Nota: Fiquei tão feliz com as reviews! Sério mesmo! E geeente, me desculpem por não deixar explicado, mas nesse universo não existe vampiros e nenhuma outra criatura :) Todos humanos com erros e sentimentos fortes ;)

Obrigada à: Natbell (Eis a atualização, espero que goste :D), Penelope Cullen (Fico muito feliz em saber que você gosta das minhas fics!), Samara 'Marcia' McDowell (Nessa parte meio que explica porque ele foi embora. Espero que goste :D), Gaby Masen Cullen (Espero que goste :D), Bels' (Espero que continue gostando :D), Camila (Brigada, espero que goste :D), Talizinha (Ela não vai voltar tão fácil, ela tem um certo medo x) Pó dexar que eu vou tentar não magoar o Jacob... Muito. HAHA³ Espero que goste :D), '~Evinha (Espero que goste :D), Hanari (A Bella parece que tem um plaquinha: 'Faça essa burrada'. HAHA³ Eu acho que eu infartaria. Espero que goste :D), Bruna Higurashi (Amiga, presentinho de natal GYUDSAU Pois éh, ele é folgado. Sai e agora volta xD Eis a continuação, espero que goste Bru).

Obrigada gente, espero que gostem!

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A magia do natal.

Por: Juju ou Juh ou Juliana ou Kagome Juju Assis. Como preferirem :D

O cabelo castanho continuava o mesmo, os olhos pareciam sem o mesmo brilho de antes. As roupas eram mais elegantes, de marca, perceptivelmente. Os olhos verdes observavam cada movimento de fechar a porta do carro, mexer na maxi-bolsa, e caminhar as escadinhas acima e entrar no mesmo prédio que Bella trabalhava antes dele ir embora.

Somente citando isso ele já sentia o coração bater um pouco mais lento e fraco. Ele nunca pensara que os sentimentos que ele sentira seriam tão fortes quando deixasse a morena para trás. Ele nunca pensara que se sentiria enlouquecido de saudades de tocar na pele macia e pálida, de encarar os olhos castanhos profundos, e de sentir entre os dedos os fios castanhos e lisos dela. Não demorara muito para que ele sentisse falta de tê-la ao lado. Não demorara nada, para falar a verdade. Mas ele sentia também que a ferida feita por Tânia não estava curada, e que ele ainda não estava pronto para dar o próximo passo que era o mais importante. Demorara três anos de puro sofrimento, não causado por Tânia como ele imaginara antes de ir, mas sim pela falta de Bella. Demoraram três anos para ele perceber que estava mais do que pronto para se casar, e agora, de volta, ele tinha esperanças que ela o esperara.

Que ela o queria, o amava.

Assim como ele ainda a amava.


Crônica de Natal.

Parte II.

Disclaimer: Todos os personagens são de autoria de Stephanie Meyer.


Ok, o que ele está fazendo aqui? E cara, doeu pensar no nome dele de novo. E eu nunca pensei que iria doer tanto o vendo na minha frente.

"Bella." Ele me cumprimentou com aquela voz carinhosa e melodiosa que fazia tempo que eu não escutava. Dei um passinho para trás, e trombei nas portas metálicas do elevador fechado. Minha mente só podia estar de brincadeira comigo, mas o porquê de me fazer imaginar o Edward assim tão vívido na frente do meu apartamento é um verdadeiro mistério.

"Acorda Bella, acorda." Eu sussurrei pra mim mesma, colocando a mão na testa. Eu nem tomei muita cafeína hoje para estar tendo esse tipo de ilusões. Realmente devo estar muito cansada.

"Você não está dormindo." Ouvi a voz dele, parecendo divertida. E então, olhei diretamente para ele com algo mudando dentro de mim. Ele realmente estava ali. Vi seus olhos brilhando ao me encararem, vi seus cabelos desleixados como eu me lembrava deles serem, vi sua pose displicente em frente a mim. Ele estava ótimo. Mas eu tinha certo rancor, sabe?

"O que está fazendo aqui?" Perguntei tentando não olhar muito para a figura displicente na minha frente, seu desleixo me magoava.

