Segundo Capitulo
Eu não consegui dormir, parecia ter tomado uma injeção de adrenalina e agora estava inquieto, eu era o único na casa a esta acordado, eu acho, já era de madrugada, e eu só conseguia pensar na viagem de, eu acho que mais tarde. Pois é, Emmet, estava adorando a idéia dessa viagem, pois ia muita garota, Alice, tinha comprado uns vinte biquínis diferentes, fora as outras roupas, ate de frio ela comprou, estava levando umas quatro malas e olha que iríamos ficar apenas uma semana e meia. Minha mãe estava preocupada de não conseguir controlar tanta gente, por mais que ela tivesse a ajuda do meu pai, de Emmet, e de um professor, e meu pai só curtia.
Muitas garotas só iam na viagem por minha causa,e de Emmet também, é eu sou demais. Mas a Isabella Swan, só ia por causa que os pais haviam a obrigado a ir, é eles nem sabiam da viagem, e Alice ficou como dedo duro, ela ligou para a casa da garota e falou com a mãe dela, que disse que seria uma boa idéia para a 'Bella' ir.
Um fato que não me deixava dormir, era um pressentimento que dizia que muita coisa iria mudar com essa viagem, eu só não sabia o que.
Consegui dormir, perdido em meus pensamentos sobre a viagem, e tive um sonho estranho, era a garota estranha, ela estava se afogando, e eu queria salvar ela,pois eu estava em cima de algo, estava chovendo forte, e eu escutava gritos, mas minha cabeça doía, e quando finalmente consegui tirar ela de dentro da água ...
-EDWARD, acorda – ouvi Alice gritando, aquela criatura ainda me matava – vamos temos que nos arrumar – eu peguei meu relógio para ver que horas eram e brigar com ela, mas eu me surpreende, já eram dez e meia da manhã, e a gente saia daqui de ônibus para ir para Port Angels as uma da tarde, e de lá nós pegaríamos um avião.
- já estou indo – eu pulei da cama, ainda tinha que arrumar o resto das minhas coisas, e arrumar meu quarto, se não minha mãe brigava comigo.
Eu tomei um banho, par me acordar, e esquecer aquele sonho esquisito. Arrumei o resto das minhas malas, e peguei uma mochila, coloquei umas roupas, toalhas e uns cobertores reservas, caso extraviassem, minhas coisas qualquer coisa do gênero. Botei ela nas costas e na outra mão eu levava a minha mala.
Já era onze e quarenta quando começamos almoçar.
- Emmet, meu filho, queremos que você nos ajude, não atrapalhe, por favor – meu pai pediu pela milésima vez.
- relaxa paizão, eu vou me comportar- Emmet, respondeu.
Depois do almoço meu pai ajudou minha mãe com as louças enquanto eu e Emmet colocávamos as malas nos carros, eram tantas que tivemos que ir em dois carros, e nos maiores da família, ou seja, no de meu pai, e no meu.
Quando chegamos na escola onde seria o ponto de partida, todos os outros alunos já estavam lá, mas os ônibus ainda não tinham chegados.
Alice correu para as amigas, que conversavam. Emmet, foi logo passar um papo em uma garota que estava com umas malas na mão. E eu dei uma olhada em volta, vi Seth com a namorada, vi Jessica, que iria na viagem, ela me lançava um olhar de ódio, e quem disse que eu liguei?
E meu olhar se focou em Isabela que discutia com a mãe o pai em uma área mais distante, ela tinha uma cara de choro, seu rosto estava vermelho e parecia esta muito chateada, sua mãe tentava acalmar ela fazendo massagem em suas costas. E seu pai procurava alguém.
Acho que ele viu eu encarando a família dele, pois logo depois, ele pegou as malas da Isabella, e veio na minha direção, com a garota de cabelos castanhos e sua mãe atrás.
Mas ele passou por mim, assim como ela e parou ao encontro de meus pais que conversavam em uma pequena distancia de mim, em seu carro.
