Capítulo XVI

As Histórias de Marge McFly

O Beco Diagonal estava calmo, nenhum aluno havia recebido a sua coruja com o material para o próximo ano, então só se viam bruxos mais velhos circulando pelo Beco e uma ou outra criança acompanhando as mães em compras de última hora para as férias.

Elizabeth logo descobriu que a clientela da Potes e Caldeirões era formada por bruxos experientes. A maioria levava apenas os ingredientes e poucos eram aqueles que pediam a formulação de alguma poção. Durante os primeiros 15 dias que ficou na loja ela só teve a oportunidade de preparar um ungüento contra picada de inseto. Seu maior trabalho consistia em pesar e medir com precisão os ingredientes escolhidos pelos clientes.

Como o movimento era pequeno a Sra. McFly estava sempre pedindo a Elizabeth para comprar alguma coisinha para ela ou então levar um recado para uma amiga em outra loja. Elizabeth tinha certeza que a velha senhora apenas fazia isso para que ela tivesse oportunidade de sair um pouco e explorar a vizinhança. E ela aproveitava todas as ocasiões. Depois de 5 anos em Hogwarts ela ainda achava o mundo bruxo encantador. E várias das coisas corriqueiras para um bruxo eram espantosas para ela.

A boa senhora adorava conversar e falar do seu passado. Uma das histórias mais interessantes de Marge explicava a antipatia desta pela Prof. McGonagall. As duas bruxas freqüentaram Hogwarts na mesma época, uma em Grifinória e a outra em Sonserina e se apaixonaram pelo mesmo rapaz, capitão do time de Corvinal. O rapaz preferiu Minerva e Marge nunca a perdoou. Entretanto a história da professora também não teve um final feliz. Semanas antes do casamento, durante uma partida, o noivo foi atingido mortalmente por um balaço. A Senhora McFly nunca se apaixonou outra vez.

Mas o assunto preferido da bruxa era o afilhado. Ela nutria grande carinho por Severo, um amor maternal que ela não pôde dar a nenhuma criança. Aos poucos Elizabeth foi conhecendo a história do professor.