CAPÍTULO 10
Ou Vai ou Racha
O Baile continua, trazendo algumas suspeitas...
Eu... Às vezes... Penso que Harry e Colin... Que eles... Têm um caso.
...surpresas malignas para pessoas com más intenções...
Sangue devia ser derramado para que a porta da cabine se abrisse.
...é ótimas e excitantes surpresas para pessoas com boas, mas safadas, intenções...
Lanísia, o que pensa que está fazendo...?
...este é o momento de se aprofundar nas surpresas, safadezas e emoções deste capítulo! Afinal, ou vai ou racha!
Enquanto, na cabine Ou Vai ou Racha, Draco se perguntava o que uma faca – e uma faca gigantesca como aquela – estava fazendo lá, Clarissa, nas proximidades da pista de dança, dava andamento ao plano.
Rony e Hermione ainda não haviam se desgrudado nem por um segundo. Aquilo irritava Clarissa, e podia atrapalhar os seus planos... Ao planejar tudo, Clarissa contara com um momento em que os dois se separassem, pelo menos por um minuto... E, até agora, isso não havia acontecido. E o pior: poderia nem acontecer.
Ela encarou o relógio amarelo e luminoso que pairava no alto da parede da pista de dança do Lorenzo´s. Já era quase nove horas da noite; provavelmente a festa se estenderia até mais tarde, mas poderia acabar a qualquer momento... Os olhos faiscantes de Clarissa voltaram a fulminar o casal que bailava animado. Não... Todo aquele esforço, aquele plano, não seria jogado fora. Nem que ela precisasse dar uma forcinha para que as coisas andassem conforme o planejado.
Decidida, Clarissa saiu da pista de dança, caminhando até o saguão principal. Escorando-se no balcão roxo e circular, ela olhou, sorrindo, para o atendente. Era um rapaz magricela, de cabelos verdes e espetados, enormes olhos castanhos e uma expressão afoita no rosto.
-Posso ajudá-la? – ele perguntou, piscando freneticamente os olhos.
-Sim. Quero uma dose de Demência.
-Shhhh – pediu o atendente, olhando ao redor. Aproximou-se de Clarissa, com os olhos castanhos arregalados, e cochichou em seu ouvido. – Não se pode dizer o nome dessa bebida em voz alta! Lorenzo não quer que os professores saibam que está ocorrendo o comércio de bebidas alcoólicas para os alunos, ainda mais uma bebida tão forte quanto a Demência! Por isso, em momentos como este, no qual o bar está lotado de professores, deve-se pedir com descrição.
-Desculpe! – falou Clarissa, enquanto o atendente ia servir a bebida.
Ele encheu uma taça roxa com o líquido borbulhante e a estendeu para ela; a taça colorida era outra estratégia para que o líquido ficasse oculto.
-Aqui está, senhorita...
-Clarissa – ela pegou a taça. – Muito obrigado...
Ela espremeu os olhos para focalizar o que estava escrito no adesivo pregado no uniforme dele.
-...Walter.
Com a taça de Demência na mão, Clarissa voltou à pista de dança. Ficou parada por alguns instantes, apenas movimentando o corpo levemente, acompanhando a música e tomando alguns goles de Demência. O líquido descia quente pela sua garganta, aquecendo seu corpo e tornando-a mais elétrica. Logo o seu corpo começou a se movimentar com mais leveza e rapidez, enquanto a música soava cada vez mais agitada, e Rony e Hermione iniciavam uma dança quente e empolgante...
Sou um bruxo muito do alucinado!
Vou te conquistar, pois já sou encantado!
Sem truques, magias ou poções de amor,
Confio no meu taco, sou sedutor!
Garota, fique preparada, preparada!
O bruxo aqui não vale nada, vale nada!
Vou te lançar uma cantada, uma cantada!
Até você ficar pirada, ficar pirada!
Clarissa tomou mais um gole de Demência e, erguendo a taça no ar com uma das mãos, começou a avançar, sozinha, pela pista, gritando, eufórica. O mundo parecia estar mais colorido; as luzes que giravam mais intensas; os rostos confundiam-se na multidão; ela sentia-se leve, leve como nunca antes estivera; e disposta, disposta a fazer qualquer coisa que viesse em sua mente.
Mesmo naquela euforia repentina, ela não tirava o seu objetivo da mente; não ia mais virar a taça nem um pouquinho; o resto de Demência que havia nela tinha outro propósito.
Dançando, ela aproximou-se de Rony e Hermione. Seus olhos registraram a maneira como o casal dançava...
Naquele instante, Rony segurava a perna de Hermione, enlaçando-a junto ao seu corpo. Os rostos dos dois estavam quase colados, e os olhos se encontravam. Era sensualidade pura.
Irritada com aquilo, a mente levemente embriagada de Clarissa a fez agir imediatamente. Fingindo um tropeção, Clarissa virou o conteúdo da taça sobre o vestido de Hermione.
