CAPÍTULO 22
A Guerra Encalha-Enruga
Embora existam alguns momentos de prazer...
-Então... Venha e me tome. Sou toda sua.
-Eu também estou. Ver o seu corpo, seus seios... Estou ficando zonzo também...
...o conflito aumenta, e dois lados dispostos a lutar dão origem à uma guerra...
-É, estamos em uma guerra, e vamos vencê-la!
...uma guerra onde a forma de atacar pode não ser muito justa...
-Augusto tem um caso com uma aluna.
...E o que será que algumas Encalhadas fariam escondidas dentro de um armário?? Só lendo para saber...
O susto com a frase de Hermione fez Frieda perder a cabeça. Sem pensar nas conseqüências, Frieda segurou o braço de Mione com força e a aproximou dela.
-O que quer dizer com isso, garota?
Mione assustou-se por um momento, mas o pânico que via no rosto de Frieda era um bálsamo para qualquer temor. Pouco se importava com a pressão que os dedos da professora faziam em seu braço. Tudo o que queria era aumentar ainda mais o medo da megera, deixá-la sentir o peso de ter um trunfo nas mãos de um inimigo.
-Nada, professora... – ela respondeu, dando um sorrisinho.
-O que sabe sobre o Bruxetes?? Quem disse que eu fui até lá? Hein?
-Ai, professora, está me machucando... – Mione fez uma expressão de tristeza.
-Pare de brincar comigo! Não sabe com quem está lidando!! Diga, de uma vez, o que você sabe??
-O que eu sei, não, Frieda. O que nós sabemos – e, com o braço que estava livre, Mione fez um círculo, indicando as amigas, que olhavam para Frieda com a mesma satisfação.
A professora olhou para cada uma das Encalhadas, os olhos arregalados, o rosto pálido.
-O que vocês poderiam saber?? Não é possível! – de repente, ela sorriu. – Ah! Mas é claro... Como pude ser tão estúpida? Isso não passa de um blefe! Vocês não sabem de absolutamente nada! Só querem me assustar!
-Será, Frieda? – foi a vez de Lanísia entrar no jogo de Mione. – Se fosse um blefe, como saberíamos de sua ligação com o Bruxetes? Ou, para sermos mais diretas, a ligação com quem comanda a loja?
-Ted Bacon – disse Mione.
O pavor voltou a assolar Frieda.
-Quanto vocês sabem?
-Por enquanto, não sabemos muita coisa – respondeu Mione. – Mas a sua reação está nos ajudando bastante. A partir de agora temos certeza de que coisa boa não é!
-Sua ajuda foi de grande valia, Frieda – disse Joyce.
Frieda lançou um olhar frio para cada uma delas.
-Vejam bem... Se quiserem tentar acabar comigo, eu destruo a vida de vocês...
-Ah isso você já está fazendo mesmo – falou Alone. – Já está tentando nos destruir! Só vamos criar o nosso contra-ataque.
-É isso aí, Frieda – emendou Mione. – É bem simples. Você tenta nos destruir, nós tentamos destruí-la. Vamos ver quem cai primeiro.
-Acham mesmo que vocês podem me derrubar?
-Todas as suas reações demonstram que sim. E você nem poderia pensar em nos subestimar, é claro. Afinal, somos seis, você, uma só... Está em desvantagem, Frieda.
-É o que veremos.
Dito isso, a professora deu as costas e foi se reunir aos outros membros do corpo docente. As Encalhadas juntaram as cabeças e confabularam entre si.
-Obrigada por terem entendido qual havia sido a minha idéia – agradeceu Mione. – Na verdade, apenas cheguei à uma conclusão quando percebi que fora Frieda quem armara para trazer a ex-mulher de Augusto para a escola; ela não foi ao Bruxetes para usar Ted em seus planos contra nós. Afinal, Ted seria um meio de atacar você, Lanísia, e ela de fato a atacou, mas usando Rebecca e a filha. Aquele hematoma no rosto de Frieda não indica que a visita à loja foi um encontro de velhos amigos; na verdade, aquela marca intriga, e muito. Então, concluí que, se descobrimos um podre de Frieda antes que ela descubra o que fizemos, podemos até mesmo jogá-la atrás das grades e nos livrarmos dela para sempre!
-O difícil seria saber se ela realmente tem algo ruim a esconder – falou Joyce. – Mas a maneira como ela reagiu às insinuações... Com medo do quanto nós podíamos saber... Acho que existe algo escondido, sim, e algo que pode destruir a vida de Frieda.
-Certo, o medo dela foi ótimo, mas acho que ela vai acelerar as investigações a respeito do que fizemos – supôs Alone. – Afinal, criou-se uma espécie de jogo, uma disputa onde quem descobrir primeiro, vence. Ela já não estava medindo esforços para nos derrubar... Agora, então...
-Concordo – falou Serena. – Acho que seria melhor se Frieda não soubesse que vamos investigá-la.
