Autor: Alis D. Clow
Beta: Ivi (costela do Marck que eu surrupiei XD)
Ajuda Especial de: Dany, Tach, Sam e Marck (thx so much aos quatro)
Personagens/ Par: Draco Malfoy e Harry Potter
Classificação: Slash, yaoi, BL, boy x boy, macho x macho, coisa entre dois homens. Não gosta? NÃO LEIA!
Resumo: Algumas vezes, são os heróis que precisam ser salvos.
Disclaimer: Não é meu, apesar de eu ter arrancado vários tufos de cabelo escrevendo isso aí, ó.
Nota: Me avisem se tiver alguma falha no texto ou de HTML, o efê efê ponto nete está temperamental hoje.
Harry/Draco/Harry/Draco/
Tudo estava sendo especialmente difícil para Draco. Ele só sentia o impulso de comer quando Harry oferecia comida, o que sempre o deixava absurdamente assustado. Algum dia Harry simplesmente poderia se esquecer e Draco não sentiria fome.
E enquanto não oferecessem comida, ele ficaria sem comer. A mera idéia de morrer por inanição o apavorava.
Draco nunca pegava no sono enquanto estava na cama. Ele simplesmente não conseguia. Algo o compelia a se levantar, um incômodo terrível, e ir sentar na poltrona. O que geralmente também o impedia de dormir. Em alguns momentos, ele ia apenas desmaiar de exaustão, sem saber ao certo como ou quando pegara no sono. E acordar subitamente, mesmo que ainda estivesse cansado e se ver cumprindo alguma exigência estúpida do feitiço ainda mais estúpido que carregava.
E ainda tinha o detalhe ele podia sentir marginalmente os sentimentos de Harry.
Não era como se ele pudesse ler a mente do moreno, mas ele era capaz de adivinhar as necessidades dele. Draco sempre sabia quando Harry estava com fome ou quando estava muito cansado. Sabia quando ele sentia frio de madrugada ou quando estava com dor. Ele sabia quando ele estava constrangido ou triste ou com saudades. Draco sabia tudo e isso o incomodava.
Já fazia quase uma semana da rotina estranha que os dois tinham construído. Draco acordava no meio da cozinha com algum utensílio doméstico na mão. Harry apareceria em seguida e faria o café. Draco passaria as próximas duas horas sentindo-se mal por conta disso e iria se refugiar no quarto. Harry tomaria o rumo dele, faria coisas que simplesmente não interessavam a Draco. Em algum momento perto do almoço, Draco apareceria onde Harry estivesse, normalmente a biblioteca, lendo, e Harry faria o almoço. Se Draco estivesse mais ou menos, acompanharia o moreno, se não, fugiria para o silêncio de seu quarto. Mais algumas horas de mal-estar por conta do feitiço. Horas depois, apareceria na cozinha e Harry faria o jantar, Draco às vezes comeria, às vezes pularia a refeição. O mal-estar sempre presente. Ausência de sono. E mais um dia se iniciava.
É claro que nenhum ser humano suportaria essa rotina enlouquecedora por muito tempo. Draco não era qualquer exceção à regra. No domingo de manhã, a primeira coisa da qual Draco teve consciência é de que estava sentindo-se mal. Não mal como nos últimos dias, mas mal mesmo. Todo seu corpo parecia ridiculamente fraco e sua cabeça doía de uma forma nauseante. Ele escorregou o corpo para fora da poltrona, caindo ajoelhado num embolado de lençóis no chão. Sua cabeça rodou, a visão embaçada. O estômago se contraiu violentamente, querendo se livrar daquilo que não tinha. Com muito esforço, Draco fez sua higiene matinal e se preparar para descer para a cozinha, cedendo ao impulso do feitiço.
Draco só percebeu que não devia estar nada bem quando olhou pela janela no fim do corredor. Estava sol lá fora, um amarelo brilhante, e Draco tinha posto um casaco de lã. Ah, ótimo, pensou com sarcasmo. Tudo o que ele precisava era ficar doente a essa altura do campeonato. Maravilha.
Doente ou não, o feitiço não deu trégua e forçou Draco a acelerar. Não era como se ele perdesse o controle sobre as próprias pernas, mas ele podia sentir o mal-estar se acumulando dentro de si, piorando como se sentia. Se ele continuasse enrolando, sabia que as algemas em seus braços e pernas exerceriam uma pressão na direção de onde ele tinha que ir. E ficaria pior e pior, até se tornar doloroso. Draco preferiu não testar o quão doloroso poderia se tornar se não obedecesse aos impulsos. Lentamente, ele foi se arrastando para a escada.
A escada parecia ter muito mais degraus do que Draco recordava, e o fato de que sua cabeça parecia leve demais não ajudava. Devagar, ele foi descendo degrau por degrau, tomando todo o cuidado do mundo para não tropeçar, os dedos agarrados ao corrimão. Por fim, já sentindo o início da dor em seus pulsos e tornozelos, onde as algemas repousavam, conseguiu pôr o pé no último degrau.
