Observação: esse capítulo só foi atualizado para a correção de alguns erros de português.
Capítulo XXX
Finalmente Elizabeth
Subitamente a preocupação com Elizabeth voltou a atormentar Snape. O vigor da batalha o havia dominado fazendo com que ele bloqueasse outros pensamentos. Ele percorreu a sala a procura da aluna. Os Malfoys, pai e filho, estavam presos pelo mesmo feitiço que abatera Belatriz. Gina Weasley mancava e era ajudada por Neville Longbotton. Ambos iam em direção ao lado direito da sala onde Hermione Granger e Rony Weasley ainda estavam estuporados. Elizabeth estava caída do lado oposto do aposento. O professor se ajoelhou ao seu lado. Os olhos da jovem estavam cerrados mas havia um leve movimento em seu peito. Ela ainda vivia.
- Você pode me ouvir? – perguntou Snape se aproximando do rosto imóvel.
- O que aconteceu? – murmurou Elizabeth abrindo os olhos.
- Potter derrotou o Lorde das Trevas – respondeu o professor.
Respirar era penoso. A dor era insuportável. Elizabeth fechou os olhos novamente.
- Me perdoe, eu não pude te ajudar – sussurrou Severo segurando o corpo inerte em seus braços.
A escuridão envolveu Elizabeth e ela sentia muito frio. A voz do professror ficava cada vez mais longínqua.
- Então morrer é assim – pensou Elizabeth.
E esses foram seus últimos pensamentos antes de perder os sentidos. Snape levantou a jovem, mas o Professor Dumbledore interviu.
- Deixe-a Severo, eu cuido dela. Leve os outros de volta à escola.
Snape não queria sair do lado de Elizabeth, mas a ordem direta do diretor o impediu de argumentar. Dumbledore apontou a varinha para a mesa ao seu lado e disse "Portus". A mesa brilhou e vibrou e Snape sabia o que devia fazer. Segurou Rony e Hermione desfalecidos e esperou que Neville, Gina e Harry passassem pelo portal antes dele mesmo tocar a mesa e ser transportado junto aos alunos inertes até a enfermaria da escola. O professor deixou os alunos aos cuidados de Madame Pomfrey sem nenhuma explicação. Logo o mundo saberia que Voldemort havia sido derrotado.
- Voldemort – murmurou Snape.
Agora ele podia falar o nome do Lorde das Trevas. Voldemort estava finalmente aniquilado, entretanto não havia regozijo, não havia júbilo. Severo se sentia vazio. Seu corpo desabitado do poder do mal não era recipiente de nenhum outro sentimento. Desacostumado a ter esperanças sentou em frente a lareira apagada e esperou.
Era madrugada quando uma coruja entrou pela sua janela trazendo mensagem de Dumbledore.
"A Srta. John está na enfermaria."
O professor seguiu para a enfermaria e encontrou o diretor deixando o aposento. A troca de olhares entre os dois foi suficiente para Severo perceber que Elizabeth estava fora de perigo.
- Ela acordará a qualquer momento – disse o bruxo mais velho abrindo a porta para Severo.
- Obrigado, diretor.
- É você que merece minha gratidão – retorquiu Dumbledore se retirando com um aceno de cabeça.
Snape entrou na ala hospitalar. Madame Pomfrey lhe deu um sorriso cansado enquanto arrumava a desordem do armário. Todos os leitos da enfermaria estavam vazios exceto o último. Severo parou ao lado da cama. Os cabelos curtos de Elizabeth estavam despenteados e o arranhão na testa tinha recebido um curativo. As marcas do feitiço de Lucius Malfoy ainda eram visíveis em seu pescoço. Ela dormia tão profundamente que ele temeu que Dumbledore estivesse enganado.
- Elizabeth, você está me ouvindo?
Elizabeth acordou e foram olhos negros, repletos de culpa, a primeira visão que teve. As últimas palavras do professor vieram a sua mente.
- Você fez o que era certo, não precisa do meu perdão – afirmou a bruxa.
Severo não respondeu mas seu toque no rosto de Elizabeth foi mais esclarecedor que qualquer palavra. Um sorriso iluminou o rosto da paciente. Snape franziu as sobrancelhas demonstrando incompreensão.
- Você me chamou de Elizabeth – respondeu a jovem completamente recuperada.