-Talvez... – assumiu Mione. – Eu agi por um impulso... A maneira como o rosto dela brilha ao nos provocar, ao nos irritar, me tira do sério! Quando tive essa idéia, não pensei que talvez fosse melhor ela não saber de nada. Tudo o que eu queria era fazer com que ela sentisse o mesmo medo que sentimos quando ela nos ameaça... O mesmo temor em desconhecer o quanto o inimigo sabe, o quanto de informação ele tem nas mãos... Chego a sentir um prazer maligno ao imaginá-la perder o sono, como todas nós perdemos... Ao imaginá-la com medo...
-A maneira como o rosto dela murchou ao ouvir as suas insinuações foi fascinante! – exclamou Joyce. – E, de qualquer forma, não tem como voltar atrás. Temos que bolar as nossas formas de ataque, mesmo que Frieda saiba que estamos atacando.
-E qual seria essa forma? – perguntou Clarissa. – Como vamos começar??
-Já sabemos que existe algo estranho entre Frieda e Ted. Precisamos descobrir o que é. Se realmente eles não se dão bem... Se esse relacionamento ruim entre os dois é de conhecimento de todos...
-Qual seriam os pontos de partida para descobrirmos tudo isso? – perguntou Alone.
-Eu já tenho alguns – disse Mione, sorrindo. – Mas precisamos de um lugar melhor para falarmos sobre essas idéias...
-Reunião de emergência! Vamos lá, Encalhadas! – falou Joyce, fazendo um sinal com a mão e sendo seguida pelas garotas... exceto por uma; Lanísia.
-Você não vem? – perguntou Clarissa.
-Preciso resolver uma coisa antes – respondeu Lanísia, séria.
-Veja bem o que vai fazer...
-Não será nada ruim, Joyce. Fique tranqüila. Só preciso trocar algumas palavras com Augusto.
Joyce olhou para as outras Encalhadas, que consentiram.
-Está bem. Nos encontre na Sala Precisa.
-Estarei lá daqui a pouco.
As garotas saíram do salão principal. Enquanto passavam pelo Saguão, um avião de papel bateu contra uma orelha de Hermione. Ela agarrou-o discretamente, já sabendo do que se tratava. Em seguida, deixando-se ficar para trás das amigas, abriu-o e leu:
Estou louco de saudades. Vamos nos encontrar dentro de meia-hora, próximo aos banheiros do segundo andar. Beijos, Rony.
Mione amassou o papel e guardou-o no bolso no mesmo instante em que localizou Rony, em um canto do Saguão, acenando. Ela sorriu em resposta e continuou a acompanhar as amigas.
Dentro do Salão Principal, Lanísia voltou-se para a Mesa Principal. Primeiramente, fitou a pequenina Karen, correndo no meio dos adultos. A garota era graciosa; os longos cabelos brilhantes lembravam muito os cabelos de Augusto. Em seguida, o olhar fixo de Lanísia passou para Rebecca. Havia se esquecido da foto, do quanto Rebecca era bela. Os cabelos negros, em contraste com a pele clara, criavam um efeito perturbador. O corpo era esguio; a pele era lisa, sem marcas ou rugas. Infelizmente, pensou Lanísia. Daria tudo para que Rebecca tivesse o corpo caído e o rosto tão enrugado quanto um pergaminho molhado...
Próximo às duas estava Augusto; ele também a olhava. Parecia perturbado, tenso. Lanísia sinalizou para que ele a seguisse, depois saiu do Salão Principal e aguardou-o no saguão de entrada. Quando Augusto surgiu no Saguão, um novo sinal o convidou a segui-la novamente. Lanísia parou atrás de uma das árvores dos jardins da escola; Augusto encontrou-a emburrada e de braços cruzados.
-Por que não me contou?
-Sobre Rebecca e Karen??
-Não faça perguntas idiotas, Augusto! Sabe que sim! E nem tente me dizer que não sabia, porque achei você meio estranho durante o dia todo!
-Sim, eu sabia... Mas sabia que você ia ficar brava... – os olhos dele brilharam, tristes. – Desculpe...
Aquilo fez Lanísia acalmar-se um pouco; ele escondera aquilo para mantê-la calma. Ele só fazia o que achava melhor para ela; uma das maravilhas da Fogueira era essa garantia.
-Tudo bem... Eu que peço desculpas. Você não tem culpa, afinal... A culpada é a Frieda...
-Foi ela mesmo. Como sabe?
-Digamos que ela ficou bem satisfeita ao anunciar que foi ela quem trouxe a sua ex-mulher para Hogwarts... Deixe pra lá, você não vai entender.
-Não ando entendendo muita coisa – Augusto secou o suor da testa com o lenço. – A começar por essas atitudes da Frieda...
-Achou essa atitude um pouco estranha, não é?