Mione afastou-se de Rony imediatamente. Ela arregalou os olhos para Clarissa; em seguida, encarou o estado do vestido manchado. Clarissa deu uma risadinha.
-Oh, como sou desastrada! – ela riu ainda mais. – Mil desculpas, Hermione, querida amiga, mil desculpas...
-Não se preocupe... – respondeu Hermione, constrangida. – Um simples feitiço dá conta disso aqui – ela voltou-se para Rony. – Vou até o banheiro limpar essa mancha, volto no máximo em dois minutos.
-Tudo bem, eu aguardo – disse Rony, beijando-a nos lábios; a Clarissa levemente embriagada fez uma careta de desdém, enquanto Mione afastava-se, caminhando em direção aos toaletes.
Rony olhou para Clarissa, intrigado.
-Andou bebendo, garota?
-Só um pouquinho. Mas, como você pode ver, estou normal, não estou cambaleante, nem tonta. Normal. Talvez um pouco mais risonha do que o normal – ela riu – mas, tirando isso, nada de diferente.
-Sei...
-Preciso comemorar! Essa é uma noite muito importante em minha vida, e, acredite, na vida de outras pessoas que estão neste Baile, também...
Dito isso, Clarissa afastou-se, apressada. Tinha pouquíssimos minutos para dar andamento ao plano. O que tinha de ser feito precisava ser feito agora, com Hermione afastada e Rony sozinho...
"Preciso levar o Rony até a cabine Ou Vai ou Racha e, conforme o meu plano, isso deve ser feito por qualquer pessoa, menos eu. Quem seria a pessoa ideal para passar o recadinho a ele?".
Os olhos azuis da garota faiscaram ao focalizarem Walter, que servia uma taça vermelha a um estudante. Ali estava alguém que poderia passar o recadinho a Rony, sem comprometê-la e sem fazer perguntas. Animada, Clarissa foi, novamente, até o balcão roxo.
-Você novamente! – disse Walter, sorrindo. – Não me diga que quer outra dose?
-Não, não... Acho que mais uma dose disso aqui e eu caio morta aqui no chão! – ela gargalhou com a própria piada idiota. – Não... Quero apenas que mande um recadinho para um colega meu, que está lá na pista de dança. Um recado da namorada dele...
-Certo...
-E preciso que faça isso o mais rapidamente possível.
Walter inclinou-se sobre o balcão para aproximar-se.
-E... quem seria o garoto?
-Aquele alto e ruivo ali, que está balançando levemente o corpo – ela mostrou Rony. – É só chegar até ele e dizer exatamente o que eu disser a você.
-E... Eu posso saber o que eu ganho em troca?
Clarissa levou a mão à bolsa e mostrou-lhe um punhado de galeões.
-Dinheiro... – os olhos de Walter se arregalaram diante do brilho das moedas. – Muito dinheiro...
-Tudo bem, eu...
-Agora, escute rapidamente e vá até lá sem perder tempo! Cada segundo é precioso! Repita exatamente isto...
Cinco segundos depois, Walter abandonava o balcão. Olhando ao redor, temendo que Lorenzo o surpreendesse abandonando o balcão no horário de expediente, ele avançou, veloz, até a pista de dança. Tocou o ombro de Rony; ele virou-se, surpreso, mas Walter foi logo passando a sua mensagem...
-Mandaram lhe avisar que o estão aguardando na cabine Ou Vai ou Racha, a cabine perfeita para a realização dos desejos e para a paixão dos casais! – Rony franziu a testa, confuso. – É só entrar no Cantinho de Amor e Pegação e seguir o corredor que se encontra lá dentro. Siga o caminho até o seu amor, e lá, para se sair, deve-se fazer tudo de bom!
Dito isso, Walter deu uma palmadinha amistosa no ombro de Rony e afastou-se. Rony, confuso, não entendera muito bem o que era a tal cabine Ou Vai ou Racha, mas o nome era bem sugestivo, assim como a descrição feita pelo estranho. Sorrindo, ele balançou a cabeça.
-Essa Hermione... Cheia de surpresas... – ele avançou pela pista.
Atravessou as cortinas para o Cantinho no momento exato em que Hermione voltava do banheiro, procurando-o na multidão.
Ela perscrutava cada rosto a procura de Rony quando Alone se aproximou, num estado que fez com que Mione praticamente se esquecesse do namorado. O vestido verde de Alone estava cheio de manchas de terra, sem falar nos cabelos negros, que, ao invés de caprichosamente penteados, estavam completamente arrepiados.
-Alone! – exclamou Mione, boquiaberta. – Mas o que aconteceu?
Alone soltou um suspiro prolongado.
-Ah, minha amiga... É uma longa história... Uma longa e confusa história, cujo motivo eu ainda não consegui entender...
Ela virou o rosto para um canto da pista, onde Colin havia parado, com uma taça de hidromel na mão. Procurou por Harry e o viu andando pela pista, também com uma taça que, ela supunha, devia conter algo muito mais forte do que hidromel.
