Avisos: Esta fanfic é baseada no filme "E eu os Declaro, Marido e... Larry", o que não quer dizer que ela seja uma cópia do mesmo, só possui o cerne da idéia. Os personagens que aparecem não me pertencem e sim à sua criadora J.K (iller), ou seja, tudo aqui é sem fins lucrativos.
- Apesar que... Quem não queria um Draco, loiro, lindo e elegante sempre junto de si? O Potter tem sorte XD –
"E eu os Declaro, Marido e... Harry"
- By Lithos of Lion –
Parte 3
OPlano
Draco olhava desolado para um Harry Potter que começava a explicar o que o levara ao seu apartamento àquela hora da noite com um pedido sem pé nem cabeça de casamento, percebia que o moreno não se achava nem um pouco confortável de lhe contar todas aquelas coisas e que, sem sombra de dúvidas, só fazia isso por que ele – Draco Malfoy – deveria ter sido a única solução encontrada.
Não estava surpreso por Potter lhe contar todos os inconvenientes que passara no casamento, pois provavelmente todos os bruxos da Inglaterra sabiam que o Salvador do mundo bruxo tinha sido largado pela esposa com três filhos para criar. O que realmente o deixara impressionado tinham sido os detalhes posteriores a isso. Como o fato de Potter ter feito o possível e o impossível para conciliar os péssimos horários do trabalho de auror para dar mais atenção aos filhos, assim como os momentos em que as crianças lhe indagavam sobre onde estava a mãe, que sumira sem deixar notícias.
Neste ponto, até Draco se surpreendia, não que ele tivesse visto algum lado positivo em Ginevra Wesley... Sempre a achara de alguma forma, vulgar. Isto desde os tempos de escola. O que o surpreendia era uma Wesley, sabendo tudo o que ele sabia sobre a família – os que ele sempre chamava de traidores do sangue -, largar os filhos dessa maneira. Mas, a pior parte de tudo e que acabava envolvendo o sonserino era a que Potter narrava naquele momento.
- Eu sei que você deve saber bem de tudo isso, os jornais não me deixaram em paz por um bom tempo quando souberam da separação. Só pararam quando do sumiço aparentemente definitivo de Gina. – Harry fazia um esforço tremendo para comentar isso como se estivesse falando a um amigo, o que não fazia com que evitasse olhar para o sonserino. – Só que ela retornou, está casada novamente e de acordo com meus advogados o marido é um milionário da América. Até ai, sem problemas, pouco me importa o que ela fez nesse tempo em que ficou longe...
Harry parou, o silêncio que se fez na sala foi constrangedor e Malfoy sabia que, seja lá o que fosse, era essa a parte difícil de contar, mesmo se fosse para um amigo de longa data. E Draco não podia ser bem encaixado na palavra amigo... Tentou dizer alguma coisa.
- Olha Potter... – o outro levantou a mão e Draco se surpreendeu ao ver Potter o encarar pela primeira vez desde que começara a falar. Os olhos verdes mais intensos do que o normal. O pensamento cruzou sua mente na velocidade de um raio.
- Eu tenho que te dizer tudo. Para não pensar que sou um lunático ou que estou morrendo de amores por você para estar aqui.
Mafoy arqueou uma das sobrancelhas e deu um meio sorriso debochado.
- Ora, Potter... – Draco quase soltou - "Eu sei que sou tão absolutamente lindo que até os homens babam por mim", mas tornou a se calar vendo a luta interna que o outro travava.
- Como eu ia dizendo, Gina voltou muito bem de vida e aparentemente exultando com o casamento. – havia mágoa na voz. – Até então, pouco fazia diferença, só me deixava contrariado saber que as crianças iriam querer vê-la. Só que ela não ficaria satisfeita de ver as crianças felizes comigo, não é? E ver que eu estava muito bem, obrigado, tendo meus filhos seguros e ao meu lado. – Malfoy notou que havia além de mágoa, muita raiva no relato do grifinório. – Então, ela decidiu que o melhor lugar para as crianças seria ao lado dela e procurou os advogados para requerer a guarda dos meus filhos, com que direito?
Harry se levantou e passou a andar de um lado para o outro, parecendo um animal acuado e, de certa forma, Draco começou a compreender a revolta do outro, só queria saber aonde é que ele entrava nisso tudo.