-Um pouco? Muito, isso sim! Lanísia, a Frieda e a Rebecca nunca gostaram uma da outra! Sempre se odiaram! Não gostam de se encontrar. Nos anos em que fui casado com Rebecca, foram poucas as vezes em que vi as duas no mesmo ambiente e, sempre que isso acontecia, o resultado nunca era muito bom... Discussões... Brigas... E, agora, Frieda a convida para trabalhar na mesma escola que ela??
-Nem queira saber o que a motivou...
-Como??
-Deixa pra lá... Mas, Augusto, existe algum motivo para esse ódio entre as duas?
-Que eu saiba, não.
-Entendi...
-Seja qual for, talvez Frieda tenha ficado com pena de Rebecca. Ela não estava em uma boa situação. Estava desempregada...
-É, pode ser – disse Lanísia, pensando como era impossível imaginar um gesto de bondade de Frieda. Até parece que ela se importaria com alguém. – Teremos que ter bastante cuidado agora. Hogwarts tem uma inspetora de alunos. Se ela descobre que um dos professores anda traçando uma aluna, você será despedido e eu, provavelmente, expulsa. Se bem que... Ela sendo sua ex-mulher, talvez nos poupasse...
-Não... Em nome do seu trabalho, Rebecca é capaz de tudo. Não pensaria duas vezes em me prejudicar se achasse que era o certo.
-Que horror. Então é bom mesmo ficarmos espertos. Se bem que nós já somos, afinal ninguém até hoje descobriu sobre nós dois.
-É mesmo – ele controlou um impulso de agarrá-la ali mesmo, atrás da árvore. – Enfrentamos o perigo e ninguém nos descobre. Por que Rebecca iria descobrir?
A resposta para isso se desenrolava naquele instante, na sala de Frieda...
-Despachei a Karen para conhecer o castelo ao lado da Sprout porque preciso conversar a sós com você, tia Frieda – Rebecca largou a bolsa sobre uma das carteiras e depois voltou-se para a tia, que a encarava, séria. – Por que fez questão que eu fosse contratada?
-Fiquei com pena de sua situação, só isso – respondeu Frieda, bondosa. – Será que uma tia não pode querer ajudar uma sobrinha??
-As tias normais, sim, mas não uma tia como você – disse Rebecca. – Sei que não se preocupa com ninguém, e o quanto lhe dá prazer ver quem você odeia se dando mal, e eu entro nesse grupo. Não entendo o que a fez dar a idéia de me trazer para cá...
-Só estava brincando com você. Realmente, pouco me importo com a sua situação. Se você está viva ou morta, é indiferente para mim. Mas, agora, eu preciso de você...
-De mim?? – Rebecca riu. – Frieda Lambert pedindo ajuda para mim?
-Não é bem uma ajuda. Só quero que você faça algo que, tenho certeza, lhe trará muita alegria e, indiretamente, me ajudará.
-Humm... Não entendi muito bem... O que seria?
-Sei o quanto Augusto tem sido um péssimo pai – disse Frieda, caminhando pela sala. – Não dá a mínima atenção para Karen, nem ajuda você. Sabia que você estava desempregada, e o que ele fez para ajudá-la? Nada!!
-Não precisa jogar na minha cara as mancadas de Augusto...
-E não precisa fingir para mim que isso traz tristeza a você! Posso ver nos seus olhos que algo supera a mágoa. Ela é superada pelo ódio, pelo desejo de vingança.
-Não sou vingativa...
-Será que não? E se eu lhe dissesse que sei de algo que pode destruir a carreira de Augusto como professor? Algo que, se vier à tona, pode ter conseqüências terríveis para a vida dele? Pode deixá-lo desempregado para sempre, em uma situação horrorosa... Assim como você estava antes de vir para Hogwarts... Na época em que ele não quis ajudá-la...
Rebecca sentiu o coração bater com força; mordeu o lábio inferior; a proposta era interessante. Poderia pisar em Augusto, como ele fizera com ela. Viraria o jogo: se antes ela estivera desempregada e ele em Hogwarts, agora seria ela em Hogwarts e ele sem um sicle no bolso.
-É... Interessante...
-Ah! Sabia que ia gostar...
-Mas, me diga... Que coisa é essa que Augusto esconde?
-Ele vive o mais proibido dos romances que podem existir em uma escola – Frieda aproximou-se e, mirando fundo nos olhos de Rebecca, soltou a bomba. – Augusto tem um caso com uma aluna.
-O quê??
-Isso mesmo, Rebecca. Seu ex-marido anda levando uma de nossas alunas para a cama.
-Mas... Isso é um absurdo! Ele deve ter pelo menos o dobro da idade dessa menina... Não pode ser... – ela estava em estado de choque.
-É terrível, não é? Imagino como o seu instinto de inspetora considera isso um absurdo...
-É claro que é!! Isso precisa acabar imediatamente!
