Ela partiu os lábios, ainda fitando-o com um olhar tão libidinoso e impuro e sexy.

- Eu estou confiando em você – sussurrou ela. – Sei que você é de confiança. Eu vou ajudá-lo a superar isso, só porque eu posso.

Ela usou uma das pernas para envolver a cintura dele, e depois a outra. Snape fitava-a, ainda. Ele queria tanto, tanto, ele estava até tonto. Céus, como ele queria.

Ele andou com ela até seu quarto. E abriu a porta apenas com um olhar. Depositou-a ali, sobre o veludo negro de sua manta e fitou o corpo nu. Ele se virou. Não podia. O crucifixo pendeu para o lado direito dela, na cama. Ela fitou-o. Sabia que ele estava tentando se controlar. Ela mesma não sabia como tinha chegado àquilo; só sabia que queria e que se danassem as conseqüências disso depois.

Ela se ajeitou entre os travesseiros dele e abriu as pernas, sem tirar os olhos dos dele. Ele a olhou.

- Você quer isso mesmo.

- Mas você demorou para perceber.

- Eu só quero que você entenda que eu não vou parar até o fim, e não tem volta depois.

- Eu sou bem grandinha e consigo entender as coisas melhor que a média.

Snape abriu a camisa e tirou-a, com os olhos cravados nela. Do mesmo modo, abriu a braguilha e puxou a calça para baixo com a cueca junto. E parou para olhar para ela, que tinha um sorrisinho impertinente.

Ele se aproximou dela na cama, cuidadosamente colocando-se por cima dela, sem tirar os olhos dos dela. Hermione achou que ele demonstrou muito o quanto estava mudado nesse ato: não fizera som, não parecia ter peso. Só um fogo incandescente no fundo de seus olhos.

E Snape entrou nela com um movimento leve, mas um só. Os olhos dele vidraram.

- Sem preliminares – disse ela.

- Você já está molhada o bastante – disse ele. – E meu pau está tão duro que dói como o inferno. Se eu fizer preliminares vou gozar no segundo que entrar em você de novo.

Ela sorriu e envolveu-o com as pernas.

- Está bom assim – sussurrou ela.

Ele desenrolou as pernas dela de si e as colocou em cima de seus ombros, apoiando-se em suas mãos.

- Você vai mais fundo desse jeito – atestou ela, acomodando-se com a nova posição.

Ele forçou mais para dentro.

- Eu vou virar uma fera, então me diz se você agüenta – disse ele, com a respiração tão irregular que daria pena, se todo aquele volume dele não estivesse dentro dela.

Hermione respirou fundo.

- Agora que eu convenci você era só o que faltava te mandar parar – sussurrou ela, e agarrou a cabeceira da cama.

Ele urrou e forçou tudo o que podia para dentro, e saiu rápido, e entrou com mais força, mas rápido ainda. Ela gritou, mas ele já avisara que não pararia uma vez que começasse.

Snape segurou as pernas dela onde estavam e como estavam, pois o reflexo dela fora se afastar. Mais uma vez, ele saiu de uma só vez e voltou, entrando de uma só vez com toda a força que possuía. Ela notou, junto com o grito ainda mais alto que deu, que a força dele estava bem superior à de um homem normal.

Olhou para ele, que apenas deu um sorriso diabólico. Ele abriu mais as pernas dela e começou um ritmo cadenciado, tão forte, tão violento, que ela não conseguia parar de gritar. As mãos dela que seguravam a cabeceira da cama já estavam brancas, de tão forte que ela segurava. O aperto dele em suas pernas só não era mais forte que as estocadas profundas dele. Ela era tão apertada que o estava deixando louco.

Ela soltou as mãos da cabeceira e as pôs no peito dele, tentando afastá-lo. Ela não sabia como não estava sentindo dor; estava sendo arrebentada em suas entranhas, no entanto não era dor que sentia. Não só isso.

- Snape, vai com calma... – ela conseguiu murmurar com uma voz completamente rouca.

- Impossível – disse ele, ainda aumentando força e velocidade. Ela não sabia como ainda estava viva. Ele também tinha um membro que era o maior que ela já tinha visto, e ela já vira uns grandes. Aquilo não acabava.

Ele desceu os lábios para um dos seios dela, e chegou a morder, como alguém que morde para não gritar de dor ou de prazer.

