Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."
*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.
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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"
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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru
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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.
Sesshoumaru olhava o sangue em sua mão e tremia completamente pasmo com o que via:
_Eu a machuquei, eu fiz isso com ela, não pode ser verdade! Como fui capaz de ferí-la?! Sou um tolo! Rin acorde! Fale comigo!
Sesshoumaru sacudia Rin no intuito de despertá-la, o médico entra no quarto e examina a garota por um longo tempo, Sesshoumaru aguarda do lado de fora pensativo e apavorado. O médico sai e aproxima-se de Sesshoumaru com uma cara nada boa, ele balbucia algo em seu ouvido que o faz arregalar os olhos numa expressão assustadora. O médico caminha para fora do palácio enquanto Sesshoumaru que estava em pé no corredor ante a porta dos aposentos recostado na parede, sem piscar os olhos, mantendo aquela nefasta feição vai escorregando devagar até chegar ao chão e parar sentado sem tirar os olhos da porta. Ele não diz uma palavra, levanta sua mão mais uma vez diante da face e olha o sangue de Rin que escorria da palma até entre seus dedos formando riscos vermelhos pelo seu pulso.
Dos olhos de Sesshoumaru começam a brotar lágrimas que silenciosamente e lentamente vão escorrendo pela face pálida do youkai, como uma nascente de onde brotam as águas de um rio, os olhos de Sesshoumaru vertiam gotas de lágrimas que formavam um rio de sofrimento em seu coração e sua alma.
Depois de muito tempo ali parado, os criados que o observavam chamam Jaken para tentar falar com o mestre. O youkai sapo chega cautelosamente próximo a seu amo e fala afavelmente:
_Senhor Sesshoumaru, é melhor levantar-se e limpar sua mão, talvez tomar um chá e descansar.
Sesshoumaru não escuta o que seu servo diz, ele
continua fitando fixamente sua mão ensangüentada e derramando seu
pranto em silêncio. Sesshoumaru levanta a face para o teto e fecha
os olhos, dá um suspiro e derrama mais algumas lágrimas. Ele se
levanta cauteloso, pois não está completamente curado de seus
ferimentos. Sesshoumaru caminha até a porta e a empurra devagar, a
marca de sangue feita por sua mão na porta o fez parar os passos e
recuar um pouco fechando os olhos e abaixando a cabeça, mas ele
respira profundamente, levanta seu rosto e abre os olhos, ele caminha
com cuidado em direção à Rin que estava deitada na cama
inconsciente. Ele a observa por um tempo até que se ajoelha ao seu
lado e aproxima seu rosto do dela para dar um beijo que logo é
freado por ele dizendo:
_Não sou uma cobra que deve morder e
acariciar ao mesmo tempo. Isso não é digno de minha parte. Você
não merece alguém como eu, talvez se eu fosse mais tolerante e
menos impulsivo como meu pai era poderíamos ter sido felizes.
Com a face muito tristonha e com lágrimas de profunda tristeza e uma voz sufocada pelo soluço de angústia e agonia de seu amor, ele fala baixinho ao ouvido de Rin:
_Adeus, minha rosa.
Sesshoumaru levanta-se e seca as lágrimas de seu rosto, caminha até a porta e volta-se mais uma vez contemplando Rin com muito pesar e arrependimento, ele fecha aporta e parte do castelo deixando suas últimas ordens aos criados, Jaken o acompanha, Sesshoumaru caminha por um longo período sem dizer uma única palavra como nos velhos tempos, antes de Rin adentrar as portas de sua vida e de seu coração, porém, a cada canto da floresta em que olhava tinha a visão de Rin correndo e pulando, brincando, crescendo e florescendo como as rosas de que tanto Sesshoumaru admirava a beleza e o perfume. Cada árvore, cada galho, cada flor da cerejeira que caía lembrava a face de Rin, aquilo era como uma apunhalada certeira no peito de Sesshoumaru que mesmo muito senhor de seus sentimentos este amor que carregava consigo por Rin era como um cavalo que nunca recebera arreio ou adestramento na vida e impossível de ser montado.
Anoitece, alua cheia ilumina o céu, Jaken prepara uma fogueira enquanto Sesshoumaru do alto do penhasco um pouco distante do servo contempla o luar, a luz da lua reflete o rosto do youkai trazendo a lembrança de Rin, Sesshoumaru não suporta mais e cerra seu pulso soltando um grito de amargura aos quatro cantos do mundo.
Continua...