-Concordo com você. Mas acontece que seu ex-maridinho e a jovem são muito cuidadosos. Claro, é um romance proibido, secreto, eles não devem se encontrar em qualquer lugar. Mas eu preciso que você flagre os dois, e consiga uma prova desse amor proibido.
-Pode deixar. Pegarei os dois. Além de fazer o que é moralmente correto me vingarei de Augusto – ela ergueu o olhar. – Só não entendo uma coisa. Você odeia tanto o Augusto assim para tramar isso?
-Não o odeio. Apenas preciso manter ele e Lanísia afastados para uma espécie de teste.
-Teste?
-Sim. Preciso ver se ele suportará a distância – Frieda sentiu um novo vigor maligno. – E também deixar algumas vadiazinhas em um beco sem saída.
Rebecca não conseguiu entender a quem ela se referia, mas sabia que aquelas tais vadiazinhas estavam perdidas. Se dependesse dela, Augusto e Lanísia seriam desmascarados muito em breve.
Alone, Joyce, Clarissa e Serena observavam Hermione andando de um lado para outro, no corredor da Sala Precisa. De repente, a porta que dava acesso à sala surgiu.
-Espero que tenha desejado algo bom dessa vez – disse Alone.
-Não que nós sejamos assanhadas, mas parece que essa sala não entende muito bem o que é ser uma Encalhada – falou Clarissa, balançando a cabeça.
-Fui prudente dessa vez, e especifiquei bem. Desejei uma sala de reuniões para garotas comportadas, que não querem saber de sexo... Acrescentei isso só pra não corrermos o risco de cairmos em uma sala cheia de órgãos masculinos novamente...
-Ah, os brinquedos eram interessantes... – lamentou-se Joyce.
Hermione estendeu a mão para a maçaneta da porta.
-Vejam o espaço criado para nós, meninas corretas!! – e escancarou a porta da sala.
O sorriso de todas elas murchou.
Bem em destaque na sala, havia uma fileira de cintos de castidade e outra de calcinhas cobertas com diversos feitiços, que atingiam os atrevidos que tentassem apalpar as intimidades das jovens comportadas. Mione entrou na sala e começou a ler as etiquetas coladas às calcinhas.
-"A Gaiola Eletrizante: deixe sua perereca protegida sob um feitiço de 220 volts"... "A Desmotivadora: um toque e o instrumento do atrevido diminui rapidamente"... "A Ilusionista: faz com que os olhos do tarado vejam a intimidade de uma velha de 100 anos ao invés da sua"... "A Assassina: um toque masculino e ela aciona diversas lâminas para acabar com o safado"... – ela suspirou. – São feitas para proteger mesmo...
-Os livros também são terríveis – falou Alone. – Vários guias para bruxas independentes...
-Da próxima vez, quem vai convocar a Sala Precisa sou eu – disse Joyce. – Você não acerta mesmo, Mione...
-Não! Da próxima, eu chamo – disse Alone. –Você só quer convocar a sala para incluir outros daqueles brinquedos.
-A Joyce não faria isso... – Serena interrompeu-se ao ver o olhar frio que Joyce lançava para Alone.
-Estraga prazeres – disse Joyce, emburrada.
-Vamos nos acomodar ao redor da mesa e aguardar a chegada da Lanísia – falou Hermione, ocupando uma das cadeiras.
Houve uma espera tensa de alguns minutos antes que Lanísia irrompesse pela porta da sala, que se encontrava entreaberta. Ela encostou a porta e, assim que se sentou, Joyce deu início à reunião de emergência.
-Essa reunião será breve. Só precisamos que Hermione apresente as idéias que teve para que a investigação sobre Frieda se inicie.
Mione levantou-se de sua cadeira.
-Não sei se vocês vão concordar, mas foram idéias que me ocorreram de imediato. Talvez realmente exista um fator no passado de Frieda e Ted que tenha criado um relacionamento não muito bom entre os dois, e esse fator nem seja tão misterioso assim. Uma forma de descobrirmos o que seria esse fator é questionando alguém que tenha uma ligação direta com Frieda ou Ted. Para nossa sorte, uma Encalhada é irmã de um Lambert... – e parou o olhar em Serena.
-É só verificar o que o Lewis sabe? Ah, isso será fácil!
-Acredito que seja mesmo – concordou Mione. – Já a outra forma, não será tão fácil assim. Acho que pode ser até um pouco arriscado...
-O que seria? – questionou Clarissa.
-Sondar Ted Bacon.
-O quê? – Joyce ficou perplexa com a idéia de Hermione. – Está sugerindo que uma de nós chegue diante do Ted e pergunte o que existe de estranho entre ele e Frieda?? É isso?
