"Baseado na obra original de Rumiko Yakahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por Karol: Colunista Sesshoumaru

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Passaram-se três anos desde o rapto de Setsune. Inuyasha não perdera a esperança de reaver o filho. Kagome estava melhor, graças ao amor e teimosia de Inuyasha, ela estava bem, aceitara melhor os fatos, porém ainda sofria com a ausência de Setsune, mas controlava-se e retomou o curso da vida. Apesar de todos estes problemas, o casamento de Inuyasha e Kagome corria normalmente, com brigas, desentendimentos, ciúmes mas o que prevalecia era o amor e compreensão.

Era noite de inverno, a neve começou a cair, da janela Kagome observa os flocos em queda:

_Olha Inuyasha! Está nevando!

_Hum... Sério?

Inuyasha se aproxima da janela para observar melhor:

_Está mesmo, vou buscar mais lenha para o fogo.

Miroku e Sango estavam juntos com Shippou, na casa do casal. Todos tomavam muito cuidado para não tocarem no nome de Setsune ou falar algo que faça com que Kagome relembre pois ela sempre chora. O jantar foi servido pelas moças, estava maravilhoso, Miroku comeu até ficar redondo! Shippou também adorou. Inuyasha comia com o pensamento nas nuvens, ele estava pensando no filho, agora teria três anos, imagina se ele está bem, se ele está vivo. Kagome interrompe-o:

_Inuyasha, está tudo bem?

_Hum... Que? Ah! Sim.

_Tem certeza? Está com uma cara!

_Tudo bem, estou cansado apenas.

Inuyasha levanta-se e despede-se de todos para dormir, Kagome compreende que ele esconde algo dela e que está triste. Miroku, Sango e Shippou vão para os leitos também. Kagome recolhe a mesa e vai deitar-se.

Ao chegar em seu quarto, encontra Inuyasha acordado, com o olhar distante, muito pensativo e concentrado. Ela caminha vagarosamente e deita-se ao seu lado com cuidado, ela abraça o marido e diz bem baixinho ao seu ouvido:

_Eu também estou triste, sempre estive, minha vida está escura, mas você sempre me mostrou o lado bom de continuar. O que está havendo com você, não parece o Inuyasha que eu conheci, aquele cara que está sempre na frente, forte, não fica preocupado com nada, a pessoa que me ensinou a ser forte e tentar superar as situações sempre com a esperança de um novo dia... o que houve?

_Nem sempre é possível manter este pensamento otimista todo o tempo, às vezes os fortes também enfraquecem, mesmo que por instantes.

Kagome olhava para ele com um semblante acolhedor, ela beijou a sua face e disse:

_Quando eu caí você me segurou, se você cair estou aqui pra te segurar também.

Inuyasha segurou a mão de Kagome que repousava sobre seu ombro e virou-se para ela, a olhou nos olhos e a abraçou derramando algumas lágrimas:

_Eu não fui capaz de protegê-los.

_Pare de falar bobeira! Você sempre nos protegeu muito bem! E não importa o que houve, é passado, agora temos que esperar e acreditar um no outro, um dia vamos encontrá-lo, eu sinto isso!

Inuyasha beijou os lábios de Kagome e juntos dormiram abraçados naquela noite fria de inverno enquanto a neve caía do céu.

Não muito longe dali, Setsune estava acampado preparando-se para a primeira investida contra os seus supostos inimigos, ele havia se tornado um jovem muito forte e habilidoso:

_Amanhã, a guerra será iniciada, eles vão pagar por terem aprisionado meu pai todos aqueles anos.

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Sesshoumaru observa os flocos de neve cair do céu, Jaken sai da cabana onde estão para chamar o mestre que está do lado de fora:

_Senhor Sesshoumaru, Rin terminou o jantar!

_Estou indo.

Sesshoumaru observava a neve e pensava consigo:

_"Agora eu entendo op que queria dizer-me na noite em que morreu, pai".

Sesshoumaru entra na cabana, o jantar estava servido, delícioso como sempre era tudo vindo das mãos de Rin. A menina havia crescido uma bela garota de treze anos que encantava e enchiam os olhos de todos que a vissem.

Sesshoumaru ficava quieto a maior parte do tempo, apenas a observando, o sorriso de Rin era algo contagiante e acalentador ao mesmo tempo, Sesshoumaru não poderia mais viver sem este sorriso. Rin já era uma moça, muito linda, e o coração de Sesshoumaru disparava todas as vezes em que a garota, ingenuamente, o abraçava ou segurava sua mão.

Aquele sentimento perturbava Sesshoumaru, mas ao mesmo tempo o fazia feliz, Jaken estva já percebendo o que se passava, pois, Sesshoumaru havia se tornado uma pessoa mais suscetível aos caprichos e desejos de Rin, o que deixava Jaken furioso e com ciúmes.
_Estava bom o jantar Senhor Sesshoumaru?

_Sim, obrigada.

Jaken arregala os olhos, nunca Sesshoumaru havia lhe agradecido alguma refeição ou dito que estava bom Jaken estava fumegante de inveja. Sesshoumaru entrega o prato vazio a Rin, ao fazer tal gesto, sua mão toca, inconscientemente, a mão de Rin que lança um olhar terno ao amo. Sesshoumaru a olha confuso e corado. Sesshoumaru estava corado, acreditam! Jaken não concebia tal fato e amarra uma cara horrorosa de raiva.
Sesshoumaru solta a mão de Rin com muita delicadeza:

_Perdoe-me, não foi minha intenção.

_Não há problema, sei que o senhor Sesshoumaru quer apenas o meu bem, e eu, quero o senhor também, muito bem.

Aquelas palavras saíram dos lábios de Rin muito sedutoras, Sesshoumaru chega a sentir um arrepio, porém não perde a compostura ou o controle de suas feições, ele continua sério, apenas seu olhar se encontrou tímido, querendo fugir dos olhos de Rin quando ela proferiu estas palavras.

Sesshoumaru levanta-se e sai até a sacada para olhar por mais um tempo a neve enquanto Rin recolhe a mesa e Jaken se prepara furioso e cheio de ciúmes, para dormir.

Continua...