-Algo a ver com o Harry? – perguntou Mione, seguindo o olhar da amiga.
-Sim. Ele e Colin – diante do espanto de Mione, Alone completou. – É, também não entendo... Ou melhor, acho que entendo, mas, simplesmente, não quero acreditar...
-O que você acha?
Alone esfregou os olhos e, tensa, disse:
-É difícil apenas transformar o que penso em palavras, imagine se... Imagine se for verdade!! É uma possibilidade absurda, Hermione, mas, simplesmente, não consigo tirá-la da cabeça, de alguma forma não consigo. Chega a dar vontade de rir de tão idiota que me parece, mas... É uma possibilidade...
-Diga logo!
-Eu... Às vezes... Penso que Harry e Colin... Que eles... Têm um caso.
-Um caso?
Enquanto isso, Rony entrava no corredor que havia dentro do Cantinho, seguindo o caminho que o estranho havia lhe ensinado. Ansioso, Rony pensava nas inúmeras possibilidades que o nome daquela cabine oferecia... Finalmente, avistou a pequena cabine Ou Vai ou Racha.
Com o coração disparado, sem nem parar para prestar atenção a Taça dos Desejos ou as instruções que havia do lado de fora da cabine, ele levou a mão à maçaneta e a girou.
Parou de súbito. O sorriso que havia em seus lábios desapareceu por completo, e a sensação de alegria foi substituída por uma ira incandescente. A Cabine era maravilhosa, mas quem estava ali dentro não era Hermione.
-Draco? – indagou Rony, incrédulo, encarando o garoto, que também arregalou os olhos para ele, igualmente espantado.
-O que faz aqui, Weasley?
-Eu é que pergunto o que você faz aqui! Estava esperando encontrar a Hermione...
-Eu também! – respondeu Draco sem pensar.
-O que? – perguntou Rony. – Posso saber o que o fez pensar que a minha namorada se trancaria nesta Cabine com vo... – ele se interrompeu. A palavra "trancaria" soou como um alarme em sua mente. Rony virou-se, afoito, para a porta, que ainda estava aberta. Ele já ia suspirar aliviado quando, ao aproximar-se um pouco mais da porta, ela fechou-se de uma só vez, girando o trinco, de forma tão súbita que quase o atingiu.
Um silêncio apavorante tomou conta do lugar, entrecortado apenas pela respiração ofegante de Rony.
-Droga... – ele murmurou, cansado. Em seguida, dirigiu o punho para a parede e a esmurrou, fazendo os vidros com líquidos afrodisíacos estremecerem. – DROGA!
Em seguida, Rony foi até a maçaneta e começou a girá-la. O esforço, claro, não teve sucesso algum, o que começou a irritá-lo ainda mais.
-Isso... não... abre... – começou a socar a porta. – SOCORRO! ALGUÉM NOS TIRE DAQUI!
-Não adianta tentar abrir a porta, tampouco ficar gritando feito um louco, Weasley...
-Será que pode me explicar, então, como sair dessa porcaria?
Draco coçou os cabelos loiros; as faces ficaram coradas e seus olhos encaravam o chão quando ele respondeu.
-Deve-se pagar um tributo...
-Que espécie de tributo? – indagou Rony de testa franzida.
-Bom, o tributo pode ser qualquer um... O que a pessoa deixa numa Taça que fica do lado de fora, a Taça dos Desejos. Depois que a cabine está sendo ocupada por duas pessoas, a porta da cabine é selada e só é aberta quando o tributo é pago, tributo este que sempre precisa envolver as duas pessoas.
-Não estou gostando muito disso...
-Eu muito menos! – protestou Draco. – Você ter entrado aqui estragou tudo!
-Ai não... – Rony parecia à beira das lágrimas, inconformado com a situação e com a possibilidade assustadora que se pintava em sua mente. – Não me diga que você pediu...
-Sim, Weasley! Agora ferrou tudo! O tributo que foi deixado na Taça dos Desejos foi um beijo!
-Ah não! – Rony deixou-se cair no chão, devido ao baque da informação. – Não é possível... Não posso acreditar...
-Tem que haver outra forma... Outro jeito... – Draco estava igualmente tenso. – Não posso pagar um tributo como este...
-Eu muito menos! – reclamou Rony. – Agora, me explique uma coisa... – Rony levantou-se, encarando os olhos cinzentos de Draco com furor. – Você disse que esperava encontrar a Hermione... Então, a sua intenção era trazê-la até aqui, para que os dois ficassem presos, e ela fosse obrigada a beijá-lo, é isso, ou será que eu não entendi direito?
Draco manteve o rosto erguido.
-Sim. Foi isso mesmo – sorriu, audacioso.
Rony o segurou pelo colarinho do traje a rigor e o encostou contra a parede.
-Será que não dá para parar de correr atrás da minha namorada?
Draco não respondeu, apenas pediu:
-Ponha-me no chão, Weasley...