"Eu... Voltei." Ouvi-o dizer, hesitante. E sim, ele definitivamente descobriu a América. Não o encarei, estava obstinada a encarar a parede do corredor. "Sabe, se você continuar encarando a parede desse jeito ela vai sair correndo." Ele comentou me fazendo olhar para ele, lançando o mesmo olhar para ver se ele saía correndo. "Não, eu não vou sair correndo." Suspirei revirando os olhos. Eu era tão facilmente lida!

"Eu não sei como tem coragem de simplesmente aparecer." Eu comentei começando a caminhar em direção da porta do meu apartamento, fazendo com que ele me desse passagem. Já não tinha sido muito ele sumir de repente? Agora ele simplesmente aparecia? Ele me rejeitara, e agora está aqui para ver o quão quebrada por dentro eu estava? Com as mãos tremendo, tentei acertar o buraco da fechadura com a chave, mas estava muito difícil. Senti a mão máscula dele se fechar sobre a minha e meu coração começou a bater loucamente dentro de mim.

"Bella." Ele disse meu nome de um jeito que fez faltar ar, de novo, aliás. O encarei, vendo nos olhos verdes algo que eu não esperava ver. Tristeza? "Respire." Ele comentou me fazendo me lembrar desse ato singelo. E inspirando o ar, fez com que meu coração começasse a se acalmar, e deixasse que a chave fosse para a mão dele que destrancou a porta calmamente. Quando ele abriu a porta da cobertura, suas sobrancelhas se arquearam em surpresa, e eu entrei rapidamente jogando a maxi-bolsa em cima do sofá e indo diretamente para a cozinha.

Eu precisava de água.

Na verdade, eu precisava de vodca, mas acho que eu não me lembro onde que eu guardo minhas garrafas.

Percebi que minha mão ainda tremia loucamente enquanto eu segurava o copo de água. Bebi em grandes goles enquanto tentava loucamente me acalmar. Apesar de que, se eu continuasse tentando loucamente eu acho que não me acalmaria nunca.

"Eu te procurei no nosso apartamento." Ele comentou, e meu coração voltou a dar pulos aleatórios dentro do meu corpo, fazendo com que em reflexo minha mão fosse parar no local em que ele deveria estar. Tornara-se um hábito, sentir a dor intensa e tentar segurá-lo ali, com medo que ele se quebrasse ainda mais ou parasse de bater. E o que fez meu coração bater tão acelerado foi a parte em que ele falou 'nosso'. "Fico feliz que esteja se dando bem." Ele disse sincero, fazendo com que meus joelhos tremessem levemente. Apoiei-me mais firmemente no mármore da pia e continuei sem encará-lo. "Bella... Eu sinto muito-" Ele começou e eu tive que pará-lo.

"Eu não quero escutar nada." Eu falei, tentando não inserir o nome dele nessa frase. Já doía demais naquele momento tê-lo por perto, não precisava pensar no nome dele para doer ainda mais.

"Mas eu quero dizer." Ele disse, e me virou bruscamente para ele. Eu nem tinha percebido que ele tinha se aproximado! "Eu quero dizer." Ele sussurrou calmamente. Estar meio que cara-a-cara com ele fez com que o último vestígio de força que meus joelhos tinham desaparecesse, e se ele não estivesse me segurando pelos ombros eu teria caído e me esborrachado no chão da cozinha.

Será que eu devia agradecer?

"Eu não quero escutar Edward." O nome dele saiu queimando minha garganta. "É sério, você se acha no direito de aparecer do nada depois de três anos e querer que eu escute o que você tem para falar?" Eu perguntei, e pensando na pergunta, posso dizer que fui até mesmo sábia. Ele me encarou em silencio, e desviou o olhar para o lado.

"Eu sei que não tenho esse direito..."

"Então não insista." Eu respondi antes que ele acrescentasse alguma coisa. Livrei-me de suas mãos e caminhei vacilante – mas o mais digno possível – para a sala de TV. Joguei-me no sofá de couro.

Estou ainda mais cansada que antes.

Comecei a apertar minha testa, supostamente fazendo algum tipo de massagem para tentar aliviar o início da dor de cabeça que começava a me assolar. Senti minha mão ser pega bruscamente, e abri os olhos a tempo de ver o rosto surpreso de Edward para minha mão. Ok, o que tem de errado com minha mão? E quando eu olhei para ela, eu entendi o que ele olhava. Engoli em seco.