Para desmaiar logo em seguida.
Harry/Draco/Harry/Draco/
Harry acordou com o sol batendo nos olhos e aquecendo os braços descobertos. Ele tentou se esconder embaixo do travesseiro, resmungando com o bom tempo lá fora, pedindo por mais cinco minutos. É claro que o sol estava pouco se importando se Harry Potter queria dormir um pouquinho mais e continuou brilhando em toda sua glória no céu londrino.
Resignado, Harry se levantou e foi tomar um banho.
Depois de lavar o sono para longe, Harry se viu num estado de humor muito bom. Estava um dia lindo, ele estava se sentindo descansado como não se sentia há dias e seu cabelo estava colaborando, por algum milagre desconhecido.
Contente por motivo nenhum, saiu assoviando do quarto, decidindo o que fazer o café.
Harry estava no meio do refrão de Jaded quando avistou o corpo de Draco estirado no pé da escada. A melodia parou de súbito, impedida de continuar pelo ar saindo dos pulmões de Harry como se ele tivesse levado um golpe físico no meio das costelas. O moreno sentiu o sangue esvair-se do rosto, enquanto observava naqueles segundos intermináveis onde tudo parecia lento demais a sua volta, que o loiro aparentemente tinha rolado escada abaixo.
Menos de três segundos depois Harry estava ajoelhado ao lado do corpo, a varinha em punho perfazendo todo o tipo de feitiço de checagem aprendido durante o curso de aurores. Identificar danos era algo essencial durante uma batalha. Era a diferença entre salvar um combatente aplicando o tratamento específico necessário e deixá-lo morrer por incapacidade de reconhecer alguma lesão fatal escondida.
A checagem não apontou nenhuma lesão grave no rapaz. Sentindo o alívio percorrê-lo de cima a baixo, Harry se permitiu desabar no chão, caindo sentado no assoalho, deixando que a adrenalina baixasse em seu corpo. Que Merlin fosse louvado, o loiro estava vivo. Limpando a súbita camada de suor frio que irrompera de sua pele, Harry apoiou a cabeça nos joelhos, recuperando o fôlego. Por dois segundos, dois míseros segundos, ele tivera certeza que o loiro estava morto. O medo que aquele simples pensamento inspirou em seu coração fora suficiente para deixar Harry trêmulo. Ele levantou a cabeça, olhando o corpo do rapaz no chão. O rosto estava parcialmente coberto pelos cabelos loiros desalinhados e sem corte e havia uma grande crescente arroxeada debaixo do olho que Harry conseguia ver. Ele estava ligeiramente corado, os lábios entreabertos, mas não era uma coloração que denotasse saúde. Ao contrário, o tom acinzentado manchado de vermelho na altura da bochecha da pele antes branca e uniforme deixava claro que Draco estava tudo, menos saudável.
Sentindo-se minimamente recuperado, Harry se levantou do chão, o cenho franzido. Como Draco havia despencado, Harry não sabia, ainda que fosse certo que tinha sorte. Ele olhou por mais um segundo o rapaz desmaiado, observando. Harry não era nenhum perito em crimes e não adiantava muito ficar ali tentando analisar como o loiro tinha caído ou se tinha se jogado.
Os olhos de Harry arregalaram-se no mesmo instante que a idéia passou pela sua cabeça.
Se jogado.
O ar ficou preso na garganta de Harry, um medo diferente se espalhando por ele. Respirando com dificuldade, Harry fez um rápido feitiço de levitação e subiu com o ex-sonserino para o quarto.
Harry/Draco/Harry/Draco/
Draco tateou em volta, sentindo os lençóis sob os dedos, sem entender direito como estava lá. Desorientado pelos sonhos que tivera enquanto desmaiado e pelo lapso de tempo, Draco tentou se levantar. Uma vertigem o acometeu, fazendo-o gemer baixinho. Sua cabeça começou a pulsar desagradavelmente, trazendo uma dor que prometia ser fulminante.
"Ei, quieto agora.", disse uma voz que Draco nem se preocupou em identificar. Só podia ser uma pessoa.
Uma mão morna repousou contra o ombro de Draco, fazendo uma leve pressão para baixo. Draco franziu o cenho, incomodado por não se importar com o contato.
"Hmmgh.", reclamou o loiro, enquanto fazia força na direção contrária às mãos.
"Draco, deite-se."
"Me deixa...", resmungou em resposta, olhos fechados, cabeça rodando.
"Draco, eu disse para você se deitar."
A voz era branda, mas a ordem era clara. Draco sentiu o feitiço preveni-lo de continuar lutando. Todos os seus músculos relaxaram contra a vontade de Draco, permitindo que as mãos vencessem a disputa. Derrotado, Draco se permitiu soltar um suspiro longo e cansado.
"Aposto que você adora isso, não?", perguntou Draco, baixinho, finalmente encarando seu interlocutor. Sua cabeça ainda parecia um pouco fora de eixo, mas ele enxergava bem.
Harry o encarava de volta, ligeiramente surpreso.
"Adoro o que?"
