Capitulo quatro
- eu não sei – responde tentando acompanhar os movimentos que aquele vulto fazia.
Ele corria em uma rapidez inacreditável nos cercando, ao mesmo tempo que os gritos continuavam, Bella, estava apavorada olhando para os lados, enquanto o vulto chegava mais perto nos cercando como se estivesse armando uma armadilha. Ate que parou próximo da gente mais ainda escondido na escuridão. Ouvimos um rosnado e pensei que ele fosse nos atacar. Mas nesse exato momento escutamos um grito de alivio. E o vulto começou a correr em outra direção deixando eu Bella sozinhos.
- o que era aquilo? – ela perguntou, e só agora pude perceber que seu corpo estava abraçado ao meu numa tentativa de se esconder. No momento que ela falou, seu rosto estava afundado no meu peito.
-deve ter sido um animal – eu a envolvi nos meus braços e comecei a massagear suas costas, tentando acalmá-la, enquanto ela tremia de medo.
- aquilo era rápido demais para ser um animal qualquer Edward – ela disse, começando a me encarar. Seu rosto estava bem próximo do meu, fazendo eu me sentir confuso com a quase falta de distancia entre nós – eu to com medo.
- eu não vou deixar nada acontecer com você – eu promete – nada – eu disse aproximando involuntariamente meu rosto do seu – eu prometo –eu disse confuso quando eu já podia sentir a ponta do nariz dela tocando o meu rosto e sua respiração ofegante e seu hálito frio próximo demais. Nossos lábios já estavam quase se tocando, e seu olhar dizia que ela esperava que o que estava para acontecer.
- eu quero sair daqui – ela disse confusa, com os olhos fechado, sua voz suava arrependimento. E eu estava me sentindo estranho.
Ela saiu do meu abraço meio desengonçada, quase caindo ao tropeçar em uma pedra, mas eu a segurei pela mão, impedindo que ela caísse.
Sua mão era quente, macia e pequena deixando que eu a envolvesse por completo. Ao sentir sua pele que agora transpirava, passou uma espécie de corrente elétrica pelo meu corpo me fazendo ter sensações que jamais pensei ter. Eu não queria mas largar sua mão queria ficar o dia todo tendo ela nas minhas.
Ela sorriu timidamente como se tivesse sentindo o mesmo que eu.
- obrigada, eu sou muito desastrada – ela disse hesitando ao soltar minhas mãos – vamos sair logo daqui, por favor – ela pediu virando para a direção do riacho.
- vamos– eu disse, tentando saber o que se passava comigo. Nós começamos a caminhar em silencio, passamos pelo riacho, e continuamos nossa caminhada.
Eu estava muito concentrado em mim. Nunca tinha tido aquela sensação com ninguém, com nenhuma garota que eu já havia beijado, aquela sensação foi bem melhor do que qualquer beijo que eu já havia dado, sendo que nossos lábios nem se tocaram.
Mas eu queria, queria sentir o calor de seu corpo junto ao meu em uma abraço, queria saber o sabor que seu beijo tinha. Queria segurar suas mãos, pois ela me faziam sentir completo assim como a sua presença.
Eu queria proteger ela, e conhecer cada detalhe de sua vida, isso não era mais curiosidade, era uma necessidade inexplicável que eu já sentia desde que ela havia aparecido mas só agora tinha percebido.
Chegamos na praia, e ela parou olhando para o mar.
- o que foi? – eu perguntei
- eu não sei – ela disse – aqueles gritos – ela parecia intrigada com algo – eram de dor, e pareciam a voz de sua irmã – ela disse.
- eu sei – eu falei lembrando dos gritos que já não escutávamos mais – mas pode ser outra pessoa, Alice e minha família já devem esta a salvo agora, eu prefiro acreditar nisso – eu falei.
Ela começou a andar indo em direção a praia, e quando chegou perto tirou seu tênis e começou a andar sobre a água sentindo as ondas baterem em seus pés, eu logo fiz o mesmo e fui acompanhar ela.
- para onde esta indo?
- eu quero andar um pouco, aqui na praia, costumava fazer isso mas a um bom tempo não sinto as ondas baterem nos meus pés.
- desde que um 'fato ' aconteceu?- ela me olhou como se eu tivesse falado de mais.
- é desde que um fato aconteceu – ela falou olhando para frente – vamos ate aquelas pedras?
Ela apontou para um grupo de pedras que se encontravam logo na nossa frente.
- vamos.
Ela andou ate lá falando de como era quando criança.
