Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."

*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.

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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru

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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.

Sesshoumaru amassa o bilhete de Rin com os dedos e parte mais que depressa a procurando por todos os cantos possíveis da floresta.

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Rin, cansada de correr, chega em meio a uma clareira e cai de joelhos. Transpirando muito e ofegante, ela retira o capuz e debaixo da capa marrom a katana. Ela desfaz o laço que prende a capa em seu pescoço, com muita tristeza e lágrimas nos olhos ela olha para a lua no céu e segura a espada com a lâmina apontada para seu coração com ambas as mãos dizendo:

_Retornarei para o caminho a mim reservado, nunca deveria ter-me desvencilhado deste.

Algumas lágrimas rolam em sua face depois de brotarem de seus olhos, os quais, ela fecha, com um tom suave e murmurante ela diz por fim:

_Sesshoumaru... Sama...

E crava com toda sua força a lâmina em seu peito fazendo o sangue jorrar dele. Com suas últimas lágrimas, vai ao chão o corpo de Rin.

Ela apenas desejava o amor, a compreensão e a felicidade ao lado do homem que amou, no lugar disso, apenas encontrou o sofrimento também, tristezas e decepções estas que a levaram fazer o que fez. Quando se ama muito, somos capazes de coisas inimagináveis até então para nós mesmos se nosso desejo de permanecer ao lado de quem amamos for interrompido. O amor não entende a linguagem da espera, da razão... Somente escuta a voz do coração, que muitas vezes nos leva a ruína ou nos tira dela também.
O corpo de Rin ficara ali, estendido ao chão da clareira iluminado pela lua.

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Sesshoumaru para abruptamente levando sua mão ao peito, sente uma agonia indescritível e novamente quando olha para a lua, a vê ensangüentada. Desesperado por não saber mais onde procurar, pois Rin fugira e se escondera muito bem para que Sesshoumaru mesmo que avisado fosse incapaz de encontrá-la. Sesshoumaru retira sua Toukigin da bainha e desfecha um golpe desesperador na floresta derrubando grande parte dela. Do alto da colina onde Sesshoumaru colocou-se estrategicamente, avistou algo entre a relva de uma clareira, não tardou e ele fala:

_Rin!

O mais rápido que pôde Sesshoumaru correu, correu como nunca! Chegando próximo À Rin ele a observa já com um ar nefasto e fúnebre, pálida e com a espada cravada em seu peito. Sesshoumaru a segura nos braços e retira a espada que estava cravada no coração da amada. Com lágrimas de tristeza nos olhos, ele reconhece que é tarde demais para usar a Tensseiga, ele a abraça firmemente e chora dando-lhe um beijo em seus lábios já frios:

_Rin... Por que fez isso? Por quê?

Sesshoumaru chorava abraçado ao corpo de Rin quando a luz da lua incide misteriosamente sobre ambos, Sesshoumaru abre os olhos, mas não liga ao que acontece ao seu redor, ele dá um beijo novamente na moça. A ferida, aos poucos, foi sendo fechada no peito de Rin e o sangue em sua roupa desaparecera.

Rin, ainda com os lábios selados aos de Sesshoumaru, dá um leve gemido e abre os olhos. Assustado, Sesshoumaru faz uma cara de espanto por não compreender o que está acontecendo ali, mas pouco importa a ele, logo a alegria inunda seu peito e Sesshoumaru diz meio engasgado por soluços e lágrimas, mas agora estas eram de pura alegria:

_Rin! Você voltou para mim! Rin!

Sesshoumaru abraçou Rin e a levantou carregando-a em seus braços. O olhar de Sesshoumaru era sereno, porém embebido de lágrimas, mais calmo ele olha para ela com cara de sério e não diz uma única palavra.

Rin que permanecera em silêncio todo este tempo, sabe que aquela cara de Sesshoumaru indicava de que ele estava profundamente magoado com ela e não queria falar nada naquele instante.

Ela permaneceu em silêncio, Sesshoumaru a levou de volta ao castelo onde pessoalmente a depositou na cama e cobriu-a com os acolchoados. Sesshoumaru ficou de pé ao seu lado com aquele mesmo olhar sério e em profundo silêncio encarando-a.

Continua...