- vocês são os pais que vão na viagem? – ele perguntou.
- as sim, eu sou Esme e este é meu marido Carlisle – minha mãe respondeu simpática .
-prazer, eu sou Charlie e essa é minha esposa Renée, e essa garota tímida é nossa filha Bella, ela vai na viagem, mas nós queríamos pedir que tivesse um pouco mais de atenção com ela.
- pai! – ela reclamou ainda de cabeça baixa, ela não cansava de ficar assim? Eu me aproximei mais deles para escutar a conversa.
- ela tem mania de se esconder, e é muito reservada, ela não vai querer ir nas festas e nos passeios, mas eu queria que vocês tentassem, ela não era assim, mas devido a alguns fatos... eu espero que compreendam.
-oh é claro querida, não deixarei ela sozinha nenhum minuto, colocarei ela no quarto da mina filha, Alice, prometo que essa viagem vai mudar ela – minha mãe falou amigável, para os pais da garota que retribuíram com um sorriso.
E os ônibus finalmente chegaram, eram três, não ia muita gente indo nessa viagem, mas a quantidade de mala, era assustadora.
E nos dividimos por eles, eu fui no mesmo que Emmet e alguns amigos para bagunçar, minha mãe foi em outro junto com Alice e a Isabella, e meu pai foi no ultimo com o professor.
A viagem de ônibus foi só zuação, a maior parte era homem ali dentro, e a gente fico comentando quem a gente queria ficar durante a viagem, ate ai tudo bem, eu tava na brincadeira na maior empolgação escutando quem eles queriam ficar, nenhum disse que iria pegar Alice, é claro, não eram doidos eu e Emmet ali, não dava. Eu ate tava na brincadeira, mas quando, o cabeçudo do Mike abriu a boca e disse aquilo me controlei para não pular nele.
- Aquela garota estranha, eu vou pegar ela nem que seja a força, e ainda vou fazer ela abri a boca para me contar o que ela esconde – ele falou se achando o homem. Nessa hora eu mandei um olhar assassino para ele, que ficou vermelho. Eu não sei explicar a minha reação, mas desde a hora que a mãe dela falou com a minha , que por um fato acontecido ela tinha ficado daquele jeito, e meu sonho esquisito com ela eu, sentia necessidade de proteger ela assim como eu queria proteger a minha mãe e minha irmã.
Ate Port Angels, foi rápido, depois do que Mike falou, eu fiquei na minha calado, e o resto continuou com seus comentários.
Quando chegamos no aeroporto de Port Angels, todos desceram do carro, e por causa de um atraso, tínhamos alguns minutos para entrar em algumas lojas e fazer algumas coisas.
Eu vi que tinha uma loja de doce, e chocolate por perto, e fui lá, tava doido para comer chocolate, sou um mero viciado, cheguei lá e comprei nos montes, quem me garante que lá tinha os que eu gostava? Meti dentro da minha mochila e fui ver um jogo que tava passando na TV da loja, tava numa parte legal do jogo, e a porta se abriu, era a Isabella, ela entrou na loja indo direto para uma prateleira onde tinha uns chocolates em barra e uns doce. Era os que eu gostava, eu fiquei só assistindo ela escolher o que queria fazendo os seus movimentos tímidos e delicados.
Ela pegou alguns e foi pagar, depois meteu eles na bolsa de lado que era grande e agora estava cheia, e depois olhou no relógio, saindo apressada dali. Eu fiquei pensando nela, ate que meu celular tocou.
- Edward,onde você esta? o avião já ta quase decolando, vem pra cá mano – Emmet falava quase gritando tava o maior barulho onde ele estava.
- to indo – eu responde e desliguei o telefone, saindo a loja.
Passei por toda a segurança e ate que enfim entrei no avião, não era grande , mas também não era pequeno. As pessoas ficariam em duplas, minha mãe ficou com o meu pai, bem no meio do avião, nos acentos em frente aos deles, estavam Emmet e Alice, do outro lado estavam as amigas dela, eu procurei um lugar para mim, o avião estava lotado, e só tinha um lugar vago no fim do corredor. Mas antes de ir sentar nele, fui falar com Emmet.
