Mais uma vez venho lhes deixar mais um pedacinho da trama...
Obrigada a todas que tem deixado reviews e sugestões. Espero de coração que continue sendo divertido ler essa fic tanto quanto está sendo escrevê-la... Desculpe por postar tão tarde... já são dez pras onze da noite, mas é que senti mal o dia todo... Anyway... Here I am. Thanks...
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O tempo foi passando enquanto se arrumavam. Estava melhor agora, nem tão calor, nem tão frio. Um terno cairia muito bem. E foi o que fizeram. Vestiram-se em suas roupas sociais e faltando poucos pras nove, saíram em rumo ao centro da cidade.
Tempo vai, tempo vem, encontraram um restaurante: Finesse...
― Vamos?
Perguntou Dean apontando para o mesmo.
― Vamos...
Sorriu Sam em concordância.
Logo após estacionarem, Dean desceu e abriu a porta para Sam, que o encarou achando aquilo estranho demais;
― Hey! Eu não sou uma mulher...
― Então me lembre de usar a força bruta com a sua masculinidade mais tarde...
Dean como sempre, teve que dar uma "espetadinha". Sam deu um toquinho discreto no traseiro do mais velho e disse:
― Vamos?
Dean acenou positivamente e entraram. Reservaram uma mesa mais ao fundo. Tudo correndo normalmente como um jantar romântico, exceto pelo fato de serem homens e irmãos.
Quando se assentaram, Dean pediu o melhor vinho, aproveitando para pensar no que poderia fazer com Sam bêbado. E com certeza, o mais novo estaria pensando na mesma coisa, apenas por seu rubor e seu sorrisinho de lado, tão provocante quanto o de Dean.
― Não se esqueceu que temos um metamorfo à solta, não é mesmo Dean?
― Não.. Huh.. Não.
― E você não se esqueceu do "meio investigativo" que terá que usar, não foi mesmo?
― Ah.. Tem certeza que eu vou realmente ter que fazer isso?
― Sim... Você disse, aliás, você BERROU que ele não faria nada do tipo, e o que aconteceu? Ele fez. E nunca se cancela uma aposta, irmãozinho... Você perdeu e não adianta falar mais nada.
― Tudo bem então... Só espero que não fique com ciúmes Sammy...
― Por que ficaria?
― Porque você é praticamente um coração de vidro, se quebra à toa.
― Dean, é um metamorfo, pelo amor de Deus!
― Pelo amor de Deus digo eu, Sam... A aposta foi vencida por você, tudo bem que a gente não sabia que... aquilo... ia acontecer, mas... Não quero você machucado com o metamorfo...
― Se você falar mais uma vez eu vou te calar de uma forma nada convencional para nós... pelo menos por enquanto.
― Será um prazer ser calado dessa forma...
― Cala a boca Dean... Já te falei que fala demais?
― Se quiser, eu paro de falar e faço o que estou querendo...
Sam o tocou a perna por baixo da mesa, numa carícia provocativa.
― O que está querendo, Dean?
― Te levar para o banheiro, puxar seus cabelos, segurar seus quadris e te alegrar um pouquinho com essa boca ― passou o indicador pelo lábio inferior ― que fala tanto...
O membro de Sam até doeu com tamanha provocação, o que fez que corasse, cerrasse os olhos e soltasse um gemidinho rouco.
Sam lambeu os lábios. Queria atacar o mais velho ali, em cima daquela mesa, beber vinho, espalhar vinho no corpo dele e bebê-lo...
Ficaram numa troca de olhares profundamente explicativa, da qual só saíram quando o garçom entrou em cena, com aquele vinho finesse... Dá-lhe cartões falsos e saques em bancos...
Foram servidos e Sam deixou seu espírito "mauzinho" se "manifestar".
Mesmo com a coluna ainda fisgando um pouco, Sam foi capaz de "dobrar-se" sobre a mesa, ficar cara à cara com Dean e lhe sorrir cordialmente dizendo:
― Me dá vinho na boca?