-Você andou rodando atrás dela, tentando convidá-la para o Baile. Não me esqueço daquele dia. Você estava tão pirado que chegou a chacoalhar a Hermione, tentando convencê-la a vir ao Baile com você. Não sei quando você ficou interessado nela, mas sei que está interessado, Draco, e desde aquele dia estou de olho em você.
-Largue-me...
-Se não quiser se machucar, nem tomar um soco em suas fuças, pare de correr atrás de minha namorada. Fui bem claro, Draco?
-Solte-me...
-Fui bem claro?
Draco engoliu em seco, mas viu que não havia opção, a não ser responder...
-Sim.
Rony soltou-o de uma só vez; Draco desabou no chão. Enquanto Rony caminhava a esmo pela cabine, tentando encontrar uma solução, Draco o encarava com um ódio mortal.
-A pior coisa é ficar preso dentro dessa Cabine com uma pessoa tão odiosa e insuportável como você, Draco – enquanto ele falava, Draco se erguia, apoiando-se em uma cadeira. – Mas, mesmo assim, não pago esse tributo de maneira nenhuma... Ah morro de fome aqui, mas não pago... – ele estava de costas; não viu que Draco analisava a parede da cabine; algo ali chama a atenção do rapaz, algo parecido com uma pequena placa de metal... - ...e pensar que poderia estar aqui com Hermione, ah, aí sim seria bom, ótimo... – Draco, vendo que Rony ainda estava de costas, distraído em seu monólogo, apanhou a placa e leu. Na parte superior, havia pequenas letras: TRIBUTO A SER PAGO. E, embaixo, em letras maiores, havia seis letras, seis letras que formavam o tributo inesperado, o tributo que fez o coração de Draco disparar e a parte maligna de seu ser suspirar de satisfação... SANGUE.
Então, não havia beijo algum... Sangue devia ser derramado para que a porta da cabine se abrisse. Sangue provocado por uma das pessoas ocupantes, atingindo a outra.
Draco, rapidamente, colocou a placa de metal no mesmo lugar de antes. Rony continuava de costas, falando. Um sorriso diabólico surgiu no rosto de Draco, enquanto seus olhos pousavam, automaticamente, na enorme faca de cozinha que repousava no chão.
A voz de Clarissa invadiu a sua mente...
-Nada pode separar os dois. A não ser a morte, Draco...
Imagens atraentes encheram a mente do rapaz. Ele podia visualizar o funeral, Hermione em prantos. Ele indo consolar a pobre "viúva". O tempo cura todas as feridas, ela logo o esqueceria e cairia de amores por ele.
Draco olhou, desejoso, para a faca...
Mas... Para conquistar Hermione, ela nunca poderia saber que ele havia matado Rony...
"Ninguém sabe que estou aqui com ele. O tributo será pago, a porta da cabine se abrirá, e ninguém saberá quem estava com Rony Weasley. O Baile está animado; ninguém presta atenção no que os outros estão fazendo, onde estão; encontrar um álibi será fácil, fácil".
Se o tributo para sair dali era sangue, e ele precisava de Rony morto para ter Hermione para si, por que não unir o útil ao agradável?
Rony continuava discursando, enquanto Draco encarava a faca, desejoso...
Era a hora da decisão... Uma oportunidade única e irresistível se abria para ele...
"Este é o momento, Draco", pensou ele. "Você tem todas as ferramentas a sua disposição. Agora, ou vai ou racha".
Neste momento, na festa, Alone e Hermione viravam duas taças de suco de abóbora, enquanto a jovem terminava de relatar a sua desconfiança, e todos os fatos que levaram a ela, para Mione.
-Então, por tudo isto, surgiu essa possibilidade maluca... – Alone bebeu um pouco mais de suco. – Isso não faz sentido algum, não é?
-Claro que não! Sou amiga do Harry há anos e posso lhe dar a certeza de que ele só tem interesse pelo sexo feminino.
-Ah ninguém pode ter certeza sobre a sexualidade de outra pessoa – Alone balançou a cabeça. – Não está escrito na testa de uma pessoa do que ela gosta, o que a excita ou o que ela prefere fazer na cama. Existem muitas coisas, e algumas até mesmo bizarras. Às vezes nem a própria pessoa sabe o que prefere! Como podemos ter certeza sobre a sexualidade de alguém? Não, não tem como, Hermione. O corpo humano, além de muitos órgãos, também comporta muitos segredos. O que a boca diz às vezes não é o que o coração sente. Ou o que o tesão move talvez não seja o que mais faça determinado órgão masculino se mover.
-É... Sem falar que, depois da Fogueira, será impossível você tirar uma conclusão. Mesmo que o Harry seja... o que você está pensando que ele é... Mesmo que ele goste mais de cuequinhas do que de calcinhas, ele está caindo de amores por você, e é capaz de mandar muito bem nos momentos mais íntimos.