-Não! Isso seria impossível, até porque, se for algo que também pode atingi-lo de alguma forma, Frieda pode alertá-lo sobre nós. A minha idéia é a seguinte: sabemos que o fraco de Ted é mulher. Por uma mulher, ele com certeza perde a razão. Se ele for seduzido... Acarinhado... Conquistado aos poucos... As resistências vão se dissolvendo... E, sem que ele perceba, acaba soltando algo importante. Sem falar que uma de nós estaria dentro do Bruxetes, podendo analisar a loja, verificar se não encontra algo de estranho... Teria acesso a muitas coisas.
-E qual Encalhada você imagina fazendo isso? – perguntou Alone.
-Ted já demonstrou que tem uma atração por Lanísia ao tentar fazê-la dormir, então...
-Ah nem pensar! – Lanísia cruzou os braços e balançou a cabeça em sinal de discordância.
-Por que não?
-Hermione, esse cara é um tarado, um... Um maníaco!! Quis me dopar para abusar de mim!
-Mas não conseguiu! E não conseguiu porque você é mais esperta do que ele! Ele podia ter visto que você tinha trocado as taças, e por que não percebeu??
-Eu comecei a cruzar as pernas, para atrair a atenção dele...
-É disso que eu falo, Lanísia! Ele se torna um verdadeiro trasgo de tão imbecil quando tem uma mulher atraente diante dele! Você passou a perna nele uma vez, e poderá passar mais uma vez se ele tentar aprontar de novo! Por nós, as Encalhadas, eu peço a você que siga esse plano. Ele tem uma atração especial por você, não terá trabalho em seduzi-lo.
Lanísia hesitou por alguns segundos, mas ver os rostos de suas amigas implorando para que ela aceitasse acabou aniquilando o medo e fazendo com que tomasse uma decisão.
-Podem deixar. Vou seduzir o Ted e descobrir o que puder.
Não houve grande comemoração, já que a voz de Lanísia não passava grande confiança, e sim um certo receio. Mas ela recebeu olhares de aprovação de todas as garotas, e Mione fez questão de segurar-lhe uma das mãos e, com um sorriso, agradecer.
-Obrigada, Encalhada.
-Imagine. Temos que derrubar a megera antes que ela nos derrube. Guerra é guerra, temos que estar preparadas para o que der e vier.
-Uma guerra... – murmurou Serena, abismada. – Não tinha pensado nisso, mas essa palavra define bem esse confronto que firmamos contra a Frieda.
-É, estamos em uma guerra, e vamos vencê-la! – as palavras de Joyce transbordavam confiança. – A partir desse momento, está declarado o início da Guerra Encalha-Enruga!!
-"Enruga" por causa da Frieda, é?? – perguntou Serena.
Joyce lançou um olhar de desprezo.
-Não, Serena, "Enruga" por causa da minha...
-Calminha, Joyce! – interrompeu Mione. – Sim, Serena, é por causa da Frieda.
-Ah sim. Mas o que a Joyce ia dizer, que era por causa da...
-ELA IA DIZER QUE ERA POR CAUSA DA PIRIQUITA DELA!! – berrou Mione, descontrolada. Serena encolheu-se; as meninas a observaram, caladas. – Desculpem...
-Isso porque eu devia ficar calma... – implicou Joyce. – Mas, enfim, guerra declarada, reunião encerrada, e, agora, podemos sair...
-Nossa, Joyce, está com pressa?
-De certa forma, sim, Alone. Preciso encontrar o Juca para fazermos certas coisas...
-Hoje tem!! – brincou Clarissa.
As garotas saíram da Sala Precisa.
-Não vou com vocês para a sala comunal – avisou Mione. – Marquei um encontro com o... Draco. Vou por outro caminho.
-Tudo bem. Nos vemos mais tarde – falou Joyce.
Assim, Mione foi por um caminho, enquanto o restante das Encalhadas seguiu por outro. Tinham caminhado apenas alguns corredores quando, na hora em que iam dobrar um deles, Joyce viu Juca se aproximando. Ela, que seguia à frente, parou num repente e bloqueou o caminho das garotas, que trombaram às suas costas.
-O que houve, Joyce?? – perguntou Clarissa, irritada porque havia batido a perna quebrada.
-Juca está vindo! – ela tomou fôlego e disse, olhando para as amigas. – Será aqui.
-Aqui o quê? – indagou Alone.
-Que me entregarei ao Juca.
-Aqui, no corredor? – Serena fez uma careta.
-É, não parece muito confortável... – disse Clarissa.
-Vai sair com as costas doloridas... – avisou Lanísia – ...a não ser que...
-Quietas!! – Joyce pediu, impaciente. – Exatamente no corredor, não, mas em uma dessas salas!
-Algumas podem estar trancadas – disse Alone, experimentando uma das maçanetas. – Ah! Aberta!
-Ótimo – falou Joyce. – Não quero que ele veja vocês. Andem! Entrem nessa sala aí e fiquem escondidas até que eu me tranque com ele em uma das outras salas!!
-Mas...
-Entrem agora!! – ela empurrou-as para dentro da sala.