"Me dar ordens."
Harry franziu o cenho, como se tentando entender do que o outro falava. Depois de alguns segundos, ele pareceu compreender.
"Oh. Me desculpe. Eu não pretendia..."
"Sei."
"É sério. Quantas ordens eu te dei até agora?"
Draco torceu o nariz e bufou. Nenhuma vez, era a resposta e, excetuando as reações automáticas do feitiço, até aquele momento Harry havia sido muito decente.
Mesmo assim aquilo era suficiente. Não importava se Harry estivesse mantendo distância ou que não era pelo seu querer que o feitiço fazia Draco agir de uma forma que ele desprezava. Não importava. Porque a culpa sempre seria de Harry, se ele estava ali, a culpa era de Harry. Ele precisava responsabilizar alguém, precisava direcionar a raiva, a vergonha e a dor que sentia para alguma pessoa, qualquer pessoa. Sempre precisara. Não seria diferente agora. E, como Lucius não estava por perto, Harry era o substituto perfeito.
"Me desculpe, Draco. Eu realmente só queria que você descansasse. Durma então"
Draco virou o rosto na direção oposta. Ele odiava Potter. Odiava como ele tinha uma expressão boba de preocupação; odiava como ele todo dia cozinhava para Draco, sem reclamar. Odiava sua estúpida nobreza grifinória. Odiava acima de tudo o tom preocupado em sua voz.
"Quieto, me deixa dormir."
Harry se calou. O silêncio preencheu os cantos vazios do quarto e Draco se viu escorregando para o sono. Em algum momento, ele ouviu o moreno se levantar e se afastar. Ele nunca ouviu o moreno retornar.
Acordou, tempos depois, com frio. Gemendo e resmungando, Draco tentou se aquecer, encolhendo-se na cama, mas descobriu que continuava frio demais. Abrindo os olhos, ele observou o crepúsculo lá fora.
Um suspiro chamou sua atenção.
Draco se voltou na direção do som, a mente ainda um pouco nublada pelo sono. Com a visão ainda ligeiramente embaçada, viu Harry, sentado na poltrona de seu quarto, o móvel virado na direção de onde o loiro repousava, mais próximo da cama do que geralmente ficava. O ex-apanhador da Grifinória estava largado em cima da poltrona, numa falta de graça que faria
Draco torcer o nariz em condições normais. Naquele instante, porém, o rapaz só estava intrigado com a presença do moreno. O outro rapaz respirava lentamente, o peito subindo e descendo numa cadência compassada e lenta. O rosto estava relaxado, despojado de qualquer emoção, os lábios entreabertos. Draco não entendia o que o outro fazia ali, sentado numa cadeira obviamente desconfortável, em vez de ir dormir numa cama. Quatro-olhos idiota, pensou Draco, enquanto puxava as cobertas até o queixo, numa tentativa fútil de se aquecer. Estava frio demais e não levou muito tempo para Draco deduzir que estava com febre. Bufando, ele se acomodou melhor e deixou a mente divagar.
Mas o silêncio da casa era ensurdecedor e a febre combinada com todas as emoções acumuladas fizeram o loiro desejar que alguma coisa quebrasse a paisagem estacionada a sua volta. Com uma crescente sensação de inquietude, Draco resolveu se levantar. O chão estava frio sob os pés do loiro, fazendo-o tremer. Ignorando a sensação, ele se levantou da cama.
Decidido a descer à cozinha e arrumar algo para beber, ele foi.
A meio caminho da porta, Draco espirrou.
Seria engraçado, pensou Draco, se não fosse patético, enquanto Harry se levantava assustado da poltrona, um ar de sonolenta surpresa no rosto.
"Ah, você acordou...", murmurou o moreno, enquanto ajeitava os óculos.
Draco levantou uma sobrancelha, vestindo de imediato sua melhor expressão de descaso.
"É o que parece.", respondeu. E até teria um efeito interessante todo o ar de desprezo e aristocracia se ele não estivesse espirrado de novo.
"Você devia se deitar, está gripado."
"Eu já percebi isso, obrigado por apontar o óbvio.", rebateu Draco, mal-humorado. Ignorando o outro rapaz, saiu para o corredor.
"Ei, você não devia andar descalço!", disse Harry, indo atrás do loiro.
Draco trincou os dentes, irritado. Quem era ele para dizer a Draco o que ele devia ou não devia fazer? Quem era ele para fingir que se preocupava?
"Você não é minha mãe, sabia?", respondeu por cima do ombro, pisando duro em direção à escada. Por que o infeliz simplesmente não o deixava em paz?
"Espere aí.", disse Harry, enquanto Draco ia descendo as escadas.
O ex-sonserino estancou no mesmo lugar, detido pela voz de Harry. Ele não suportava isso, não suportava como o outro podia facilmente dominá-lo. Nem mesmo a maldição Imperius era tão cruel. Fechando os punhos, voltou-se para encarar o moreno em silêncio, a raiva consumindo-o por inteiro.
