CAPÍTULO 9
Um vulcão de surpresas
Algumas faíscas desse vulcão chamado "capítulo"...
-Sim, Serena. Eis o motivo por que a odeio tanto, eis o motivo que a afasta de Lewis!
... revelação, fortes emoções...
-Colin, você enlouqueceu? Por que está fazendo isso?
...e inesperadas aparições...
ela via apenas ele; um rapaz que atravessava a multidão e vinha ao seu encontro...
Preparados para mergulharem na lava de emoções e surpresas deste vulcão?
Clarissa saiu do corredor, disfarçando. Draco virou-se para ela, sem conseguir conter a ansiedade.
-E então? – ele perguntou.
-Tudo certo... – ela lançou um olhar desconfiado para os casais que estavam no Cantinho; todos estavam muito distraídos para darem atenção à conversa dos dois. – Agora só precisamos atrair a Hermione para cá.
-Perfeito! Já posso entrar na cabine?
-Com certeza! Não pode perder tempo! Aguarde lá, Draco, eu cuido de levar a Hermione até você!
-Como... Como fará isso?
-Tenho meus planos... Agora, ande logo! Será que não confia em minha capacidade de resolver a situação?
-Confio... – os olhos de Draco brilharam de admiração. – Claro que confio.
-Ótimo. Agora vá até lá e aguarde! No fim dessa noite, de uma maneira ou de outra, a sua situação estará resolvida.
Clarissa sorriu, enquanto Draco entrou apressado no corredor que levava a cabine.
-A cabine já está totalmente preparada – murmurou Clarissa para si mesma. – Agora só falta atrair a próxima estrela para o palco do crime. O meu amor, Rony Weasley...
Assim, decidida, Clarissa saiu do Cantinho de Amor e Pegação...
Colin saiu correndo pelo bar, aos prantos, desviando-se da multidão que dançava na pista de dança, da galera que se amontoava na entrada... Harry o seguia de perto, afoito... E, por último, Alone, tentando se equilibrar nos sapatos de salto alto.
Serena observou cada um deles passando, apressados. Ainda estava sentada em uma das mesas, ao lado de Lewis.
-Nossa, mas que estranho... – ela falou, pensando alto.
-O que foi?
-Nada... – ela balançou a cabeça. – Deixe pra lá... – Serena viu algumas pessoas com taças repletas de um sorvete colorido. Aquilo lhe despertou a gula. – Humm... Será que não vão nos servir umas taças daquele sorvete diferente?
-Não sei... Mas tem uma bandeja cheia de sorvete ali no balcão – Lewis apontou. – Se você quiser, eu busco para você, e...
-Não, obrigada, meu querido, eu mesma vou até lá. Assim aproveito e ainda troco algumas palavrinhas com a Joyce – ela mostrou a amiga, que estava encostada ao balcão, parecendo pensativa. – Quer uma taça também?
-Adoraria!
-Já volto! – Serena levantou-se, ajeitou o vestido branco e começou a caminhar até o balcão arredondado. Pegou uma das taças que estavam postas lado a lado sobre uma parte do balcão e, com ela na mão, foi até o local onde estava a bandeja de sorvete – e, conseqüentemente, onde Joyce estava sentada, que era bem ao lado da tão procurada bandeja. Aproximou-se da amiga com um sorriso. – Olá, querida amiga! Onde está o seu Dotadão?
-Foi ao banheiro – ela fitou Serena. – Parece animada.
-Sim, a noite está indo bem. Exceto por um breve encontro com a minha maldita sogra, tudo anda as mil maravilhas! E você, parece animada, mas, ao mesmo tempo, "pensativa"...
-É, estou sim – Joyce tomou um pouco da taça de hidromel. – Estou pensando em uma forma de abordar o Juca para conseguir o que eu quero...
-Ah não deve ser tão difícil. Pelo que você nos contou, ele era o terror da mulherada na escola em que ele estudava...
-Eu sei. Ele disse que dava aulinhas, até mesmo para professoras, e disse tudo sem nem corar o rosto. Mas é que... Não sei explicar... Ele não me passa algo tão atrevido assim em muitos momentos, como hoje, por exemplo. Se ele me passasse esse fogo, essa safadeza, eu teria toda a cara-de-pau do mundo para fazer um pedido direto, como sempre fiz com os meninos mais "saidinhos". Mas... O Juca "me trava", entende?
-Entendo. Talvez o charme dele esteja nisso. Ele ser uma espécie de "duas-caras". Pode ser delicado e romântico na maioria dos momentos, mas, quando precisa, sabe ser atraente e sedutor.
-É. Pode ser... Mas, de uma coisa eu tenho certeza, Encalhada: algo vai acontecer essa noite. Não vou deixar este Baile passar em branco.
-E nem complique as coisas, Joyce. Não será difícil você conseguir o que quer! Não se esqueça de que ele ama você, quer você, ele está sob o domínio do poder da Fogueira! Ou seja, está em suas mãos! Basta usar as palavras certas, e você consegue o que você almeja.
