"Baseado na obra original de Rumiko Yakahashi "InuYasha" (Todos os direitos reservados). Esta fiction não possui fins lucrativos de forma alguma!"

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Por Karol: Colunista Sesshoumaru

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Na beira do lago, naquela noite esplendorosa, o coração de Sesshoumaru ardia em brasa, os lábios cálidos e afáveis de Rin estavam juntos aos dele cumpliciosamente. Devagar, Sesshoumaru, leva a sua mão ao ombro de Rin e levemente o pressionou.

Ela, por sua vez, levou as suas ao peito do youkai, sentindo assim as batidas fortes e frenéticas do pulsar daquele coração.

Sessshoumaru trouxe o corpo de Rin calmamente próximo ao seu, até que eles se tocassem, tronco a tronco.

Rin acariciava o tórax de Sesshoumaru, brandamente, por sobre o kimono branco.

Ele foi soltando o ombro da garota, à medida que foi afastando os seus lábios dos dela e a cingiu com um abraço. Ele fala muito tranqüilo e sereno com ela:

_Rin.

_Sim Sesshoumaru.

_Você deve ter a consciência de que algum tempo, o que será muito relativo a nós dois, não estaremos mais juntos. Quero que saiba que deixo a possibilidade a você de escolher, quando quiser, um outro caminho devido a esta verdade. Eu, como youkai, já tenho tantos anos de vida chegam a ser mais de trezentos, mas você, possui apenas treze, a existência de um youkai em relação ao período de vida de um humano é assombrosamente muito grande.

Rin dá um sorriso de despreocupação e diz:

_Não me importa isso, o que apenas desejo é ficar ao seu lado durante todo o tempo que me restar nesta vida, sei que meu tempo de vida, com relação a sua, é um grão de areia ao oceano, mas, veja: aquela lua que hoje estamos vendo, branca e leitosa como uma flor de camélia, ela tanto lhe viu nascer como também presenciou o meu nascimento, veja, ela sempre estará lá, até mesmo quando nós dois nos formos desta vida, mas o que realmente importa a esta lua não é a nossa partida ou o tempo em que ela será sem nós, mas sim, a alegria da lembrança e da convicção de que compartilhou de nossa existência um dia, mesmo que por um curto espaço de tempo.

Sesshoumaru cerrou os olhos e mordeu seus lábios num gesto de contenda, ele poucas vezes agira assim, uma raridade, ele não conseguia conter seus sentimentos introspecto, ele extarvasava-os naquele instante.

Abraçado a doce menina, Sesshoumaru fala:

_ Não sei mais e nem quero mais saber o que nos acontecerá no futuro, quero agora apenas permanecer por aqui, nos seus braços, sentindo o seu calor, o seu perfume que me embriaga de tal maneira que mal tenho noção do que ocorre a minha volta. Não sei dizer ao certo, mas, a sensação que tenho é a de subir aos céus e cair na terra como uma estrela cadente. Ao seu lado, eu perco completamente a consciência do tempo, espaço e do perigo. Ah! Se o universo parasse agora... eu me tornaria o ser mais feliz, completo e realizado que já existiu.

Rin toca com o dedo indicador, levemente, os lábios de Sesshoumaru e diz:

_Então paremos o universo agora.

Ela aproximou mais uma vez os lábios dele aos seus e os uniu, novamente, num beijo, os braços de Rin entrelaçaram o corpo de Sesshoumaru, que retribuiu o gesto.

O luar refletia-se nas águas, as estrelas iluminavam o manto negro da noite e o príncipe Sesshoumaru, cortejava Rin, sua "princesa plebéia" na presença de toda a "corte noturna", um "castelo" onde as estrelas faziam vezes de candelabros e a relva da floresta o tapete nobre.

Continua...