Atenção, a história acaba de tomar um rumo fixo que a tornou incrivelmente grande. Obrigada pela compreensão.
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Alucard virou o que restava da garrafa de sangue toda na taça já avermelhada de receber a bebida anteriormente. Com o sorriso tradicional, deixou os lábios tocarem o líquido e tomou metade do conteúdo de uma vez. Em seguida repousou o recipiente novamente na mesa.
O chapéu descansava ao lado dos óculos e Alucard mantinha-se quase tão imóvel quando seus acessórios, a não ser quando pegava a taça, a girava e tomava um gole do sangue medicinal.
Moveu-se então, ao ouvir certa movimentação no andar de cima. Os passos facilmente reconhecíveis caminharam por sobre a cabeça de Alucard, o que o fez sorrir e olhar para cima. Sabia que a direção em que os sapatos caminhavam daria no subsolo. E só havia uma coisa pra procurar no subsolo.
Sendo assim não demorou nem dois minutos para que Integra abrisse a porta do quarto de Alucard.
A loira entrou tomando o cuidado de fechar a porta atrás de si. Ignorou o sorriso do vampiro e jogou um pacote novo de sangue sobre a mesa.
- Tenho certeza que não veio apenas me trazer isso. – afirmou Alucard. – Condessa.
Integra puxou uma cadeira e se sentou, apoiando o cotovelo na mesa.
- Não disse como foi o encontro com a rainha.
- Quer mesmo saber?
Integra levantou uma sobrancelha criticando a pergunta de Alucard. Em seguida tirou um charuto de um bolso interno do casaco e o acendeu.
- A rainha não estava. Pediu sinceras desculpas e pediu pra marcar outro encontro comigo.
- Então por que demorou a retornar?
- A princesa estava lá.
- Muito bem. – disse ela, após tirar o charuto da boca – E como foi?
- A princesa era virgem. – Alucard respondeu num sorriso.
Integra franziu o cenho. Não sabia se o reprimia ou se perguntava que diabos estava dizendo.
- Por que está dizendo isso? – ela perguntou finalmente.
- Porque eu adoro virgens. O modo com que gritam quando me sentem rasgando-as é delicioso.
- Repito a pergunta. Por que está me dizendo isso?
- Porque você perguntou. – ele respondeu rapidamente – "Como foi?". Foi ótimo, porque a princesa era virgem.
- O que isso tem a ver!?
- Ora, por favor, Integra. Está casada há quinze anos e ainda não entende do que estou falando? Esse Richard é pior do que imaginei.
- Você não pode ter feito isso com a princesa. – ela disse entre os dentes.
- Isso o que? Sexo? – Alucard se desencostou da cadeira e curvou o corpo para frente, engalfinhando seu olhar no de Integra – Não consegue dizer isso, Integra? Sexo?
Integra cerrou o punho que estava apoiado na mesa.
- Sexo, Alucard? – disse ela em tom de desafio – Não vejo problema nenhum em dizer isso.
- Então não deve ver problema se eu disser que a princesa gemeu deliciosamente, e eu a prensei na parede, pressionando meu corpo no dela. Então ela implorou por mim, e eu a lambi, sugando seu delicioso líquido enquanto ela se contorcia e grita…
- Pare, Alucard. – ordenou Integra um tanto rubra. – Acho que não precisa dividir isso comigo.
Alucard riu satisfeito.
- Seu marido faz tudo isso com você?
- Não é da sua conta.
- Sabe que eu poderia lhe mostrar prazeres que ele não pode, não é?
- Não estou interessada. – Integra levou o charuto à boca – E também não vim aqui pra isso.
- Veio por que então?
- Mais serviço pra você. E que desta vez faça certo. – ressaltou – Um homem foi morto enquanto você estava com a princesa.
- Tem certeza de que ele foi morto e não virou o vampiro causador dos problemas?
Integra franziu o cenho interpretando claramente como deboche.
