Miroku não podia negar que era uma gênio. Apesar de quase sempre (ok, retiro o "quase") envolver fantasias eróticas, tenho de admitir que são fabulosas. Com a sua nova tentação, perfeita e rapidamente planejada, partiu em direção da sua vítima querida. Sango continuava boiando nas águas límpidas do mar, sem ter a menor idéia do que a esperava.
O monge entrou na água fria, cuja temperatura não afetara o seu calor humano. Calmamente, aproximou-se da sua parceira, acabando por surpreendê-la. Suas mãos abraçaram a barriga de Sango por trás e sussurrou:
- Oi
- Ai, Miroku! - Sango pensara que tinha sido atacada por um peixe ou um tarado – Você quer me dar uma ataque cardíaco? – pensando bem, ela tinha sido atacado por um tarado – Se eu morresse não poderíamos mais fazer amor. E eu sei que isso seria um pesadelo, né? – então soltou umas risadinhas.
- Como você é fofa – Miroku continuou com o seu sussurro sedutor – Seria sim um pesadelo – Então deu um beijinho carinhoso na bochecha. – Tenho uma proposta para te fazer. – Disse finalmente com um tom de voz mais sério.
- O que você propõe? Não tem haver com sexo, te..
- Tem
- Sabia! – Sango decidiu sair dos braços de Miroku, mas ele decidiu o oposto. Como sua decisão foi por água a baixo, disse – Eu estou à espera.
- Então você concorda?
- Não disse isso não! Eu vou ouvir, mas não quer dizer que vou aceitar..
- Eu sei que você vai.. – Miroku sabia como provocar – Se você conseguir passar por essa "missão", eu fico devendo-te um favor. – e como despertar uma tentação irresistível na Sango – Qualquer favor – Terminou sua proposta enfatizando o termo "qualquer".
- Então é uma missão, huh? – Um momento de reflexão passou – Hum.. Então diz aí a prosposta. Daí eu decido se aceito ou não. Espero que seja desafiadora. – E então apareceu um sorrisinho no rosto da Sango.
- Bem – Limpou a garganta e prosseguiu – A missão é a seguinte. Fazemos sexo aqui no mar.
- Isso!? Isso é baba. Você vai ficar me devendo um favor por nada. Haha! – Disse Sango confiante.
- Calma. Não terminei.
- Tá bem..
- As nossas cabeças devem, obviamente, ficar acima do nível da água. Mas o desafio é que é a melhor parte, querida. – Miroku soltou instantaneamente um riso – Você não pode gemer em voz alta.
Sango pensava bem na situação. Isso é mesmo um desafio. Miroku sabia como estimulá-la. Conhecia sua anatomia humana melhor do que qualquer um. Ele de certeza sabia muito bem o que estava a fazer. Ainda com a hesitação presente, Sango fizera sua decisão final.
- Você realmente é uma fábrica de idéias totalmente perversas. – Miroku sorriu orgulhosamente - Mas antes de eu dizer se aceito ou não, gostaria de saber o que você ganha se eu perder.
- Exatamente o mesmo – a resposta acompanhara um leve sopro na orelha de Sango.
- Hm.. Ok. Eu aceito. – As palavras decisivas de Sango originaram um enorme sorriso em Miroku. Não era um sorriso ordinário e perverso, era mais como se fosse um sorriso triunfante.
--
Enquanto isso, Kagome e Inuyasha saíam da água, indo em direção do local onde puseram seus pertences.
- Queria saber o que o Miroku vai aprontar desta vez.. – Inuyasha perguntou-se – De certeza é coisa de tarado..
- Haha. Eu também acho. – Kagome pegara na mão esquerda do seu amor – Mas acho que foi certo saírmos do mar, né?
- É.. não quero ver a porquice que ele planejou – E uma expressão enojada surgiu.
- Haha. Mas não é por isso que, pelo menos eu, saí de lá. Haha.
- Hã? Então qual a razão? – Perguntou Inuyasha surpreso.
- Eu gostaria de respeitar a privacidade deles, né. "Respeite para se respeitado". – Disse Kagome sorrindo.
