Bom, aquí estou eu com mais um pedacinho dessa trama de Ferrero Rocher... heheheh... Tão gostosa quanto, não é mesmo?
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Estavam chegando ao motel e Sam começou a se contorcer no banco. Dean percebeu e estranhou. Seu irmão estava pálido.
― O que foi Sammy?
― Dor...
― Onde?
― Na coluna...
― Você tá machucado... Droga! Vamos pro hospital...
― N-não Dean... Eu só preciso me deitar...
― Tudo bem, tudo bem...
E continuou seguindo na direção do motel.
Quando pararam, Sam olhou para Dean e acenou negativamente com a cabeça antes de dizer:
― Vai lá, registra e volta pra me buscar...
― Tem certeza que não quer ir ao hospital? Posso deixar as coisas aqui e a gente vai lá... Aí você toma alguma coisa e fica bem...
― Não Dean, por favor. Hospital não...
E o instinto protetor doeu o coração de Dean...
Enquanto o mais velho dos Winchesters adentrou o motel, Sam massageou as costas e percebeu: Tinha caído em cima da arma. E aquilo doía tanto, que ele pensou ter levado um tiro. Puxou a arma e agradeceu aos céus por ela estar travada. Não, não tinha levado um tiro de graça mais uma vez... Era apenas o resultado da quedinha mesmo... Quedinha de um muro de quase dois metros. Ele caiu deitado. É claro que podia ter sido pior, mas por que ele não está sangrando, não significa que não tenha machucado...
Pouco tempo se passou e Dean voltou ao carro, pegando as coisas e subindo. Quando voltou pela última vez, Sam já tinha trancado a porta do motorista. Dean abriu a porta do passageiro e o recolheu. Só não o carregou no colo porque recebeu um olhar cortante que dizia claramente para que não fizesse isso. E abraçados por um motivo justo, seguiram para o quarto alugado.
Dean abriu a porta e entrou com Sam, deixando-o na cama para depois trancar a porta.
― Agora me fala Sam... O que você tá sentindo?
― Dor... Tá doendo pra caramba...
― Aonde?
― Minhas costas...
― Vira.
Disse Dean, fazendo o mais novo se virar de bruços. Aquela camiseta que recortava o corpo do mais novo com perfeição, aquele jeans azul batido quase skinni, aquele tom levemente bronzeado na pele... Dean estava ficando babado.
Levantou a camisa do mais novo com todo o cuidado e encontrou um hematoma bem grandinho...
― Nossa... Isso deve estar doendo Sammy...
Disse Dean, tocando de leve o hematoma. Sam gemeu e Dean sentiu um calafrio correr por seu corpo.
― Tá doendo muito Dee...
Sam choramingou...
Seu irmãozinho estava machucado por sua causa... Estava...
― Chorando?
Perguntou Dean surpreso.
― N-não..
Choramingou Sam. Estava chorando de verdade, mas não queria demonstrar. Não queria deixar Dean perceber o quão estava sofrendo. E aquilo doía... Sam sabia que não era nada grave, mas cair sobre uma arma, com seu irmão mais velho por cima machucava um pouco.
Uns minutos depois, Sam sentiu algo gelado em cima de seu machucado. Era algo com um cheiro forte de...
― Cânfora?
Perguntou ele, com uma careta de dor.
― Sim... E vai arder um pouco com certeza... Tá muito roxo Sammy...
― Eu ainda não tomei banho Dean... Só de tarde...
― Não tem problema... Enquanto você descansa, vou à lanchonete e compro algo pra nós... Fica tranqüilo Sammy... Se depender de mim, amanhã você já está ótimo.
― Sei...
Disse Sammy. Dean se aproximou e o abraçou.
― Não chora... Vai passar.. E eu prometo não cair em cima de você nunca mais...
Sussurrou no ouvido do mais novo, beijando-lhe a bochecha em seguida e saindo de cena.
O coração de Sam batia tão forte que ele até esquecera-se de chorar. Estava estático e tremendo como vara verde. Aquele jeito de Dean quando sussurrava, aquela voz rouca ao pé do ouvido...
― Dean...
Estava estranho. Apavorado, ardendo por dentro... Aquilo tinha feito realmente o feitiço virar contra o feiticeiro... O nó agora estava dentro da cabeça de Sam, e não da de Dean. E ele sabia muito bem o que aquilo significava: Dean estava jogando com ele, estava conseguindo tirar-lhe os propósitos... Tirar-lhe a vergonha, tirar-lhe a sanidade...
A tal ponto que ele estava pensando bobagens agora depois de ter visto tal cena na cadeira de piscina... Estava quente...
Tão quente, a ponto de pensar em Dean no meio daquela cena, contracenando com.. ele...
― Oh. Meu. Deus.
Esfregou as têmporas e tentou se levantar. Com muito custo, conseguiu.
Tentou caminhar até o banheiro, mas desistiu do meio do caminho. Doía demais... Ele nunca imaginou que uma queda pudesse deixá-lo tão arrebentado... Se bem que levando em conta o fato de que seu irmão nunca caíra sobre ele... Mas enfim: Estava com o metabolismo alterado. Tão alterado a ponto de pensar em protagonizar aquela cena com Dean...