Riu numa clara expressão jocosa. Tá, tudo bem, era brincadeira, mas Dean bem queria que fosse sério...
Segurou o pulso de Sam, olhou-lhe nos olhos.
― Pára com isso já. Ou não respondo por mim...
O mais novo o encarou com uma cara de nó (geralmente deve-se a espanto misturado com decepção).
― Se continuar me provocando, vou te agarrar aqui. E vou sarrar com você em cima dessa mesa...
A cara de nó se desfez na hora. Tudo que Sam fez foi sorrir de lado e olhar dentro dos olhos de Dean enquanto passava a língua nos próprios lábios.
Aquele vinho não tinha nada à ver com as suas condutas. Apenas dava um "boost" na situação. O garçom veio perguntar sobre o jantar e eles escolheram o que comer.
Aquele "encontro" ocorreu sem mais delongas. Jantaram tranquilamente, com exceção dos fatos que ocorreram com simples provocações e olhares. Sam provocava Dean e Dean provocava Sam. Se tocavam por baixo da mesa, se olhavam e diziam palavras sem voz, sabendo do efeito que as mesmas teriam mais tarde.
Quase na hora de pedir a conta, ambos estavam enfadados. Não com o jantar, que por sinal foi ótimo, mas sim com a laia das pessoas engomadinhas que lhes cercavam.
― Hey Sammy... Por que não vamos jogar sinuca?
― Sinuca Dean? Depois de um jantar desse jeito você me chama pra jogar sinuca?
― Vamos! Por favor! A gente bebe, joga só um pouquinho e depois podemos ir embora... Qual é Sammy...
O mais novo rodou os olhos e por fim, cedeu como quase sempre.
Acabaram por sair dali rumo à qualquer lugar que não fosse tão formal.
Antes de entrarem no carro, Sam fez uma carinha de dor, e assim que gemeu, Dean o olhou:
― Tá doendo ainda, não é Sam?
― Não... Foi só um mau jeito Dee... Eu to bem.
"Bem o caramba... Isso tá doendo pior que tiro..." Pensou o mais novo respirando fundo e tentando disfarçar.
O primogênito arrancou seu smoking e desabotoou uns quantos botões daquela camisa social branca. Sam fez o mesmo.. Aquele calor voltava a incomodar. E não era só o fato do clima em si... Aquela pequena quantidade de álcool estava deixando metabolismos afetados... Sam parecia muito disposto a encarar uns quantos minutinhos de atenção, corado como estava, contrastando com o azul claro de sua camisa social. Abriu uns botões também e se abanou. Juntando a dor, o calor e o vinho, Sam mal podia pensar quanto tempo mais ia conseguir parar em pé. "A coisa tá feia pro meu lado..." Pensou, enquanto se assentava vagarosamente no banco do carona.
― Se continuar sentando assim Sammy, vão pensar que andou fazendo coisas...
Sam estava prestes a repetir tal gesto obsceno tão conhecido, mas se lembrou da mordidinha de Dean. Seu corpo sofreu um calafrio... E ele não resistiu a cerrar os olhos.
O mais velho o olhava de esguelha. Sam, seu Sammy, estava estranho. Tudo bem que não era forte para bebidas, mas também não era tão fraco assim, à ponto de se deixar embebedar por um Cerequio².
Enfim:
Sam estava estranho. E não parecia ser somente por causa do vinho... Ele ofegava vez ou outra. E quando Dean fingia não estar atento a ele, percebia o olhando de canto de olho. O que ele queria? Que Dean parasse o carro e lhe desse um pouco "daquela" atenção?
Continua..
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2= Barolo Cerequio, de Michele Chiarlo. Um dos vinhos mais especiais elaborados na Itália. Indicado para acompanhar principalmente carnes vermelhas.
Agradeço a todos que estão seguindo... Próximo capítulo teremos brincadeirinhas... em público... rsrsrs...
:*