- Emmet, por que esta sentando aqui? Pensei que iria querer sentar com uma garota que não fosse sua irmã – eu falei.
- eu to sentando aqui porque eu sou irmão dela, e tenho que proteger ela de garotos tarados – ele falou serio. Quem era aquele cara? Ele olhava para a frente, fitando um único ponto, que quando eu virei para ver era Eric, que encarava ele com medo – ouvi aquele ali, dizendo que iria ficar com ela aqui dentro, mas é claro eu não deixei.
- ah tudo bem, eu vou sentar – eu disse controlando o riso – boa viagem.
Eu fui em direção ao lugar vago, que ficava perto do corredor, pois a da janela já estava ocupado, droga, adoro sentar na janela. A pessoa que estava ali, adivinhem quem era? Pois é Isabella Swan, ela olhava pelo vidro, estava com a bolsa ainda transpassada pelo seu corpo, e já estava com o sinto. Eu coloquei minhas coisas no bagageiro e sentei ao lado dela, quando fiz isso ela percebeu minha presença,e se afastou, ficando colada na janela. E eu fiquei olhando ela.
Estava cansado, não dormi direito e tinha alguma coisa me deixando preocupado, mas depois de um tempo contando os carneirinhos, eu dormir. E tive um sonho estranho como o ultimo, mas eu ainda não estava na água e nem chovia, eu só ouvia gritos.
Acordei meio confuso, a Isabella dormia com o rosto encostado na janela. Eu fiquei observando a inocência, em seu rosto, que só agora eu pude ver com mais clareza, ela era linda seus lábios eram vermelhos, e se destacavam na pele fina.
Escutei gritos de pavor ao meu redor, só ai fui perceber que o avião estava balançando, e tinha muita gente gritando, a aeromoça, pedia calma ao mesmo tempo que eu via pessoas com coletes salva-vidas. Eu olhei pela janela, e o avião parecia esta caindo vagarosamente, enquanto caia uma tempestade.
- Senhores passageiros pesso que mantenham a calma – a aeromoça começou a explicar o que estava acontecendo. Parecia que tava tendo uma tempestade, e um raio atingiu uma das asas, o piloto estava fazendo o avião perder altitude vagarosamente, pois não teríamos chances de chegar em terra firme. Assim que chegássemos na água, sairíamos e pegaríamos os bote salva e esperaríamos socorro.
As pessoas estavam desesperadas e Bella ainda dormia, como ela conseguia? e só ai, vi que na mão dela tinha um vidro, eu peguei, era remédio para dormir. Droga , eu pensei. Quando o avião pareceu chegar perto da água, passagens que nem sabia que existiam se abriram, as pessoas começaram a pegar botes e coletes e sair para tentar sobreviver, eu fiquei tintando tirar o sinto da Isabella, não deixaria ela morrer ali, sem fazer nada.
-Edward, vem – meu irmão gritou saindo.
- eu já estou indo, rapidinho – e ele pulou, só tinha eu e ela ali, não conseguia soltar o sinto, e a água começou a entrar, rapidamente, em um surto de adrenalina (procure no Google- by Edward) eu consegui soltar ela.
A água ja inundava o avião e eu tive que prender minha respiração para não morrer afogado, o quando comecei a puxar ela, os bagageiros se abriram, e um mochila bateu na minha cabeça, era a minha, eu a peguei com a minha mão livre e comecei a puxar a Isabella. O avião já estava quase todo afundando com a gente lá dentro. Antes de sair eu vi uma coisa laranja chamar minha atenção, eu peguei e sai.
Lutando para chegar na superfície, eu procurava pelos outros, mas eu não encontrava, o negocio laranja que tinha encontrado tinha uma corda e eu puxei fazendo abrir um bote. Eu joguei minha mochila dentro e depois subi, em seguido puxei o corpo inanimado de Bella.