-Eu sei... Mas arranjarei um modo de descobrir se o que estou pensando é mesmo verdade... E, se for, ele não só tem preferências pelo sexo masculino como já teve um relacionamento mais do que íntimo com o meu grande amigo Colin Creevey.
-Nossa... É difícil de imaginar...
-Pra mim também é. Mas não tiro isso da cabeça até ter uma resposta. Não importa muito qual seja, mas eu tenho real interesse em descobrir. Afinal, gay ou não, Harry agora é homem, é meu, e ponto final.
-Tem certeza de que não importa muito mesmo? – perguntou Hermione. – Porque Colin é um grande amigo seu, e...
-Ai, Hermione, não me torture com questões éticas agora, por favor! Ainda mais sendo baseada numa mera possibilidade! Por favor...
-Desculpe – pediu ela, lançando um olhar para a pista de dança.
-Nem sinal do Rony, não é?
-Sim... Isso está muito estranho... Se ele não estivesse enlaçado pelo poder da Fogueira, eu estaria revoltada neste momento, com as piores possibilidades na cabeça. Mas, sei que ele é só meu.
-É, mas o que será que ele está fazendo?
-Não sei... Talvez esteja preparando uma surpresa. Tudo o que sei é que a bêbada da Clarissa derramou bebida em mim e fui ao banheiro limpar o vestido. Quando voltei, nem sinal do Rony...
-Talvez a Clarissa saiba onde ele está... – sugeriu Alone, apontando para a amiga.
Clarissa, com a barra do vestido levantada, dançava, descalça, na pista de dança.
-Nossa, ela está um tanto alterada pela bebida... – comentou Alone.
-Mas está sóbria ainda. Ela deve ter visto para onde o Rony foi. Vamos até lá – dito isso, Hermione puxou Alone e, juntas, as duas correram até onde Clarissa dançava.
Assim que elas se aproximaram, Clarissa voltou-se para elas, sorrindo.
-Olá, Encalhadas! – berrou ela para fazer-se ouvir diante do forte som da música.
-Clarissa, por favor, você sabe para onde o Rony foi depois que eu fui até o banheiro?
-Eu... Não sei não... – ela respondeu, ainda dançando. – Largue de preocupação, o que poderia ter acontecido de mal com ele aqui neste Baile?
-Nada...
-Então! Aproveite a noite! Divirta-se e deixe de tanta preocupação!
Mione segurou a mão de Alone, tensa; por algum motivo, aquele sumiço de Rony a estava deixando preocupada, muito preocupada...
-Não levem as coisas muito a sério, senão a diversão vai pro espaço! Vejam a Serena, por exemplo – Clarissa apontou. – Está há tempos tentando evitar que o Lewis a puxe para a pista de dança!
-Ué, por que será? – perguntou Mione.
Alone balançou os ombros, enquanto elas observavam. Lewis insistia, mas Serena, com a expressão tensa, não queria aceitar o convite para bailar ao lado dele.
-Serena, eu não consigo entender você! – disse Lewis. – Estava tão animada para o Baile, doida para que dançássemos juntos, e, quando chega o dia, você não quer dançar!
-Perdi a vontade, Lewis... Estou cansada... Só isso... – ela tentava conter as lágrimas, mas era quase impossível...
-Ah, vamos dançar sim, nem que eu tenha que agarrar você... – ele segurou-a bem próxima ao corpo dele, firmemente. Só largou a garota quando chegaram ao centro da pista. – E agora? Vai correr?
Bem naquele segundo, enquanto ela observava os contornos do rosto de Lewis, iluminados pelas luzes coloridas do teto, a iluminação da pista de dança baixou para um azul escuro, e uma bela música romântica começou a soar.
-Ah essa música é linda – comentou Lewis com um sorriso; uma lágrima escorreu pelo rosto de Serena; Lewis, surpreendido, levou o dedo a lágrima que rolava, secou-a e perguntou. – Querida, por que está chorando?
Serena, os olhos iluminados pela umidade, acariciou o rosto dele e respondeu:
-Por emoção... Emoção...
Lewis aconchegou-a em um abraço apertado e, coladinhos, eles começaram a dançar...
Eu creio que agora seja a hora de eu desistir,
Eu sinto que é a hora.
Tenho uma foto sua ao meu lado,
Tenho a marca de seu batom ainda na sua xícara de café.
Tenho um punho cerrado de pura emoção,
Tenho uma cabeça de sonhos despedaçados.
Preciso abandonar isto, preciso deixar tudo para trás.
Ela acariciava a nuca de Lewis, ao mesmo tempo em que aspirava o seu perfume, o aroma do amor e de seu desejo. Como ela o amava... como ela o queria... Como poderiam ser uma só carne se tinham o mesmo sangue?
Não havia alternativa... A não ser, como dizia a melodia... Desistir... Esquecer Lewis definitivamente. Transformar o seu amor de mulher em amor fraternal...
E as lágrimas da frustração corriam soltas...
Seja o que for que eu disse,
Seja o que for que eu fiz, não tive a intenção.