O moreno o encarava ligeiramente surpreso. As bochechas coraram e ele desviou o olhar. Draco quase podia tocar o desconforto do outro.
"Me desculpe, eu esqueci.", murmurou Harry, parando a uma distância segura de Draco.
O rapaz sabia que, naquele momento, o outro não tinha qualquer intenção de dominá-lo e que suas desculpas eram sinceras. Ele podia ver isso na postura transparente do outro, em sua voz, no seu jeito. Era quase obsceno como alguém podia ser tão fácil de ler. Como todas as emoções pareciam tão óbvias que Draco quase podia sentir o gosto delas. Ainda assim, Draco não conseguiu se permitir passar a chance de perseguir o grifinório. Ele precisava fazer isso, precisava aliviar o que sentia e se a vítima era o Garoto de Ouro, tanto melhor.
"Não se desculpe, mestre, eu estou aqui para servi-lo e satisfazê-lo. Qual será a próxima ordem, senhor, que eu me corte com uma faca ou que talvez eu me jogue da escada? Oh, não importa, não é mesmo, desde que eu morra e deixe o grande herói em paz.", sibilou o loiro, numa voz perigosa e baixa. Ele viu com satisfação como Harry parecia ser estapeado por cada uma das palavras viciosas que saíam pela sua boca.
"Eu não quero nada disso e já disse que foi sem querer!", rebateu o aprendiz de auror, com um ar indignado.
Draco sentiu a raiva aumentar diante do ar de pura indignação do outro ao mesmo tempo em que ele próprio sentia certa indignação. Como ele podia ser tão cínico?
"Ah, claro!", bufou Draco. "Porque você, em momento algum, está se sentindo por cima por ser meu dono."
Harry ficou vermelho. Draco sabia o que aquela expressão significava. Era a mesma que ele tinha no rosto todas às vezes antes de atacar Draco após uma troca de ofensas em Hogwarts. A raiva se espalhou dentro de Draco e a idéia de uma briga usando os próprios punhos parecia perigosamente atraente.
"Vai me bater, hein? Me punir?", perguntou Draco. Ele sabia que estava testando os limites, empurrando-o, mas ele queria, precisava disso.
"Cala a boca.", disse Harry, sem emoção.
Draco se calou, mas não abaixou a cabeça. Ao contrário, encarou Harry bem nos olhos, numa expressão muda de desafio.
Ele poderia dominar o corpo, mas nunca, em momento algum, Draco permitiria que ele quebrasse seu espírito. Ele viu o arrependimento se espalhando por Harry, como se ele parecesse detestar toda aquela situação tanto quanto Draco.
Ainda encarando Harry, ele sentiu o remorso do outro, a preocupação sincera e a tristeza. Com o coração acelerado, Draco percebeu que ele não estava meramente lendo bem Harry, mas que ele estava realmente sentindo o que o ele sentia.
Draco quase perdeu o equilíbrio de novo, mas teve o bom senso de se agarrar ao corrimão da escada. Por Mordred, eu sinto o que o Harry Maldito Potter sente!, pensou aterrorizado. Como se a coisa toda não fosse ruim o suficiente. Como se ele já não tivesse o suficiente para lidar.
Chocado, ele não percebeu quando Harry se postou ao seu lado, apoiando sem jeito uma mão nas costas de Draco, suportando-o. A mão dele era morna como sempre contra a pele nua de Draco. O loiro se arrepiou involuntariamente.
"Você está ardendo em febre.", murmurou o moreno. "Olha, eu sinto muito, não foi minha intenção nem nada. Mas você não está bem. Por favor, só... Só faça o que eu peço, sim?", disse Harry, perto o suficiente para Draco sentir o hálito morno do outro soprando contra seu rosto.
Merlin, porque ele tinha que ser tão quente?, pensou Draco.
Sacudindo a cabeça para espantar esses pensamentos, Draco se deixou conduzir de volta para o quarto, o tempo todo ciente da preocupação que se espalhava por seu peito e que ele sabia pertencer ao outro.
Harry/Draco/Harry/Draco/
Harry não sabia direito como agir. Ele estava cansado e no limite, e Draco não estava ajudando a melhorar a situação. A cada instante, tudo o que Harry conseguia pensar é que o loiro tinha mesmo se jogado da escada. E que a culpa era dele.
Fora difícil fazer o rapaz dormir, mas quando ele finalmente pegou no sono, depois de Harry insistir por longos minutos que ele, pelo amor de Merlin, descansasse, o moreno pôde sentar e pensar.
Ele não sabia ao certo o que fazer de toda aquela situação. Ele sequer sabia o que fazer para aliviar o desespero do outro rapaz. A cada instante, Harry sentia como se estivesse sendo lentamente pressionado contra uma parede. Esmagado pelo peso de acontecimentos com os quais Harry não sabia lidar. Ele não pensara de início que tudo fosse ser tão difícil. E eles ainda tinham muito, mas muito tempo pela frente.
Ou teriam, se Draco não resolvesse quebrar o pescoço até lá.
