Observação: esse capítulo só foi atualizado para a correção de alguns erros de português.


Capítulo XXV
Meu Nome é Elizabeth

Severo Snape acordou banhado em suor. Aos poucos o sonho que o dominara voltou a invadir sua mente: a imagem de Elizabeth, usando um vestido de verão, vindo em sua direção. O sonho fora tão intenso que ele ainda conseguia ver através da transparência das roupas da garota e sentir o sabor dos seus lábios jovens. Não podia negar que o sonho era muito melhor que seus costumeiros pesadelos envolvendo Voldemort e banhos de sangue. Mas não havia como evitar a onda de rancor que o invadia ao pensar no rídículo da sua situação. Como se não bastasse a impropriedade de seus devaneios eróticos com uma aluna, na noite anterior havia sido flagrado por Elizabeth em meio a fantasias onde ela era a atriz principal.

- Isso acabará essa noite – afirmou o professor, pensando em voz alta.

- John, quantas vezes tenho que dizer que isso é uma poção e não um ensopado que você está preparando em uma cozinha trouxa? Mexa esse caldeirão devagar e ritmadamente – falou Snape quase gritando.

Depois de 5 meses como assistente do professor de poções Elizabeth já estava acostumada com essas censuras. Mas nessa noite Snape estava particularmente irritado. Tudo na escola estava diferente esse ano. Depois que Dolores Umbridge, a Inquisidora, havia deixado a escola Elizabeth não imaginava que nada pudesse ficar pior. Mas não foi verdade, apesar de Alvo Dumbledore ser novamente o diretor de Hogwarts uma aura de mistério pairava sobre a escola. Todos sabiam que Voldemort havia voltado e as manchetes do Profeta Diário eram cada dia mais assustadoras.

Todos os professores estavam mais rigorosos, até mesmo o Sr. Flitwick, sempre tão equilibrado, vivia agora admoestando os alunos para se empenharem mais e lembrando que era melhor testar seus conhecimentos em sala de aula do que ser pego despreparado em um duelo bruxo.

Elizabeth estava na sala de Snape preparando algumas poções para serem usadas pelos alunos do quarto ano e essa já era a terceira vez que o professor a advertia sobre algum erro apesar dela ter certeza que não estava cometendo nenhum.

- Deveria haver fumaça saindo do seu caldeirão, John. Você deixou de acrescentar alguma coisa. Você é uma aluna relapsa e eu tenho perdido meu valioso tempo na sua educação.

- Estou cansada das suas recriminações. Eu não sou relapsa, eu segui sua receita meticulosamente. Talvez o senhor tenha esquecido algum ingrediente – sugeriu Elizabeth exaltada.

- Saia agora da minha sala, John – ordenou Snape sombriamente.

- Eu não tenho culpa se o mundo está de cabeça para baixo. Todos estamos sofrendo, não só o senhor. Isso é injusto. Aliás você é sempre injusto. E eu odeio que me chame de John. Meu nome é Elizabeth – desabafou a jovem, em meio a soluços, enquanto deixava a sala.

A sala ficou silenciosa. Severo sentou à sua mesa, olhou ao redor e viu apenas uma masmorra fria e úmida. O mundo era injusto, ela ainda aprenderia isso, pensou o professor subitamente cansado.