Eu só quero você de volta para sempre.
(Quero você de volta, quero você de volta, quero você de volta para sempre).
Quando quer que eu esteja errado,
Apenas me diga a canção e vou cantá-la,
Você terá razão e será compreendida...
(Quero você de volta, quero você de volta).
Quero você de volta para sempre.
Ela queria tudo de volta... Queria de volta os sonhos de uma futura vida a dois ao lado de Lewis... Os devaneios sobre uma subida ao altar ao lado dele... Queria o retorno da esperança de viver...
Inadvertidamente, mas enfatizado, eu compreendi a história.
Não adiantou.
Mas no canto de minha mente eu comemorava a glória,
Mas isso não devia acontecer...
Nas reviravoltas da separação
Você sobressaiu-se ao tornar-se independente.
Você não pode achar um lugarzinho lá dentro para mim?
Ela já não conseguia mais se conter... O choro e o desespero tomaram conta de Serena, e ela entregou-se à dor, trêmula. Lewis percebeu e sussurrou-lhe no ouvido:
-Ainda emocionada, minha linda?
-Claro... – ela sussurrou em resposta. – Este é um... Um momento muito especial... Do qual nunca vou esquecer...
E, de fato, nunca ia esquecer. Aquele era o momento que marcava a compreensão de que o rapaz que amava era seu irmão; o primeiro contato que mantinha com ele depois daquela descoberta infame.
Ainda chorando, ela continuou ali, coladinha com Lewis, enquanto a música continuava...
Seja o que for que eu disse,
Seja o que for que eu fiz, não tive a intenção...
Numa mesa especial, separada para os professores de Hogwarts, Frieda Lambert ignorava a piada que Flitwick contava para todos. Suas atenções estavam voltadas para Lewis e Serena. Enquanto bebia uma taça de champanhe, ela observava, triunfante, o choro angustiado de Serena.
"Como nunca pensei em revelar isso antes?", pensava ela. "Isso ainda me deu aquela idéia excelente, idéia que faz com que eu me vingue para sempre da família Bennet e ainda transforme a vida de Serena em um inferno".
Os lábios secos e finos de Frieda se torceram em um sorriso.
"Prepare-se, Serena. O calvário está apenas começando".
Discretamente, alegando que ia buscar mais champanhe, Frieda levantou-se da mesa e aproximou-se do balcão. Walter servia aos que se aproximavam, e sorriu ao ver a professora.
-Sra Lambert! Quanta honra!
-Poupe-me de discursos de falso saudosismo, Walter. Você foi um mero jardineiro de minha residência, e sei muito bem que a classe baixa geralmente me detesta, por eu ter opiniões que pessoas de baixa renda não são capazes de formar, além de tudo o que o dinheiro e a inteligência foram capazes de me fornecer.
Walter engoliu em seco, sem graça.
-Mas devo lhe dizer que foi muito bom encontrá-lo por aqui, trabalhando e morando perto de Hogwarts. Vou precisar de uma ajudinha para algo que ando planejando... Diga-me, Walter, o dinheiro ainda seduz você?
-Sim! – ele abriu um sorriso. – Claro, Sra Lambert. Sempre é bom!
-É capaz de qualquer coisa por dinheiro, Walter?
-Sim, dinheiro é a melhor coisa do mundo!
-Tudo mesmo?
-Tudo!
Frieda o avaliou por alguns segundos; seu olhar crítico deixou Walter embaraçado.
-Ótimo – disse ela. – Em breve vou procurá-lo aqui no Lorenzo´s, com uma proposta irrecusável. Se topar, posso lhe adiantar que você terá milhares de galeões como recompensa. Até logo.
Frieda colocou mais champanhe na taça e voltou para a mesa dos professores, deixando Walter ansioso e embasbacado. Ele sobressaltou-se quando Lorenzo beliscou o seu braço.
-O que ela queria?
-Nada... – respondeu Walter, tentando parecer convincente.
-Sei... Escute aqui, Walter, não dê muita trela para essa mulher! Ela ofendeu o meu bar de maneira tal que me deixou maluco! Se ela suspeitar que oferecemos bebidas como Demência para adolescentes, e que ocorrerão festas clandestinas por aqui, estaremos perdidos! O Lorenzo´s precisa da clientela jovem. Fui claro?
-Sim, senhor. Muito claro!
Um gritinho estridente fez com que Lorenzo estremecesse. Do outro lado do balcão, uma jovem bela, de cabelos encaracolados, dava pulinhos, animada.
-Lorenzo! Lorenzo! Preciso de sua ajuda!!
-Para que? Para curar loucura? Desculpe-me, mas, nisso, não sou especialista...
-Não! Quero um lugar interessante para levar um certo rapaz...
-Nossa, que garota decidida! Qual o seu nome?
-Joyce!
-Ah, já ouvi falar de você – Walter deu uma risadinha. – É muito conhecida entre os homens do povoado...