Ela estava afogada, comecei a fazer massagem no peito dela e depois respiração boca-boca. Ela começou a torci, e a água que ela tinha engolido e começou a respirar, com rapidez. Quando ela estava melhor percebi as pessoas gritando do outro lado da carcaça do avião que ainda não afundara. Eu e Isabella estávamos sozinhos ali, eu dei uma olhada ao meu redor e tinha umas malas e outras coisas espalhadas pela água, eu me encostei na um pouco nela, para poder deitar, e aos poucos fui perdendo a mina consciência, com a água da chuva batendo em nossos corpos e sentindo o corpo dela do meu lado, sobre o balanço das águas.
Eu acordei no dia seguinte com ela se mexendo do meu lado. Já era dia, e o sol estava muito quente. Eu podia dizer que eram umas nove da manhã pela posição do sol, eu aprendi isso nos meus anos de acampamentos para escoteiros.
- onde estamos? – ela perguntou timidamente, ela tinha uma voz embaçada e com medo, ela estava se afastando de mim se espremendo na borda do bote, quase caindo.
- ei se acalma, o avião caiu e você estava dormindo, eu te salvei e quase morremos afogados, e agora estamos aqui, e não sei onde – eu falei depois de despertar.
- e onde estão os outros? – ela perguntou.
- eu não sei, eu não vi eles e acabei dormindo estava cansado, mas não se preocupe eu não vou deixar você sozinha e nem nada acontecer contigo – eu falei lhe dando uma mão, fazendo ela de encostar tanto na borda que ela caiu na água fazendo suas roupas ficarem molhadas novamente.
Eu comecei a rir da situação enquanto ela lutava para subir para superfície, mas ela não conseguia e começava a desaparecer de baixo da água, ai me toquei, e se ela não soubesse nadar?
Pulei na água para pegar ela, que ainda não tinha subido, e fiquei procurando, mas tudo que tinha ali, era água, já estava ficando sem ar como não a encontrei, subi para pegar ar. Quando recuperei o ar o desespero veio a minha cabeça, onde ela estava?
A esquisita estava no bote rindo de mim.
- isso é para aprender a não rir da desgraça dos outros – ela disse rindo de mim, um sorriso lindo, e o seu gargalhar, era como o canto de anjos, ela esticou uma mão para me ajudar e eu aceitei.
- obrigado – eu agradeci, quando fiquei em cima do bote olhando ela.
- de nada – ela disse se afastando o máximo que podia.
- você me assustou – eu comecei a puxar assunto com ela, mas ela não respondeu nada, apenas ficou olhando para o nada – foi tão difícil te salvar da primeira vez, e agora quando eu não te encontrei lá embaixo, fiquei apavorado – esperei alguma resposta – da para você falar alguma coisa, eu tento a um bom tempo falar com você e você apenas foge de todo mundo, e de mim, eu quero te conhecer, eu quero que você fale alguma coisa, ficar perdido no meio do mar não é legal – eu estava começando a ficar desesperado, e ela só olhava para o mesmo ponto colocando a mão no rosto para fazer sombra nos olhos – fala alguma coisa por favor, tudo bem, já saquei você é tímida não é? Não quer falar de você, então começamos por mim, o que você pensa sobre mim, o que você acha que eu sou? – eu falei rápido.
- uma ilha – ela disse olhando para o mesmo lugar. Em tom de esperança.
- uma ilha? É isso que você acha que eu sou? Eu não entende
- não, você não é uma ilha, eu vi uma ilha – ela falou como se estivesse falando com uma criança de dois anos.
- uma ilha?
- é e nós estamos indo em direção a ela – ela falou como se fosse óbvio – por que nós não pegamos essas coisas que também vieram junto com o mar, pode ser necessário, não sei quanto tempo passaremos lá, e precisaremos de muitas coisas para fazer sinal – ela explicou apontando para umas malas que nos acompanharam.