- Não. Ele foi morto e está enterrado no cemitério local nesse momento. Nós apenas desconfiamos de que haja envolvimento vampírico, não há certeza. Você vai lá pegar depoimento da viúva.
- Ótimo, vou cumprir meu trabalho de investigador.
- Muito bem. – Integra se levantou e colocou a cadeira no lugar – Vá assim que puder.
- Ah, claro. Mas uma última pergunta… por que chorou no dia do seu casamento?
Integra mirou Alucard no fundo dos olhos, tendo seu olhar se transformado em raiva profunda. Imediatamente pensou em Celas. Aquela draculina ia pagar…
- Isso também não é da sua conta.
- Muitas coisas não tem sido da minha conta. O incrível é que de alguma forma todas elas envolvem a mim.
- A você? – uma risada – Não seja convencido.
- Você me ama. E sabe disso.
- Acho que me esqueci depois de 30 anos. – e saiu da sala imediatamente.
Integra saiu com velocidade meramente pra evitar que as poucas lágrimas que haviam se formado rolassem na frente do vampiro. Mas estas foram logo disfarçadas quando deu de encontro com Richard, assim que saiu do quarto de Alucard.
- Querida? Está tudo bem?
Ela esfregou os olhos, acabando com os últimos resquícios de lágrimas.
- Claro. Por que não estaria?
- Por nada. Tolice a minha. Eu apenas vim para perguntar se Alucard aceitou a missão.
- Alucard é meu servo fiel. Ele não tem escolha quando recebe uma ordem minha.
- Entendo. Então ele vai mesmo. Espero que descubra algo.
- É. – concordou simplesmente, sem jeito de continuar a conversa. Desviou-se dele e saiu caminhando.
***
- Ele entrou pela janela! – a mulher tapou a boca chorando desesperadamente antes de continuar – Não usava armas nem nada do tipo. Apenas pulou pela janela, como se o vidro fosse nada! – mais choro e soluços – Ele atravessou a sala. Fiquei assustada, tentei impedir, gritei por meu marido! – as palavras se misturavam no desespero – Johnattan desceu com uma faca e cravou no estomago do homem, mas ele nem se mexeu! Num só movimento… - ela engoliu as palavras, sem conseguir continuar – num só movimento…
- Quebrou o pescoço do seu marido. Já sei. – Alucard passou pela mulher como se não fosse nada. – Posso? – e indicou as escadas.
- Ah, sim, claro, claro.
Alucard subiu as escadas, mas parou na metade. Desceu dois degraus olhando para sala e ao redor. Finalmente focalizou-se num único ponto. As gotas de sangue no carpete da sala.
Voltou e parou ante elas. Algo parecia errado com aquele sangue. Vampiros costumam se regenerar, e não havia dúvidas de que aquele sangue tinha de pertencer ao assassino, pois este levara uma facada. A vítima teve seu pescoço quebrado, o que não libera sangue. Pelo menos imaginou que o vampiro que havia feito aquilo fosse um tanto mais forte, já que sequer pensou em tomar o sangue de sua vítima. Apenas a matou e partiu. E isso contradizia o sangue no carpete, que tinha de pertencer a um vampiro sem a capacidade de regeneração.
Abaixou-se e tocou o sangue. A coloração vermelha ainda estava clara, de alguma forma o liquido não havia oxidado, adquirindo coloração marrom escuro. Talvez por que seu dono ainda estivesse por aí. Era como se o sangue derramado ainda fosse parte do vampiro, mas este não conseguia fazê-lo retornar ao seu corpo.
- Onde está a faca que penetrou o assassino?
- Desculpe, eu já a lavei…
Alucard levantou-se e olhou para a viúva. Até que não era má. Pelo contrário, morena (uma morena!) dos olhos verdes (verdes!) de corpo escultural.
- Quantos anos seu marido tinha?
- 58. – ela respondeu apertando uma mão na outra.
- Há quanto tempo estão casados? – ele disse após rir do óbvio golpe do baú.
