao som de uma sinfonia de gritos esta noite.
...
Sesshoumaru, com o ombro muito ferido, ardia em febre deitado sobre um acolchoado dentro de uma cabana velha perdida em meio a floresta. Jaken cuidava de seu amo que delirava sem parar e balbuciava o nome da menina e outras coisas sem nexo algum:
_Rin... Por quê?... Volte... Rin... Não... Deixe-a... Rin...
Jaken estava muito preocupado, Sesshoumaru nunca estivera antes doente em toda a sua vida, muito menos, delirando de febre. O servo trocava com muito cuidado o curativo da queimadura e aplicando nela compressas e outros ungüentos.
Sesshoumaru sonhava com Rin, eles caminhavam por um vale repleto de flores, ela corria por dentre os ramos e sorria muito para ele que se sentia feliz em a ver contente como sempre.
A alegria de Rin trouxe paz para o coração de Sesshoumaru desde que se conheceram naquele fatídico dia em que a matilha de lobos havia retirado a vida da menina e ele a devolvido com a Tensseiga. Sesshoumaru havia descoberto com Rin o verdadeiro sentido da vida, todos estes anos que estavam juntos foram os mais felizes de toda uma existência que antes era sombria e de solidão.
A dor da queimadura não era nem um pouco comparada com a dor que o seu coração sentia, Sesshoumaru se dera conta naquele sonho de que não conseguiria mais viver sem ter Rin ao seu lado definitivamente.
Em meio a troca de compressas, Jaken, acorda Sesshoumaru.
Ele abre os olhos
bem devagar e tenta levantar-se, mas, é impedido pela dor no ombro o
que acaba o fazendo franzir sua testa e levar a mão próxima à
queimadura.
Jaken preocupadíssimo alerta:
_Senhor Sesshoumaru! Não se esforce! O Senhor está ardendo em febre e com uma grande queimadura! Descanse um pouco!
Sesshoumaru, teimoso, com muita dificuldade ergue-se e vai arrastando-se apoiado nas paredes até a porta e cai de quatro:
_Preciso trazer Rin de volta, ou morrer ao seu lado, mas, viver sem ela eu não vou!
Jaken escuta aquilo e leva como se fosse apenas mais um dos delírios, porém, Sesshoumaru estava falando tão sério como nunca havia falado antes em toda a sua vida.
Já era alta noite, ele caído na porta, levanta o rosto que se escondia dentre os grandes cabelos prateados que lhe caíam sobre a face, transpirando muito devido à febre, ele olha a lua que estava cheia e bonita, como Rin sempre gostava de vê-la. Por um instante seus pensamentos são transportados para ela, ele fecha os olhos e respira fundo, mas, o que vê é Rin sendo agarrada pelos cabelos de joelhos tendo suas costas sendo queimadas por um ferro em brasa com o formato de uma lua crescente o que a faz gritar e verter lágrimas.
Sesshoumaru abre os olhos escutando o grito de Rin na sua mente, desesperado ele exclama:
_RIN!
Ele levanta-se de súbito e tenta correr, mas seu corpo fraco cai desfalecido sem sustentação ao chão. Sesshoumaru não para de repetir o nome de RIn e se arrasta pelo chão até alcançar sua espada e novamente tenta colocar-se de pé, mas ao fazê-lo cai de joelhos e a solta.
Muito nervoso, ele agarra com força a espada sustentando-se nessa para pôr-se em pé e assim, com passos muito curtos e Jaken do seu lado insistindo para que ele pare, Sesshoumaru caminha até o lado exterior da cabana com um olhar de ódio e sede de vingança.
Continua...