Observando o loiro dormir, Harry se deixou levar pelos próprios problemas. Tudo era tão confuso que ele mal tivera tempo de ver a própria vida escorregando rápido demais para ele impedir. Ele passara praticamente os últimos oito anos de sua existência se preocupando com o bem-estar dos outros, em proteger os que estavam a sua volta. E agora ele não tinha mais nenhum Lorde maníaco para se preocupar, mas mais uma vez a vida de alguém estava em suas mãos e era seu dever proteger.
Isso e o fato de que ele parecia não ter o menor controle do próprio futuro.
Harry suspirou e escondeu o rosto nas mãos. Como se não bastasse o mundo de problemas que aparentemente tinham uma atração sádica por Harry, ele ainda precisava que lidar com Ginny. Não que ela fosse assim algo tão ruim, mas Harry não se esquecera das conversas disfarçadas sobre casamento que ouvira semanas antes na casa dos Weasley. E se havia uma coisa na qual Harry não queria pensar naquele instante era casamento.
Aliás, Harry tinha a ligeira impressão de que não queria pensar em casamento em nenhum momento antes dos próximos dez anos.
Uma risada estrangulada escapou pelos lábios do moreno. Claro, pensou ele amargurado, como se eu tivesse alguma escolha.
Cansado, ele resolveu que o melhor a fazer era tomar alguma coisa forte o suficiente para anuviar um pouco seus pensamentos. Decidido a acabar com o restinho de uísque de fogo que sobrara no gabinete da cozinha, Harry recostou a porta do quarto de Draco e foi por algum álcool em sua corrente sanguínea.
O gosto forte da bebida foi bem recebido pelo paladar de Harry. Brincando com algumas gotas do líquido âmbar derramadas no tampo da mesa, Harry se deixou embalar pelas memórias dos anos em Hogwarts. As explorações no castelo, as aulas, as risadas compartilhadas com os amigos num jogo de xadrez. As conversas despreocupadas em frente à lareira, largados sobre o tapete da sala comunal, falando sobre todos os assuntos banais que eram completamente necessários e importantes na adolescência. Harry riu. Foram tão poucos seus momentos de adolescente normal que os que existiram estavam marcados com uma intensidade atípica para ocasiões tão banais. Ele realmente tivera uma vida muito ferrada para guardar com carinho um sábado tranqüilo, vendo Hermione estudar e o Rony jogando com os gêmeos snap explosivo, a textura confortável do sofá da sala comunal, o sorriso tímido de Ginny.
Vida mais ridícula aquela.
Tomando a garrafa nas mãos, Harry serviu mais uma dose de uísque, deixando a bebida queimar a língua antes de descer quente pela garganta.
"Que ótimo!",disse Harry em voz alta para o vazio da cozinha, "Sozinho num mausoléu cheio de fantasmas do passado com um inimigo de infância, que, oh, agora é meu escravo e além de tudo é suicida, por companhia e entornando o copo na intenção de ficar mais bêbado que um peru de Natal indo pro abate. Maravilha.", Harry levantou o copo e brindou o ar, "Feliz vida de merda, Harry James Potter."
O silêncio respondeu ao brinde, deixando Harry sentindo-se mais patético do que nunca. Decidido a apagar o sentimento, virou o resto da bebida num gole só. Os olhos encheram d'água, mas ele ignorou.
O ritual de encher o copo, falar sozinho e beber mais para apagar o fato de que era realmente ridículo agir daquela forma foi quebrado a tempo de evitar um coma alcoólico pelo som de alguém na lareira.
Harry se levantou com dificuldade, nem um pouco surpreso em descobrir que seu equilíbrio estava de ruim para nenhum.b Apoiando-se no que podia, Harry tateou seu caminho até a sala.
As chamas da lareira brilhavam em um verde intenso. Harry estreitou os olhos, incomodado pela claridade, ajoelhou-se na frente das chamas e permitiu acesso.
Uma cabeça cheia de fios castanhos desgrenhados surgiu das chamas. Harry deu um sorriso.
"Olá, Mione.", disse o rapaz, ajoelhado no chão, as mãos postas na frente do corpo para dar equilíbrio.
Ele viu Hermione sorrir de volta e imediatamente franzir o cenho. Harry acabou dando uma risada. Hermione era sempre tão perceptiva.
"Oi, Harry.", respondeu. Harry a viu farejar discretamente o ar. "Harry, você..."
"Sim, eu bebi, não, não foi pouco, e não, não precisa se preocupar. Eu ainda consigo encontrar o caminho da cama.", Harry riu. Ele não sabia de onde tinha surgido todo aquele bom-humor, mas não importava muito no momento.
Hermione fez um "o" perfeito com a boca, numa expressão de muda surpresa. Harry riu novamente, sem saber ao certo do que ria, mas aquilo não parecia um problema.
"Bem, eu volto depois e..."
"Nah, deixa de bobagem, Mione. Vamos, eu vou liberar a passagem.", disse o rapaz, enquanto engatinhava para fora do caminho.
O rosto de Hermione se contorceu em dúvida, as sobrancelhas franzidas, os dentes mordendo o lábio inferior.
