Demorei mas postei...
Aquí está o último capítulo da trama. Agradeço de coração a todos que deixaram review e acompanharam. Espero que tenham gostado. Amo todos vocês...
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Sam estralou os dedos. Estava visivelmente nervoso. Queria dominar a situação, mas queria ser dominado. Queria que Dean saísse dalí e o dominasse no chão, na parede, na cama...
Foi furtado de seus devaneios assim que Dean tocou seu ombro com a mão molhada.
― Vem Sam... Vamos cuidar disso...
Abaixou o rosto e se deixou levar box adentro. Sua pele ardia com o contato de Dean.
"Deus... Por que diabos ele está fazendo isso se nem liga mais pra mim? Se já sossegou? Isso já é castigo demais!"
Dean o empurrou debaixo do jato d'água e aquilo ardeu como se fosse ácido caindo sobre seu corte. Sam deu um grito abafado e Dean entrou lá em baixo com ele, o abraçando as costas...
― Calma... Vai passar...
Acariciou o peito de Sam e ficaram assim por um tempo, quietos, apenas respirando e compartilhando a dor do corte do mais novo dos Winchester.
― Dean... ― Sam aclarou a voz ― E... nós?
― Nós o que?
Sam gelou. Então o assunto estava mesmo enterrado... Seu dia perfeito tinha acabado de desmoronar.
― Então está tudo enterrado, não é?
Falou Sam, mais baixo do que devia, porém, o suficiente para que Dean escutasse.
― Como assim enterrado Sammy?
Dean franziu o cenho sem entender ao menos metade do sentido daquela frase. Será que por não ter entendido o motivo do "nós" de Sammy seria punido? De repente, um lampejo de memória o fez entender.
― Não!!! Não Sammy!!
― Então por que fez que não entendeu o sentido do "nós"?
― Eu não entendi de verdade...
Abraçou o mais novo com força e sussurrou em seu ouvido:
― Não dá pra enterrar algo que acabou de aflorar Sammy, ainda mais vindo de você... Eu te amo mais que o possível e você sabe... Então não adianta querer fugir agora. Sou seu para sempre e você é meu para sempre também... Nos pertencemos.
E beijou o pescoço do mais novo. Sam fechou os olhos e deixou-se lacrimejar.
― Quase te perdi hoje Dean, e não me sinto bem em pensar que posso te perder de novo...
Sam girou no abraço e olhou dentro dos olhos de Dean...
― Promete que nunca vai me deixar?
― Não. ― Sam arregalou os olhos ― Não prometo. Eu juro. Eu juro Sammy. Porque se te deixasse, seria como perder partes de mim aos poucos, e estou certo de que não sobreviveria.
Afundou no peito de Sam. Estava cedendo. Estava se doando ao seu irmão, em algo do tipo "faça o que quiser comigo".
― Eu te amo Sam.
― Também te amo, Dean....
E seus rostos foram se aproximando aos poucos, enquanto ambos cerravam os olhos e se entregavam àquela sensação deliciosa, proibida.
Os lábios se tocaram, suaves como pétalas de rosas, como pedaços de veludo. Macios, ternos, quentes.
Aquele simples roce de lábios se tornou um beijo voraz, lascivo, intenso com o passar do tempo. Sam já não se lembrava de quaisquer dores no corpo enquanto se colava ao seu irmão.
Aquele banho se tornou uma sessão de carícias espumantes com cheiro de ervas. Ervas doces. Algo bem diferente do aroma típico dos sabonetes de motel de beira de estrada. Era algo envolvente. Doce. Parecia o aroma de um chá de camomila...
Dois minutos...
Parede.
Dez minutos...
Box.
Doze minutos...
Boca.
Vinte minutos...
Beijo.
Vinte e dois minutos...
Amasso.
Meia-hora...
― Ahg!
― Que foi Sammy?
― Minhas costas.
― Vem comigo... Vamos sair... Você precisa relaxar e eu sei como te ajudar...
Se enxugaram e Dean puxou Sam até a cama.
― Se deita... ― Sam o fez e Dean foi até a mochila, pegando um creme de baunilha que costumava usar e uns materiais para curativo, volta para a cama se assentando na beirada. Aproveitou pra fazer um curativo no braço de Sam de uma vez. Aquilo parecia estar doendo... ― Vira de bruços.
― Quê?
― Anda Sam!
O mais novo obedeceu. Com aquela pouca roupa que se resumia em uma boxer preta, se sentiu desprotegido diante das garras do famoso Dean Winchester.
Dean colocou um pouco de creme nas mãos e levou até as costas de Sam.
― Ah! Gelado!
Disse Sam, olhando de relance para Dean por cima do ombro. Os cabelos molhados caindo sobre a testa de um modo que deixava o mais novo ainda mais incrivelmente sexy, sedutor.
Dean sacudiu a cabeça e continuou sua "árdua" tarefa...
Sentou-se sobre o traseiro de Sam e começou a espalhar o creme, sentindo a pele sob sua mão arrepiar. De levinho foi espalhando por toda a extensão daquelas costas largas e perfeitas... Iniciou uma massagem deliciosa, que foi relaxando Sam aos poucos.
Todas as dores de Sam foram sumindo aos poucos, dando lugar para uma calma que ele há muito não sentia... Mas tudo mudou quando sentiu Dean remexer sobre sí. Uma corrente elétrica cortou-lhe o corpo, tamanha a intensidade da sensação que o atingiu. Dean estava em cima dele, o tocando a pele, vestido naquela mínima peça vermelho-escura...
Ah! Sam resolveu agir. Fez menção de se levantar após torturantes minutos daquela deliciosa massagem e daquelas deliciosas sensações...