- Dois anos e pouco.
Alucard andou até ela e passou a mão em seu rosto, limpando as lágrimas.
- Desculpe. – ela disse, chorosa – Johnattan não era muito presente, e ultimamente estava tão frio… Mas sinto muito sua falta.
- Onde ele trabalhava?
- Assuntos do governo. Ele não me contava muito.
Alucard saiu de perto da mulher e caminhou até a porta. Talvez morenas não fossem mesmo sua preferência.
- Talvez eu volte para mais perguntas.
- Seria um prazer ajudar.
Um sorriso e Alucard partiu.
***
Integra anotava algo em uma pilha de papéis quando Alucard entrou no recinto. O escrivão havia acabado de se sentar na frente do computador, preparado para anotar o relato.
- Chamou-me, mestra?
- Ainda não fez seu relato sobre a viúva. – disse, sem sequer olhar para ele, procurando algo no meio dos seus papéis.
Alucard se aproximou e puxou uma cadeira, jogando-se nela de forma confortável.
- Quer mesmo saber? – cruzou os dedos estalando-os.
Integra finalmente parou de mexer na papelada e levantou o olhar frio como gelo até seu servo. O que mirou foi o mesmo sorrisinho irritante de sempre.
- A viúva também?
- Claro que não. Ela é uma mulher decente, não podia fazer isso logo no primeiro dia, quando está chorando rios de lágrimas pelo marido morto.
Integra olhou para Alucard e em seguida para o escrivão.
- Anoto isso? – o homem parou de digitar, virando-se para Integra.
- Não. – ela disse, como se fosse óbvio. – Apenas relate, Alucard.
- A viúva é belíssima. – disse olhando para Integra. – Realmente belíssima. – Botou seus óculos de lentes amarelas – Faz meu sangue ferver.
- Servo, está aqui para relatar o que descobriu na entrevista com a viúva, e não para dizer como ela se parecia! – bradou Integra.
Um sorriso despreocupado como resposta.
- Escrevo isso, senhora…?
- Não! – ela gritou virando-se na direção do escrivão por dois segundos.
- Bem, de estranho apenas o sangue do vampiro que encontrei no chão. Parece ainda pertencer a ele, apesar de não conseguir recuperá-lo. E também achei estranho uma mulher tão linda quanto ela estar casada com um velho de cinqüenta e oito anos. Eles não eram tão ricos, não havia nenhuma grande herança em jogo. Fora isso nada de mais.
- Obrigada, pode se retirar.
Alucard se levantou prontamente e se dirigiu à saída. Mas Integra o chamou antes que saísse.
- Alucard. – ela olhou para o escrivão, que parecia compenetrado em arquivar na pasta certa o relato, depois tremeu um pouco e corou – Você… se interessou pela viúva?
O sorriso de Alucard agora foi da mais intensa satisfação que fora possível.
- Isso não é da sua conta. – ele respondeu.
- Responda agora. É uma ordem.
Deu-lhe um risinho, como se apensas quisesse ouvir aquilo.
- Ah sim… Ela é uma mulher bonita, por que não?
- Pode ir.
- Tem o corpo do jeito que eu gosto, apesar de não ser virgem.
- Eu disse que pode ir.
- Como quiser, mestra.
E se retirou.
***
EU ODIEI ISSO, SEM COMENTÁRIOS.
Mas logo fica bom u-u
E a Lud vai ter participação especial aqui também!
E o camarada também! (piada interna)
Hohohoho
Integra suportará o fuc fuc burocrático até quando?
Alucard vai dar um créu na Integra no próximo capitulo?
Richard vai se afogar na privada?
Sarah vai aparecer d novo? E onde diabos essa menina se meteu? *sai procurar*
Integra pede pro Richard botar cosplay na hora do vamo vê?
Essas e outras perguntas…
Vc não encontra aqui e-e pergunta pra retalhadora q ela sabe o/