-eu costumava passar as férias na minha casa mesmo, de vez em quando viajava com meus pais, mas geralmente ficava brincando com Jacob – ela falava dele com um pouco de ódio e repulsa – ele era tão legal e era um irmão para mim, mas – ela parou de falar.
- mas, o que?
- te conto depois.
- eu não vou esquecer – eu disse.
- promete que iria te contar, eu cumpro minhas promessas
- então esse Jacob tem algo ver com o que aconteceu e te deixa com medo e vergonha? – eu falei sentindo algo estranho desse garoto. E hipóteses vieram a minha cabeça, e se ele fosse o ex-namorado dela e deixou ela humilhando-a. Ou ele traiu ela humilhando do mesmo jeito, e por isso se afastava das pessoas. Comecei a sentir uma raiva desse garoto.
- é ele tem- ela disse se afastando e chegando perto de uma pedra – Eiii! Olha – ela disse como se tivesse feito uma descoberta – aquela pedra é diferente.
A pedra que ela apontava, ficava distante da praia e perto da floresta, ela tinha uma espécie de abertura fazendo ela parecer mais um esconderijo.
- a gente pode usar ela para se proteger chuva, vamos da uma olhada – ela sugeriu indo em direção a ela.
- não é muito grande – eu ressaltei. Ela não era muito grande mas, também não era muito pequena – a gente pode trazer nossas coisas para cá – eu disse – vai que começa a chover.
- pode ser – ela disse – então é melhor a gente trazer logo, o tempo parece esta mudando – ela disse.
- eu vou buscar, quer ficar aqui?
- eu vou com você para ser mais rápido.
A gente voltou e pegou tudo, que podíamos e levamos para pedra. Eu tive que fazer outra viagem para pegar o resto das coisas e ela ficou arrumando as coisas.
Quando voltei encontrei ela sentada em uma pedra um pouco mais distante olhando para o sol que estava começando a desaparecer.
Eu arrumei as coisas e encontrei as bananas que eu tinha pego. Peguei duas e uma garrafa de água e fui sentar com ela.
Não sei porque, mas estava com medo de ser rejeitado, sentia um frio na barriga, que eu jamais senti antes, e acho que estava gelado, enquanto subia em uma pedra silenciosamente, senti algo preso na minha garganta, eu estava nervoso, e lembrei do que tinha acontecido na floresta.
- o que você esta pensando? – eu perguntei, me sentando do seu lado.
- to pensando em te contar o que aconteceu – ela respondeu, sem me olhar.
- eu espero, não quero que me conte por uma obrigação, quero que me conte se quiser – eu falei sem tocar nela. Não queria estragar o momento.
- Não eu quero te contar, mas – ela respirou fundo e olhou para mim, me encarando nos olhos – promete me escutar e pelo menos me entender, eu agradeceria se você não olhasse para mim com desprezo.
- Prometo – eu falei lhe entregando a água. Ela aceitou e bebeu um pouco.
- Bem, em Miami, eu estudava em uma das melhores escolas como eu tinha te dito, morava em um dos melhores bairros. E era como você, eu era popular, e todos queriam namorar comigo, mas eu nunca quis, nunca me apaixonei – ela disse e depois me olhou de canto – eu acho – ela completou.
- então por que saiu de lá?
- eu e Jacob éramos vizinhos, eu sempre o amei – essa confissão fez algo dentro de mim doer, eu queria sei lá , chorar? – mas apenas como amiga, eu considerava ele meu irmão praticamente, e ano passado, em um aniversario de 16 anos de uma amiga minha, ele disse que queria conversar comigo eu aceitei e ele me levou para um parte atrás da casa de festa, era parecido com um jardim, mas ficava entre as arvores, eu hesitei um pouco mas ele era mais forte e eu fui, eu confiava nele, e então quando chegamos em uma parte escura.
' ele começou a chegar perto de mim, e eu não entendia o que estava acontecendo e então eu comecei a me afastar dele, mas ele me prendeu em uma árvore e começou a me beijar contra a minha vontade, eu tentava empurrar ele mais não conseguia. Eu consegui escapar de seu beijo e ele disse que era para eu me aclamar, mas eu sabia o que ele queria, eu disse para ele que não, mas ele não me escutou e então começou a passar a mão pelo meu corpo. Eu empurrei ele e tentei correr, mas eu tava de salto e cai, ele se jogou em cima de mim, e começou a arrancar meu vestido do meu corpo. Eu tente lutar,eu juro, mas não dava, ele me machucava, eu tentei arranhar o corpo dele mas ele me batia. E quando eu vi ele estava me sobre o meu corpo e já tinha tirado quase toda a minha roupa, e eu gritava'
Ela parou e eu escutei um soluço do choro seu choro, eu me sentia mal de ter feito ela falar aquilo, eu queria abraçar ela e dizer que eu a protegeria e jamais iriam machucar ela novamente. Eu queria matar esse tal de Jacob.
