Depois de alguns dias de descanso pós-reveillon, aqui estou eu, atualizando mais uma vez, com esse desfecho que torrou meus neurônios para sair... Já tinha sofrido bloqueios, mas o fato de saber que, sei lá... (Sintomas de luto do ano passado...) Vem chegando um novo ano sem pessoas tão amadas, bloqueei geral, não conseguia nem render uma linha sequer, mas em nome de todos os que acompanham fiz tudo à moda Winchester: Dei um pé-na-bunda do bloqueio e.. Aqui estou, entregando-lhes mais esse capítulo. Abraços a todos...
P.S: E sim, Jessy... São os garotos do Lost... Achei que ficaria legal... Ficou, não?? *---*
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― Deeean!!!
Berrou Sam, ao perceber que seu irmão não conseguia se desvencilhar.
A adrenalina tomou conta do peito de Sam. Estava sem saber o que fazer. Ele teria que matar um cara que tinha esposa e namorado...
Mas no fundo, ele não estava se importando muito, afinal, aquela coisa estava fazendo mal à Dean, e Sam detestava isso.
O Winchester mais novo pôs-se a correr e adentrou aquele capinzal, ou milharal, que ele não estava nem um pouco a fim de prestar atenção no que era realmente, com a arma em punho. Ouviu um gemido alto de Dean. Não, não era um gemido de prazer. Havia 200% de angústia na voz de seu irmão, seu Dean...
― Desgraçado! Me solta!
Praguejou Dean. Sam pôde ver quando o metamorfo prendeu-lhe as duas mãos acima da cabeça sem precisar exercer, aparentemente, força nenhuma.
Dean tinha lágrimas nos olhos. Estava ferrado por causa de uma aposta idiota. Ele não pensava que Sam fosse salvá-lo.
"Ele deve estar com aquela vadia, e eu sem poder me cuidar... Por que me abandonou Sammy... Por que..."
Pensou Dean, tentando soltar as mãos para fazer algo, o que não foi necessário. Alguém fez um disparo que atingiu o ombro esquerdo do metamorfo, fazendo-o soltar Dean, dando-lhe oportunidade de contra-atacar. Agora, as posições estavam invertidas e Dean descontava sua raiva naquela face que ele tanto admirara.
Sam estava com os olhos arregalados e com a arma nas mãos.
― Sam!
Dean tentou se levantar para abraçar o irmão que parecia em choque, mas logo que se pôs de pé, uma faca atravessou o ombro de Sam. O metamorfo continuava mole, meio apagado no chão.
Mesmo com uma faca no ombro, Sam agiu e atacou o garoto, o derrubando junto ao metamorfo.
― Aaahg!
Grunhiu, retirando a faca de seu ombro. Dean se levantou e apontou a arma que recolhera do chão que Sam deixara cair com o golpe e apontou para o metamorfo e para o garoto, de um para o outro.
― Se manda garoto!
Berrou Dean, com a arma apontada. Boone abraçou James e fez que não com a cabeça. O homem sussurrou que não se preocupasse, e o garoto, relutante, saiu correndo, chorando. Boone sabia no fundo, o que estava se passando, mas tinha se entregado às suas fantasias de amar seu vizinho perfeito. Sabia que o James de verdade estava preso no porão da própria casa. E agora seus sonhos e seu conto de fadas tinham ido pelo cano. Boone estava querendo morrer. Pegou sua moto e rachou dalí.
Enquanto isso, Dean segurava o metamorfo pelo colarinho e dizia:
― Diga para mim, senhor "Sawyer", você ainda está vivo de verdade?
Cravou-lhe a faca no ombro e o "homem" fez menção de responder ante um grito:
― Sim! Estou!
Dean girou a faca.
― Aonde?
O metamorfo gritou e choramingando pela dor daquele material especial fazia em seu corpo, respondeu:
― No porão da minha casa!!! Pelo amor de Deus! Me deixa ir embora!
― Pra você continuar aqui se passando pelas pessoas?
Girou a faca de novo.
― Não!!! Eu só estava aqui por causa do Boone! Eu não queria vê-lo sofrer! Eu contei a ele, mas ele disse que me amava! Aí eu fiquei!!!
Sam puxou Dean para o canto.
― Dean, deixa ele ir embora... O cara já tem até sentimento... Não mata ele... Vamos resolver isso logo, eu tô machucado e tá doendo...
Dean arrancou a faca do ombro do metamorfo e com um grito apavorante, aquela pele foi caindo como se fosse uma roupa sendo retirada. Derretia. No fim das contas, surgiu outra face, de pele completamente branca e olhos rosados, violetas, longos cabelos pratas, que chegavam até seus quadris com suaves ondulações. Era franzino, andrógino. Era um semideus de tão perfeito.
