Inuyasha e Sesshoumaru aguardavam o retorno das suas namoradas silenciosamente. O monitor careca parara de escrever no caderno que segurava e começara a fazer rabiscos.
- Ei, Sesshoumaru, o que você acha que o monitor está fazendo? – perguntou Inuyasha curioso. Seu irmão olhou-o seriamente e com um voz fria respondeu-lhe:
- Isso não me interessa. E não deveria te interessar também. Porque algo tão patético como escrever merecia ser assunto de uma conversa? – Sesshoumaru virou a cara e olhou janela a fora. E pode-se ouvir um sussuro do termo "idiota" saindo da boca de Sesshoumaru.
- Feh. Eu já estava pensando que seu coração tinha amolecido.. enganei-me feio hein! – Inuyasha reclamara, mas sua curiosidade permanecia. – Mas, falando sério, ele está muito concentrado no papel..
- Talvez está planejando o que fazer com a gente para nos ferrar.. – comentou Sesshoumaru e não conseguiu conter um riso.
- Ah, sei lá – naquele exato momento, Kagome e Rin entraram no salão, com as bebidas na mão. – Finalmente! – Agradeceu Inuyasha, cheio de sede.
- Você é mal educado p'ra caramba! – Disse Kagome com uma gota de raiva. – Ao menos agradeci..
- Obrigado, querida – Inuyasha interrompeu Kagome. – Ei, olhem o careca. Não acha que ele está muito estranho?
- Por acaso, ele parece muito concentrado no que está escrevendo – disse Rin, depois de tomar um gole de suco.
- Hum.. Ele parece que está mais desenhando do que escrevendo, Rin.. – Kagome observou - Ele está, desenhando.. – Ela tentava descobrir que tipo de rabiscos seriam aqueles, a partir do movimento que a caneta tomava. - .. corações! – seu grito ecoava pelo salão todo, acabando por chamar a atenção do monitor.
- Oh.. você falou muito alto, Kagome! – Apontou Rin para o monitor – Ele ouviu!
- Haha, se você acha que isso é alto, Rin, você deveria ouvir a Kagome gritando na cama! Haha – Inuyasha brincou e caiu na gargalhada.
- Grr.. Inuyasha – sussurrou Kagome duramente – Ou você me ajuda a sair dessa, ou você nunca mais vai me ver pelada.
Assim, rapidamente, Inuyasha pensou numa desculpa para impedir que o monitor fosse ir ao pé deles.
- Sim, Kagome! – falou em voz alta, para ter a certeza que o monitor ouvisse – Corações! – Kagome olhou-o com cara de "que desculpa mais esfarrapada" e "ou você diz mais algo acreditável, ou diz byebye ao meu corpo" – Er.. Eu comprei-te chocolate em forma de corações! Hehe..
- Oh! Você é tão.. criativo! – sorriu de um jeito pouco natural. De repente, uma mulher ruiva muito esbelta entrou no salão. A cabeça do monitor, que olhava em direcção dos quatro, virou instantaneamente para ela.
- Com licença, - a mulher misteriosa disse sorrindo, - alguém poderia informar-me onde o Kizuke está?
- Você quer dizer o careca do monitor? Se sim, ele está naquele canto do salão – Inuyasha respondeu diretamente e com pouca vergonha, apontando para o monitor, cujo rosto fervia de raiva.
A moça riu-se e foi em direção da pessoa procurada.
- Há quanto tempo que não te via! – exclamou animada.
- Er.. a última vez que nos vimos foi semana passada.. – o monitor, encabulado, informou-a. – Como você está?
- Bem – a palavra soou baixo e triste. – Poderia estar ótima, mas o namorado não deixa..
- Ah.. ainda pensa que ele está te traindo? – o monitor questionou-a. Porém, ao aperceber-se que os alunos presentes estavam atentos a conversa, parou-a.
- Avisem aos outros que forem chegando que já volto. Você, Inuyasha, não faça nada irracional ou estúpida – o monitor avisou, ainda irritado com a resposta que Inuyasha dera e levou a mulher ruiva para fora do salão.
- Haha.. ele vai te ferrar – Sesshoumaru zuou, enquanto abraçava sua Rin.
- Você é tão engraçado que dá vontade de te socar para eu não morrer de rir – Inuyasha retrucou impacientemente.
- Parem! – gritou Kagome. – Vocês briguem quando quiser, mas agora tem coisa mais importante para discutir.
- Como o quê? – Inuyasha entediado perguntou.
- Como.. você notaram que o monitor Kizuke está estranho? – Kagome inciara a discussão.
- Para além da careca? Não.. – o tédio era de desanimar. Então, Inuyasha, numa tentativa de se animar, beijou Kagome.
- Sai – Kagome deu um fora gelado no Inuyasha – A careca é estranha.. para a idade dele.. mas não é isso que quero dizer! – Kagome voltava ao assunto – Ele agiu estranhamente com a presença daquela mulher..
- Ela é gostosa.. – Inuyasha imaginou-a mentalmente – sensual, tinha uma boca carnuda avermelhada.. – e a imaginação começara a tranformar-se em fantasia sexual – eu queria fuder ela.. – e pensou alto demais.
