"Baseado na obra original de Rumiko Yakahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por Karol: Colunista Sesshoumaru

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Sesshoumaru descansa à beira de um lago sob a sombra de um carvalho. Não muito longe se encontram Jaken que colhe frutos e Rin que brinca alegremente nas margens das águas. O youkai estava muito pensativo, seu semblante sereno é novamente abalado por alguns instantes de ranger dos maxilares e contração dos olhos e sobrancelhas num sinal de dor. Seu peito ainda sentia os efeitos sofridos pelo súbito acometimento de outrora:

_"O que significa tudo isso?"-Pensa Sesshoumaru pressionando com força o local das dores, levemente ergue os olhos à perder do horizonte.- "Quem poderá estar fazendo isso?"

Sesshoumaru está plenamente conhecido de que fora vítima de práticas das artes negras da bruxaria, porem não pode compreender qual o interesse de seu ofensor muito menos quem seja este. O youkai vira o rosto cuidadosamente e observa Rin que pulava e cantava alegremente dentre as flores das margens, ele sente que necessita tomar mais cautela, pois se o inimigo é capaz de conseguir atacá-lo tão descaradamente sem que este percebeu com precipitação é um sinal de que seus protegidos correm perigo:

_Rin... - com alguma dificuldade ele balbucia estas palavras - não vou permitir.

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Algumas semanas se passaram desde que Shippou encontrou o artefato na floresta.

Kagome não andava muito bem, reclamava excessiva e continuamente de fadiga deixando, muitas vezes, Inuyasha irritado:

_Ah! Denovo você quer parar! Anda! Que droga Kagome!

_Não dá Inuyasha! Estou muito cansada!

_Hunf! Ultimamente esta sua frase não me surpreende! Vamos, suba! Eu te carrego!

O semblante de Kagome não era nada bom, ela tremia e estava muito pálida e gélida, suas vistas começaram a nublar, seus braços e pernas não atendiam mais seus comandos, ela bem que tentou dar alguns passos até ele, mas havia muita dificuldade em fazê-lo. Não houve sequer tempo de solicitar amparo aos amigos próximos, ela cai inconsciente no chão, Inuyasha ouve quando Miroku e Sango, de sobressalto, correm ajudar sua amiga. Ele vira-se e ao vê-la ao chão, tão pálida, inconsciente, fraca e frágil sente seu coração estraçalhado pelo remorso e sentimento de culpa:

_Kagome!

Ele corre, preocupado, até onde está a garota e a recolhe, num gesto protetor, em seus braços a agitando e chamando por seu nome muito aflito na tentativa de fazer com que ela recobre os sentidos. Ela abre os olhos devagar e com uma voz sôfrega e quase nula, sussurra:

_Desculpe... Inuyasha... Eu... Não consegui.

Ele sente-se extremamente culpado e mareja os seus olhos, porém se contém:
_Pare de falar besteiras! Vamos voltar.

Kagome é levada até Kaede que a examina em silêncio, chama Sango a um canto da cabana e fala algo muito baixo para esta que tem uma cara espantada. Sango e Kaede dirigem-se até os amigos que estão próximos e a velha diz:

_Não é nada grave, apenas uma fraqueza talvez causada por má alimentação e esforços excessivos.

Estas palavras deixam Inuyasha sentindo-se pior do que antes, ele abaixa muito tristonho a cabeça e acomoda-se sentado ao lado de Kagome que dorme placidamente. Os olhos de Inuyasha não saem da direção Kagome, abatidos e rancorosos, ele não disse mais nenhuma palavra e permaneceu ali a tarde toda zelando por ela.

Continua...