Inuyasha admirava a face meiga que Kagome possuía. Tão bela. Porém, acordou e respondeu:
- Feh. Ok, concordo com essa frasinha aí. – Disse revirando os olhos – Maaas, primeiro: você deve também concordar com a minha razão, não? – E a cara enojada reapareceu – Segundo: se eles, pelo menos o Miroku, gostariam de ter privacidade, não deviam realizar as fantasias deles em local público. E terceiro: o Miroku, de certeza absoluta, não respeitaria a sua vida sexual. Se ele pegasse você e eu fazendo sexo, ele agarrava num saco de pipocas para nos assistir ao vivo e gratuitamente.
- Hahaha – Kagome soltou uma gargalhada – Acho que devo admitir que você tem razão. Gostei dos pontos que você apontou. Haha. – As risadas de Kagome foram acompanhadas pelas do Inuyasha. Ambos chegaram no local desejado e apanharam as suas coisas. A jovem, ao ver Sesshoumaru e Rin, correu até as proximidades da cabana.
- Hey. – Disse com pouco fôlego – Já são 9h30. O monitor avisou-nos que não devemos nos atrasar, por isso vamos voltar agora e aproveitar para beber qualquer coisa. Querem voltar junto?
O casal trocaram olhares, que pareciam ser telepáticos – Concordo com você, Ká. Vamos indo então.
- Ok. – Kagome virou-se em direção do Inuyasha e gritou – Inuyasha!! Pega aí as coisas deles também!!
- Feh. Agora sou empregado é? Não sou escravo não.. – Inuyasha murmurara. – O Sesshoumaru aproveita-se disso só porque a Kagome manda em mim..
- Bem, vamos?
- Mas, e o Miroku e a Sango? – Perguntou Rin. Seu parceiro apontou para dois indivíduos no mar.
- Devem estar fazendo se..
- Ok, ok. Vamos! – Rin interrompera. Não precisava ouvir o que já sabia. Kagome não conseguiu conter um risinho.
O quarteto voltou ao salão principal, cujo espaço não estava propriamente cheio. O monitor careca escrevia sem pausas num caderno e um grupo de amigos sentava-se num sofá velho no outro lado da sala.
- Parece que chegámos cedo. – Sesshoumaru notou.
- É.. Vocês estão com sede? – Perguntou Rin – A Kagome e eu vamos pegar bebidas.
- Coca! – Exclamou Inuyasha
- Tenha mais modos né.. E você, Sesshoumaru? – Disse Kagome com uma gota de irritação.
- O mesmo que a Rin, por favor.
- Ok. – E Kagome virou-se para o seu namorado – Como meu cunhado tem educação e você não? – Virou as costas e começou a andar com Rin.
- Ok, ok.. – murmurou e, hesitadamente, gritou – Por favor, Kagome! – Ela olhou para trás e sorriu. – Mulheres. Feh. – Suspirou – Tão difíceis de agradar.
Com sua visão fixa em Rin, Sesshoumaru calmamente explicou. – Agradamos porque amamos, não?
Em choque e de boca aberta, Inuyasha olhou o seu irmão nos olhos. Ele viu algo que nunca vira antes. Ele viu algo que nunca pensara que existiria naquele ser frio e insensível. Ele viu uma flama de amor ardendo no fundo dos olhos de Sesshoumaru. Cada faísca que o fogo soltava permitia-o ouvir Sesshoumaru dizendo que o amor de Rin era essencial. Foi assim, que Inuyasha descobrira que seu irmão estava completamente apaixonado, pela primeira vez na vida.
Oi pessoas.
Depois de publicar o capítulo 17, parei com tudo por razões pessoais. Eu sinceramente, não prentendia continuar a escrever. Hoje, fui dar uma olhadela neste site, e li as reviews que me deixaram. Com isso, resolvi terminar o que comecei e compor a sequência do último capítulo. Não posso dizer quando sai o capítulo 19 porque sinceramente não sei. Mas quando eu publicar, posso mandar uma notificação ou coisa do gênero. Portanto, quem quiser receber essa notificação, mande uma mensagem ou review, com preferência à primeira opção.
Acerca das reviews, obrigada. Gosto de saber como a minha escrita e criatividade vão indo. Os elogios e as críticas são sempre bem-vindos. Vou tentar não exagerar demais, porque às vezes demasiado hentai cansa.
Obrigada por terem o trabalho de lerem.
Até a próxima e não percam o capítulo seguinte!
Sesshyslady ;)