"Harry..."
O rapaz ficou um pouco mais sério. Harry não gostava daquele tom de voz, ele não o fazia querer sorrir.
"Hermione, um acenar de varinha e eu fico novo em folha. Vamos, passe."
"E os efeitos colaterais, Harry?", perguntou a Mione, já se preparando para atravessar a conexão.
Harry riu.
"Bom, eu acho que os mereço depois de meia garrafa de uísque de fogo."
As chamas verdes brilharam com mais força enquanto Hermione passava. Harry continuava sentado no tapete puído, as pernas dispostas num ângulo relaxado. Ele riu quando viu Hermione olhando-o de cima, com um ar crítico que lembrava-o de McGonagall. Lembrar da bruxa e de Hogwarts doía de uma maneira agradável que mesmo assim fez o sorriso dele morrer.
"Vamos, levanta daí.", disse a amiga, estendendo uma mão.
Harry a pegou e se deixou ser içado, parando um pouco cambaleante sobre as próprias pernas.
O moreno se acomodou na mesma cadeira da cozinha em que estivera sentado antes, desta vez sem a companhia da garrafa de uísque, seguramente guardada no gabinete de bebidas. Hermione decidiu que fazer um chá seria uma boa idéia e se pôs a procurar por ingredientes nos armários, enquanto Harry simplesmente observava.
"Algum motivo em especial para essa bebedeira?", disse Hermione vários minutos mais tarde, pousando uma caneca fumegante na frente de Harry.
Ele agradeceu e tomou um gole da bebida, sentindo lá no fundo o gosto da Poção Desembriagante.
"Não. Não exatamente.", respondeu evasivo. Ele sabia que a bruxa não engoliria uma resposta tão evasiva, mas isso servia no momento.
"Sei. E como ele vai indo?"
Harry deu de ombros. Ele achava triste como ninguém se referia mais a Draco pelo sobrenome de família. Seria quase engraçado na verdade, como um feitiço era poderoso o suficiente para prevenir que qualquer pessoa se referisse a outra pelo sobrenome, pelo único vínculo de que alguém pertencia a uma família. Mas uma vez escravo, ela deixava de ter um sobrenome, de ser alguém, de ter vínculos externos. Ele era única e exclusivamente propriedade de seu mestre para usar e dispor como ele bem entendesse.
Era isso que Draco , no final, era. Apenas uma coisa. Apenas algo que Harry possuía.
Pensar no assunto o deixava enjoado. Ele afastou a caneca, sentindo-se sóbrio demais.
"Harry...", murmurou Hermione, colocando uma mão sobre a dele. O rapaz franziu o cenho. "Não é fácil, não é?"
Harry deu um risinho de escárnio.
"Não. Ele rolou as escadas hoje, sabia?"
"Oh, Merlin!", exclamou Hermione, cobrindo a boca com a mão. "Ele está bem, oh, por Deus, como ele está?"
"Dormindo. Hermione...", Harry esfregou as mãos no rosto, subitamente cansado demais. "Eu acho que ele se jogou, sabe?
De propósito."
O silêncio cobriu a sala por alguns segundos, sendo quebrado apenas pelo som do chá sendo bebido por Hermione.
"Você tem certeza?", perguntou um pouco depois.
"Não.", murmurou Harry. "Mas só isso explica..."
"Ele pode ter tropeçado."
"Mione, nem você acredita no que está dizendo."
"Bem, não. Mas eu acho que não podemos dizer que ele se jogou assim. Draco não me parece o tipo de pessoa que tiraria a própria vida."
"Ele é um escravo. Com o orgulho que ele tem, isso deve estar o matando."
"Talvez. Mas ele poderia ter se recusado antes."
"E morrido."
"E que diferença isso faz agora?", disse Hermione, num tom inteligente. "Morrer antes, morrer agora..."
"Vai ver ele percebeu o quão ruim essa situação é.", sussurrou Harry. "Talvez ele não me suporte e prefira morrer."
"Não seja bobo, Harry! ", respondeu num tom amavelmente severo que apenas ela sabia fazer. "Ninguém possivelmentepode detestá-lo a ponto de querer se matar depois de conhecê-lo. Deve haver alguma outra explicação. Você perguntou a ele?"
"Não."
"Pois devia."
A conversa divergiu por vários minutos sobre assuntos de pouca importância. Em algum momento, Harry se pegara rindo de algo que Hermione contara e a sensação era reconfortante. Quase inédita. Fazia tanto, tanto tempo que Harry não sabia o que era rir sem ter algum outro problema ocupando sua mente. Não que os pensamentos de Harry não divagassem de tempo em tempo para o rapaz loiro adormecido no quarto de cima. Mas parecia um pouco mais fácil encarar o mundo com alguém lhe dizendo que as coisas não eram tão ruins assim.
O antigo relógio da sala soou onze horas, enquanto Harry falava de um feitiço que tinha dado errado durante o treinamento e fazendo um dos recrutas sair da área de treino com chifres cor-de-rosa. Hermione ria, enquanto se levantava.