- eu comecei a gritar de dor, mas ninguém parecia me escutar, ele apenas me agarrava. Eu comecei a procurar alguma coisa para me livrar dele e peguei uma pedra, e bati na cabeça dele. Ele desmaiou e eu peguei o resto do meu vestido para me cobrir e sai correndo dali. Quando cheguei na festa todos me olhavam e só lá fui perceber que estava chorando. O pai da aniversariante foi ver onde Jacob estava, junto com outros amigos meus, mas quando chegaram lá não encontraram ninguém, nesse dia ele desapareceu. E eu tinha medo que ele aparecesse de novo, então eu e minha família nos mudamos para Forks- ela disse e depois olhou para mim, esperando a minha reação.
- Você não precisa ter vergonha – eu disse, eu não sabia o que dizer, eu queria abraçar ela, mas não sabia se podia. Aos poucos fui me aproximando dela, esperando que ela me rejeitasse,mas ao invés de se afastar de mim, ela se aproximou e afundou o rosto no meu peito, chorando. Eu fiquei surpreso pela reação dela e comecei a passar a mão no cabelo macio dela. Depois eu a envolvi em um abraço – Bella, por favor não chore, eu sei que deve ser horrível para você, mas eu prometo que eu não vou te deixar sozinha, e nem vou te julgar, e esse Jacob, ele nunca mais vai chegar perto de você novamente , eu prometo- eu tentava acalmar ela, doía ver ela chorando assim. Quando ela me contou sobre o que aquele cara fez com ela, eu fiquei com muita raiva dele.
- você não vai querer se afastar de mim? – ela perguntou.
- não, claro que não, por que eu iria me afastar de você ?- eu perguntei.
- muita gente da minha antiga escola se afastou de mim, me tornei alvo de brincadeiras, alguns diziam que eu que forcei ele a fazer aquilo, já que ele era modelo de comportamento, outros diziam que eu estava ficando louca, outros ate chagaram a dizer que eu tinha matado ele e escondido o corpo, já que nunca encontram ele.
- mas eu confio em você, e prometo que não vou contar para ninguém.
- promete?
- prometo.
- me desculpa, por ter feito você lembrar disso.
- não, eu queria contar para alguém, meu pai e minha mãe, eram os únicos que eu falava mais detalhadamente, e todo dia eu chorava nos braços de minha mãe e agora eu só tenho você, me desculpa, por ta te enchendo.
- não, eu me importo com você , e não quero mais te ver chorando, por favor – eu disse.
Ela ficou calada, apenas deitada no meu peito, e eu fiquei em silencio. Esse dia tinha sido muito diferente, muita coisa aconteceu. Eu fiquei ali, lembrando dos acontecimentos, de quando ela falou meu nome e soou de uma maneira tão diferente e de quando eu encontrei seu olhos hipnotizadores, e de quando eu senti ela encostada perfeitamente no meu corpo como se ela fosse a peça que se encaixava em mim perfeitamente, a minha outra parte e de eu senti o toque de sua mão junto a minha.
Ela era especial para mim de alguma maneira, eu queria proteger ela e fazer e esquecer do que tinha acabado de me confessar. Eu queria ver ela sorri para mim, e queria ficar com ela, do jeito que estávamos agora.
Começou a chover e nós corremos para a nossa nova casa.
- sobrou pouco espaço para a gente – eu disse quando entrei. E realmente tinha sobrado nossas coisas ocupavam quase todo o espaço, só tinha um lugar um pouco mas no fundo onde ficaríamos totalmente protegidos da água, eu fui para lá e sentei e ela sentou do meu lado.
- ta frio – ela reclamou e pegou um cobertor de uma das bolsas. Ela se cobriu e deitou no meu peito para ficar mais confortável – se importa? – o que? Claro que não, era bom ter ela tão perto.
- claro que não - eu disse.
- então quer conversa?
- pode ser – eu disse – mas começa você.
- ok, então, o que você gosta de fazer quando não tem nada para fazer? – ela perguntou.
- eu? Eu gosto de ler, mas ultimamente, com Emmet por perto então eu saio muito com ele.
- eu continuo não entendendo porque você faz isso.
- eu também não, é como se eu estivesse procurando uma parte de mim, mas eu nunca encontrei, e então eu continuo procurando.
- então você acha que só vai saber que está apaixonado por uma garota quando a beijar?
