Capitulo três

EDPOV

Eu dormir rapidamente, e tive um sonho estanho com a minha família, eu via eles e eles me viam, mas eles estavam muito longes de mim, e depois começaram a correr de mim. E eu ia atrás deles.

- para não- eu escutava uma voz feminina próxima de mim gritar – me deixa, por favor vai embora – ela gritava com medo. Logo lembrei de Bella e acordei, já estava quase amanhecendo, e Bella estava deitada tendo um pesadelo brigando com o vento.

- Bella –eu chamei indo ficar do lado dela – acorda – eu falava alto para ela me escutar. Ela começava a abrir os olhos e procurar alguma coisa. Eu toquei o braço dela para mostrar que ela não estava sozinha, mas ela pulou para trás se afastando de mim – foi só um sonho – eu alertei – sou eu Edward, não precisa se preocupar.

- fica longe de mim – ela falou, respirando fundo contendo algumas lagrimas, que diabo de sonho era aquele que fazia aquela doida chorar?

- ok – eu falei, me levantando e indo pegar uma camiseta, o vento estava frio.

- para onde você esta indo? – ela gritou.

- pensei que você queria que eu ficasse longe – eu disse brincando com ela.

- eu só não quero que me toque, mas por favor não fique longe de mim – ela falou enquanto se aproximava.

- então pedi desculpa – fiz cara de desafio.

- pelo o que? – ela perguntou.

- por ter me acordado, por mais que o sonho não estivesse bom, eu gosto de dormir, e você não deixou.

- então vai agora, vai dormir – ela disse me desafiando, grossa, eu voltei a caminhar indo em direção as nossas coisas, que ainda estavam embaixo de uma árvore – ei, ok desculpa, foi sem querer.

- pode me contar com o que estava sonhando?

- era mais um pesadelo – ela respondeu, voltando a ser a menina meiga.

- pode me contar, como era o pesadelo.

- eu não gosto de falar sobre isso

- por que?

- isso, não de tua conta – ela respondeu, voltando a ser grossa, e eu percebe que era melhor não tocar no assunto.

- desculpe então, eu só não acho justo, te falei um pouco de minha vida ontem enquanto tu só ficou calada. Enquanto eu não sei nada sobre você.

- a minha vida não é algo interessante para se esculta.

- ok, eu já entende que você não quer falar sobre sua vida, mas eu acho que a gente pelo menos deveria se conhecer, já que estamos sozinhos em um ilha deserta.

- ok, você pode perguntar o que quiser, mas não prometo responder a todas, mas em troca também quero respostas – ela falou.

- ok, eu só estava indo pegar uma camisa, ta um vento frio – eu responde me virando.

- eu to com sede – ela disse timidamente.

- eu também – eu virei para ela – o que a gente faz?

- eu não sei, nunca fiquei perdida em uma ilha antes – ela disse.

- engraçadinha você – eu retruquei – a gente pode procurar um rio ou algo do tipo, aqui deve ter, o problema é, onde armazenaremos a água.

- eu tenho umas garrafas na minha mochila, tenho mania de beber muita água, então eu sempre tenho.

-quantas ?

-quatro, só tem duas cheias agora, as outras estão guardadas. .

- acho que é o suficiente ate a gente achar, algo para beber.

- e para comer? A gente não pode viver de chocolate.

- eu sei, a gente pode da uma volta na ilha e ver se encontra alguma coisa ou ate uma civilização.

- quando?

- agora.

- e se vierem procurar a gente?

- quer ficar aqui sozinha e esperar?- eu falei.

- não eu vou com você – ela falou sem nem pensar – eu só vou trocar de roupa, essa aqui já ta me incomodando.

- ok, eu preparar uma mochila, para a gente levar.

Ela saiu e pegou a mala dela, e se meteu dentro da floresta que começava com os coqueiros. E eu fiquei arrumando a mochila, colocando o que a gente tinha e seria necessário.