- eu pego e você fica aqui ok?- eu perguntei, e tirei minha camisa encharcada. Ela ficou um pouco incomodada, mas nem liguei e pulei na água.
Eu peguei o que deu eram muitas malas, ela reconheceu a dela, e eu encontrei uma que a minha mãe levava, tinha a de Emmet também e uma das minhas, eu amarrei ela fora do bote, com uma corda, que tinha como equipamento de emergência assim como uma pistola e outro utensílios que eu não sabia usar. Depois de um tempo em silencio nós finalmente chegamos na ilha.
- não agüentava mais, tava pra vir nadando – eu reclamei quando desci do bote e o puxei para a areia da praia e cai de tão cansado – até que enfim terra firme – esperei ela dizer alguma coisa mas para a minha surpresa ela ficou calada, apenas pegando as coisas do bote – estou com fome – reclamei, já devia ser mais de três da tarde e tinha um bom tempo que não comia nada.
- eu tenho alguns chocolates aqui, a gente pode dividir se quiser –ela falou – mas eu não quero comer tudo agora.
- eu aceito, e não precisa se preocupar, eu tenho uns doces na minha mochica também – eu fui ajudar ela tirar as coisas dali e depois nos sentamos de baixo de um coqueiro, para ficar na sombra
-o que você acha que aconteceu com os outros?- eu perguntei – foi tão estranho, só ficou eu e você dentro do avião e quando saímos, eu só conseguia escutar os gritos, mas só isso, e quando acordamos no dia seguinte estavamos sozinhos – ela ficou calada apenas olhado para as sombra que o coqueiro projetava, pensando, eu fiquei observando ela, e percebi que ela ainda usava a roupa que usava na viagem, uma calça jeans, e uma blusa roxa de manga, sem decote. Por que ela não trocou de roupa? Eu agora vestia apenas um de meus calções que encontrei na minha mala, enquanto os outros secavam – por que não troca de roupa? Ta calor aqui.
Isso fez ela se irritar e sair de perto de mim, eu fiquei com medo dela. Mas mesmo assim fui atrás do diabo.
- ei! O que eu falei de errado? – eu perguntei andando atrás dela, mantendo uma distancia para não assustar – desculpa, não foi minha intenção, para onde você esta indo? – ela andava em direção as arvores, ela era doida? E se tivesse algum animal ali, eu corri e peguei no braço dela – para onde você vai?
- me solta – ela pediu , e eu soltei.
- desculpa se falei alguma coisa errada, foi sem querer, só achei que estava muito quente para usar essa roupa. Agora por favor não vamos nos separar, vai que acham a gente, ou aparece um animal – eu disse me defendendo do olhar que ela me lançava – só não fique longe de mim, e da praia.
- ok – ela começou a andar de volta para a praia.
O resto da tarde ela ficou vendo o que a gente tinha, enquanto eu procurava alguma coisa para fazer uma fogueira. Para a gente não morrer de frio durante a noite.
Quando eu fiz a fogueira, ela já tinha guardado as coisas em baixo de uma arvore e separados alguns corbetores que eu tinha colocado na minha mochila para a gente deitar.
A fogueira já estava acesa e ela ainda não tinha aceitado trocar de roupa, . O sol estava se pondo e eu estava sentado observando a paisagem, ela estava do outro lado, cobrindo seu corpo com um corbetor enquanto comia um doce.
- Isabella? -, eu resolve começar tudo de novo- então, me deixe apresentar, eu sou Edward Cullen – eu disse tava ficando louco com aquele silencio – deixa eu te contar um segredo – eu falei cochichando alto para ela ouvir – essa é a hora que você diz seu nome.
- Isabella Swan, mas odeio quando me chamam assim, então me chame de Bella.
-então evoluímos você já aprendeu a falar, então, me conta o motivo de ta falando comigo.
- cansei de você tentar puxar conversa, e também esse silencio é enlouquecedor, não que eu não goste do silencio, mas aqui da medo.
