Capítulo XXVIII
Teste de Confiança
- Eu não disse para você esquecer o assunto? – falou Snape em voz baixa diretamente para Elizabeth.
- Se você tivesse confiado em mim eu teria seguido as suas ordens – respondeu Elizabeth. – Mas como você insistiu em me tratar como uma alcoviteira eu precisei encontrar outros meios de ajudar Gina.
- Vocês não podem voltar pelo Portal. Já o testei. Ele tem apenas um sentido. Vocês vão ficar aqui, em silêncio e fora do caminho – ordenou o professor.
Enquanto os dois discutiam Neville andava pelo aposento escuro analisando as paredes com sua varinha.
- Quietos – exclamou Neville.
Snape se virou para o rapaz com incredulidade mas não encontrou o aluno amedrontado de sempre, viu um bruxo atento aos detalhes do ambiente.
- Harry está na sala ao lado e está em perigo. Eu tenho uma idéia.
Antes que o professor tivesse tempo de mandar-lhe calar a boca Neville expôs seu plano e para surpresa de Severo, ele não era ruim. O rapaz olhava para o Mestre de Poções esperando uma resposta.
- Certo. Vamos tentar – concordou Snape. – Me entreguem suas varinhas.
- Entregar as varinhas? Meu plano não dizia nada sobre ficar desarmado – retrucou Neville guardando sua varinha na segurança da veste.
- Ele tem razão Neville. Nossa atuação será mais convincente se o professor estiver de posse das nossas varinhas – explicou Elizabeth.
- Mas ele é um Comensal da Morte – insistiu Neville com um tremor na voz.
Elizabeth olhou para o professor e leu em sua expressão que a acusação era verdadeira. Novamente as palavras de Rony irromperam em sua mente: "traidor". Ela precisava tomar uma decisão.
- A minutos atrás você estava disposto a lutar ao lado dele e agora não acredita nele – afirmou Elizabeth com firmeza se postando ao lado do professor e entregando sua varinha a ele. – Você precisa decidir onde depositar sua confiança.
Neville olhou para os pés por alguns instantes antes de tirar a varinha das vestes e entregar ao professor. Snape levantou a própria varinha com a mão direita e as outras duas permaneceram seguras na mão oposta que repousava ao lado se seu corpo.
- Vamos. Vocês dois na frente – disse Snape com sua voz segura.
