Capítulo II

Uma Carta Muito Estranha

A sala da Madre Superiora ficava na entrada da casa e logo se via que ela gostava muito de plantas. Perto da janela três vasos de samambaias pendiam do teto e sobre a mesa outros vasos menores com florzinhas enfeitavam o ambiente. A Madre olhava pela janela quando Elizabeth entrou.

- Bom dia. A senhora mandou me chamar? – perguntou Elizabeth.

- Bom dia Elizabeth e feliz aniversário. A senhora Jones está preparando o bolo de laranja para comemorarmos esta noite. Mas o motivo de chamá-la é outro. Encontrei essa carta sobre a minha mesa essa manhã. Está endereçada a você. – respondeu a freira entregando a carta à menina.

Elizabeth pegou a carta com um ar de surpresa no rosto enquanto rasgava o envelope lustroso marcado com um selo de cera vermelho. A surpresa aumentou ainda mais quando ela leu em voz alta:

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS

Diretor: Alvo Dumbledore

Prezada Srta. John,

Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista de livros e equipamentos necessários.

O ano letivo começa em 1º de setembro. O expresso de Hogwarts sairá com destino à escola às 11:00h do dia 31 de agosto na plataforma 9 ½ da estação de King's Cross.

Atenciosamente,

Minerva McGonagall

Diretora Substituta

Ao terminar de ler Elizabeth se virou para a Madre buscando alguma explicação, mas a religiosa parecia tão atônita quanto a menina.

- O que significa isso? – quis saber Elizabeth – Eu não conheço nenhuma dessas pessoas. E o que é uma escola de bruxaria?

- Isso deve ter sido uma brincadeira de alguma de suas amigas. Provavelmente elas irão explicar tudo para você durante a sua festa. Mas dia 31 de agosto me lembra outro assunto que temos de discutir – a madre superiora acrescentou num tom mais sério. – Você irá para o Internato George Nicholas dia 31 porque as aulas começam dia 1º de setembro. Irmã Madeleine a acompanhará até a estação onde você tomará o trem para Dover. Tenho certeza que você será muito feliz lá.

A Madre abraçou Elizabeth e mais uma vez naquele dia ela sentiu que alguém mentia para ela. A Madre não acreditava que Elizabeth pudesse ser feliz no Internato.