Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."
*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.
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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"
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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru
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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.
O ventre de Rin já estava bem crescido, passara-se cerca de cinco meses desde que o disfarce de Sesshoumaru fora descoberto.
Ao caminho do palácio de Clefir, Rin sente um pequeno chute na barriga. Aquela criança que tanto ama sem ao menos a conhecer estava dando seus primeiros sinais de que estava se preparando para enfrentar o mundo. Rin sente-se emocionada com o acontecido, mas ao mesmo tempo em que se sente feliz ela também está triste, pois não tinha a compania de Sesshoumaru para dividir com ele este momento de alegria:
_Será que Sesshoumaru está pensando em nós? - Pergunta a menina como que se pudera dialogar com a criança em seu ventre o alisando com uma das mãos.
...
Chegando ao mausoléu, Rin sente um nó na garganta ao deparar-se com colossal e arrepiante estrutura. A pobre menina tremia de medo.
Um youkai raposa que estava próximo a entrada pergunta:
_Onde pensa que vai garota?
Rin, muito cautelosa, mostra a urna dourada cravada de pedras preciosas que trouxera enrolada em um pano roxo para o pequeno youkai dizendo:
_Vim a mando da deusa Shantra para ter com a deusa Clefir.
A pequena raposa faz uma cara de desconfiada e olha o ventre já crescido de Rin onde o bebê pula sem parar:
_A deusa da Lua Prateada só deve estar querendo a sua morte lhe enviando aqui menina! Mas não posso me fazer rogado ao ver que espera uma criança, irei te ajudar ou não conseguirá passar nem por este portão!
A pequena e esperta raposa entrega a Rin uma pequenina sacola, a menina a abre e verifica o seu conteúdo enquanto o youkai fala:
_Nesta sacola contém tudo o que irá
precisar para entrar e para sair do mausoléu. Escute com muita
atenção as minhas palavras! Para conseguir entrar, você deverá
entregar para o youkai morcego que guarda esta porta um destes
coelhos, assim ele saciará sua sede e a deixará passar. Depois,
encontrará muitas pobres senhoras que lhe implorarão para que pare
e as ajude a tecer um tapete, não pare! Siga e não fique as
olhando! Elas querem apenas te enganar para devorar seu corpo! Logo
após, você encontrará um enorme dragão, ele guarda a entrada da
câmara de Clefir, de a ele um dos rubis. Siga as mesmas instruções
para poder retornar, ou, não conseguirá sair nunca de lá!
Rin
agradece a pequena raposa e caminha até os portões. Lá, ela bate e
um horripilante youkai morcego aparece:
_O que queres jovem?
_Desejo entrar para ter com a deusa deste lugar!
_Somente permitirei isso, se antes, saciar minha sede!
Rin retira um dos coelhos da sacola e entrega ao morcego que sem mais delongas, abre os portões para ela. A garota entra, mal dá alguns paços naquele corredor frio, escuro e assombroso, se depara com cinco velhinhas que imploram aos prantos para que ela pare e as ajude a tecer um pouco o seu tapete pois estão muito cansadas. Rin finge não as escutar, e vira seu rosto para não olhar mais o semblante delas e atravessa o corredor.
Chegando a uma ampla sala, Rin depara-se com um imenso e assustador dragão verde de olhos avermelhados que cuspia fogo e enxofre pelas ventas. Ela retira um dos rubis para o dragão que a encarava feroz mente, este se faz dócil então e deixa que ela passe.
Rin empurra duas gigantescas portas e adentra a câmara da deusa Clefir que a recebe com um pouco de espanto:
_Quem é você? E Como consseguiu chegar viva até aqui?
Rin mostra a urna a desenrolando do pano roxo e repetindo as palavras de Shantra:
_Venho aqui em nome da deusa Shantra da Lua Prateada, ele pede para que a senhora deposite nesta urna um pouco da sua magia rejuvenescedora para que ela não desperdice a dela hoje mais tarde em sua presença.
A deusa sente-se afrontada, mas, muito ardilosa, recolhe a urna das mãos de Rin e vai atrás de algumas cortinas que protegiam seu leito, ela coloca algo dentro da urna e a fecha, entrega-a para Rin deizendo:
_Menina, leve esta urna para Shantra e diga que são meus cumprimentos. Outra coisa, não abra esta urna em hipótese alguma! Somente Shantra poderá o fazer!
Rin recolhe a urna e
prepara-se para partir. Ela segue novamente todo o ritual que fizera
para entrar, entrega o rubi ao dragão, não atende aos apelos das
senhoras para que as auxilie na tecelagem do tapete e entrega o outro
coelho ao morcego que a deixa partir.
Estava quase anoitecendo,
Rin aperta o passo para chegar até o prazo estipulado no palácio de
Shantra com a urna, mas a curiosidade novamente é sua inimiga. Rin
deseja ver o que contém a caixa. Ela para e tenta abrir, mas recua,
ela se lembra das palavras de Clefir, "Somente Shantra poderá
o fazer!", Rin sempre fora muito curiosa e não consegue
suportar por muito tempo, quase chegando ao castelo ela para
novamente e desenrola a urna com cuidado. Com uma das mãos, Rin
segura a urna e com a outra abre o fecho e vai levantando o tampo
devagar:
_O que será que ela colocou aqui dentro? Vou dar apenas uma espiada!
Continua...