Joyce correu para a porta mais próxima. Trancada. Experimentou a do lado. Trancada. Todas estavam trancadas, exceto a sala onde as garotas estavam. E agora??
-Droga! – ela correu para a sala e abriu a porta para avisar. – Escondam-se!! Vai ser aí mesmo!
E fechou a porta, abafando quatro"O quê?" que saíram em coro. Havia acabado de encostar a porta quando Juca surgiu, sorridente.
-Juca!! – exclamou Joyce, falsa. – Que surpresa!!
-Digo o mesmo! É tão difícil encontrar alguém caminhando por esses corredores...
-Ah é justamente por isso que gosto de caminhar por eles! Gosto de ficar sozinha de vez em quando, para pensar na vida...
-Interessante – comentou Juca.
Enquanto isso, dentro da sala...
-Precisamos nos esconder – Alone olhava para todos os lados, apavorada.
-Isso é um absurdo! – disse Clarissa. – O que a Joyce quer? Se ela fizer o que pretende fazer aqui dentro, vamos acabar ouvindo tudo!
-Não há tempo para discussões, ela já vai trazer o Juca aqui pra dentro! – falou Serena, apontando, em seguida, para um armário que havia no fundo da sala. – Acho que podemos nos esconder ali. Ficamos bem escondidas e ainda não vemos nada!
Todas correram em direção ao armário, exceto Lanísia, que ficou parada.
-O que foi, Lanísia? – perguntou Alone.
-Eu quero ver.
-O quê?? – Serena ficou chocada.
-Não me culpem! A Joyce falou tanto no negócio do Juca que eu quero ver! Preciso ver se é tudo aquilo mesmo!! Se é grande de verdade!!
-O pior de tudo é ver que você está desesperada de verdade – comentou Clarissa.
-Larga de ser assanhada, eles já vão entrar! – disse Alone, agarrando o braço de Lanísia e forçando-a a caminhar até o armário.
Elas abriram o armário, que, para grande satisfação de todas, estava vazio. Não havia muito espaço no interior do móvel, de modo que as quatro Encalhadas ficaram um pouco espremidas. Alone havia acabado de fechar a porta quando elas ouviram Joyce e Juca entrarem na sala, em meio a ruídos de saliva e grandes tomadas de ar.
-Já entraram com tudo!! – comentou Lanísia.
-Sossega, menina! – ralhou Serena.
Houve o barulho de uma carteira sendo arrastada contra o chão.
-Bem selvagem, hein? – disse Alone, rindo.
-Será que ele já está com o troço de fora? – perguntou Lanísia.
-Acho que não – supôs Clarissa. – Do jeito que a Joyce é, ela com certeza ficará doidinha quando chegar a hora de encarar o tal "Fucky". Soltará uns comentários indecentes...
-É, até agora estão quietos, só nos beijos e amassos – falou Serena, grudando o ouvido na porta do armário para ouvir melhor.
Houve mais sons de carteiras arrastadas, beijos e respiração acelerada antes que elas ouvissem as vozes de Joyce e Juca.
-Começou a conversa!! – avisou Serena, animada, fazendo com que as outras três também colassem os ouvidos à porta.
-Não sabe como esperei esse momento, Juca.
-Eu também. Você assim, só de calcinha, foi algo que imaginei, e muito! Às vezes, quando estava no banheiro...
-Safadinho!! Fazia besteirinhas pensando em mim, hein??
-Juca batedor!!
-Cala a boca, Alone! – pediu Lanísia. – Vamos escutar!
-Besteirinhas??
-Sim. Imaginando que eu estava quase pelada, e tirando prazer com isso.
-Não – elas ouviram a risada de Juca. – Na verdade, eu queria dizer que, as vezes, quando estava no banheiro, fazendo... Fazendo "necessidades", sabe, você vinha em meus pensamentos.
Uma crise de risos assolou as Encalhadas do armário, que fizeram muito esforço para não rirem alto.
-Mas... Por que?? Digo... Por que lembrava de mim quando estava... Fazendo isso??
-Não sei. Acho que é porque aquele é um momento de grande reflexão. Estão lá apenas eu, o banheiro, e o vaso, então...
-Entendi!! – A voz de Joyce o interrompeu. – E você sabe em quais momentos eu me lembrava de você?
-Não... Em quais?
-Quando via uma banana bem grande, por exemplo...
-Por que? Acha que sou um banana?? Um idiota??
-Não, claro que não! Pelo menos não até esse momento, mas... Enfim... Não só quando eu via uma banana, mas também quando via qualquer coisa comprida e gigante...
-Ainda não saquei o que você quer dizer...
Elas ouviram Juca suspirar.
-Preciso ser mais clara?
-Pegou! – disse Alone.
-Ainda não viu, ela está muito calma, deve ser por cima da calça ou da cueca – falou Lanísia.
-Estava falando dele, então??
-Não se faça de inocente, Juca. Sabe muito bem do que estou falando, e de tudo o que eu quero fazer com essa coisa monumental que você possui.