- acho que é.
- interessante, mas não é assim que a paixão acontece.
- e como é?
- eu não sei – ela falou confusa – mas você não cansa? De ta sempre mudando, de nunca ter ninguém serio?
- eu nunca senti nada por ninguém para querer algo serio, e sim de vez em quando canso de ta sempre mudando, eu queria ter alguém, mas eu nunca, eu acho, que encontrei.
- eu também, eu acho, para mim esta apaixonado, é quando você sente vontade de esta com a pessoa, quando você olha nos olhos da dela e se sente completo, quando você tem vontade de ficar abraçado com a pessoa, quando você simplesmente quer ficar do lado dela e escutar a sua voz e olhar seu sorriso e protegê-la e querer ser o motivo do brilhante sorriso dela. Quando você quer sentir o sabor do seu beijo, quando você quer sentir o calor que ela emana.
- você parece que já esteve apaixonada, ou esta.
- eu? Não, eu li uma vez e me lembrei.
- parece – eu disse. E de alguma forma eu sentia aquilo que ela tinha dito, da minha maneira, mas sentia algo parecido.
- depois que eu fiquei assim, me escondendo do mundo, como a minha mãe diz, eu passei a ler mais, mas pare de acreditar que podia existir o amor e a paixão para mim.
- você esta enganada, você é jovem e muito bonita, vai encontrar a pessoa que te ama da maneira certa, você já pode ate ter encontrado.
- eu não acho, talvez eu já ate tenha encontrado, mas eu tenho medo de me entregar a alguém medo de não ser correspondida, eu tenho medo de me envolver. Eu nunca disse a frase ' eu te amo' para ninguém, exceto para meus pais, e algumas amigas, mas para nenhum namorado , eu já tive vários, mas eu nunca consegui dizer essa frase.
- por que? – me senti curioso, queria saber o que ela pensava, o que ela sentia.
- eu não sei, eu nunca senti amor por nenhum deles, quero dizer, eu amava, tinha atração mas eu não os amava o suficiente, para dizer essa frase. você nunca namorou né?
- não.
- interessante.
- posso fazer uma pergunta em relação a esse Jacob? – eu perguntei, com ódio por causa daquele nome que agora me causa repulsa.
- pode – ela respondeu, em um tom parecido com o meu.
- desculpa, mas você não me disse se ele era apenas um amigo ou algo mais.
- a gente tinha ficado algumas vezes, e estávamos pensando em namorar, mas eu não queria, as pessoas achavam a gente muito unido, alguns pensavam que tínhamos sido prometidos, e que um dia iríamos casar e tudo mais, mas eu nunca senti nada mais que amor de irmão por ele, hoje em dia eu só sinto medo, medo dele voltar, e querer terminar o que eu não deixei.
- ele não vai te fazer nada, eu prometo, eu sempre vou esta do seu lado e ele nunca mais vai tocar em você – eu promete de súbito, não sabia, mas eu tinha uma necessidade incontrolável e inexplicável – eu não vou deixar.
- Edward – ela disse, sua voz estava doce, e a maneira como ela dizia meu nome, suava para mim de uma maneira tão especial, era tão bom ouvi-lo na voz dela – por que você faria isso? Ele é muito forte, tem um corpo quase tão musculoso quanto Emmet.
- mas para brigar, é preciso ser inteligente também, e posso dizer que ele não é, pois para fazer o que ele fez com você tem que ser a pessoa mais burra do mundo.
Ela riu do meu comentário, e eu gostei do som produzido por ele.
- então você gosta de ler? – ela perguntou mudando de assunto – que tipo de livros?
- eu gosto de ler contos, pode parecer estranho, mas eu leio romance, e também suspenses, muitos tipos de livro eu nem sei.
- você é o primeiro garoto que eu conheço e ler romance.
- é bom sabe? as meninas pensam que eu sou sensível – eu falei sarcasticamente, levando um tapa no meu estômago – ei! Isso doeu sabia? – eu disse pegando a mão dela, que ainda insistia em me fazer sentir dor. Instintivamente ela virou para mim, e encontrou meus olhos. O sorriso que tinha no rosto dela antes, foi sumindo e eu fui ficando preso no olhar dela, que estava bem próximo agora, pois involuntariamente eu fui chegando perto dela.
- Edward, eu vou dormir um pouco – ela disse corando. O que fazia ela ficar mais bonita e parecer mais sensível.
- eu também – nós nos ajeitamos e ela ficou com o corpo colado no meu pela falta de espaço, e eu devo dizer que gostei,mas uma camada intrometida de do cobertor, separava nossos corpos.
