Resposta aos Reviews:
Aline Nyah:Bem, abandonar de verdade eu nunca abandono, a falta de tempo que me forçou a demorar nas atualizações. Mas durante as férias vou postar frequentemente.
mfm2885:É bom saber disso, pois não gostaria de perder nenhum leitor, além dos que eu já perdi pela demora. Para sair da vila, bem, vamos ver no capítulo 15. Ou não =p
JirayaEroSenniN: Estou a continuar a fic, desta vez com maior agilidade.
Monique: Eu tenho meus planos para ambos, mas não acredito que isto vá acontecer. Infelizmente, pois seria realmente hilário ver um desses pequenos nascendo.
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Capítulo 14 – Impenetrável.
O garoto andava de um lado para o outro da sala, suas mãos inquietas, ora apertavam-se pelos dedos, ora afrouxavam e esticavam-se. Ele não estava nem um pouco relaxado, mas também, pudera ele em determinada situação.
-Você sabe onde estão? –Tsunade perguntou, estava até bastante calma em seu tom, o que em nada lhe era natural.
-Posso levá-los até ela.
-Você realmente acha que vamos confiar uma equipe de resgate a um estranho que mantém relações hostis conosco? –a Gondaime já se alterara em seu estado de humor, pois sua voz soou mais alta e firme, como quem não aceita discussões, e não aceitava, o que parecia deixar Kou mais irritado ainda.
Kou parou de andar, como cruzou os braços na frente do tórax em expressão de sua não satisfação com o que ocorria ali, mirava com suas orbes amarelas a parede oposta de onde se encontrava, mas mirava aquele pequeno pedaço como se nada visse ou observasse.
-Vou então, sozinho. –era aquilo, ele acreditava que poderia sair facilmente após ter se declarado um possuidor de um dos bijuu's, talvez fosse uma inocência remanescente naquele ser que o fazia dizer tal coisa, ainda que o mais explicável, fosse o desespero de perder uma amiga, aquela amiga.
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Aquilo era definitivamente exaustivo, apesar de não aparentar, ficando sentada embaixo daquele campo monstruoso de eletricidade e chakra, mas era o chakra dela própria e o de Raijuu que ali circulava. Yame já arfava profundamente, buscava o ar que lhe escapava e o pouco que entrava em suas narinas, parecia tão pouco, que não lhe preenchia os pulmões, não os saciando de sua infinda sede.
Um estalo, talvez como qualquer outro, ainda que lhe custasse a acreditar em tal coisa, mas pensar de tal forma, de modo tão paranóico não era em sua totalidade errônea. Devido aos fatos que há pouco lhe ocorreram, até mesmo um suspiro lhe pareceria suspeito.
Yame mal moveu sua cabeça, e não era por algum tipo de indolência ou semelhante, mas as forças já haviam se esvaído quase que integralmente, e inutilmente ela buscava manter-se acordada ou desperta, apenas seus olhos, agora vermelhos, passavam ao seu redor, rastreavam atentamente.
Como alguém que quando a fome lhe satura a mente, e os pensamentos lógicos e morais se fundem dissipando-se num único suspiro fraco e exaustivo, o cansaço lhe tomava por inteiro e a razão lhe sumia dos pensamentos.
Yame se ergueu. Ainda sustentava as correntes em suas mãos semi-abertas, e não se sabia como, mas estas não tombavam ao chão, pois os finos dedos e o metal dos grilhões, apenas se tocavam numa leveza sem igual, um toque cuja área de contato entre ambos era quase nula, e a fraqueza se mixava com tal suave gesto, o qual conferia um tom de tortuosa morbidez à jovem.
Alguém se aproximava, ela via, sua visão, meio marulhada, meio embaçada, ainda podia distinguir aquela silhueta do restante da floresta.
E um pânico repentino lhe tomou por inteira, e em nada conseguia mais raciocinar, ela viu à sua frente, aquele ser ficar a poucos metros dela.
Talvez, caso estivesse em situação menos desconfortável ou a fadiga não fosse um estado tão presente naquela jovem, Yame teria tido um lapso de sabedoria e conseguiria recordar que estava protegida, pelo menos de qualquer ser intruso. Mas não, Yame sabia que ia morrer.
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Um pequeno cão puxou com a pata dianteira um ramo de folhas do chão, enfiou seu focinho naquele mínimo espaço, puxava o ar com força e o soltava na mesma intensidade, era o sinal que farejava algo. O animal levantou a cabeça, em seu nariz, alguns grão de terra e minúsculas folhas se fixaram, incomodado, balançou aproximadamente quatro vezes até que os fragmentos se soltassem.
-Estou sentindo o cheiro deles, estão bem, precisamos nos preocupar com a garota.
-Não consegue achá-la?
-O cheiro está fraco, provavelmente estamos bem longe ainda.
Sakura recomeçou a andar, passos lentos, não parecia com pressa, ainda que em sua mente, não deveria perder tempo algum que fosse, apenas não sabia o que fazer naquela situação. Pakkun retomou a dianteira, andando um pouco mais rápido que a jovem Kunoichi, ele fuçava por entre as raízes e folhas no chão, procurando por algum sinal de Yame.
-Mas já andamos tanto... –Sakura soltou, involuntariamente. Não era que não queria continuar, mas acreditava estar muito longe de seu objetivo, assemelhando-o com o inalcançável. Era claro em sua mente que não desistiria, nem que apenas o corpo daqueles que dividiram a jornada com ela fosse encontrado.