Dean se afastou vendo o mais novo se assentar e olhar observadoramente para todo ele. Dean se sentiu vulnerável. Fixou os olhos nos de Sam, vendo por onde em seu corpo eles andavam. Até que Sam foi subindo de volta e os olhares se encontraram. Dean gelou. Sam gelou. Aquele olhar comum aos dois, expressava nada menos que luxúria...
Dean estremeceu. Sam estava manifestando mais uma vez o seu lado nem-tão-bonzinho-assim.
Palavras não foram necessárias. Explicações não foram necessárias. Apenas a voracidade do mais velho ao domar os lábios do outro, enlaçando seus dedos nos fios marrons e tornando aquele simples beijo em algo bem mais profundo.
As línguas se tocaram, dando a certeza de que agora era pra valer...
Em poucos minutos, estavam deitados, Dean sobre Sam, braços e outrora pernas enlaçados, bocas coladas, línguas travando batalha, atrito.
Dean desgrudou as bocas e resolveu atacar o pescoço de Sam.
Quando aquela boca carnuda e macia encostou na pele sensível do mais novo, ele gemeu. Não foi um gemido qualquer. Foi aquele gemido que suplicou que Dean continuasse o que estava fazendo.
E desceu. Desceu, desceu, desceu e parou. Parou no umbigo, inundando aquela cavidade com a língua e depois, mordiscando ao redor.
Sentiu Sam se contrair ao seu toque. Sim, estava cedendo. E sim, estava no auge. Dean podia sentir. Aquele detalhe estava tão visível quanto o seu. E aquilo fez Dean descer mais um pouco, até a beirada da cueca, onde parou e puxou com os dentes, revelando a ereção de Sam enquanto os olhares mantinham-se um no outro e Sam sabia muito bem o que ia acontecer. Mesmo assim, foi pego de surpresa.
― Ah! Dean!
O mais velho havia segurado a base de seu membro e havia aplicado uma boa lambida ali. Daquelas que demoram e que fazem até arder, de tão prazerosas. E isso não ajudou em nada o estado de Sam, o fazendo apenas ficar ainda mais "rígido".
E para piorar ainda mais o estado de Sam, Dean engolfou-lhe o membro e succionou, devagar, de leve.
― Ah! Dee...
Gemeu o mais novo. Aquilo estava enlouquecendo Sam, e ele estava gostando. Estava adorando ferrar com a boca de Dean. Era gostoso. Não só pelo fato de Dean saber fazer aquilo com uma perfeição incrível, mas por ser seu irmão, seu amado...
E aquela deliciosa tortura rendeu longos minutos, até que Sam tentou de todo jeito desvencilhar-se do outro, não conseguindo e deixando-se fluir na boca do mais velho, que deliciou-se com aquilo e foi até a boca de Sam, o beijando e compartilhando o seu gosto.
Em poucos segundos, Dean arrancou sua roupa íntima e ajudou Sam a fazer o mesmo, ficando logo em seguida, como Deus os trouxe ao mundo.
O beijo, pra falar verdade, amasso, reiniciou-se e com isso, o atrito também. Suas ereções se encostavam, estavam quentes e a ponto de explodir.
Dean se levantou e Sam soube muito bem o que aquilo significava. Virou-se de bruços e sussurrou:
― Vem com tudo, Dean...
O mais velho sentiu arrepiar-se até a alma com isso. E pra falar verdade, com a cena que estava em sua frente também: Sam completamente exposto, vulnerável.. Estava entregue. Dean iria mostrá-lo depois de tanto desejando, o que era amor de verdade.
Dean se aproximou e encostou-se completamente ao irmão, se abaixando até o seu pescoço e começando uma trilha de beijos que logo foi descendo pelas costas do mais novo até chegar a sua nádega direita, onde Dean segurou com um pouco de força e afastou uma da outra, expondo Sam ainda mais. Fez o que tanto queria: levou sua língua até a entrada do mais novo e o lambeu, numa forma de prepará-lo, num carinho íntimo.
E aquilo era tão gostoso! Sam estava completamente arrepiado, excitado e ofegante. Já estava pronto para o que viesse.
E veio. Dean parou com o que fazia quando bem quis. E quando parou, penetrou o mais novo de uma só vez, porém devagar, até o fim, até o talo, parando para Sam se acostumar.
Ambos gemiam, ofegavam, tremiam. Estavam com as respirações agitadas demais. Estavam ardendo por dentro. Saciariam sua sede.
Saciaram. Dean começou a se mover dentro do mais novo lentamente, e com o passar do tempo, a sincronia os dominou. Sam acompanhava o ritmo enquanto Dean o masturbava e fodia ao mesmo tempo.
― Dean! Mais!
― Eu vou...
― Eu também!
Gritavam, gemiam, ofegavam...
E quando menos esperaram, o clímax os pegou de uma só vez, de um só modo, ao mesmo tempo.
Caíram exaustos. Seus corpos formigavam pela intensidade do orgasmo. Dean saiu de Sam e o acolheu em seu peito.
― Sabia... que eu te amo... maninho?
― Sabia... Porque eu sinto o mesmo Dean.
Ficaram calados por um momento.
― Se não fosse aquele metamorfo...
― Só teria demorado um pouco mais Sammy.
― Já pretendia me atacar seu safado?
― Não. Pretendia te fazer enxergar meus sentimentos...
E entre palavras, carícias e amor e mais amor, passaram a melhor e mais longa noite de suas vidas, tudo graças ao "empurrãozinho" daquele metamorfo que mais parecia um anjo...
Fim,
Por enquanto.
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Gente, é isso.
Demorou mas saiu...
Espero que tenham gostado! E desculpem a massagem... É que sou um desastre nisso como em várias outras coisas, então, fiz o que pude!
Um beijo especial à todos os que acompanharam aqui e saibam: Todos vocês tem um lugarzinho especial no meu coração...