"Oh, puxa... Eu não reparei que era tão tarde."
"Nem eu."
"Preciso ir, Harry."
Harry assentiu e se levantou também, caminhando com Hermione até a lareira. Ela parecia estranhamente silenciosa. Harry pensou em pressionar, mas ele conhecia a amiga o suficiente para saber que, o que quer que fosse, só seria dito quando ela achasse o momento.
Não demorou muito, porém.
"Harry..."
"Sim?"
Hermione inspirou fundo. Harry quase ficou preocupado. Sob a luz bruxuleante dos candelabros ela parecia anormalmente pálida, como se estivesse com medo de algo.
"Mione?"
"Eu estou grávida."
Harry piscou várias vezes para Hermione, como uma coruja cega. Ela não o encarava de volta, preferindo observar o padrão da trama do suéter que ele vestia. Ele simplesmente estava confuso demais para dizer alguma coisa decente.
"Como?", disse o rapaz, depois de vários segundos em que ficou claro que Hermione não diria mais nada.
"Grávida. Eu. Do Rony."
Harry concordou com a cabeça. E começou a rir.
"Mione, isso é fantástico!", exclamou o rapaz, enquanto a suspendia alguns centímetros do chão com um abraço apertado.
Hermione se deixou levar com um "uff" abafado quando os braços de Harry se fecharam com força contra as costelas dela.
"Oh, me desculpe, mas, caramba!"
Harry sabia que estava sorrindo de maneira tão ampla que chegava a ser estúpido, mas ele não podia fazer qualquer coisa a respeito. Ele estava absolutamente elétrico com a notícia. Apesar dela ainda soar completamente surreal aos seus ouvidos, era simplesmente maravilhoso. Era difícil para Harry olhar para Hermione e ver uma mãe no lugar da menina de onze anos sabe-tudo e um tanto mandona que ele aprendera a amar como uma irmã, como parte de sua família. Mas ainda que a notícia não fizesse um sentido real para Harry, ela não deixava de ser menos verdadeira. Ainda sorrindo feito um idiota, Harry a abraçou de novo.
"Eu estou muito, muito feliz por vocês, Mione.", disse o rapaz contra os cabelos castanhos dela. Ele a soltou para encará-la quando a sentiu dar uma risadinha nervosa que ele sabia não ser boa coisa. "Tudo bem?", perguntou, as mãos pousadas em cada braço de Hermione, dando um suporte que ela parecia precisar, enquanto procurava a resposta no rosto da amiga.
Ela suspirou.
"Eu não estava esperando. Isso, sabe? É muito... Cedo.", respondeu a garota, não, mulher, desviando o olhar.
"Mione, é maravilhoso. Você e Rony vão ser pais, isso é incrível.", disse Harry, tentando reafirmar o quão incrível tudo aquilo era. Pelo menos para ele.
Hermione não respondeu. Ela mordia o lábio inferior, os olhos fechados numa expressão de dor. Harry começou a se preocupar.
"Mione, qual é o problema?"
"Eu estou apavorada.", confessou. "Apavorada. Morta de medo."
"Do quê?"
"Disso!", explodiu Hermione, soltando-se de Harry e caminhando nervosamente de um lado para o outro. "Ser... Mãe.", ela se sentou no sofá antigo da sala de estar dos Black, parecendo completamente amedrontada. "Eu sou muito jovem para isso, Harry. Eu ainda não finalizei meus estudos, não consegui me firmar numa carreira sólida. Eu não fiz nada! Eu não posso... Podia... Ah, meu Merlin!"
"Como o Rony reagiu?", perguntou Harry, sentando-se ao lado de Hermione.
"Ele não sabe."
"Por quê?"
Ela riu.
"Não tive coragem ainda. Isso porque nós éramos da Grifinória.", outra risada amarga escapou pelos lábios dela.
"Mione..."
"Harry, eu queria estar com a vida acertada antes disso. Queria ter construído minha carreira, me estabilizado financeiramente. Eu o Rony ainda nem casamos!"
"O problema é esse? Dinheiro?"
Hermione não respondeu.
"Mione, você sabe que eu nunca deixaria vocês..."
"Eu sei. O problema não é só esse. Harry, é muito cedo. Eu... Eu não estou pronta."
Harry compreendeu tudo pelo tom de Hermione. O problema não era mesmo apenas o dinheiro. Era tudo. O fato de serem jovens demais, de ainda não terem uma vida estabilizada, de Hermione ainda não saber ao certo como seria o destino deles. Ela não parecia segura de si mesma, do que era, do que faria e de como faria. Harry entendia como a mente de Hermione funcionava e como ela devia estar apavorada com a perspectiva de ter de se responsabilizar por uma criança. Um bebê. Se aquilo apavorava até mesmo Harry que sonhava em ter a própria família, que dirá a Hermione que detestava tomar qualquer atitude sem primeiro racionalizar sobre as conseqüências. E agora era um pouco tarde demais para planejar.