"Vou me casar com Jacob." Respondi o olhar que ele lançava para o anel que Jake me dera. Senti suas mãos começarem a tremer levemente, e então, elas soltaram a minha. Eu sinceramente não o entendo.

"Por quê?" O encarei descrente.

"Não te devo satisfações." Nem eu sabia o porquê direito, como dizer para Edward?

Oh, fincada no coração.

"Bella, você nunca o viu além de um amigo, um irmão." Ele comentou me encarando, eu posso jurar que eu vi uma pontinha de desespero no fundo dos olhos verdes. Ou eu só estou ficando mais sem noção ainda.

"Agora iremos formar uma família feliz, e sempre estaremos ali um para o outro." Comentei com simplicidade. Era o que eu usava para me convencer todo dia que era certo o que eu estava fazendo. Era o que eu pensava o tempo todo, no caso, que Jake nunca me abandonaria. E pelo jeito Edward também entendeu isso sob as entrelinhas.

"Bella, eu precisava ir." Ele disse agora se sentando no sofá, e empurrando minhas pernas para o lado, me fazendo sentar também. Estávamos um de frente pro outro, sentadinhos no meu sofá. Eu tive que me afastar um pouquinho para minha própria sanidade, e por medo também de ser ele a se afastar. "Eu ainda não tinha esquecido o que a Tânia havia feito comigo." Ele comentou em fazendo lembrar daquela loira idiota.

Ela meio que o abandonou e fugiu para sabe-se lá onde, deixando nele um medo idiota de relacionamentos mais sérios.

"Sabe, ela te abandonou." Eu comentei, e por incrível que pareça não vi nenhum sinal de dor nele. "E você fez o mesmo comigo." Completei. E aí sim eu vi dor nos olhos verdes, assim como admitir isso tão alto para alguém fez com que o buraco negro dentro de mim tentasse sugar meu coração. E como reflexo, minha mão foi parar nessa região protetoramente. Ele ficou calado e depois olhou para baixo, para as próprias mãos. Acho que ele meio que ficou sem palavras. "O que ela fez para você, você repetiu em mim." Repeti mais claramente, tentando mostrar a importância dessas palavras.

"E agora você tem medo de ser abandonada?" Ele perguntou, me fazendo ficar sem palavras.

Eu já disse que sou facilmente lida? Já? Ah, acho que está bem explícito.

"Eu nunca mais vou te abandonar, Bella." Ele disse com aquela voz de veludo, e me encarou muito intensamente. Ver como um fio bronze caía desleixadamente sobre seus olhos, e como era contrastante o verde com o bronze, fez com que eu sentisse ainda mais medo daquelas palavras. Eu não poderia me envolver novamente com ele, não quando eu sabia que ele poderia me abandonar a qualquer instante.

"Por favor, vá embora." Eu disse com um fiapo de voz. Não é muito fácil fazer isso, mas me parece aterrorizante deixar que ele chegue novamente até meu coração, e retire o buraco negro de dentro de mim. Para depois, a qualquer momento, do nada, ele sumir novamente e assim tudo voltar a ser como era antes... Talvez pior. Ele me encarou ainda parado, e suspirou. Quando ele se levantou, eu me senti um pouco desesperada. Ele estava indo embora. Ele estava me largando naquele apartamento. Ele mal se levantara eu comecei a escutar o barulho do vento assoprando a fresta da porta da varanda, o barulho da pia pingando. Tudo voltara a ser silencioso.

Mas eu não o impedi quando ele caminhou até a porta e saiu por ela. Eu não o impedi, e não impedi que meu mundo voltasse a ser silencioso. E então, eu pensei que o buraco negro finalmente conseguira sugar meu coração, porque de tanta dor naquele momento eu desmaiei.

oOo

Quando eu acordei, não reconheci nem mesmo a minha mesinha de centro. Na verdade, eu nem me reconhecia. Ok, eu sabia que eu era eu (Entenderam alguma coisa?), mas era simplesmente difícil pra minha mente assimilar tudo o que acontecera. Meus ouvidos captaram o barulho dos pingos de água da pia. E aí eu fechei os olhos novamente. Silencioso. Eu estava nessa 'inércia' que sem nenhuma 'força contrária' não conseguiria sair nunca, mas eu também sei que não aceitei a tal 'força contrária', por justamente ter medo de sair dessa 'inércia' e depois ter que voltar bruscamente.