- Meus advogados disseram que é ela quem tem as melhores chances para conseguir a guarda definitiva das crianças, não importa se nos abandonou e sumiu por praticamente um ano inteiro, nem que os meus filhos estejam melhores comigo. – Potter riu de modo tão sarcástico que surpreendeu Draco. – Ora, ela agora tem uma família e... Oh! É financeiramente mais estável que eu. – passou as mãos pelo cabelo o bagunçando mais ainda. – Você deve perceber, então, que eu não estou nem um pouco disposto a abrir mão das MINHAS crianças, porque sem sombra de dúvidas não há quem os ame mais do que eu.
Draco o olhou de forma curiosa e compreendeu subitamente. Scorpius também surgiu em sua mente, junto com a forma que seu casamento acabara... Ele conseguira ficar com o filho, ou melhor, Lucius dera um jeito para que o menino não fosse para o exterior com a mãe, o que não significava que Draco poderia estar o tempo todo ao lado da criança por isso. Irônico. Ele não podia estar sempre junto do filho.
- Deve ter um jeito Potter, sempre tem uma forma, essa Wesley não foi uma mãe muito exemplar, não é? – Draco pensou em acrescentar que fora isso que os Malfoy alegaram para não deixar Scorpius ir embora com a mãe, mas não se sentiu à vontade para isso. Potter por sua vez, sentou-se novamente na mesinha, arrumando os óculos redondos.
- É ai que você entra Malfoy! – Harry sorriu de leve. – Minha única chance é provar que eu tenho uma família estável e isso significa ter um parceiro. Por isso...
- Espera! Potter, você não está pensando que um casamento gay é o que vai te ajudar a manter os filhos ao seu lado... Não!
- Acha que eu te pedi em casamento com que razão? – Ai! Aquela pergunta ficara um tanto quanto estranha...
- Você não acha que os advogados vão aprovar um casamento entre dois homens como o ideal para criar crianças acha? – Malfoy disse arrastando a voz mais que nunca.
- Pelo que eu sei casais homossexuais são cada vez mais freqüentes no mundo bruxo. – Harry buscava argumento.
- Você está LOUCO! – Draco se levantou em um impulso, agora era ele que andava como fera enjaulada.
- Olha aqui, Malfoy!!! – Harry também se levantou.
- Potter você é tão inocente de pensar, que porque há um regulamento melhorado para os gays, eles estão vivendo no mar de rosas?
- Só estou tentando manter meus filhos comigo! – disse tornando a passar as mãos pelos cabelos rebeldes. – Não há outra pessoa Malfoy, todos estão compromissados, se você repara nas pessoas do nosso departamento. E...
- Não repita a merda da afirmação sobre a minha dívida com você! – Draco parou e encarou Harry por instantes, o azul cinza se tornando escuro com a raiva que ele emanava. – Eu já disse que sei honrar minhas dívidas. Só espero que você saiba que isso é arriscado, essas leis não são tão simples como você pensa.
- Isso é um sim, Malfoy?
Draco lhe lançou um sorriso sarcástico.
- O que você acha, Potter? Não vai me dizer que espera que eu me atire em seus braços como uma noiva encantada com o pedido, espera? – Apesar da cara estranha ao ouvir a pergunta, Harry sorriu e isso fez Draco dar um meio sorriso também.
- Obrigado. – respondeu de forma sincera.
- Agora, vamos a coisas mais urgentes... Você não espera, caro Potter, que todos acreditem de imediato que dois inimigos se tornaram namorados, noivos e que vão se casar não é? Já pensou em como vamos fazer isso? – Draco perguntou, arqueando as sobrancelhas e cruzando os braços.
Ponto para Malfoy. Harry ao sair de casa, movido por puro impulso, nem chegara a pensar nisso. Não seria muito fácil convencer se eles aparecessem de repente de mãos dadas e...
Uma imagem rosa, alegre e saltitante pulou na mente de Harry, fazendo arrepios percorrerem por seu corpo e seus olhos se arregalarem, enquanto via ele e um sorridente Malfoy, usando ternos rosa, de mãos dadas e mandando beijinhos carinhosos para os companheiros de quartel. Tão rápida quanto veio a imagem se dissolveu...
Harry ainda olhava horrorizado para Malfoy.
- Nem precisa me dizer o que foi que sua mente maluca formulou... – Draco não parecia nem um pouco feliz.
- Malfoy, precisamos de um plano! – disse Harry. – E um bom plano!
- Olha, o cabeça de cicatriz colocou as engrenagens para funcionar. – Draco riu. – Alguma idéia, gênio grifinório?
- Cala a boca, Malfoy!
- Olha, assim as coisas não vão funcionar muito bem, Potinho... – Malfoy o deixou sozinho e se dirigiu para o interior do apartamento.