-Walter! – Lorenzo o beliscou novamente.
-É tudo mentira, moço – falou Joyce. – Esse povo é muito maldoso. Está certo que eu andei por algumas camas aqui de Hogsmeade, mas também não foram "tantas" assim...
-Claro, as mulheres e crianças foram poupadas...
-Walter, some! – berrou Lorenzo; o atendente afastou-se às pressas. – Perdoe-me pelo comportamento inadequado do meu funcionário, Joyce. Mas, se quer saber, tenho um lugar perfeito... E secreto, reservado para as futuras festas clandestinas que ocorrerão por aqui...
-Ai adoro lugares proibidos!! Poderia me falar como chegar lá?
-Sim! É só...
Enquanto Lorenzo ensinava o caminho para Joyce, Juca Slooper aguardava, incomodado com as luzes. O que Joyce estava querendo aprontar com ele?
Castelo de Hogwarts. Longe de todas aquelas luzes, de toda aquela agitação. Castelo deserto. Silencioso. Professor em um corredor. De frente para uma porta. A porta que levava ao oásis. A porta que se abria para o antro do pecado e do prazer. O Palacete da Loucura.
Augusto levou a mão ao bolso e tirou o seu lenço. O suor já impregnava a sua testa. Secou-se com o lenço, sem tirar os olhos da porta...
Uma pequena hesitação tomou conta dele... Ele mexia-se sobre os próprios pés, indeciso...
Foi apenas um breve segundo, antes que ele levasse a mão à maçaneta da porta e entrasse, apressado, como se tivesse medo de se arrepender e voltar atrás.
O que ele encontrou do outro lado da porta era surpreendente... e fantástico.
Ele estava no fundo de uma espécie de sala de aula. Havia algumas carteiras, separadas em fileiras. Porém, no fundo daquela sala, abaixo do quadro negro, não havia uma mesa do professor. Havia uma cama circular, coberta por um lençol vermelho. Sobre ela, sentada, de pernas cruzadas, trajando um longo avental branco de professora, e usando óculos de hastes negras, estava Lanísia, com uma expressão solene.
-Posso saber por que o aluno Augusto demorou tanto? – disse ela, séria.
Augusto piscou os olhos rapidamente, querendo se certificar de que tudo aquilo era mesmo realidade.
-Não fique aí com essa cara de bocó! Você deve uma explicação para a sua professora!
Augusto continuou parado, confuso, sem saber o que fazer...
-Não vai falar nada, não é? – indagou ela, irritada. – Dessa maneira, não vejo outra solução, a não aplicar-lhe um castigo pelo seu atraso e desobediência!
Decidida, Lanísia saiu da cama e caminhou até Augusto. Ele deu uma risadinha.
-Lanísia, o que pensa que está fazendo...?
Ela não respondeu. Segurando o braço dele com força, Lanísia começou a arrastá-lo em direção a cama.
-Lanísia, eu não estou entendendo nada, e...
-Professora Lanísia! E não precisa entender nada! Aliás, não precisa fazer nada! – ela o empurrou para a cama; Augusto caiu sobre os lençóis, desajeitado. – Por enquanto, não.
Ajoelhando-se sobre a cama, ela avançou, de gatinhas, até o professor, que observava, de olhos arregalados. Ela chegou bem perto do rosto dele. Acariciando a barba rala do professor, ela sussurrou, quente, em seu ouvido.
-Está na hora de eu lhe dar uma aula da qual você jamais vai esquecer.
Dito isso, Lanísia saiu da cama, ficando em pé de frente a ela. Augusto acompanhava todos os seus movimentos, suando.
-Está na hora de ensiná-lo A Arte do Prazer.
Augusto observou-a, intrigado. Ele estava acostumado a ver Lanísia vestida em suas micro-saias, em blusas decotadas, mas dessa vez, não... Aí tem coisa, pensou o professor, analisando-a, linda e morena, vestida com aquele avental que não era nada convencional a Lanísia.
Ela soltou os cabelos, livrando-os do coque. O simples movimento levou até as narinas do professor aquele aroma maldito que o deixava alucinado...
-Hoje teremos aula de Educação Sexual – disse ela, sorrindo, travessa, deixando a garota levada que havia debaixo daquela fantasia transparecer.
Augusto contorceu-se de desejo ao ver aquele sorriso.
-Você quer aprender Educação Sexual comigo, Augusto?
-Sim, querida professora – respondeu ele, alucinado.
-Ótimo. Mesmo que não quisesse, teria que aprender. Afinal, quem manda aqui, sou eu. Eu sou a professora.
-Claro... Claro que é...
-Primeiro tópico: Anatomia Masculina.
A língua dela deslizou pelos lábios, tentadora.
-Para isso, chamo você, Augusto, para me ajudar na parte prática. Venha até aqui, por favor!
Sem pensar duas vezes, Augusto levantou-se, parando ao lado dela.