-Sim... Outro beneficio da Fogueira: fazer com que tenhamos certeza que somos amadas. Insegurança é terrível quando estamos apaixonadas por alguém. Não sabemos se a pessoa também gosta da gente, como ela vai reagir a uma abordagem... A Fogueira dissipa tudo isso.
-Com certeza... Agora, deixe-me pegar um pouco desse sorvete colorido aqui... – Serena começou a pegar punhados de sorvete com uma colher, despejando o conteúdo na taça. – Sorvete diferente, não?
-Diferente e exclusivo! – uma voz animada respondeu. Elas ergueram o rosto e viram o dono do bar, Lorenzo, olhando para elas, sorridente, parado atrás do balcão. – Não existe em lugar algum! Este é o Sorvete dos Seus Sonhos! É só fechar os olhos, se concentrar no que você mais gosta, que o sorvete adquire o sabor do que for! Efeitos colaterais: euforia em demasia e uma enorme sensação de satisfação...
Serena concentrou-se e levou um pouco de sorvete a boca. Assim que o sabor se espalhou por sua boca, ela exclamou, animada:
-Gosto de amora! Eu... Adoro amoras! É perfeito!
-Sim – respondeu Lorenzo. – E ainda podem-se acrescentar vários sabores, misturar várias coisas que você gosta em um único sorvete!
Serena ia concentrar-se novamente – dessa vez em "chocolate" – quando uma mão magra, descarnada, que ela conhecia muito bem, pousou sobre o balcão. Toda a euforia que o sorvete produziu foi arrancada de seu ser, substituída por uma palpitação no peito e uma forte, intensa sensação de medo.
Ela não se deixou abater pelo temor; destemida, Serena virou-se e encarou Frieda Lambert.
-O que você quer agora?
-Apenas continuar a conversa que deveríamos ter tido anteriormente, se você e meu adorável filho Lewis me deixassem falar.
-Não quero ouvir nada que venha desta sua língua venenosa, nada...
-Duvido que não queira saber como eu sei o nome de seu pai... – Serena parou instantaneamente, olhando Frieda com interesse. – Que não esteja se remoendo de curiosidade para descobrir qual é a relação que Brian Bennet tem com a minha vida...
Serena engoliu em seco.
-Se tem algo para contar, por que não diz logo? – ela perguntou, olhando Frieda com ferocidade. – Por que fica enrolando desse jeito? Vamos! Seja direta! Sem rodeios! Se quiser contar, conte logo!
Frieda ficou quieta, apenas observando a garota. Torcendo as mãos, ela respondeu, com sua voz seca:
-Está bem. Se você quer saber, precisamos de um lugar tranqüilo para conversar.
-Ótimo... Onde seria?
Frieda voltou os olhos para Lorenzo, que observava.
-Tem algum lugar tranqüilo neste bendito bar para que duas pessoas possam conversar com tranqüilidade?
Lorenzo procurou ignorar o modo como o seu querido bar foi mencionado e respondeu:
-Sim. Tem uma salinha nos fundos. Posso levá-las até lá...
Frieda e Serena entreolharam-se, depois confirmaram.
-Sigam-me... – pediu Lorenzo.
Serena lançou um rápido olhar a Lewis. O namorado estava distraído, observando as pessoas que aproveitavam o bar. Em seguida, começou a seguir Lorenzo.
O dono do bar as levou até uma sala que ficava escondida atrás da pista de dança. Ele abriu a porta, acendeu um lampião e fez sinal para que elas entrassem.
-É bem simples. Serve mais como depósito, como vocês podem ver. Mas é ótima para conversas particulares.
-Será que poderia deixar-nos a sós? – perguntou Frieda, ríspida.
-Sem problema! – Lorenzo fechou a porta.
Serena, de braços cruzados, encarava a sogra. Frieda crispou os lábios e falou:
-Chegou a hora de pôr tudo em pratos limpos. A partir de agora você entenderá meu ódio, minha repugnância, enfim, porque a acho a garota mais desprezível daquela escola.
-Olha aqui, se me trouxe até aqui para me ofender, eu...
-Desculpe. Mas não deixa de ser verdade; pelo menos a verdade que eu enxergo. E tudo o que será dito aqui será verdade, apenas a verdade... Por mais clichê que a expressão possa soar, não existe outra forma de chamar este momento que não seja A Hora da Verdade.
-Pois então, ande logo! Diga tudo o que quer, senão eu saio daqui! Vamos, sua velha insuportável!
-Olhe aqui, sua... – Frieda ergueu o dedo.
-Ué, não é A Hora da Verdade? – perguntou Serena, com ironia.
Frieda baixou o dedo.
-Ande Frieda! Sem rodeios! Diga de uma vez por todas porque me odeia tanto. Este é o momento!
-Colin! Colin, espere!
Harry chamava, mas todos os seus gritos e chamados eram em vão; Colin não parava de correr. Continuava a sua marcha, desabalado, pelas ruas de Hogsmeade.