Ela dormiu e eu fiquei observando seu perfil por alguns minutos, analisando sua respiração, e aos poucos eu lembrei o que tinha acontecido na floresta. E lembrei daqueles olhos dourados que estava nos cercando, e daquele grito de dor, que pedia para morrer.
O que era aquilo? Quem estava gritando, por que estava gritando? Aquela voz fina, me lembrava Alice, e de súbito me senti preocupado com a minha família, e se eles não tivessem tido a mesma sorte que eu? E se algo tivesse acontecido com eles? E se eles tiverem parado nessa mesma ilha, mas em algum lugar diferente e tivessem sido atacados ou feridos por algum animal?
Enquanto eu tentava dormir, milhares de suposições vinham na minha cabeça, suposições que eu preferia pensar que eram mentiras. Cheguei a pensar que estivessem mortos ou ainda perdidos no mar. Mas o que mais me intrigava naquele momento, eram aqueles olhos dourados da floresta, Bella tinha razão, quem quer que fosse os donos dele era rápido demais para ser um animal ou ser humano.
Aos poucos, a minha visão foi escurecendo e eu fui caindo no sono. Mas eu não sonhei com a floresta, ou animal, ou minha família, eu sonhei com Bella, com ela pedindo socorro e fugindo de alguém, mas eu estava lá para protegê-la.
Dormir com a imagem dela, e foi bom, podia sentir ela se mexendo do meu lado, procurando uma nova posição.
Acordei, e não consegui abri meus olhos, apenas escutava o som de trovões, e sentia respiração dela no meu peito descoberto,nem sentia frio, a pele quente dela me aquecia de uma maneira diferente. Aos poucos abri meus olhos, e vi que seu rosto estava afundado no meu peito, enquanto ela me abraçava em cima de mim.
Eu dei um sorriso, ao ver aquilo, e permaneci naquela mesma posição para não acordar ela, e passei meu braço pelo corpo dela, para deixa ela mais aquecida.
Vi que agora a chuva já estava acabando, e os trovões também. O céu estava escuro.
Eu fiquei um bom tempo esperando ela acordar, só olhando ela, e escutando a chuva, que agora estava fina, cair do lado de fora.
Algum tempo de depois eu vi ela abrir os olhos, e ficar surpresa, pela posição que ela estava, primeiramente ela ficou confusa e me olhou com vergonha. E depois ficou com raiva e pulou para trás o que a fez bater a cabeça.
- aiii- ela reclamou. Eu me ajeitei e coloquei uma mão na cabeça dela massageando.
- cuidado Bella – eu disse rindo da expressão dela.
- tudo bem – ela disse tentando se afastar de mim. O que essa garota tinha, perda de memória como naquele filme? – vai passar – ela voltou ao normal e eu pude ver um sorriso nascer naquele rosto delicado que ela tinha.
- qual é a graça?
- nenhuma.
- e por que o sorriso?
- foi a primeira vez em meses, que eu não tenho um pesadelo – ela disse, mas para si mesma, do que para mim.
- obrigado, então – eu disse dando um sorriso para ela.
- pelo o que?
- eu sei que sou tão lindo, que te faço esquecer de ter um pesadelo – eu disse, me achando – eu tenho esse poder.
- nada modesto você – ela disse fingindo um sorriso – você nem se acha – ela disse ficando com raiva.
- ei foi só uma brincadeira ok? Só para descontrair o ambiente – eu falei, me defendendo.
- brincadeira sem graça a sua – ela falou.
- você é estressadinha quando acorda não é? – eu falei.
- principalmente quando acordo com um ser insuportável do meu lado.
- quem é o ser insuportável, por algum acaso algum mosquito que ta te incomodando ?– eu disse rindo da expressão dela.
- não seu idiota, eu falo de você – ela respondeu sem achar graça do que eu disse. Ela começou a sair tirar a parte de cima do moleton que ela ainda usava ficando apenas com a blusa branca, e depois começou a sair para se molhar na fina chuva que caia.
- ei? Para onde você ta indo?
- eu? Quero me molhar um pouco, quero tomar um banho de chuva – ela respondeu.
- opa! Vou com você – eu me ofereci.
- eu não pedi para você ir – ela disse.
- eu quero ir – eu desafiei.
- então eu não vou – eu disse entrando no jogo dela.
- então vai ficar aqui sozinho.
- não vou não.
- arg, você é irritante Edward.
- e você, é uma panela de pressão de manhã Isabella.
- e você é um idiota
- e você uma gracinha irritada – eu responde dando um sorriso, e fazendo ela fazer o mesmo.