-As partes superiores do corpo já são mais conhecidas – ela levou a mão ao casaco do professor e começou a desabotoá-lo. – Mas sempre é bom uma revisão...
Ela terminou de desabotoar o casaco, arremessando-o para longe. Com os olhos cintilando, Lanísia contemplou o peitoral do professor. Levou a mão até ele, enquanto olhava fundo nos olhos de Augusto.
-Isso aqui é um mamilo – ela apertou o mamilo direito do professor; Augusto trincou os dentes e ficou arrepiado. Lanísia começou a acariciar o peito dele. – Esse é o peitoral... – ela fechou os olhos brevemente, enquanto sentia os músculos do professor, alguns pêlos ralos que arrepiavam-se ao toque de seus dedos leves. – Este é o umbigo – ela desceu os dedos até o umbigo do professor. – E, esses pêlinhos que saem do umbigo e descem até a parte que por enquanto está oculta formam o que todos chamam de "caminho da felicidade"...
Ela mordeu o lábio; seus olhos de garota sapeca encontraram os do professor, que suspirou, excitado.
-Agora, vamos as partes inferiores, que são as partes mais interessantes...
Ela levou a mão até a calça do professor, desabotoando e, em seguida, descendo o zíper da calça. Augusto se contorcia, quase passando mal de tanta vontade acumulada...
Ela desceu a calça do professor, e, ao tirá-la, jogou-a longe. Afastou-se, para contemplar o resultado. Olhou bem para as pernas do professor e parou o olhar ao encontrar a cueca branca. Sorriu.
-Vejo que você está gostando da aula.
-Muito... Mas quero ir para a parte prática, e...
-Ainda não! Primeiro a anatomia! – ela ajeitou os óculos e aproximou-se. – Essas são as pernas, você já está cansado de saber... Vamos tirar agora a única peça que resta, e que esconde o que mais interessa...
Ela levou a mão a cueca do professor, alisando o que ela escondia. Augusto ofegou...
-Nossa... – comentou Lanísia. – Desse jeito a cueca pode ser rasgada a qualquer momento – ela deu uma risada. – Vamos libertá-lo. Ele quer ser mostrado. Quer ser tocado.
Ela baixou a cueca do professor. Lanísia encarou a parte íntima do professor com surpresa. Abrindo um sorriso sensual, ela chegou bem perto do professor e levou uma mão até a parte revelada.
-Isso aqui é o órgão sexual masculino. E em seu estado mais avançado. O estado rígido – ao dizer isso, ela riu novamente; Augusto transpirava; Lanísia secou uma gota de suor que escorria pelo peito dele; dessa vez, foi ela quem estremeceu de desejo. – Querido Augusto, você está pronto para mandar ver...
-Então venha...
Ela desvencilhou-se dos braços dele.
-Não! Ainda não! Falta apenas mais uma lição, meu aluno...
-Que... que lição?
Ela o empurrou novamente, nu, em direção à cama. Ele olhou-a, desnorteado, quando Lanísia rasgou o avental de professora, revelando um longo vestido vermelho de festa, decotado na parte dos seios e com uma fenda arrasadora nas pernas. Ela lançou os óculos longe e balançou os cabelos longos. Acariciando os seios, ela respondeu, sensualmente...
-Anatomia feminina.
Na cabine Ou Vai ou Racha, Draco continuava mirando a faca, como se estivesse hipnotizado por ela... Rony, desolado, continuava a reclamar.
-Como sairemos desse lugar? Como?
Ele finalmente olhou para Draco novamente; viu que o olhar do garoto estava fixo em algo que estava ao chão. O que seria? Devagar, Rony começou a se aproximar. Draco não se movia... Quando estava mais perto, perguntou.
-Draco, o que está...
O rapaz, sem pensar, apanhou a faca de cozinha do chão com um movimento súbito. Virando-se rapidamente, e rugindo de fúria, Draco girou a faca no ar. Rony afastou-se, alarmado, evitando a lâmina que cortou o ar.
-Draco, o que está fazendo? – perguntou ele, assombrado.
Mas não havia tempo para conversa. Draco avançava novamente, brandindo a enorme faca. Rony abaixou-se no momento exato em que a faca cortava o ar, no local em que estivera o seu pescoço. Apavorado, ele correu em direção a porta selada da cabine, e começou a esmurrá-la.
-Socorro! Socorro! – começou a berrar.
Virou-se, para ver onde Draco se encontrava.
Deu de cara com o rosto feroz e alucinado do rapaz, que fez um movimento súbito em direção a ele. Rony sentiu um buraco se abrindo em seu corpo, enquanto um aço gelado o invadia. O ar desapareceu.
Ele baixou os olhos. Suas vestes já começavam a ficar empapadas de sangue. E, ele viu, cravada em seu corpo, a enorme faca. Draco puxou-a, retirando de seu corpo, fazendo com que Rony desabasse no chão, numa agonia sangrenta...
NA: Espero que tenham gostado. Aguardo mais comentários! hehe. Abraços e até a próxima!