-Por favor, espere!
-Não! – respondeu Colin, virando-se rapidamente para trás, mas sem parar a corrida. – Você enganou-me! Mentiu pra mim!
-Não, nunca menti! Nunca!
Alone seguia os dois. Em certo ponto, desistira de continuar se equilibrando sobre os saltos altos, de modo que pegou os sapatos e começou a carregá-los pelas mãos. O resultado era que agora caminhava descalça, seguindo Harry e Colin sem entender coisa alguma.
-Droga, será que esses dois não vão parar de correr? – ela disse a si mesma, antes de começar a subir um morro coberto de grama baixa.
Colin continuou, subindo o morro. Os gemidos de tristeza eram audíveis, até mesmo de onde Alone se encontrava; ela não conseguia entender... Colin era o garoto que mais adorava no mundo todo, um grande amigo. E, de repente, ao vê-la com Harry, feliz ao lado do garoto que ele sabia que ela gostava, Colin começa a chorar e sai correndo, em um visível desespero. E, o pior: Harry parece entender o porque daquela tristeza. Harry entende! Ela não! Ela que era amiga de Colin não conseguia entender, mas Harry, sim!! Era tudo muito confuso e complexo, tanto que ela nem tentava compreender. Apenas corria em busca dessas respostas e de uma solução para tudo aquilo...
Finalmente, Harry parou de correr, começando a caminhar com lentidão. Alone diminuiu a corrida, ofegante e dando vivas silenciosas por Colin ter parado.
-Colin, não seja louco... – ela ouviu Harry dizer, olhando para frente.
Alone aproximou-se, intrigada; por que Harry não continuava? Por que havia tanta urgência em sua voz?
-Colin, não faça isso...
Assim que Harry terminou de dizer essas palavras, Alone aproximou-se o suficiente para ver o porque de tanto pavor em sua voz...
O morro terminava e dava lugar a um abismo. E, bem na ponta do morro, em pé, recortado contra o azul-escuro do céu, os cabelos esvoaçando contra o vento, olhando lá para o fundo do abismo, estava Colin Creevey.
Clarissa ficou observando, de longe, a pista de dança do Lorenzo´s. No meio de vários casais, Rony e Hermione dançavam, animados, colando os corpos em alguns momentos.
-Acho que não sabia o que era felicidade até começar a namorar você! – gritou Mione para ele, enquanto pulavam, animados.
-É, eu também não! Nunca pensei que pudesse ser tão feliz!
-E qual a melhor maneira de comemorarmos nossa felicidade do que essa? – Mione passou o braço pelo pescoço de Rony, o envolvendo, sem parar de movimentar o corpo ao ritmo da música.
-Ah eu sei maneiras que, se não forem melhores, são igualmente fascinantes!
-Seu bobo! – ela o beijou, rindo.
-Ué, por que o espanto? Afinal, todas envolvem você!
Eles se beijaram novamente; um beijo quente, um beijo que não envolvia apenas os lábios, mas também toques carinhosos e excitantes, além de muito sentimento.
Observando de longe, o fogo do ciúme incendiou Clarissa.
-Isso não vai ficar assim... – murmurou Clarissa, inaudível para qualquer pessoa que ali estava, tendo o alto volume do som como cúmplice. – Hoje isso acaba... – ela fechou os olhos, não querendo sentir novamente a dor de ver o garoto que amava numa dança sensual com outra garota. – Tudo vai ter um fim, e...
De repente, Clarissa parou de falar; na verdade, para ela, naquele instante, tudo parou; foi como se a fita que rodava o universo fosse colocada em uma pausa súbita.
Ela não via mais a pista de dança; não via o movimento agitado das luzes coloridas; todo o local e tudo o que havia nele era um leve borrão; ela via apenas ele; um rapaz que atravessava a multidão e vinha ao seu encontro...
Ele era alto, forte, e com uma expressão altiva. Usava roupas caras e elegantes. Seus olhos frios a fitavam fixamente.
O maior de seus pesadelos vinha ao seu encontro... Era, sem sombra de dúvidas, Ted Bacon. O rapaz que tirara a sua inocência, vindo das profundezas sombrias de seu passado para atormentá-la e tirar o pouco de paz que havia em sua vida...
Frieda olhou para Serena com furor.
-A mesma maneira atrevida de lidar com as pessoas. O mesmo nariz empinado. Você realmente não nega que é filha daquele safado...
-Não fale mal do meu pai!
-Falo sim! Ele não presta, assim como você! Um canalha, que só pensa no prazer do próprio corpo, que é capaz das piores mentiras e artimanhas para ter em seus braços quem ele quer!
Serena ficou calada, pensativa.
-O que quer dizer com isso? Meu pai vive muito bem com a minha mãe, e...
-Ah! Sua mãe! Outra estúpida! Uma idiota que está sendo enganada por um safado há quase vinte anos e não percebe isso...