"Tudo vai dar certo. Você vai ser uma excelente mãe."
Hermonie encarou Harry por um tempo e se deixou ser abraçada quando ele passou os braços em torno dos ombros dela.
Para Harry, ela nunca antes parecera tão frágil quanto naquele momento, com o rosto coberto pelos cabelos castanhos, o corpo se sacudindo enquanto as lágrimas há muito reprimidas finalmente encontravam um caminho para sair. Ele a deixou desabafar todos os medos e temores em seu ombro, até que não restou mais nada senão um futuro a encarar.
Pelo sorriso agradecido e pelo olhar determinado que ela carregava ao deixar as chamas verdes a engolfarem e a levarem para casa, Harry teve certeza que tudo ficaria bem
Notas e um pouquinho de falação
Acaboooou! O PSF Tournament acabou! Sabem o que isso significa? TEMPO! Tempo livre! Significa que a A-chan aqui está de volta for good!
Ok, eu ainda tenho faculdade, mas eu terei bem mais tempo agora! Prometo tentar atualizar pelo menos uma das histórias em andamento no meu profile uma vez por mês. Eu seu, eu sei, parece muito tempo, mas eu ainda tenho uma real life para viver, então, por favor, sejam pacientes.
AH! Lembrei! Não sei se vocês sabem, mas eu meio que desenho. Pois é, na PSF Tournament, eu fiz alguns desenhos de Harry Potter. Quem quiser ver, eles estão no LJ do PSF, que é (não se esqueçam do h t t p blabla) community. livejournal. com (barra) potterslashfics. Precisa estar associado, mas vale a pena. Sabem por que? Tem mais de 200 fics novinhas prontinhas para serem lidas lá, mas um monte de artes liiiindas! Não acreditam? Entrem e vejam.
SPECIAL THX PARA
Brwendally Malfoy – Quanto amor pelo Ron, Brwendally! XD Mas ele não é de todo mal. Draquette também não foi nenhum santo na escola XD Owned te passou vírus!? O.O Nossa, essa é nova pra mim, nunca vi LJs passando vírus, mas sei lá... Bom, vale muuuito a pena (sou louca demais por aquela fic).
Sapina – Ah, Roniquinho odeia o Dray por ele ser lindo, tesudo, bonito e gostusudo e na verdade ele queria fazer coisinhas feias com ele no armário de vassouras e... Erm, digo, rico e mimado e sempre implicou com ele. E vamos ver a continuação, eu ainda tenho TMH pra postar!
Melina – Judiar do Draco devia ser esporte Olímpico, porque é bão demais! Draco de slave é uma diliça, tanto de escrever, quanto de desenhar
K. Koreander – Uh, to na dúvida. Voto 1515 ou 1516? Hmmm... E, nah, se for pra surtar eu boto o Lucius num vestido floral de popeline da Sra. Weasley! XD E thx pelos elogios, K.
mfm2885 – O Loirette tem é sorte que o Harry é um paladino da justiça. XD Imagina só se ele caísse nas mãos de alguém como o Tio Voldie? Ou, pior, imagina se o slave fosse o Harry e ele caísse nas mãos da Lucrécia? Nossa, pobrezinho... ºAlis lembrando de uma fic com needleplay que era justamente isso aíº
Lithos de Lion – Tem que dar tapa mermo! Ron foi bem sacana. u.ú Mas isso tem nom: UST – Unresolved sexual tension. Ou, tensão sexual não-resolvida ºassoviaº
Inu – Continuando! E aí, o que achou?
Lilavate – Nah, ele não pode ler, ler os pensamentos, mas o Draco pode sentir. Ah, as possibilidades que isso me abre na sequel... ºsuspiraº E Harry merece um abraço, tadinho. Tá mais perdido que cego em tiroteio! Valeu, Lilavate!
Mara – Calma, calma, abaixa essa espada da minha goela, menina, eu preciso do meu pescoço pra viver! XDDD Tá pronta sim, baby, mas eu preciso de tempo pra vir aqui e postar novos caps e responder as reviews. Se fosse só jogar o cap era tranqüilo, mas eu gosto de fazer bonitinho. Me desculpa pela demora e me diga o que está achando! ;D
Angelines – Yay, review! Pronto, atualizei! Quero mais review i.i Sou carente, cê sabe Ç.Ç
gota gelada – XDDD Ai, eu ri tanto quando eu li sua review! Eu imagino como deve ter sido o desespero! Eu sei bem como é, vivo lendo coisas por aí e perdendo onde li. Ou leio e esqueço o nome da fic. Outro dia num lembrava o nome de "A Thousand Of Beautiful Things" nem rezando, tive de perguntar pra Dany (minha beta e marida) XD Agora guarda o nome, viu? QE thx pela review!
Obrigada a todos que deixara reviews, e todos que leram, mesmo sem comentar! Mas lembre-se, comentar diminui o seu karma, então faça uma ficwriter feliz e comente! Conte suas expectativas, o que está achando, se uma sequel seria legal... ºsorrindo diabolicamenteº
Alis