- cala a boca Edward – ela disse revirando os olhos e ficando vermelha pela elogio.
- você vai ou não para a chuva, deu ate vontade de banhar um pouco agora – eu disse.
- vou ficar aqui – ela respondeu.
- ok, então aproveita a solidão – eu disse, e sai, estava só de calção, e senti a chuva ficar mais grossa quando eu entrei nela, e gostei, sempre gostei de banhar na chuva.
BPOV
Aquele garoto era irritante, eu só podia esta muito mal para ter contando para ele. Eu nem sei porque fiz aquilo, mas eu queria, sentia que podia confiar nele, é eu ainda confio, mas ele me irrita tanto. Se acha o garoto mais lindo do mundo. Tudo bem ele é, comparado aos meus ex-namorados, jogadores de futebol e tudo mais, ele era muito bonito, não era um mostro forte, como Jacob, odeio homens assim, parecem monstros. Mas ele também não era um frangote como o Mike, sem corpo e sem graça, não que eu ligasse, não, queria distancia, mas ele tinha uma beleza diferente e assustadoramente perfeita.
Cheguei a ter pena dele pela família, aquele grito na floresta, me lembrou muito os gritos que Alice dava nas aulas de educação física quando um bola vinha na direção dela ou quando era queimado e ela saia gritando como uma criança, era ate engraçado.
Mas o assunto agora era ele. Que tinha um efeito diferente em mim. Eu queria manter distancia de todos os garotos mas dele eu queria ficar bem perto, me sentia segura do lado dele, mas não devia. Eu não entedia, eu tinha repulsa de todos os garotos, tinha medo, para mim todos eram iguais,menos ele.
E agora ele estava ali, brigando comigo, devo admitir que adoro essas brigas de criança, pois ele ate parece uma. E agora era ele estava banhando na chuva, pulando tentando pegar a água com a mão, era engraçado.
A visão que eu tinha era perfeita. O corpo dele, perfeitamente esculpido sendo molhado pela chuva, e agora deu ate vontade de ser uma daquelas gotas que se chocavam no corpo quente dele. Seu cabelo agora cai pela sua cara e fazia uma franja muito engraçada, a água que ele deixava cair molhando todo o seu rosto, escorria pelo seu rosto como uma lagrima e fazia o contorno de sua boca. E depois a água descia pelo seu corpo e fazia seu peito musculoso brilhar para mim.
Agora ele bagunçava os cabelos, como uma criança e brincava com a areia.
Ele viu que eu estava observando ele e me deu um sorriso torto que quase me fez desmaiar. Era como se aquele sorriso, fosse o canto de uma seria, que me chamava ao seu encontro, foi isso que eu fiz, sai de baixo daquela pedra e deixei a chuva me molhar e fui ao encontro dele.
EDPOV
Eu estava me fazendo de sex, só para ver a cara da Bella, que me olhava quase babando. Eu fingia nem perceber enquanto brincava com a chuva. E então vi que a menina tava quase babando, então para completar o meu serviço dei o meu sorriso torto. E então ao invés de cair para trás, a louquinha veio na minha direção. Quando ela entrou debaixo da chuva e deixou a água molhar seu corpo, quase cai para trás, sua roupa começou a ficar toda molhada e sua blusa branca colou no seu corpo e ficou transparente, mostrando o que não devia, ou melhor, devia. Ela estava andando letamente, e estava com os olhos meio fechados para não deixar a água entrar.
As gotas de chuva caiam em seu rosto e mostravam a delicadeza de sua pele clara. Seu cabelo estava todo molhado e uma mecha caia sobre seus lábios que agora estavam vermelhos após uma mordida que ela deu.
Ela era injusta, muito injusta.
- Cullen, você parece uma criança embaixo da chuva – ela disse quando chegou perto de mim.
Eu fiquei com cara de bobo, sem palavras, nem conseguia processar o que ela estava dizendo.
- você ta bem? – ela perguntou.
- eu? É claro que estou – eu responde com um pouco de dignidade masculina que me restava, Emmet tivesse aqui estaria me zuando ate agora por ter ficado sem palavras para uma mulher – o que foi sentiu saudade de mim?
- como?
- ficou com saudade de mim, naquele projeto de caverna ?
- a não, tava afim de banhar na chuva mesmo – ela respondeu.
- então o que a gente faz agora? – eu perguntei.
- eu não sei, você tem alguma idéia?
- não.
- ei a gente pode começar a pegar algumas coisas para construir algo que a gente possa usar como casa.
- mas a gente o projeto de caverna – eu contestei.