-Não entendo onde você quer chegar...
-Ah entende sim. Nenhuma pessoa nesse mundo não é capaz de entender o que está por trás de tudo o que eu falei. Até pessoas desprezíveis como a que tenho em minha frente, que é você, é capaz de entender! Acorde, sua covarde! Abra os olhos para o que estou lhe dizendo, ou será que precisarei ser mais clara?
Serena ficou quieta, apenas olhando para a mulher furiosa e exaltada que se encontrava em sua frente. Frieda estendeu as mãos e, apertando os braços dela, a chacoalhou, irritada.
-SEU PAI É UM TRAIDOR!
Ela soltou Serena com força. A garota perdeu o equilíbrio e caiu no chão, assustada. Frieda ajeitou o cabelo, se recompondo da perda de controle, e, mais calma, começou a contar:
-Há dezoito anos atrás, eu o conheci. Brian Bennet. Em Hogwarts mesmo. No auge de sua popularidade. Capitão do time de quadribol. O sonho de qualquer adolescente.
Serena franziu a testa.
-Você não estudava em Hogwarts há dezoito anos atrás.
-Claro que não. Eu era professora. Professora, justamente, de Defesa contra as Artes das Trevas. Era o meu primeiro ano como professora da escola. E, claro, Brian era meu aluno.
Serena não pôde deixar de rir.
-Não acredito que... A senhora... A grandiosa Frieda Lambert... Teve um caso com um aluno?
Frieda ficou sem graça.
-Cale a boca, garota! Ele me enganou! Seduziu-me! Encantou-me!
-Como pode chamá-lo de safado se a senhora é que era casada? Afinal, sei muito bem que faz uns trinta anos que a senhora está casada com o pai do Lewis!
-Mas ele já estava noivo de sua mãe quando me aplicou esse golpe! Brian já estava com Florence naquela época. Iam se casar assim que terminassem os estudos. Mas, para mim, a história contada por Brian era bem diferente.
Ela apertou as mãos com força, fechando os olhos; parecia que cada palavra era uma punhalada na alma de Frieda.
-Brian começou a me assediar nas aulas. Assediava de maneira sutil. Era carinhoso e gentil. Claro que para mim a idéia de ter um romance com um aluno era absurda, mas Brian, com seu jeito ingênuo e palavras de amor, conseguiu me enganar direitinho...
"Acabei sucumbindo às investidas de Brian quando ele fez uma visita em minha sala, durante uma noite. Ele me tocou de uma maneira tão carinhosa, uma maneira que nunca havia experimentado anteriormente. Não queria, ah, não queria mesmo que nada acontecesse, afinal, uma mulher tão imponente quanto eu, tão inteligente, deixar-se levar pelas palavras doces de um mero adolescente? No fim, acabei cedendo. Brian possuía a arte de manipular corações e sentimentos, e foi extremamente hábil em manipular o meu ser até que atingisse o seu objetivo".
-Então, o objetivo do meu pai era dormir com você? – perguntou Serena.
-Ah não... E nunca pensei nisso. Eu pensava que o objetivo dele era ficar comigo para sempre, e era o que ele dizia. O objetivo do seu papai era muito diferente...
"Brian estava com péssimas notas naquele ano, e era o último ano dele em Hogwarts. Em uma de nossas noites, ele pediu-me que intercedesse a seu favor junto aos professores, e o ajudasse a ser promovido... Claro que tudo isso foi dito da maneira mais doce e amável possível, acompanhada de beijinhos e abraços. Não percebi na hora que tudo o que ele tinha feito até aquele momento visava apenas isso, então eu fiz uma das maiores besteiras da minha vida, e o ajudei. Brian, com a minha ajuda, passou de ano e concluiu os estudos".
Serena estava boquiaberta.
-Você só pode estar mentindo... Sua mentirosa! – ela gritou. – Meu pai não é um manipulador, nunca faria tudo isso apenas para...
-Ah, fez sim. E é tão hábil na arte de manipular que faz com que você, e a tonta de sua mãe, acreditem até hoje que ele é um anjo!
-O que você pode falar dele, hein? Você não vale nada, Frieda, não pode...
-Ah, com certeza valho mais do que o seu papai. Não seduzo jovens e outros homens para conseguir o que eu quero! Não vendo o meu corpo em troca de um objetivo, como uma prostituta barata! Afinal, foi assim que o seu pai se comportou, como um verdadeiro prostituto!
-PARE! – Serena berrou; Frieda calou-se. Ofegante, Serena pediu. – Continue. E chegue logo onde você quer chegar.
Frieda tomou fôlego.
-Bom, depois que Brian saiu da escola, fui atrás dele. Mas ele me ignorou; bateu a porta na minha cara, deixando bem claro que estava de casamento marcado e que não queria mais saber de mim. Fui para a minha casa, aos prantos, e, naquela noite, finalmente, percebi o que havia ocorrido; Brian Bennet havia me usado para conseguir ser promovido. Foi a maior decepção de minha vida, não só amorosa, como também comigo mesma. Afinal, era inadmissível que Frieda Lambert errasse daquela forma. Mas errei. E o pior foi descobrir que o meu erro havia deixado um fruto em meu ventre...