- você esta com medo? De que? – eu perguntei
- eu estou perdida em um ilha que eu não tenho idéia se é deserta ou não, com um estranho, sem saber se tem animais espalhados por ai. Isso serve para você ou eu esqueci de algum detalhe?- ela discursou rolando os olhos – mas respondendo a sua pergunta, eu to com medo – ela falou deitando e olhando para o céu, onde a lua já aparecia com as estrelas- você não ta? – ela perguntou depois de um tempo.
- eu to com medo, pela minha família, eles devem está preocupados comigo, eu tenho medo deles ainda estarem no mar, ou de algo ter acontecido com eles. Eu não suportaria perde-los.
- vocês são muito unidos, não? – ela perguntou um pouco mais sensível.
- bastante, o fato de eu e Alice sermos adotados não muda nada.
- vocês são adotados? – ela perguntou – não parece.
- minha mãe era irmã de Esme , quando minha morreu, eu e Alice não tínhamos ninguém e éramos bebês, e minha tia Esme ficou com a gente, como ela já tinha Emmet, ficou mais fácil, para ela.
- e o seu pai?- ela perguntou curiosa.
- eu não sei, ele desapareceu quando ficou sabendo da gravidez.
- você nunca quis procurar ele?
- se ele não quis saber de mim nem de Alice, também não quero sabe dele – falei com raiva, daquele homem – ate porque eu sei onde esta meu pai – falei lembrando de Carlisle, quem cuidara de mim – ou pelo menos sabia. O que será que aconteceu com eles?
- eu espero que estejam bem, e que nos encontre logo – ela disse – eu quero ir ara casa.
- eu também .
- boa noite – ela disse ficando de costa para mim.
- boa noite – eu dormir.
ENQUANTO ISSO...
Renné
- alo? – eu atendi o telefone, era muito tarde para receber ligações, só ligariam se algo tivesse acontecido, e de imediato lembrei de minha filha, que estava viajando sobre o oceano, passou um calafrio pelo meu corpo alertando que tinha algo de errado acontecendo e a pessoa do outro lado da linha não respondia.
- alo, senhora Swan? – perguntou uma voz grossa do outro lado.
- sim sou eu – responde tremendo.
- aqui é o diretor da escola de Forks, a sua filha estava na viagem para o Hawaii certo – ele perguntou.
- certo, aconteceu alguma coisa?
- o avião em que eles estavam, caiu a algumas horas, eles já estão sendo resgatados,mas nós não temos noticias de desaparecidos, feridos ou se algo pior aconteceu, os pais estão vindo para cá, para a escola, digo, e estou ligando para informar o acontecimento.
- eu estou indo ai – eu disse chorando, e desliguei o telefone. Charlie estava do meu lado, e olhando, era como se ele já soubesse o que tinha acontecido.
- o que aconteceu Renné? – ele perguntou enquanto eu soluçava nos braços dele.
-o avião que Bella estava caiu, a minha filha, ela esta sozinha no mar, Charlie ela tomou remédio para dormir, ela sempre toma, e se ela não tiver conseguido sair/? CHARLIE EU QUERO MINHA FILHA – eu gritava desesperada. Minha filha, a minha menininha, que já tinha sofrido tanto e agora podia esta morta, não, eu não conseguia nem pensar nessa possibilidade.
Eu e Charlie trocamos de roupa e saímos para escola, para ficar a espera de noticias.
Chegando lá, encontramos outros pais desesperados, rezando para que seus filhos estivessem bem, assim como eu e Charlie.
Ficamos não sei quanto tempo, ate que o diretor apareceu e disse que o primeiro grupo de alunos resgatado já estavam vindo para cá, ele estavam bem e a única coisa que precisavam era descansar. Foi colocada uma lista dos alunos em um mural e muitos pais foram ver. Eu não tive coragem e Charlei foi ver sozinho. Logo escutei gritos de alivio de alguns pais, e outros de desespero pois seus filhos não estavam ali. Charlie voltou e a aparência dele era que a nossa filha não estava naquela primeira lista.