-Monumental?? Vai mexer com minha inteligência também?
-Claro, por que não? Sei que você é um "expert" nas artes do amor e do prazer...
-Que sexy essa voz da Joyce – comentou Alone.
-Até eu estou ficando excitada! – disse Lanísia.
-Bem, sou bom em muitas coisas, mas nesses campos de arte e prazer, eu realmente não...
-Quietinho!! Está na hora de ficar cara-a-cara com o seu mastro.
-M-meu ma-mastro?? Oh...
Silêncio. Ruído de roupas sendo arremessadas.
-Grande momento chegando!! – exclamou Serena, animada.
-Estranho. Achei que ele nem cabia direito na cueca.
-Não, cabe fácil! Só as vezes que sai do lugar, aí tem que dar uma ajeitada, e...
-Sei... Só uma cueca me separa dele agora... – elas ouviram Joyce respirar fundo, e a acompanharam, tomando fôlego. – Ai! Ainda não quero ver.
-Não?
-Não?
As Encalhadas e Juca fizeram a pergunta ao mesmo tempo – as Encalhadas em volume acima do normal.
-Eu hein, acho que meu grito teve ecos femininos...
-Relaxe, Juca. Não é que eu não quero fazer nada. Só quero deixar para ver depois, entende. "Sentir" primeiro...
-Ah, isso também é bom.
-Então... Venha e me tome. Sou toda sua.
Muitos beijos e mais respiração ofegante antes que elas ouvissem novamente a voz de Joyce.
-Pode colocar tudo, querido. Estou preparada.
-Sim...
-Agora vai! – exclamou Lanísia.
-Isso, Juca... Ah...
-Tá indo! – disse Alone.
-Por que parou??
-Não parei...
-Claro que parou.
-Na verdade, já coloquei tudo.
-Pare de brincadeira! Só tem uma pontinha aqui.
-Tem não, tá ele todo já.
-Mentiroso! Nem to sentindo direito. Vai tudo, que eu suporto!
-Não dá pra colocar mais, ele foi todo!
-Ah, se não quer pôr mais, eu forço você a pôr!
Momento de silêncio.
-Que... Estranho, não tem mais nada...
-É, foi o que eu disse...
-Mas... Não pode ter ido tudo...
-Foi tudo!!
-Juca Slooper, pare de brincar comigo, agora! Vai, faça esse treco aumentar!
-Ele já está no ponto máximo!!
-Claro que não está! Não pode ser... Não faz nem cócegas! Tem só uma coisinha aqui dentro, bem miúda...
-Isso é tudo!
-Ferrou... – comentou Clarissa.
-É tudo?? Tudo... mesmo?
-É. Não... Não gostou??
-Você é superdotado...
-O que tem ser superdotado?
-Devia ter um superpinto.
-Não, dote de inteligência não influi nas partes baixas e...
-Inteligência??
-Sim... Superdotado em inteligência, ué! QI elevado. Você sabe disso, não sabe??
O grito que Joyce deu em seguida fez as paredes do armário estremecerem.
-TIRE ESSA COISA MINÚSCULA DE DENTRO DE MIM!!!!
Rony e Hermione aproveitavam um momento bem "caliente", escondidos atrás de um enorme caldeirão, dentro da cozinha de Hogwarts.
-Foi ótima a sua idéia – comentou Rony. – Os elfos desaparecem daqui depois que o jantar é servido.
-É. Os coitados...
-Ah por favor!! Sem caridade com os elfos neste momento literalmente quente.
Ele a beijou, em meio ao vapor que flutuava ao redor do caldeirão. Gotas de suor escorriam por ambos os rostos, de modo que Mione afastou-se e se abanou.
-Está quente demais.
-Sim. Não quer tirar um pouco da roupa??
-Rony!!
-Estou falando para o seu bem, Hermione! – disse ele, sorrindo. – Está muito calor mesmo. Se você quer ficar aí, derretendo, eu não quero! – e tirou a camisa.
Mione, por um momento, perdeu noção de tempo e espaço enquanto ficava observando o peito desnudo do namorado.
-Você está suado... – comentou ela, entorpecida.
-Claro que sim, assim como você.
-É verdade... – ela se abanou um pouco mais; o calor, que já estava terrível, aumentou de certo modo. – Está insuportável, não quero tirar, mas acho que é melhor...
Ela tirou a blusa de cima, ficando apenas com uma camiseta pequena que usava por baixo – uma camiseta branca que, úmida com seu suor, ficava colada ao corpo, dando contornos belos e nada discretos ao par de seios.
Rony sentiu uma nova onda de calor e suspirou, sem conseguir desviar o olhar dos seios de Hermione.
-Rony, vai me deixar sem graça!
-Desculpe, é que... Eles estão lindos... Insinuantes...