O coração de Serena disparou e ela sentiu a respiração tornar-se fria.
-O que? – ela perguntou. – Deixou um... fruto?
-Sim – os olhos de Frieda faiscaram de ódio ao olharem para Serena. – Um filho.
-Le... Lewis?
-Exatamente.
-Não... Você só pode estar brincando, não pode ter certeza disso! Como pode afirmar uma coisa dessas? Você era casada, seu marido ainda estava vivo, pode muito bem ser dele e...
-Não, não era. Poucas vezes deixei Albert tocar em mim. Naquela época, não me entregava mais aquele velho rabugento. Só a Brian. Só ao seu pai. Quando descobri que esperava um filho, o único homem que me tocara em anos havia sido o seu pai.
"Claro que não poderia admitir uma falha dessas em minha vida, por isso nem fui atrás de Brian tirar satisfações; resolvi sepultar o problema. E, começando novamente a dormir com o meu marido, fiz com que acreditasse que esperasse um filho dele. E quem desconfiaria da mulher casada que fica grávida? Ninguém! Assim, o meu caso com o seu pai tornou-se um fato terrível trancado em uma gaveta esquecida".
Serena estava aturdida, confusa; andando de um lado para o outro, ela chorava, chocada.
-Não, não é possível... Se tudo isso for verdade, isso quer dizer que...
-Sim, Serena. Eis o motivo por que a odeio tanto, eis o motivo que a afasta de Lewis! Lewis e você são irmãos! IRMÃOS!
Serena deixou-se cair no chão, abalada com a afirmação. Ela amava o próprio irmão, e, o pior...
Havia jogado o nome do próprio irmão na Fogueira das Paixões.
Alone sentiu as mãos começarem a suar, apesar do frio da noite. Parecia um pesadelo; um pesadelo que ocorria ao vivo e as cores. Mais a frente estava Harry Potter, o rapaz que tanto amava, e, na beira do abismo, estava Colin. A poucos passos da morte. E, o que era pior, parecia que ele queria encontrá-la.
-Colin, você não pode... – começou Harry, tentando avançar.
-AFASTE-SE! – Colin berrou de volta, finalmente virando os olhos determinados para os dois. Alone assustou-se; o rosto de Colin estava pálido, totalmente moldado em uma expressão de fúria e revolta. – Nem ouse chegar perto, Harry, ou eu...
-Está bem! Está bem! – Harry parou imediatamente, cauteloso.
Alone não se conteve; torcendo as mãos em agonia, falou:
-Colin, você enlouqueceu? Por que está fazendo isso?
-Por que não pergunta para o seu namoradinho, Alone? Ele sabe a resposta, tanto quanto eu!
Alone voltou-se para Harry.
-Harry, do que ele está falando?
Harry, constrangido, mordeu o lábio e balançou a cabeça, freneticamente.
-Eu não sei... Eu não sei!
-Sabe sim! – berrou Colin em resposta. – Hipócrita! Covarde! O maior dos mentirosos! Já não basta ter me enganado? Por que não reconhece o que você fez?
-Não quero...
-Não quer? Por que, Harry? Tem vergonha de dizer a verdade? Alone ia achar muito estranho se soubesse, você não acha?
-Colin! Colin, não diga nada, por favor...
-Não vou dizer, Harry. Não vou poder dizer nada – ele voltou-se novamente para o lado do abismo. – Aqui eu ponho um ponto final neste espetáculo maravilhoso de decepções ao qual eu chamava de "vida".
-COLIN! NÃO FAÇA ISSO!! – Alone gritou, desesperada.
Colin pareceu não ouvir; ele começou a chorar, enquanto falava, lentamente, ao mesmo tempo em que fitava o fundo do abismo com um olhar esgazeado:
-Não tem como resistir a magnífica atração do abismo. Eu olho lá para o fundo negro, e é como se mãos invisíveis me convidassem a ir em frente. Elas me chamam, me atraem, sussurram, é, elas sussurram – ele deu uma risada abobalhada – sussurram algo como: venha, Colin, venha. A morte é indolor. Este é um poço mágico, o poço mais mágico do universo! O poço em que você mergulha e encontra, ao fundo, um outro mundo! O repouso eterno! Venha, Colin! Venha fazer a passagem! – ele riu novamente; olhou brevemente para Harry e Alone, e a jovem se assustou ao ver a loucura vidrada que havia tomado as faces do amigo. – Um repouso eterno, e é tudo o que eu preciso. Livrar-me de uma vez por todas de todo esse mundo nojento, dessas pessoas hipócritas e de todo o sofrimento que existe por aqui!
-Você está delirando! – berrou Alone.
-Mortos não sofrem!
-Mortos não vivem!