― Não! Não mesmo! Este não sou eu...
Disse ao olhar seu reflexo no espelho. E a cada segundo, todo o tipo de pensamentos tomava a sua mente. Quanto menos queria pensar sobre o assunto, mais o fazia. Foi quando pensou que estivesse possuído por algum demônio ou succubus. Foi "arrastando" até a água benta e virou uns dez goles de uma só vez. Efeito nenhum: Nada além de um arrepio pelo fato da água estar quente.
Resolveu voltar para a cama. Era a única coisa a se fazer nesse momento.
Se deitou, aliás, para ser mais exato, caiu, se jogou. Mal conseguia se mover, a dor nas costas estava acabando com ele. Queria se dopar com qualquer coisa para parar a dor. Resolveu fechar os olhos. Cochilou.
Algum tempo se passou e Dean adentrou o quarto, encontrando seu irmão praticamente adormecido.
Trancou a porta e se aproximou dele.
― Sammy... Se ferrou por minha culpa...
Acariciou os cabelos do mais novo e se abaixou ao seu lado.
― Sammy... ― cochichou em seu ouvido ― acorda...
Pediu Dean. Sam apenas se remexeu e continuou dormindo.
― Éh... Não tem outro jeito bela adormecida...
Beijou a bochecha de Sam enquanto sussurrava em seu ouvido:
― Acorda Sammy... ― aqueles beijos eram mais carícias provocativas do que simples carinhos fraternais ― Acorda pra mim, vai...
Sussurrou com a boca colada ao ouvido do mais novo, o fazendo mais sentir que escutar. Então, aproveitou-se para morder-lhe o lóbulo. Sentiu que Sam estremecera com isso...
"O-o que eu to fazendo? Que diabos é isso?" Perguntou-se Dean em pensamento. Estava "bulinando" o próprio irmão... Usando suas técnicas de conquista para acordá-lo como se ele fosse uma garota. E no fundo, mesmo se sentindo sujo e culpado, isso o excitava. Cada oportunidade de tocar Sam, mesmo que fosse apenas um toque aparentemente inocente, nos últimos dias estavam deixando suas emoções à flor da pele. Queria que isso parasse, estava ficando com medo de si mesmo e com mais medo ainda da reação de Sam se descobrisse os seus desejos para com ele.
Seu sorriso, sua face, seus olhares... Tudo estava tomando outro sentido para Dean. Não podia mais dividir uma cama de casal com seu próprio irmão... Pelo menos não da maneira inocente... Quando Sam se encostava nele, ele não acordava para fazer brincadeiras de mau gosto como dias atrás, pois ele nem dormia. Lembrou-se da última vez...
Flashback
Dean estava quase apagando, muito cansado. Se registraram naquele motel de segunda mesmo sabendo que só teria camas de casal. Tomaram banho e se deitaram. Sam adormeceu, mas como dizia Dean, ele não tinha um botão de liga/desliga. Sua noite era a continuação de seu dia. Então, ficou rolando para lá e para cá até encontrar uma posição meio legal. E essa posição era encostado em Dean, com suas costas coladas ao peito dele, bem aconchegado, bem colado... Dean quase teve um ataque quando Sam, inconscientemente claro, gemeu e roçou-se contra seu corpo. A única coisa que os separava, era a roupa íntima de ambos. E logo Dean ficou do jeito que o diabo gosta... Sem saber o que fazer, começou a pensar em várias outras coisas, mas todas elas envolviam Sam. E ele se esfregou contra Dean novamente. O atrito fez Dean gemer. Se aquela tortura tivesse durado mais um minuto, Dean teria agido por impulso... Estava pensando seriamente em tocar sua bundinha macia, tenra, gostosa... Tocar seu abdômen definido, suas pernas grossas... E para cortar o barato do Winchester mais velho, que já estava devolvendo os roces e gemendo, Sam acordou.. Se apoiou num braço e disse:
― Que tá fazendo?
Ele estava corado e com os olhos arregalados. Ofegante. Tanto que Dean pensou que ele estivesse acordado e fosse apenas um jogo. Mais um jogo. O que o fez mostrar um gesto obsceno para o mais novo e virar para o outro lado, fingindo dormir. Foi a noite mais eletrizante de sua vida... O medo de ser descoberto, a vontade de fazer o que não podia... O pecado...
Fim do Flashback
"Ah Dean! É melhor parar com isso e acordar seu irmão como realmente se acorda um irmão."
― Sam... ― o sacudiu ― Sam... Acorda Sam... Eu já cheguei...
O mais novo gemeu e levantou o rosto. Era mesmo Dean. Ele havia sentido as carícias...
― Dean...
Continua...
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Mais um capítulo da nossa querida confusão...
Abraços à quem segue...
Agradeço as reviews de Patricia Rodrigues e Miss Dartmoor... Podem deixar, que o Dean vai ter que dar em cima do cara mesmo e o Sam vai acabar se ferrando por isso, pra depois ganhar uma massagem de presente...rsrsrsrs..
:*