Nunca achei que finalmente entenderia de Física em um momento como esses.

Coloquei o pulso sobre meus olhos, tentando me acalmar e esquecer dessas coisas. Minha cabeça já começava a doer, já que eu nunca fui muito amiga das exatas e derivadas. As humanas sempre me foram mais chamativas.

Meu deus, estou em depressão e fico pensando em matérias.

Me levantei calmamente e caminhei vacilante até meu quarto. Joguei as roupas para todos os cantos com preguiça de ficar dobrando ou colocando no cesto de roupas sujas, e me joguei na cama. Fiquei em posição fetal. Eu estava cansada enquanto ia embora depois do trabalho, fiquei ainda pior quando encontrei com ele, e posso afirmar que agora estou praticamente morta depois de tanta coisa para um dia só. Ouvi o telefone tocar e revirei os olhos.

Que timing perfeito.

"Alô?" Minha voz está tão grogue.

"Dormindo?" Lá vem a voz alegre do Jake de novo.

"Quase." Respondi escondendo meu rosto no travesseiro, falando totalmente abafado no telefone. Espero que ele entenda isso como um 'desliga essa merda logo'.

"Depois você poderia abrir a porta e abrir o embrulho que eu deixei aí." Oh, presentes.

"Obrigada Jake." Disse ainda com a face virada para o travesseiro, e ele riu alegremente e desligou. Me levantei só com a roupa intima e caminhei até a porta, abri-a e vi um embrulho médio e bonitinho. O peguei entrando e trancando a porta, e quando eu abri fiquei levemente chocada.

Agora é o noivo que dá o vestido para a noiva?

Oh, veio até com o arranjo para o cabelo.

E eu devo estar ficando louca, já que para mim, essa roupa parece muito assassina.

Parece que esses brilhoszinhos estão até rindo da minha cara. Eu certamente não sei como vou sobreviver até meu casamento, ou se no dia do casamento, quando eu vestir isso aqui eu vou continuar viva. Mas, iremos formar uma família feliz, e sempre estaremos ali um para o outro. É o que importa. Não é?

Acho que não, mas dane-se.

Voltei pro meu quarto (antes claro jogando o embrulho no cantinho da minha sala, o mais longe possível da minha pessoa) e meus olhos foram parar no calendário que eu coloco no meu criado-mudo. Falta poucos dias para o natal. E depois do Natal falta poucos dias para o casamento e para o ano-novo.

Sobreviverei até essas datas?

Acho melhor eu ir dormir.

oOo

Quando eu saí para o trabalho, tinha um caminhão de mudanças em frente ao nosso prédio. Arqueei as sobrancelhas para isso, já que eu nem ficara sabendo que tinha um apartamento à venda. Mas eu não podia me atrasar, então segui meu caminho alegremente. Quando chego lá, meu chefe simplesmente me manda ir para casa, pois está me dando férias forçadamente.

Já se percebe que esse dia seria muito pior do que o anterior, pois já começou estranho. Meu chefe me forçar a sair de férias?

Tem macumba envolvida.

E quando estava voltando para meu apartamento, pronta para entrar no elevador, eis que sai Edward rodando uma chave no dedo indicador. E eu fiquei completamente boquiaberta com isso, já que eu definitivamente reconheci a chave. E ele sorriu de lado, vendo a minha surpresa.

Ele comprara um apartamento no prédio.

"Eu te disse que nunca mais te abandonaria." Ele falou, simples.


Ai meu deus, tentando finalizar logo porque depois de amanha eu viajo e fica completamente impossivel postar o resto .-.' Se vocês me motivarem com as reviews tem chance de postar mais amanha :D

E ta vendo esse botãozinho logo aqui em baixo, escrito: "Review this story/chapter"? Clica nele e me manda uma review para eu saber se gostaram ou não! :)