Alone ficou olhando-o, trêmula. Colin ficou estático, pensativo; aquela afirmação da garota aparentemente o intrigara e o levara a reflexão. A loucura abandonou o rosto do menino. Ele enxugou as lágrimas e pigarreou.
-Não vivem, mas também não amam, e conseqüentemente não sofrem, e...
-Não amam, não sofrem, mas também não riem, não abraçam, não... – Alone, subitamente, parou de falar. – Então... O motivo do seu desespero é amor?
Os olhos de Colin se fixaram nela.
-Sim.
-Mas... Era algo relacionado com o Harry, pelo menos foi o que pensei ter ouvido... – disse Alone, olhando de Colin para Harry. – Não vão me dizer que... – ela deu uma risadinha. – Não... Claro que não. Por um momento me passou uma idéia absurda pela minha cabeça, mas... Claro, não tem sentido algum...
Harry e Colin não fizeram qualquer comentário.
-Bom, depois vocês me explicam que problema é este, mas... Seja ele qual for, Colin, não vale a pena abrir mão de sua vida por causa dele.
-Foi muita decepção, Alone, se eu lhe contasse, você ia entender, e...
-Não tem como entender, Colin. Suicídio é um ato sem explicação. Nenhuma dor ou desespero pode ser forte o bastante para justificar que um ser humano tire a própria vida! Pense, Colin, em quantas pessoas iam sofrer se algo acontecesse com você! Eu sofreria muito, os seus pais, toda a sua família... Você realmente quer trazer sofrimento para todos nós? Você quer causar lágrimas e dor em mim e em todas as outras pessoas que gostam de você de verdade?
Colin respondeu, baixinho:
-Não.
-Então! Escute a sua amiga aqui e tire essa idéia absurda de sua cabeça.
Ele lançou um último e assustador olhar para o abismo que se abria próximo aos seus pés. Ao voltar o rosto novamente, sua expressão havia mudado e, lentamente, seus lábios formaram um sorriso.
-Obrigado, Alone.
-Que nada, meu amigo – ela começou a caminhar até ele. – Só quero o seu be...
Naquele instante, o coração de Alone disparou; uma onda gelada a envolveu; Colin perdeu o equilíbrio na beira do abismo; por instinto, ela correu; o corpo do amigo desequilibrou-se por completo; Alone se jogou no chão e esticou a mão; a queda de Colin ia se iniciar quando ele conseguiu apertar a mão de Alone com força.
Os olhos de Alone se arregalaram, enquanto ela fazia força para segurar o garoto; era difícil demais; Colin era muito pesado para os seus braços delicados. Alone olhou para baixo; lá estava o abismo negro, tão profundo que não se era capaz de enxergar o que havia lá embaixo; e ali estava Colin, pendurado, mantendo-se seguro apenas por sua mão, as pernas e o corpo livres no ar, prontos para iniciarem a queda e encontrarem a morte.
-Alone! – Colin berrou. – Eu... não... vou... agüentar!
-Segure firme, Colin! Segure!!
Clarissa começou a tremer, enquanto Ted vinha ao seu encontro. Ele sorria maldosamente para ela, seu rosto iluminado pelas luzes coloridas que coloriam o salão. Estava chegando perto demais...
As imagens da terrível noite caíram violentamente sobre Clarissa e, impotente para resistir à força das horríveis lembranças, ela perdeu os sentidos...
Por alguns segundos, tudo foi escuridão, misturada apenas com pequenos flashes da pior noite de sua vida...
Ted a tocando... Os relâmpagos... As suas próprias lágrimas... Dor e angústia... Como eu te quero, Clarissa, sempre te quis... Relâmpagos...
...coloridos. Não, não eram relâmpagos, eram apenas luzes, as luzes coloridas da pista de dança. A visão foi entrando em foco lentamente. Ela ergueu-se rapidamente do chão, enquanto algumas pessoas, debruçadas sobre ela, perguntavam se estava tudo bem.
-Sim... Tudo bem – ela respondeu, forçando um sorriso agradecido, enquanto seus olhos assombrados percorriam a pista a procura de Ted. Não o encontrou em canto algum; as pessoas continuavam dançando, animadas. Não havia nenhum sinal do rapaz.
Clarissa suspirou, aliviada. Então, fora tudo ilusão; tudo fora criado por sua mente. Claro, falara naquele assunto há poucos dias, era natural imaginar aquilo. Fora muito real, mas, era coisa de sua cabeça, apenas isso, claro, só podia ser...
-Preciso deixar essas bobagens para lá e me concentrar no plano. Apenas o plano importa. Acho que já está na hora de atrair Rony para a cabine...
Mas algo a interrompeu; naquele instante, a música cessou. O dono do bar, Lorenzo, subiu no palco onde a banda tocava e, com a voz amplificada, anunciou:
-Meus queridos amigos! Subo neste palco agora para anunciar, finalmente, o evento mais importante da noite. Tenho a honra de anunciar que, a partir desse momento, tem início o grandioso Baile!