- mas ela é muito pequena, não tem muito espaço.
- pra mim ta perfeito – eu falei não gostando da idéia. Mas ele me deu um olhar, de ódio para ser mais exato, que eu abaixei a minha cabeça e comecei a ir em direção a floresta.
- Edward, desculpa é só que, ela é muito pequena e a gente precisa de espaço, a gente mal se mexer lá dentro.
- tudo bem – eu disse fazendo cara de coitado para ferir ela.
- você sabe fazer um casa de não sei o que?- ela perguntou.
- eu já fui escoteiro acho que eu sei – eu responde – mas eu nunca construí uma.
- a gente pode tentar temos tempo – ela falou – eu vou te ajudar.
- então a gente vai precisar e galhos, troncos de arvores cipós. Acho que por enquanto é isso.
- ok, eu pego os galhos, e você pega os troncos, senhor fortão, e quando a chuva acabar a gente começa a construir – ela disse.
- mas não vamos nos separar, a gente vai precisar entrar na floresta.
- mas não vamos entrar muito.
- Bella, os bichos se escondem da chuva, bobinha.
- mas aquilo não era um bicho qualquer.
- ok – e gente começou a entrar, mas ficamos na entrada, sem entrar muito. Ela pegou os galhos grande como eu instrui, e colocava colada no corpo, deixando a blusa meio suja. Quando ela se abaixava para pegar os que estavam no chão era ate engraçado por que eu ficava olhando para ela.
Ela se distanciou um pouco e saiu da minha visão e ate que enfim eu consegui me concentrar no meu serviç
Eu tava pegando o quarto tronco e chegando perto de onde eu tinha colocado os outros, mas pisei em falso e cai.
-AIIIIII!- eu gritei, aquilo realmente doeu – poxa, ta doendo – eu reclamava passando a mão no meu tornozelo esquerdo que estava doendo.
- Edward? – eu escutava a voz de Bella sendo abafada pelo som da chuva caindo e pelo meus gritos de dor – Edward o que aconteceu?- ela falou quando me viu no chão, fazendo careta de dor.
- eu vi o papai Noel e to pulando de alegria porque vou ganhar o que eu pedi- eu disse rolando os olhos, enquanto ganhava aquele olhar-eu cai e me machuquei – eu responde – será que quebrou?
- deixa eu ver – ela disse tocando onde estava minha mão.
- você é medica?- eu disse enquanto ela apertava.
-não eu não sou médica, e também não quebrou, no máximo torceu – ela disse massageando o local que doía a dor já ate nem doía muito.
- mas ta doendo – eu reclamei.
- Edward pare de chorar como um bebê – ela falou rindo de mim – e haja como um homem, nem quebrou – ela disse.
- você nem é medica e eu não to chorando – eu falei, com raiva.
- eu cuidava dos machucados do jogadores do time de futebol da minha antiga escola e já vi muito pé quebrado, Cullen. E se você não esta chorando o que é isso caindo do seus olhos?- ela me desafiou.
- eu não choro, é a água da chuva que ta caindo – eu menti, tava sentindo algumas gotas quentes caírem dos meus olhos.
- Edward, deixa de ser molenga, vem vamos pra o 'projeto de caverna' e depois eu volto para terminar o que você começou – ela disse me ajudando a levantar, nem precisava, mas me fazia ficar perto dela. Ela me apoiou no seu corpo pequeno, me fazendo passar o braço por seus ombros, e passando o braço dela na minha costa.
Eu manquei um pouco e ela me deixou lá, depois voltou para arrumar as coisas que tínhamos juntado para a nossa cabana. Eu só ficava observando ela arrumar as coisas. Era engraçando, ela caia de vez em quando, e fazia caras e bocas. E depois a chuva começou a parar e ela ficou um pouco feliz, vi na expressão dela.
- ei! Seu pé ainda esta doendo? – ela perguntou.
- não muito, mas é legal te ver trabalhando – eu responde.
- engraçadinho, você Edward, eu ia te chamar para me ajudar a carregar o tronco que você começou mas não terminou de carregar. Mas acho que vou ter que fazer isso sozinha já que o senhor fortão não pode.
- ok, eu agüento a insuportável dor – eu disse me levantando.
Nós terminamos o serviço e a chuva já tinha parado, o sol já estava voltando e eu estava morto de fome.
- to com fome – eu reclamei.
- eu também – ela disse – ainda tem bananas? – ela perguntou.
- eu não sou muito fã de bananas – eu disse, fazendo ela rolar os olhos.
- então procure outra coisa para comer – ela respondeu.