Mione ficou surpresa ao perceber o quanto aquele elogio era bom e não a deixava incomodada. Soava natural vindo de Rony; não havia vergonha diante do olhar do rapaz. Ele só servia para aumentar o calor e fazê-la suar ainda mais...
-Rony...
-Sim?
-Venha até aqui.
Ele se aproximou, em meio ao vapor. Quando chegou bem perto, Mione afastou uma mecha de seu cabelo ruivo, que estava caída sobre a testa molhada.
-Estou sentindo um turbilhão de sensações desde que tirou a sua camisa... – ela falou, fechando os olhos.
-Eu também estou. Ver o seu corpo, seus seios... Estou ficando zonzo também...
-Explore-os.
Rony saiu do transe por um momento.
-O que disse?
-Toque os meus seios, pegue onde quiser. Também preciso do seu corpo... – ela levou as mãos às costas dele e arranhou levemente.
-Tem certeza??
-É vontade independente, foge do meu controle. É o que eu quero agora, e sei que você também quer... Pode pegar onde quiser...
Cuidadosamente, Rony estendeu a mão e envolveu um dos seios de Mione, apalpando com suavidade. Um murmúrio de prazer o pegou de surpresa, mas o estimulou a pegar ainda mais. Ele acariciou, apalpou ao redor dos bicos pontudos que queriam saltar para fora da camiseta colada. Enquanto fazia tudo isso, recebia gemidos que nunca imaginara que Hermione um dia ia soltar – e que por isso ficavam ainda mais fantásticos e excitantes – e arranhões e caricias em suas costas. Quando a mão de Mione apalpou seu bumbum por cima da calça, ele não pode deixar de sorrir.
Ele sabia que Mione podia sentir sua excitação – os corpos estavam bem juntos – mas ela não demonstrou sinais de que queria recuar. Não demonstrou incômodo em senti-lo rígido junto ao seu corpo.
-Ah Rony...
Ele beijou-a nos lábios, enquanto ambos continuavam a aproveitar as maravilhas de tatear o corpo de quem se quer, de quem se ama.
-Mione, desse jeito vamos acabar...
-Não. Não temos muito tempo, sem falar que é bem arriscado aqui na cozinha. Hoje, não, mas sinto que ficamos bem mais próximos e nossa relação evoluiu muito depois desse momento louco...
Rony concordou e olhou ao redor, dizendo:
-Primeiro beijo junto a uma fogueira... Primeiras carícias junto à um caldeirão fumegante... Calor e fogo envolvidos em cada momento de nosso namoro.
-Será que teremos fogo quando for o momento principal?
-Acredito que sim.
Eles beijaram-se novamente e colocaram as camisas. De mãos dadas, correram para a saída da cozinha. Ao passarem pela passagem do quadro, as mãos se soltaram.
-Você é demais – disse Rony.
-Eu amo você, garoto – falou Mione.
E, em seguida, tomaram caminhos opostos.
As Encalhadas estavam reunidas ao redor de Joyce, dentro da sala de aula. Depois que Juca saíra correndo, ainda se vestindo durante a fuga, as garotas saíram do esconderijo e foram oferecer apoio à amiga, que estava transtornada.
-Foi tudo uma ilusão... Uma grande ilusão... – lamentou-se a garota. – Ele não tem um "Fucky", tem um mísero "Fuckyzinho"...
-É, lamento dizer, mas você mirou no dote errado – comentou Clarissa.
-Um garoto superinteligente! De que me adianta isso?? O pior é que estou acorrentada a esse minipinto por toda a vida, graças à Fog...
-Não fale o nome!! – lembrou Serena. – Estamos em guerra!
-Quero ver como vou me livrar dessa...
-Pode contar com a gente – disse Alone. – Meninas, acho melhor irmos para a sala comunal.
Juntas, elas caminharam para a sala comunal da Grifinória, amparando Joyce, que se lamentava sem parar de seu terrível engano.
Estavam chegando ao retrato da Mulher Gorda quando foram interrompidas por Hermione, que chegava correndo, muito animada.
-Estão chegando só agora?? – o olhar de Mione se deteve em Joyce. – O que aconteceu?
-Uma longa história... – disse Alone.
-Não, longa não! Pequena... Minúscula... – falou Joyce, irritada.
Mione franziu a testa.
-E você? Como foi com o Draco?? – perguntou Serena.
-Muito bem!! – ela sorriu. – Ele está mais encantador a cada dia! Fico louca com os beijos dele, com a maneira que ele me trata...
Naquele instante, Draco surgiu, ao mesmo tempo em que a cor se esvaiu do rosto de Hermione.
-Olá, querida!
-Oi...
-Vim convidá-la para dar uma volta. Afinal, nem nos vimos hoje...
Mione engoliu em seco.
-Ué, Hermione, achei que estivesse com o Draco... – comentou a voz doce, porém desconfiada, de Clarissa, a encarando com seus profundos e interrogadores olhos azuis.
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