Nota da ficwriter: Para o melhor entendimento desta trama, sugiro a leitura da novela antecedente " Ao rumo de uma nova vida."
*Novo personagem criado pela ficwriter: Yume.
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"Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"
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Por: Karol – Colunista Sesshoumaru
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Baseado na lenda mítica de Eros e Psiqué.
Sesshoumaru ficou em pé ao lado de Rin encarando-a seriamente por muito tempo até que disse:
_Por que você fez isso? Já não se cansou de me afrontar? Não vê que essas suas atitudes são completamente inúteis!
Rin apenas olha Sesshoumaru com muito pesar e sufoca na garganta seu lamento. Ele espera por uma resposta, esta não vem dos lábios de Rin, então, ele completa:
_Será que em nenhum momento você pensou na criança?
Os olhos de Rin expressam espanto e reconhecimento de inconseqüência, Sesshoumaru continua falando:
_Você foi tão egoísta a ponto de tirar-lhe a vida
e não se importar com nem mesmo seu filho!? Você não é a Rin que
eu conheci! Não é a Rin a quem aprendi... A... Amar...
Com
cabeça baixa e tristeza no olhar por ter de ser tão duro com ela,
Sesshoumaru retira-se, com muita dificuldade, do quarto fechando a
porta enquanto Rin fica aos prantos. Os soluços do choro de Rin
entravam pelos ouvidos de Sesshoumaru como flecha que espetavam seu
coração, mas ele estava decidido em deixá-la meditando sobre o que
fizera.
Rin chorou a noite toda e ficou remoendo em seus pensamentos tudo o que se passara até ali.
Amanheceu e Rin levantou-se, com o semblante abatidíssimo por não ter dormido e haver chorado a noite toda. Ela desce as escadas com cuidado, está muito fatigada, seu ventre já está bem crescido e demasiadamente pesado o que atenua o cansaço.
Sesshoumaru estava no jardim do castelo observando as suas rosas vermelhas de que tanto tinha apreço, as quais sua mãe lhe ensinara a amar tanto. Rin aproxima-se devagar, ele ouve os barulhos dos passos titubeantes de Rin e por mais que esteja zangado, é incapaz de negar ajuda a mulher que tanto ama. Ela vai a sua direção e a apóia com o braço. Rin fita Sesshoumaru com seu olhar triste e exausto, Sesshoumaru fica muito preocupado com a situação na qual a encontrou e fala:
_Não acha melhor continuar deitada?
Com voz suave ela responde:
_Não, precisava falar com o senhor.
Sesshoumaru fica apreensivo, há muito tempo Rin não o chamava de Senhor, ela apenas o fez naquele triste bilhete antes do suicídio. Ele não diz nada, apenas a olha enquanto ela continua:
_Vejo que veio visitar suas rosas. Gosto muito do perfume delas pela manhã! Tão suave!
Rin fecha os olhos como que se pudesse sentir o aroma das flores daquela distância, logo ela prossegue:
_Lamento muito por tê-lo feito preocupar-se. Às vezes, as pessoas fazem coisas tristes, inimagináveis por conta do sofrimento e da solidão. Sei que fui egoísta e não pensei em momento algum no meu filho, mas, estava cega pela amargura. A idéia de passar o resto de minha vida sem tê-lo novamente ao meu lado sempre foi o pior castigo para mim. Por vários momentos tive de me deparar com a possibilidade de nunca mais vê-lo e isso me machucou muito, não desejo passar por este tormento novamente, prefiro a morte.
Sesshoumaru ouve as palavras de Rin muito serenamente. Ela continua:
_Sei que o
senhor pode estar ou continuar magoado comigo, mas quero que saiba de
algo, tudo o que fiz foi por amá-lo demais, ao ponto de tirar minha
vida se necessário.
Apenas tente compreender meus sentimentos.
Não espero pelo seu perdão, pois sei que minha falta foi grave,
apenas espero que tente compreender minha posição ante as
situações, somente peço isso.
Rin solta do braço de Sesshoumaru e retorna com passos vagarosos e cautelosos para o castelo. Sesshoumaru ficara ali no jardim. Parado olhando as rosas sem falar nada, com um semblante assentimental, quase que uma estátua. Parado ali permaneceu ele por várias horas, pensando e tentando chegar a um consenso até que abaixou a cabeça e virou-se, caminhou para dentro do castelo à procura de Rin para falar-lhe.
Continua...