Ela voltou de lá vestindo um conjunto de moleton flanelado marrom da cor de seu cabelos, por baixo deu para ver que ela usava uma blusa de alça branca, e o mesmo tênis que usava na viagem, que agora estava seco.

- vamos? – ela me chamou a atenção, pois fiquei perdido, olhando o seu corpo perfeito, ela tinha um corpo escultural.

- vamos, a mochila já esta pronta, tem alguma coisa que você queira colocar ? – eu perguntei desviando o meu olhar para o mar.

- não, mas para onde a gente vai?, se meter nessa floresta é o seu plano?

- se você quiser beber água, é esse é o meu plano – eu responde.

- ok – ela suspirou – então vamos.

Nós entramos na floresta, mas não entramos muito.

- você sabe andar em floresta, eu tenho medo de me perder – ela disse se desviando de umas folhas que caiam.

- eu e minha família, costumávamos acampar, e nas férias eu fazia acampamento de escoteiros.

- nossa, devia ser legal – ela falou impressionada.

- posso começar com as perguntas?

- não. Eu começo depois que eu me der por satisfeita você me pergunta e eu decido se respondo.

- você sabe que isso não justo – eu falei parando enquanto ela avançava.

- e quem disse quem disse que a justiça sempre acontece? – ela perguntou sem parar – vamos logo ou você quer que eu te carregue? Eu odeio florestas.

- por que?

- você apenas responde. Então posso começar?

- vai nessa.

- desde quando você é assim?

- assim como?

- galinha, mulherengo, safado, idiota, insensível...

- eu não sou tudo isso?

- não? Parece, o jeito como você trata as mulheres, é perturbador .

- acho que você é a única garota a achar isso, as outras me acham gostoso e o cara perfeito – falei me achando. Ela me olhou com aqueles olhos que só agora que eu vi que eram marrons chocolates – mas respondendo a sua pergunta, eu sou assim graças a Emmet.

- Emmet é o seu irmão mais velho? Não? – ela perguntou quando eu fiquei do seu lado.

- é, ele também é meu melhor amigo.

- você é virgem? – ela perguntou, me deixando surpreso e sem ação, eu não esperava aquela pergunta.

- Não vou responder essa – responde engolindo em seco.

- ok – ela respondeu caminhando – você sempre morou em Forks?

- não teve uma época que morávamos em Nova York, mas meu pai conseguiu um emprego melhor em Forks, então fomos todos para lá. E Você foi para Forks por quê?

- você tem algum problema em entender o que as pessoas falam? – ela perguntou com raiva – eu já disse que eu pergunto primeiro e você responde.

- ok, mas, você me paga, esquisitinha – falei passando dela –manda a próxima.

- ok, mas não me chama de esquisitinha, você não me conhece para ficar me dando apelidos. Eu não consigo pensar em nenhuma pergunta, então me fale de sua vida, em Nova York.

- Bem, eu morei em Nova York desde que nasce, e eu não lembro muito de quando eu nasci então vou pular para a parte que eu lembro. Bem eu morava e um dos melhores bairros da cidade, e sempre fui popular na escola, então quando cheguei em Forks, a minha popularidade continuou, eu costumava sair com Emmet e foi com ele que eu aprendi ser assim, depois eu vi para cá, não tem nada de mais na minha historia.

- você gosta de ser assim, galinha?

- é bem legal, e eu não consigo me envolver com as pessoas, o que faz ficar mais fácil.

- então você nunca se apaixonou por nenhuma garota?

- não, eu ficava com elas, mas nunca senti nada por nenhuma.

- entendo – ela falou.

- mais alguma pergunta?

- não, agora não.

- eu posso começar?

- não primeiro você vai pegar uma banana para mim – ela apontou para uma arvore que tinha um cacho de banana no topo.

- é alto de mais – eu falei.

- ta com medo ? eu posso subir então – ela me desafiou.