Ela gritou mais. Mas por incrível que pareça não tinha doído. Talvez a condição dele fosse a responsável por isso. Machucar e não sentir dor.

Ela fechou os olhos e travou as mandíbulas quando seus músculos se retorceram e apertaram-no mais dentro dela, e um choque elétrico mais violento que qualquer outra coisa que já tinha sentido na vida a tomou e fez gritar mais.

E ele ainda não tinha acabado. Com mais algumas estocadas ela sentiu o líquido quente dele a invadir, enquanto ele urrava com uma satisfação e uma expressão de gozo tão forte que ela se sentiu tomada pelo poder do orgasmo dele.

- Tão... forte... – ele bufou, deixando-se cair sobre ela, exausto.

Hermione respirou fundo, exausta também. Ela tinha certeza que não conseguiria andar de manhã. Talvez nem conseguisse se mexer. Ele ainda estava encaixado nela com as pernas dela em cima dos ombros, bem arreganhadas.

- Snape... – sussurrou ela, com a voz embargada.

- Você nunca mais vai se livrar de mim, menina – sussurrou ele no ouvido dela. – Você é tão gostosa, e fode tão bem, que vamos fazer isso muitas vezes.

Ela engoliu em seco, sentindo os lábios dele em seu pescoço.

- Eu acho que machuquei você – sussurrou ele, por fim, mas sem se mexer, sem sair da posição que estava.

- Ah... você acha? – repetiu ela, irônica.

- Eu avisei – resmungou ele, e continuou como estava.

- Mas não senti dor, exatamente.

- Uma masoquista – ironizou ele.

- Não. Não senti dor – disse ela. – É estranho, mas não mesmo.

- Eu já era incontrolável antes... mas agora sou um incontrolável mais forte que a média – murmurou ele. E respirou fundo, ainda relaxado, dentro dela, em cima dela.

- Já disse que não doeu.

- Você gritou feito louca e tentou me afastar.

- Reflexo. Só porque não senti dor não significa que eu não sentisse que você estava me arregaçando – murmurou ela, sonolenta.

Snape ergueu a cabeça e a fitou, calmamente. Agora os olhos dele traziam um misto de arrependimento, ou de pesar, com um sentido de proteção, sem perder o desejo.

- Você vai dormir aqui comigo? – ele perguntou.

- Você quer isso? – ela retornou a pergunta.

- Se eu tratar você mal talvez você não volte – ele explicou, mais sério.

- Hum... – ela fechou os olhos. – Se eu tivesse alguma firmeza nas pernas eu voltaria para o meu quarto, mas acho melhor passar a noite aqui.

Snape assentiu e se retirou dela, olhando para baixo enquanto fazia isso. Algum sangue saiu junto com seu membro e seu gozo. Ele arregalou os olhos. Ela olhou para baixo.

- Eu já imaginava – disse ela calmamente. – Não, não era virgem.

- Você toma alguma poção contraceptiva?

- Claro.

Ele sentou-se na cama, olhando tão fixamente para o sangue nas pernas dela, e para a entrada dela, já apertada outra vez.

- Se você não for me morder... está aí mesmo – sussurrou ela.

Snape fez que não com a cabeça.

- Se eu beber do seu sangue, o crucifixo me manterá longe de você, mas a sede aumentará do mesmo jeito, e acabarei tomando de outra pessoa. Eu não quero isso.

Hermione assentiu e alcançou sua varinha e, com um feitiço, limpou a si mesma, a manta e ele. E se virou de lado, fitando-o.

- Eu vou te ajudar a achar uma saída, mas mesmo que seus hábitos noturnos tenham ficado mais acentuados, eu ainda tenho sono. Principalmente depois... disso.

Snape assentiu, mas estava sério. Ela levantou e puxou as cobertas, nua mesmo, e se enfiou embaixo delas. Snape não vestiu nada antes de se juntar a ela. No começo ele não quis invadir o espaço dela mais do que já tinha feito, mas teve certeza de que não dormiria direito se não a tocasse.

Por isso, aproximou-se dela na cama, envolveu a cintura dela, encostando-a a si, e encostou a cabeça no alto das costas dela, na parte de trás no ombro.

Hermione sentiu uma onda de carinho ante o gesto dele, o que a fez segurar a mão dele que estava em sua cintura e apertá-la de leve.