As luzes coloridas deram lugar a uma fraca iluminação azulada.
-Pegue seu par e aproveite!
As pessoas começaram a se movimentar; alguns casais, como Rony e Hermione, que já se encontravam na pista de dança, apenas mudaram a dança para um ritmo mais lento, acompanhando a música romântica que começava a tocar; outros, que estavam espalhados pelo bar, se reuniram na pista e também começaram a bailar, juntinhos.
Joyce abandonava a sua taça de hidromel no balcão e puxava Juca pelo braço.
-Ah não sei dançar muito bem, Joyce...
-Anda! – ela o puxou com força. – Por favor, Juca, não podemos perder o Baile!
-Eu sei, mas é que...
-Sem "mas"! É só colar no meu corpo e acompanhar o ritmo! Deixe de se fazer de tímido, que eu sei muito bem que você não é, seu safadinho!
-Está bem... – respondeu Juca, confuso, indo para a pista e pensando porque Joyce o chamara de "safadinho".
Eles começaram a dançar, bem colados um no outro. Juca fechou os olhos, apreciando o perfume de Joyce, o calor de sua pele, e até mesmo o ventinho provocado por sua respiração. Aquela garota era fascínio puro; não somente um ímã para seus desejos, mas também um ímã para o seu coração. Atração total e irresistível.
Joyce também aproveitava aquele momento. Agarrada a Juca, ela viu Lewis perdido no meio da pista de dança, coçando a cabeça. Parecia estar procurando alguém, e Joyce soube imediatamente quem era. Afinal, era muito estranho ele estar sozinho...
Onde estaria Serena?
A pergunta foi respondida pela aparição da garota. Serena apareceu por entre as cortinas de entrada do Cantinho de Amor e Pegação. Ela também viu Joyce, e fez um sinal para que a amiga se aproximasse. Joyce franziu a testa; não podia ver bem a expressão de Serena, mas algo já lhe disse que alguma coisa não estava bem...
-Juca, acho que a Serena quer falar comigo – falou Joyce, olhando carinhosamente para o rapaz. – Você pode me esperar ali no saguão, em uma das mesas, eu não vou demorar muito, prometo.
-Tudo bem... – murmurou ele, ajeitando os óculos.
Joyce sorriu e correu até a entrada do Cantinho, desviando-se dos casais. Assim que se aproximou, Serena a puxou para dentro do Cantinho, com os olhos arregalados e a expressão assustada. O Cantinho estava vazio devido ao início do Baile, de modo que Serena abraçou Joyce e falou:
-Você não vai acreditar no que aconteceu, minha amiga... No que eu descobri...
Joyce ficou tensa.
-Nossa, Encalhada... O que aconteceu? Está tão nervosa, trêmula...
-É uma tragédia, Joyce! Uma tragédia! A Fogueira, de "a coisa mais maravilhosa que já fiz", se tornou "a pior coisa que eu podia ter feito"...
-Mas, diga-me logo, o que foi que...?
As cortinas de entrada do Cantinho se abriram. Por elas, surgiu Lewis, que abriu um largo sorriso ao ver a namorada ali. Ele foi até a garota e beijou-lhe as mãos, com carinho.
-O que houve? Você sumiu, estou te procurando faz tempo! Parece até que está se escondendo de mim!
Ele riu; Serena forçou o seu sorriso. Joyce percebeu que ela realmente havia se escondido de Lewis, mas... Por que?
-Não, eu... Só estava me sentindo um pouco mal...
-Sério? – Lewis arregalou os olhos e a tocou no rosto. – Mas já está tudo bem, não é? Está sentindo alguma coisa? Alguma dor?
-Não, não... Pode ficar tranqüilo – os olhos tristes de Serena o fitaram com ternura.
-Bom... Vim convidá-la para irmos dançar! Afinal, viemos até aqui para aproveitarmos o Baile, não foi?
Serena engoliu em seco.
-Sim, viemos, mas acho que não...
-Nem venha com desculpas, meu amor! Nós vamos até lá, e vamos arrasar! Afinal, existe casal mais apaixonado do que a gente dentro desse bar? Vamos! – ele tomou-a pela mão e, juntos, saíram do Cantinho, com Serena ainda hesitante.
-Lewis, não...
-Meu amor, por favor! – eles pararam em um canto da pista. Lewis olhou-a fundo nos olhos, daquela maneira de olhar que a derretia totalmente e, acariciando-lhe o queixo, disse: - Eu te amo, minha querida.
Lágrimas formaram-se nos olhos de Serena. Ela queria correr, fugir daquele momento, mas não era possível...
-Dance comigo – pediu Lewis.
Serena olhou-o, triste... Como recusar aquele pedido? Era difícil demais... Naquele instante, Serena travava uma batalha dentro de seu coração.
O que fazer se o grande amor de sua vida era seu irmão?