- eu não tenho medo de nada – eu falei e tirei minha blusa – espere aqui.

Comecei a tentar a subir na arvore, mas tava difícil. Enquanto ela ria da minha cara. Ate que eu consegui subir e chegar onde estava o cacho.

- agora joga ele para cá mas cuidado comigo – ela gritou.

Eu fiz o que ela disse, e na hora de descer, olhei para baixo e sentir um calafrio. A arvore era mais alta que eu imaginava.

- vai ficar ai Cullen? – ela me chamou.

- eu já vou descer – falei nervoso tentando não olhar para baixo.

- você tem medo de altura – ela falou como se tivesse desvendado um mistério.

- não, não tenho, a vista é que ta linda aqui em cima – eu responde com medo de cair.

- a ta com certeza, nunca imaginei que você tivesse medo de altura, Cullen – ela disse rindo de meu medo, seu gargalhar era hipnotizador.

- eu não tenho medo de altura – eu falei me defendendo.

- pode falar, prometo guardar segredo – ela disse, começando a se controlar – aliás, eu sou ótima em guardar segredos. Por que você tem medo de altura?

- quando eu era criança eu subi em uma arvore que tinha no quinta da minha casa, e cai quebrando meu braço.

- e o que você fazia na arvore?

- eu estava espiando a vizinha – eu responde com vergonha como se estivesse confeçando um crime.

- então você já é assim desde de criança? – ela perguntou.

- Emmet disse que me daria um premio caso eu fizesse isso – eu responde – eu era muito inocente quando criança.

- com certeza – ela disse sarcasticamente - e para onde foi toda essa inocência?

- eu perdi, não sei onde.

- você realmente não vai descer? – ela perguntou se encostando em uma arvore.

Eu dei uma olhada ao meu redor e vi que realmente a paisagem era bonita, dava para ver um pouco da praia. E indo um pouco mais na direção que seguíamos chegaríamos a uma pequena cachoeira.

- ei! Tem uma cachoeira uma pouco mais na frente – eu olhei para baixo de novo e comecei a descer de vagar, com ela me olhando.

- então, da próxima vez deixa que eu vou – ela disse quando eu já estava quase no chão.

- não ,eu vou – eu responde e comecei a andar, na direção que estávamos antes.

- se você quer, mas não esqueça de me chamar – ela respondeu.

- então posso perguntar ?

- poder pode, mas não garanto que responderei.

- ok, então, por que se mudou para Forks?

- pula

- mas essa é fácil

- pula.

- você é filha única?

- sou, mas eu queria ter um irmão mais velho, para me proteger.

- não é só irmão mais velho que protege, namorados também protegem as namoradas.

- mas namorados, não são tão confiáveis quanto irmãos, não amam da mesma maneira.

- você tem namorado?

- tinha.

- por que terminou?

- não te interessa – ela disse grossa.

- como era sua vida em Miami?

- te conto outro dia.

- por que não agora ?

- porque eu não quero.

- você é bem esquentadinha, não é ?

- e você é bem curioso,não é?

- pelo menos eu não escondo nada de ninguém.

- pelo menos eu não engano ninguém

- que me garante, não sei nada sobre você, quem m garante que você não é menor delinqüente que foi para Forks para esconder o passado – eu desafiei ela.

- pode pensar qualquer coisa de mim – ela respondeu como se não se importasse com o que eu havia dito.

- você não se importa se as pessoas ficarem fazendo hipóteses sobre o seu passado?

- não, nenhuma vai achar a resposta certa.

- porque você não conta?

- eu tenho vergonha – ela respondeu.

- prometo não rir de sua cara.

- e medo – ela completou.

- estamos em uma ilha deserta, ninguém vai te matar se você me contar, e eu prometo segredo – falei fazendo cara de cachorrinho inocente.

- eu não tenho medo de alguém me matar, tenho medo de me julgarem errado, tenho vergonha do que aconteceu.

- e o que você perderia se me contasse?

