Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."

*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.

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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru

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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.

Amanhece uma luz fraca adentra o calabouço onde Rin está acorrentada pelos pulsos e muito abatida. Um dos guardas abre a porta e a solta das correntes, ele a escolta até a saída do castelo da deusa e diz:

_Pode sair, a partir deste ponto os olhos da selva serão os da deusa, você já sabe o que tende fazer até o anoitecer.

Ele fecha o portão e Rin caminha com muita dificuldade na direção do Monte dos Carvalhos que ficava alguns minutos dali.

Chegando ao vale do monte, Rin pára para se refrescar nas águas do pequeno córrego que atravessava as campinas.

Ao olhar-se no reflexo das águas ela deixa seu pensamento a levar até Sesshoumaru, ela sorri quando sua mente faz materializar-se diante de seus olhos seu reflexo no de Sesshoumaru e diz para si mesma:

_Ele havia feito tudo aquilo... Por mim! Para mim! Como fui tola!

Rin escuta um berro de carneiro, ao levantar os olhos ela se depara com um rebanho de carneiros youkais. Ela deveria pegar um punhado de seu pelo e lavar até a deusa que aguardava em seu castelo. Rin tinha plena consciência de que aquela mulher tão cruel não daria nada de mão beijada para ninguém, estava fácil demais, os carneiros, ali na sua frente...

Ela toma coragem e coloca um dos pés dentro das águas do rio e ao depositar o outro ela ouve uma voz que dizia:

_Cuidado garota! As aparências enganam!

Rin vira-se para ver quem falava consigo, um belo jovem de cabelos dourados que tinha uma flauta nas mãos disse a ela:

_O que queres com estas bestas selvagens e ferozes?

Sem compreender muito bem aquelas palavras, Rin diz ao rapaz:

_Necessito levar um punhado do pelo de um destes animais para a deusa da Lua Prateada para que me absolva do meu erro.

_Erro? Mas o que fizestes de tão grave para que ela a mandasse encarar estas feras?

Rin conta toda a história para o moço que a escuta muito atenciosamente. Por fim ele fala:

_Irei te ajudar! Estes animais parecem dóceis, mas, são verdadeiras monstruosidades e acabariam com sua vida em poucos segundos! Tocarei minha flauta para que eles adormeçam, assim, você atravessa o rio e vá até aquela moita de bambus, sempre existem muitos pelos deles enroscados nelas, assim você não correrá riscos.

Rin concorda, logo, o jovem põe-se a tocar e os animais caem, em pouco tempo, em um sono profundo. Rin atravessa cautelosamente o córrego para não acordar os animais, ela recolhe um bocado de pelagem que estava incrustada nos bambus e retorna às margens do regato. Ela agradece o moço:

_Muito obrigada! Como poderei te agradecer por este favor?
O rapaz sorri e diz:

_Apenas lute e vença aquela bruxa disfarçada de deusa, isso já me basta!

Rin dá um grande e contagiante sorriso e agradece novamente o rapaz, feito isso, antes do entardecer ela retorna ao castelo e é imediatamente recebida por Shantra que esbaforia seu ódio pelas ventas dizendo:

_Como! Impossível! Você deve ter trapaceado! Só pode!

Rin mantêm-se em silêncio e cabisbaixa. Shantra levanta-se do trono e rodeia a menina lançando-lhe olhares de um profundo ódio e fala:

_Esta noite, Pretendo participar de um banquete com outros deuses youkais. Farás o seguinte, irá até o submundo e falará com a deusa Clefir, você entregará esta pequena urna para ela e dirá que eu peço para que ela coloque aqui dentro um pouco de sua magia rejuvenescedora, pois não quero desperdiçar a minha para estar em sua compania mais tarde!Tú terás até a meia noite para me trazer a urna ou morrerás!

Após dizer isto, Shantra se retira e Rin é posta novamente ao lado de fora do castelo e instruída de qual caminho tomar pelos guardas do portão.

Ela começa a caminhar, rapidamente, antes que anoiteça pretende chegar até o mausoléu de Clefir, a deusa do submundo.

...

Sesshumaru cai mais uma vez, mas não desiste, ele está com um mal pressentimento sobre Rin, Jaken o seguia incansavelmente insistindo para que ele parasse com aquela loucura:

_O Senhor arde em febre! Se continuar assim poderá morrer! Descanse Senhor Sesshoumaru!

_Cale a boca Jaken! Já disse que se não for para me ajudar, não me acompanhe!

Jaken insiste mais um pouco para que apenas Sesshoumaru o deixe trocar suas ataduras, cansado e com muita dor, Sesshoumaru para e senta-se para que o servo assim o faça. Jaken prepara suas compressas e as aplica sobre a queimadura, enquanto Sesshoumaru descansa, Jaken prepara uma espécie de remédio para que seu amo beba e sinta-se melhor.

Sesshoumaru mesmo descansando não para de pensar nos possíveis perigos e riscos que Rin deveria estar correndo naquele momento e ele naquele estado lamentável sem forças suficientes para ajudá-la.

Sesshoumaru sente-se impotente perante a situação, o que o irrita muito, ele sente-se de certa forma culpado pelo sofrimento de Rin:

_Se eu não tivesse a devolvido a vida naquele dia... Nada disso estaria acontecendo, ela não sofreria... Rin...

Continua...