Se levantou e vestiu aquela mesma roupa, sumindo mato-adentro em seguida...
Dean caiu de joelhos e Sam o abraçou. Tinham deixado pela primeira vez um monstro escapar propositalmente. Mas não estavam se importando realmente. Agora, sabiam onde estava o verdadeiro James. Era só soltá-lo, arrumar alguma desculpa ou contar a verdade se ele preferisse.
E assim seguiu-se.
Estavam se aproximando do carro ainda com a imagem daquele ser mais que angelical na mente.
― Fizemos o certo Dean?
Perguntou Sam, receoso.
― Sim, Sammy... Fizemos...
Abraçou o mais novo tentando passar segurança e conseguindo, ao menos para acalmá-lo momentaneamente.
― Vamos, precisamos resgatar o James de verdade...
Disse Dean ao soltar seu irmão e entrar no Impala. Sam o seguiu e foram exatamente para onde sabiam que encontrariam o verdadeiro James.
Horas depois de muita falação desnecessária, lágrimas e um garoto se declarando e sendo correspondido por um homem casado, Dean e Sam se viram livres. Agora só queriam saber de chegar ao motel e desabar depois de um bom banho.
O braço de Sam não parava de sangrar e sua coluna doía gostoso... Ele estava pálido e negando hospital como sempre, então, a única saída de Dean foi adentrar o motel servindo de apoio para ele. A porta do quarto foi aberta e Sam depositado na cama. Dean se trancou com ele ali. Tinha que cuidar de Sam, e cuidar muito bem... Afinal, era seu protegido, seu irmão, seu carinho...
― Tem certeza de que não quer ir pra um hospital? Parece estar sentindo muita dor...
― Dean... E-eu só preciso de um banho pra tirar esse sangue e de um curativo...
Fez menção de se levantar, mas sua coluna fisgou, forçando-o a colocar uma das melhores cara-feias. Dean percebeu e, ainda se culpando por aquilo (pra não dizer por tudo que fizera incluindo seu irmão nesse longo dia), tomou Sam pelo braço com cuidado e o levou até o banheiro.
O mais novo se escorou na pia e esperou Dean ficar só em cueca e começar a despi-lo. Não queria demonstrar, mas cada toque de Dean era como uma brisa gélida percorrendo seu corpo e deixando-o quente, fervendo.
Virou o rosto para o outro lado ao lembrar do motivo que fizera Dean desabotoar sua calça horas antes. E o mais velho parecia provocar. A cada botão, olhava bem para o rosto de Sam, como se quisesse estudar suas feições.
― Tá tudo bem Sammy?
Perguntou. Sua voz saiu teimosamente rouca. E aquilo pareceu um incentivo para a imaginação do mais novo dos Winchesters, que pode imaginar Dean o possuindo naquele box. Não queria, mas deu um gemido que foi notado. Foi notado também quando sua pele se arrepiou enquanto Dean enlaçava sua cintura, para tentar despi-lo completamente.
Sam se afastou assustado.
― O que foi?
― N-não foi nada... ― corou em púrpura ― P-pode deixar que eu.. me viro... sozinho.
― De jeito nenhum Sam. Se você quiser ficar sozinho, vai ficar sozinho no hospital, sozinho com o médico.
― Tá. ― abaixou o olhar ― Então me deixa ficar pelo menos com isso...
Puxou o elástico da boxer cinza, o fazendo estalar contra sua pele. Só depois de tal gesto que percebeu o contexto provocativo do mesmo.
Dean estava com o rosto beeem vermelho, o que significava que ele também tinha visto aquele gesto "neste" contexto.
― Droga...
Murmurou o mais velho, enquanto adentrava o box e ligava o chuveiro. Sam o observou lascivamente. Aquela boxer branca entrando em contraste com a pele levemente bronzeada, aqueles glúteos... "Quê isso! Que vocabulário é esse, Sam! É bunda mesmo, traseiro, anca..." Riu-se. Mas seu sorriso logo se apagou ao notar o próprio estado. Não queria que as coisas ficassem mais confusas do que já estavam (ah, queria sim...). E por tal quietude momentânea da parte do mais velho, o "piranha" da família, Sam pensou com um pouco de decepção que o assunto já estava enterrado. Mas não, ele não ia deixar aquilo assim. Depois de ter visto o metamorfo mais bonito e exótico do mundo e dançado com a garota mais legal e autêntica que já conhecera, ele precisava tornar esse dia, o melhor dia de sua vida.
Continua...
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Agradeço a todos que tem seguido e vou logo avisando: Estamos chegando ao fim *-*
Espero que tenham gostado...