Demorou uns bons quinze minutos até que o loiro aparecesse de novo, vestido com uma capa elegante e o chamando para sair.
- Ora, foi se despedir da acompanhante? – disse Harry irônico.
- Com ciúmes? – Draco disse zombeteiro, enquanto Harry o encarava com uma carranca feia. – Vamos deixar minha acompanhante dormindo em paz e procurar um local melhor para conversarmos. – a careta do outro foi visível. – Potter, vamos para um bar. A não ser que você queira que a garota no quarto ouça nosso assunto...
- OK. – Potter respondeu, enquanto reparava em suas próprias roupas, um jeans rasgado e uma velha camisa preta. – Pode ser em um bar trouxa? – a careta de Draco chegara a ser engraçada. – Você...
- Eu sei, Potter. Mesmo de madrugada acabariam fazendo disso uma manchete particularmente escandalosa.
Assim eles desceram pelas escadas devagar e ao chegarem à rua, Harry aparatou com eles para um conhecido bar trouxa...
oOo
Harry chegou em casa com o dia já amanhecendo, entrou fazendo o máximo de silêncio possível e se dirigiu ao quarto dos filhos.
Estava tudo calmo e as crianças dormiam sono profundo, o feitiço para avisar se eles acordassem ainda estava ativo. No quarto dos meninos, cobriu Albus com carinho e lhe tirou o livro que estava em seu peito guardando-o na cômoda; James se mexera tanto na cama que as cobertas estavam todas no chão, Harry pegou-as e colocou novamente sobre o menino que as agarrou e virou para o canto. Em um quarto só seu Lily dormia bem agarrada com o ursinho que Harry lhe dera no último aniversário, beijou-a na testa e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.
Tudo o que fazia era por suas crianças, nem que isso significasse conviver com Malfoy. Um sorriso breve surgiu nos lábios de Harry quando se lembrou dos planos traçados no bar, ainda estava surpreso que o outro tivesse aceitado tão facilmente e algo lhe dizia que não era só porque ele já lhe salvara a vida.
Seguiu para seu quarto e se atirou na cama de casal, exausto. Em sua mente a pergunta girava: Por que Malfoy parecia se importar? Porém, junto com a mente cansada a primeira parte do plano se esboçava, ia ser complicado.
oOo
Ao aparatar de volta ao endereço de seu apartamento, Draco não se sentiu à vontade para subir, ainda que estivesse com sono e cansado. Preferiu caminhar pelas ruas até localizar uma pequena praça, com plantas pequenas e alguns bancos, onde se sentou e esperou pelo nascer do sol.
Ainda achava toda aquela história que Potter lhe apresentara uma loucura, não seria nada fácil, um passo errado e ambos estariam lascados. O que o irritava era que mesmo sabendo de tudo isso, ele resolvera ajudar aquele que era o alvo de seu rancor... Apesar da raiva que vinha desde que eram praticamente crianças. Ele bem sabia que a dívida de vida era uma âncora para os dois lados... Para justificar o que estavam fazendo.
Sua mão se moveu quase sozinha para um dos bolsos de sua capa, do qual tirou um pequeno retrato onde um garotinho loiro – tão parecido com ele quando criança – sorria e acenava feliz. Draco não pode evitar o sorriso verdadeiro que surgiu em seu rosto, entendia, mas não admitiria o motivo que o levara a ajudar Potter.
Pensou na primeira etapa do plano... Ele e Potter deveriam convencer os outros de que começavam a se tornar amigos.
Aproximação!
Seria algo que, além de difícil iria exigir que os dois abandonassem hábitos há muito tempo arraigados, como o de se desprezarem ao limite.
Levantou-se do banco e se espreguiçou, voltando lentamente para casa, ao se aproximar viu que sua acompanhante ia embora de semblante sério. Um sorriso meio irônico se formou. Agora ele tinha todo o domingo pela frente para descansar, antes que a segunda surgisse com a necessidade de se executar o plano...
Continua...
N.A: Este capítulo ficou bem maior do que eu esperava... O.o Era necessário para que Draco entendesse em que ele estava entrando... Agora com tudo explicado, eles vão começar a por em prática o plano, será que vão conseguir?
Agradecimentos à Pipe, Jad'Malfoy, mississippii, Miyu Amamyia e Manda-chan43 pelos comentários e apoio. E, sim! Nosso Draco vai ter muitas surpresas...
Próximo Cap. – Aproximação.
Abraços,
Lithos de Lion