- O quê?! – gritou Kagome indignada.
- Calma! Eu estava te testando! Hehe – Seu parceiro acabara de perceber que dissera algo, possivelmente, comprometedor.
- Testando!? Quer saber? Vai fudê-la, vai! – Kagome, com o coração pesado de dor, parara de falar. Ela tinha receio das lágrimas escaparem.
- Kagome.. – Inuyasha, sem brincadeiras, disse. – Desculpa. Eu na verdade, queria transar com ela.. mas eu queria.. eu não quero! – Ele tentava voltar atrás, enquanto Rin e Sesshoumaru, sem graça, abandonavam o local para tomar um ar fresco.
- Agora, você está dizendo que tenho um Português ruim, é? Que tenho problemas em interpretar verbos? – a voz voltara a aumentar de volume, recheada de determinação em fazê-lo sofrer. – Então, para provar que falo e entendo bem português, vai fecundar a mulher de lábios carnudos e avermelhados!! – Kagome gritara enfurecida.
Inuyasha, sem saída, resolver por o plano B em ação. Pegou nos braços e beijou-a a força. Quando Kagome conseguiu libertar-se, disse-lhe:
- Você acha que um beijo vai resolver tudo, é? – o seu espírito ainda permanecia bravo. Ela pausou e olhou-o fixamente. – Bem, funcionou – e abraçou-o com uma tensão eletrizante. O beijo selvagem durou poucos segundos, devido à interrompição de Inuyasha.
- Quero fecundar você – sussurrou calientemente no ouvido da sua amada, que recebia uma onda de arrepios. Ambos saíram rapidamente do salão, e foram procurar o quartinho mais perto deles. Avistaram um, cuja porta estava semi-aberta, e Inuyasha pegou-a no colo e saiu correndo. Chegando perto do quarto, ouviram gemidos e sons estranhos, mas familiares. Deram uma espiada pela abertura da porta e seus olhos captaram uma imagem inesperada. O monitor Kizuke e a mulher ruiva estavam transando.
Ela tinha as suas costas coladas a uma mesa e o monitor em cima do seu corpo. No chão, estavam espalhados papéis, canetas e, obviamente, as roupas e a embalagem da camisinha. Com as pernas dobradas e abertas e as mãos estendidas para cima, ela gemia fortemente. Parecia que tentava conter os gritos, talvez para não fazer barulho demais e chamar atenção.
O monitor pegava fogo de tanta força que a penetrava. A mesa, de vez em quando, pulava e saía do lugar. Parecia que o Kizuke queria fuder ela faz um tempão. Era compreensível. A mulher, de cabelos longos e ondulados, tinha os lábios carnudos pintados de vermelho forte. Os seios naturalmente grandes e uma bunda um pouco maior que a média. O que mais destacava-se era os olhos petrificantes que possuía. Precisava apenas de olhar para caçar.
Mas, com base nas expressões faciais que ela fazia, Inuyasha e Kagome (que assistiam o espetáculo.. safados.. haha) concluiram que o monitor era uma máquina de sexo super potente.
O jovem casal telespectador deram-se conta que aquela cena os excitou. Então, decidiram tornarem-se os realizadores da ação e foram num outro quarto mais próximo. Inuyasha jogou Kagome na cama e despiu-a apressadamente. Começou por mordiscar seu corpo nu e quente. No meio desta fúria de desejo, Inuyasha capo com o seu canto do olho: cordas. Rapidamente, apanhou-as e amarrou as mãos e os pés da Kagome na cama. A jovem, com o corpo estendido em forma de estrela, implorava pelo sexo. Assim, Inuyasha sentou na barriga da amada, mas de costas para sua cabeça. Deitou-se e começou a chupar a vagina da Kagome, enquanto ela fazia o mesmo com o genital dele.
- 69, hein! Primeira vez que fazemos isso – comentou Kagome gemendo, que foi seguidamente ignorada.
Inuyasha, cansado da posição, desamarrou os pés de Kagome e os dobrou. Colocou a cabeça em baixo e começou a lamber. Às vezes, enfiava a língua inteira ou os dedos lá dentro. Kagome delirava de prazer. Inuyasha fazia um serviço melhor que o seu vibrador cor-de-rosa. Era mais rápido e mais movimentado, e sabia onde tocar.
Kagome ejaculou e, então, Inuyasha começou a beijá-la na boca, ainda com vestígios do líquido. Ela distraía-se com os movimentos labiais enquanto Inuyasha passava sua "arma" no "alvo". De repente, começou a disparar feito louco. A força era tanta que quase quebrou a cama de madeira. Kagome gritava de tesão e desejava que fosse eterno.
Depois de ambos satisfazerem-se, deitaram-se em forma de concha. A energia abastecida para ser usada durante o dia, fora completamente gasta na transa. E valeu a pena, porque o monitor não poderia ter aproveitado a energia melhor que Inuyasha. Talvez, se Kizuke estive-se disposto a fazer sexo com Kagome, é claro.
(fim do capítulo 21)