-Achei, é o rastro de odor dela. –Sakura ergueu a cabeça, agora com um pouco mais de esperança de encontrar sua companheira.
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Estava ali, embaixo de um arvore, a sombra que fazia sobre ele era pouca, quase nula, mas não era aquilo que lhe importava, definitivamente. Sua mente divagava bem longe daquela vila, era sua amiga que lhe preenchia o pensamento. Ele a sentia cada vez mais fraca, na realidade não era ele que percebia, era Nekomata. Aquele demônio podia pressentir a morte eminente e o que mais o revoltava, era o fato de que nada podia ser feito.
-Inútil... –Kou batera com sua mão fechada no solo gramado, seus olhos se apertaram com raiva de seu próprio ser e ele se sentou. Seu olhar era baixo pois mirava os pés esticados no chão. Sua conversa com a Hokage não havia funcionado em nada e tendo ele ido para aquela vila, nem ele poderia fazer algo, quando outrora podia.
-Falando sozinho? –uma voz feminina se fez presente. Uma figura bastante peculiar surgiu por trás de Kou e ficou a observá-lo por alguns instantes, até que resolvera continuar a comunicação –Tem todo motivo para não responder, mas vou deixar que você fique calado e eu fale as coisas por aqui. Sou Fugita, Hide. Serei sua mestre enquanto estiver nesta vila, e não faça essa cara de quem não me suporta. Eu também não sou daqui.
Aquilo fora o motivo para Kou erguer seus olhos e observar a mulher que não se calava, sua voz era fina, e chegava a ser irritante. No entanto, anda superava a capacidade que ela tinha de incomodar as pessoas com as roupas que vestia. Um vestido verde oliva bastante largo contrastava com as meias vermelhas que cobriam até seus joelhos. Sua pele era amarelada, ao mesmo tempo, seus cabelos eram brancos, o que nada combinava com seus olhos púrpuros em formato de olhos de cobra.
-Fique tranqüilo, garoto, nós já detectamos a presença de sua querida, mas não estamos com ela.
-Está crítica. –limitou-se o jovem a comentar, seu ânimo não era agradável e ele não sentia a mínima necessidade de ser gentil para com a estranha.
-Fique ai se lamentando, não pode fazer nada. Pelo menos seja útil em algo diferente.
Kou ficou sem reação de imediato, não era como se houvesse algo para fazer naquela vila, pelo menos algo que ele quisesse fazer para ajudar aqueles cidadãos que tanto odiava.
***
Yame observava ao longe que o vulto se aproximava, estava pálida e cansada, o que indicava que não tardaria e sua força para lutar seria anulada e morreria. Poucos segundos depois o vulto se denunciou como sendo um jovem de idade semelhante a da jovem Yame.
Ele a observava com um sorriso no rosto de quem canta vitória. Provavelmente receberia uma incrível gratificação de seu mestre, caso este fosse o caso.
-A jovem não tem mais forças é? –seu tom era irônico, o que irritaria a menina caso ela não estivesse tão debilitada, mas ela fizera melhor.
Ergueu seu corpo lentamente, ainda segurando as correntes de suas espadas. Cambaleou um pouco ao realizar tal movimento, arquejou em busca de ar que preenchesse seus pulmões, mas o único que conseguiu foi uma tosse seca, na qual expeliu uma quantidade significante de sangue.
-Não me subestime seu idiota. –ela pronunciou mais para si do que para o oponente ouvi-la, resultando numa risada ainda maior por parte dele.
-Não consegue falar, quem diga esquivar-se de meu ataque.
O jovem utilizava um kimono tradicional, e suas mangas estavam soltas por sobre seus braços, escondendo as mãos unidas. Yame sabia que ele realizava selos, os quais geraria um jutsu que ela não poderia identificar. Sabia também que teria uma única chance de ataque pelo seu pouco chakra restante. Precisava realizar o jutsu escolhido no momento exato que seu oponente a atacasse, no entanto, seu juízo poderia limitá-la e falharia.
-Ambos usamos o mesmo elemento, sabia, Jinchuuriki? Yame se concentrava, observando cada movimento que ele realiza, ainda que fosse quase impossível distingui-los por debaixo do Kimono. Ele pronunciou algumas palavras, yame percebeu que era a invocação do jutsu e realizou seu último ataque.
Puxou com força as correntes de suas espadas retirando-as da terra. Ao fazê-lo, as espadas parecia ter adquirido uma carga de eletricidade. Yame empunhou as armas e realizou um último movimento. Como se perfurasse o oponente, ela estendeu os braços e gritou invocando o bijuu que residia em seu corpo.
Dois trovões desceram dos céus naquele momento, um deles desviou de seu destino, unindo-se ao outro.
Uma incrível luminosidade se expandiu no meio da floresta, cegando momentaneamente os seres que se encontravam em um raio de cinqüenta quilômetros a partir do impacto do relâmpago. Após o clarão passar, a fumaça se instalou no centro e um cheiro de queimado se espalhou junto com as chamas.
Yame largou as espadas, suas mãos e braços formaram bolhas de queimadura e ela desfaleceu, tombando no chão. Sua força se esvaira completamente e a dor lhe dilacerava. Segundos depois, um som ensurdecedor foi ouvido. Era o rosnado de Raijuu ecoando.
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Próximo capítulo: Fuga noturna.
De volta à Vila da Geada, Naruto e Yukiko precisam arranjar um modo de sair da vila que tão bem os acolheu. Mas o que fazer para não acabar com as esperanças dos habitantes.
Deixem reviews, próximo capítulo em no máximo duas semanas.