- nada. mas por que você quer tanto saber?

- eu quero ser seu amigo, você não quer?

- acho que quero, por isso mais um motivo para não te contar.

- por favor, eu prometo não fazer julgamento.

- as pessoas sempre prometem o que não podem cumprir – ela respondeu – eu não gosto de falar sobre isso – ela respondeu depois de um tempo em que nós dois ficamos em silencio. Seus olhos estavam brilhando com algumas lagrimas querendo descer.

Ela engoliu em seco, e continuou andando.

- eu costumo cumprir o que eu prometo.

- Edward, por favor, eu não quero falar sobre isso, eu nem te conheço direito – ela falou, mas eu quase não absorvi suas palavras, exceto uma ' Edward' foi a primeira vez que eu escutei ela dizer eu nome, soou tão diferente, tão doce.

- promete me contar um dia?

- por que eu deveria?

- eu te salvei.

- eu não pedi para que me salvasse – ela respondeu

- mas eu salvei.

- e agora esta arrependido ?

- não, é claro que não, eu jamais me sentiria bem te deixando morrer naquele avião – eu responde lembrando do que tinha acontecido.

- as vezes eu queria morrer, apenas para esquecer o que aconteceu.

- e o que aconteceu?

- eu não vejo razão para te contar, ok? Eu sou só mais uma garota que passou pela sua vida.

- eu não sei, mas eu sinto uma necessidade de te conhecer melhor, eu quero, é como se eu precisasse – eu sentia aquilo? Da onde eu tinha tirado tal idéia? Ela começou a deixar as lágrimas caírem pelo seu rosto, me fazendo sentir mal, quando eu olhei dentro de seus olhos, vi que ela tinha medo, e eu queria abraçar ela, mas eu era proibido de tocá-la. Então para fazer ela parar de chorar, resolvi mudar de assunto.

- acho que já estamos quase chegando, já ate posso ouvir a água cair.

- obrigada, por me salvar, e me desculpa por ser grossa, e te afastar, só faço isso porque acho que me protejo desse jeito – ela falou quando voltou a andar – se a gente demorar a sair daqui, prometo te contar um dia.

Eu apenas acenei com a cabeça, e esperei ela passar. Depois do que ela disse sentir uma enorme vontade de que jamais nos encontrasse e nos deixasse aqui sozinhos.

Andamos em silencio, eu estava com medo e perguntar alguma coisa errada agora e fazer ela chorar.

Encontramos um riacho, era lindo, ele caia a partir de uma pedra, embaixo dele tinha uma espécie de gruta, e era lindo, o sol batia no meio do da água. Nós colocamos os pés dentro apenas para sentir a temperatura da água, que era relaxante. Pegamos quanta água podíamos e aproveitamos para beber .

Ficamos pouco tempo lá e depois seguimos mais pouco na direção de antes. Começamos a escoltar alguns sons estranhos e quanto mais avançávamos , os sons ficaram mais claro identificamos como gritos de dor.

- o que é isso?– Bella me perguntou assustada.

- eu não sei – responde tentando esconder meu medo. Demos mais alguns passos e escutamos, uma voz fina, feminina, gritar ' me matem por favor, eu não quero mais sentir isso' aquela voz me fez sentir sem chão, era a voz de Alice, mas melodiosa e doce, mas mesmo assim eu jamais esqueceria.

- era a voz de Alice – eu disse, assustado querendo correr, mas minhas pernas pareciam não receber a informação.

- o que é aquilo?- ela apontou para uma parte escura da floresta. Eu virei rápido para encarar, e só encontrei dois pares de olhos dourados nos encarando que logo virou um vulto.

Fim do capitulo três.


Fim do capitolo tres espero que tenham gostado,

vou esperar pelas Reviews

o que aconteceu com a Bella, vai ser explicado no proximo capitulo, ja ate escrevi uma parte.

e os Cullen? é segredo por enquanto.

bjoss