Joyce observava-os, intrigada... Acenou para Juca, chamando-o para começarem a dançar novamente. Passando os olhos pela pista de dança, ela viu Mione bailando com Rony. Clarissa estava sozinha, apenas observando... onde estaria Malfoy? E... Alone... Onde estava Alone? E Harry?
Ela sorriu, pensando que Alone devia estar aprontando. Mal sabia ela a situação catastrófica que ocorria na beira do abismo...
Gotas de suor frio começaram a rolar pelo rosto de Colin, enquanto ele se esforçava para não quebrar aquele mísero contato com a mão de Alone – contato este que evitava a sua queda.
Alone, por sua vez, chorava sem parar, sentindo o braço perdendo a força.
A mão de Colin começou a escorregar... Ela berrou...
-HARRY! HARRY, AJUDE AQUI. POR FAVOR!
Harry agachou-se ao lado de Alone e esticou o braço na direção de Colin. Com esforço, agarrou-o na altura do cotovelo e começou a puxá-lo para cima.
-Vamos, segure firme, Colin!
Eles começaram a erguê-lo, enquanto Colin colaborava, encostando os pés na muralha de pedra e dando impulso. Lentamente, eles conseguiram suspender Colin totalmente. O rapaz praticamente se jogou no chão, agradecido, respirando aceleradamente.
-Obrigado – suspirou, aliviado.
Alone também se esparramou no chão, os olhos ainda saltados e com lágrimas escorrendo.
-Que noite, minha nossa... – murmurou ela. – Essa eu não esqueço jamais...
-Espero que tenha se arrependido dessa sua atitude estúpida, Colin – falou Harry, um tanto ríspido.
Colin ergueu os olhos para ele, surpreso.
-Não venha me falar em atitudes estúpidas, Harry. Ambos sabemos que você é perito neste assunto.
-Gente, por favor! – pediu Alone. – Depois de tudo isto que aconteceu vocês ainda vão ficar discutindo? Não faço a mínima idéia do que seja, ou melhor, tenho algumas, mas, seja qual for, vamos esquecer por alguns instantes, por favor!
Colin e Harry se entreolharam com raiva, mas não falaram nada.
-Ótimo... – disse Alone. Observou o vestido verde, que estava sujo de terra. – Droga, sujei o vestido. E meus cabelos estão despenteados! Vamos, Harry, vamos voltar, o Baile já deve ter começado. Eu dou um jeito no vestido no banheiro do Lorenzo´s.
Harry ajudou-a a se levantar.
-Venha conosco, Colin – disse Alone.
-Não, eu não...
-Por favor – pediu ela. – Salvei sua vida hoje, e duas vezes; uma fazendo com que desistisse da idéia absurda do suicídio, e a outra não o deixando cair no abismo. Está me devendo... Vem conosco?
Colin hesitou por alguns segundos, fitando Harry.
-Está bem... Vou, mas porque você está pedindo.
-Ótimo! Vamos!
Ela pegou Colin com o outro braço e, juntos, os três começaram a descer a colina, rumo ao Lorenzo´s. Enquanto caminhavam, Alone pensava o quão fora surpreendente aquela noite. Ela nunca esperava que tudo aquilo ia ocorrer...
Mal sabia ela que este era o fato que marcava o início de uma grande confusão entre o trio que caminhava – ela, Harry e Colin. Justamente pelo motivo que ela ainda desconhecia... ou melhor, suspeitava, mas não queria acreditar...
Augusto continuava deitado no sofá, se torturando...
-Não posso, não posso...
Ela o aguardava, inteiramente disponível, pronta para o que ele quisesse fazer... A noite estava acabando, logo o Baile terminaria, e ele perderia a oportunidade...
-Lanísia... Sua atrevida... Sua maldita...
Apressado, o professor abriu a porta e saiu da sala.
Lanísia vencera a aposta. Ele ia ao seu encontro.
O que iria acontecer no Palacete da Loucura?
Na pista, observando o Baile, Clarissa aguardava o momento certo do plano iniciar...
Dentro da cabine de Amor e Pegação, Draco aguardava, ansioso. Mal via a hora de Hermione entrar ali, e finalmente receber um beijo de seus lábios.
Ele observou a cabine; ela era pequena apenas por fora. Lá dentro, era espaçosa. Um espaço amplo, com um sofá num canto, um espaço aberto no centro, e algumas prateleiras repletas de vidros. A maioria, pelo que ele reparou, eram líquidos afrodisíacos.
E, no chão... Mas... O que era aquilo?
Que estranho! Num canto do carpete, repousava, brilhante, uma faca.
NA: Antes de mais nada, quero desejar um Feliz Ano Novo para todos os leitores da fic! Vocês são muito importantes para mim, e são uma das minhas motivações para escrever. Desejo a todos um 2007 repleto de felicidades e emoções - e nesta parte eu pretendo ajudar, trazendo emoções com as fics hehe.
E o Baile continua no próximo capítulo, além das aventuras no Palacete da Loucura... Aguardem! E comentem hehe