- vou fazer isso – eu disse.
- vai entrar na floresta de novo?
- vou
- mas é perigoso
- eu não vou naquela direção vou na outra – eu disse.
- ok, eu vou com você – ela disse – mas antes vou trocar de roupa.
Ela trocou de roupa e eu fiz o mesmo, e então saímos. Meu pé nem doía mais, mesmo assim eu provocava ela dizendo que estava doendo, bobinha.
A gente andou pela floresta e encontramos algumas frutas diferentes. Andamos ate um ponto, em que a floresta acabava novamente e era uma parte mais alta, parecia ficar no ponto mais alto da ilha. De lá eu podia vê as pedras, e o começo do riacho, não era muito longe. Olhando para frente se podia ver o horizonte. E para trás parecia ter alguma coisa sendo escondida pelas arvores.
- o que e aquilo? – Bella perguntou olhando para o mesmo lugar que eu.
- eu não sei, as arvores estão escondendo, mas parece ser algo grande – eu disse.
- quer ir lá?-
- não, sei, você quer? – eu perguntei
- não sei. Ei? olha aquilo – ela apontou para um campo aberto do lado do local onde tinha algo sendo escondido pelas arvores. Eu virei para ver o que era.
Fim do cap.
Respostas
Bruna: ta ai o cap, espero que vc goste.
Danda Jabur: o misterio dos gritos eu vou desvender só depois, eu não pensei ainda se a fic vai ser longa ou não depende do meu tempo e das leitoras. Mas prometo não prolongar muito esse misterio dos gritos. Ta ai a resposta do que aconteceu com a Bella, eu não gosto do Jacob, não sei porque, mas todas as fics que eu escrever, ou ele vei ser do mal, ou ele nem vai aparecer como eu fiz em forever. O Edward é virgem? eu vou dizer só depois, quando eu comecei a escrever essa fic de madrugada, eu não tinha muito o que fazer da vida, então comecei a escrver, não pretendia ter Lemon, mas uma amiga me pediu e eu to pensando na possibilidade ainda,mas eu vou avisar se tiver, se tiver não vou ser eu quem vai escrever e sim algum conhecido, eu só tenho 14 anos de idade, e não saberia escrever algo desse tipo. Obrigado pelo comentario.
Dani Cullen: Ta ai o cap, responde uma pergunta, obrigada pelo comentario de verdade.
Crisa: vai ter sim, eu sou apaixonada pelos vampiros, e não consigo imagnar o Edward e a Bella velhinhos, mas esse fato não impedi que eles formem uma familia, eu ainda to pensando o que fazer. E no proximo capitulo, SPOILER, a Rose aparece.
Fata Morgan: eu me inspiro bastante para escrevrer, e acho que o proximo capitulo, ele vai dizer umas coisas bonitinhas tambem. Eu tambem acho o Edward muito fofo, e ta ai a att.
'Hoschie: se eu disser que nunca assisti Lost em toda minha vida vc acredita? Eu tive a ideia da ilha quando eu olhei uma comunidade ' a não lagoa azul de novo não' ppois é de tanto ver esse filme veio a fic. então espero que goste.
Thay Cris: vocês vão saber daqui a pouco nos proximos caps, eu adoro vampiros.
Juli-chan: eu não posso matar vocês, pois são minhas leitoras e me deixam felizes. Tai o cap, a curisidade de vocês vai ser morta aqui a poucos capitulos.
Maki: valeu, não sabia que essa ideia dessa fic podia agradar alguem, amei quando teve respostas. então ta ai
NANE: ta ai o capitulo, o proximo prometo não demorar.
Nami Cullen: ta ai o capitulo, e valeu, ainda bem que você gostou da fic
Ana Kawall: o misterio da Bella ja esta respondido, eu sei que é um pouco tragico, mas eu gostei da ideia, e descupa por fazer o jacob mal, mas eu odeio ele, então em todas a minhas fics ou ele vai ser do mal ou ele nem aparece. os Cullen? pois é, eu ja sei o que aconteceu com eles mas só vou dizer mais para a frente. Espero que gost do cap.
Mariana Mayumi: Ta ai o capitulo, e valeu, essa é a ntenção, fazer misterio, mas num me acho muito boa nisso, escrevo melhor partes de declarações, melosas e tals, assim como vai ter no cp 6.
Sephielen:ta ai o cap, espero que goste, o proximo não vai deorar .meu msn é milateixeira_
Gente obrigada pelas Rviews,
Espero que gostem desse capitulo, fãs do Jacob, perdão.
e deixem Reviews, o proximo capitulo depende delas.