- nada? – eu perguntei angustiada.
- eles foram só os primeiros, só tinha uns vinte alunos nessa lista, ela esta bem – ele tentava me acalmar, mas ele também estava com medo.
- eu sei, mas eu quero minha filha, Charlie, ela já sofreu tanto – eu chorava e ele também, os outros pais também estavam preocupados com a vida de seus filhos e se culpavam pelo acontecido. Uma hora depois helicópteros, começaram a chegar e adolescentes saiam deles agasalhados e chorando a procura de seus pais, que logo os encontravam e se abraçavam. Quando eu via aquela cena, sentia um buraco se abrindo dentro de mim, fazendo ficar arrepiada, e chorar.
Os alunos foram levados para dentro da escola. E alguns policias estavam ali, para conversar com eles. Vi que tinha uma aluno dando informações para alguns policiais e cheguei mais perto para escutar.
- foi tudo confuso, de repente o avião estava caindo, lentamente e nós começamos a pular pela saída de emergência e subi nos botes salva-vida, tinha muita gente gritando e fazia muito frio. O piloto só disse que um raio tinha atingido a asa o avião e não conseguiríamos chegar em terra a tempo, então ele começou a deixar o avião cair – ela falava nervosa, enquanto chorava.
- mas todos os passageiros conseguiram sair?, não – o policial falou com calma.
- eu acho que não, eu fui uma das ultimas a sair do avião, e só estava eu os Cullen e uma garota que eu não vi quem era. Eles saíram atrás de mim, mas o Edward ficou lá dentro ajudando a garota, ela estava inconsciente eu acho, pois ela não gritava. E depois quando cheguei na superfície os Cullen ficaram procurando o menino, mas não acharam e ate a hora que eu sai de lá eles não tinha voltado.
- como assim eles ficaram procurando?
- eles começaram a levar o barco para o outro lado da carcaça do avião, depois de um tempo que eles foram eu escutei um grito, mas não me importei – ela dizia tremendo - a voz era fina e parecia que era da Alice.
Eu escutei a historia, e rezava para que a garota inconsciente não fosse Bella.
Depois de algumas horas, foi colocada outra lista, mas dessa vez com o nome de todos que estavam no local e foram resgatados, os que não estivessem ali, era porque estavam desaparecidos, no mar. Eu não aceitei, ir novamente. O buraco no meu peito só aumentava a cada minuto e meu olhos mal conseguiam ver de tantas lagrimas. Quando Charlie chegou na lista, olhou varias vezes.
- Não – ele gritou, e eu senti como se estivesse enfiado uma faca no meu peito, doía muito, não podia ser o que eu estava pensando, não podia.
- Charie diz que não é o que eu estou pensando, por favor – eu falava sem sentir a minha respiração – por favor não – eu falei depois que ele concordou com a cabeça, eu senti que não havia mais chão, eu não tinha mais coração, era como se ele estivesse desaparecido , perdido, eu não sentia mais ele bater– A MINHA FLHA NÃO, ELA NÃO, PDIA ME LEVAR, MAS A BELLA NÃO – eu chorava e gritava desesperada, sendo amparada por outras pessoas que não sabia quem era, e apenas diziam para eu me acalmar, mas era fácil para eles dizerem isso, os filhos deles já estavam chegando,mas a minha garotinha não ela estava perdida no meio do mar, era mais fácil pensar assim – por que ela? Só ela? – eu chorava.
- não foi só ela que desapareceu, os Cullen também – um policial me informou – já procuraram dentro do avião e não encontram corpo nenhum, eles acham que eles,podem esta no fundo do mar ou eles podem ter sido atacados por algum animal, tem tubarões na área onde o acidente aconteceu, e foi encontrando algumas coisas sujas de sangue há alguns metros de distancia do acidente, mas ainda não sabemos de quem – ele disse isso, e tudo ficou escuro, era como se eu estivesse morta.
Fim do capitulo 2
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