Cap. 1 – E se Ela desistir ?
Nem um dos dois sequer abria a boca, como se 'falar' fosse a coisa mais difícil do mundo. Só era possível ouvir o barulho da chuva. Tonks, com os cabelos sem vida ,axava inacreditável o tanto de tempo que ela conseguiu ficar sem falar, já que tagarelar o tempo todo era típico dela. Contemplava as gotas de chuva que batiam na janela como minúsculas pedras, de costas para Remo. Este se encontrava completamente sem ação de frente para a bruxa, era uma tortura vê – La chorar. Até que, finalmente ela suspirou.
- Começa você a falar, sou sempre eu que tomo a iniciativa... – falava quase resmungando.
Desta vez, quem suspirava era ele. Mesmo achando meio esquisito ela chamá- lo para conversar e em seguida não dizer nada, pedir à ele pra fazer aquilo. Suas palavras não eram confortantes, a deixavam mais triste ainda, mas ela queria ouvi – lo, olhava para ele meio que desesperada.
- Eu não tenho mais nada pra falar, já te disse, eu vou embora ...
- Mas porquê ? – ela perguntou tentando disfaraçar as lágrimas que lhe caíam sobre a face que ardia de tão inchada, queria parecer uma mulher forte.
- Quantas vezes vou ter que dizer Ninfadora ? Eu não sou o homem certo pra você e nem pro nosso filho ...
- E eu Remo ?
Ele não respondeu.Tonks sabia que ele não se achava o maior dos consoladores, ou o melhor dos conselheiros ... aquele que tinha sempre algo a dizer sobre um assunto. Sabia também que era a mesma coisa, como se não bastasse, não queria falar nada que o magoasse.Porém, outra coisa que tinham em comum e só havia enxergado agora a fez mudar de idéia, o ponto fraco de ambos era o amor. Tinha um nó na sua garganta, ela fez força para não chorar, mas desabou não só em lágrimas como em palavras.
- Você acha que eu não sinto o mesmo ? Olhá só pra mim ... nunca achei que você pudesse me dar bola, eu sinceramente achava que um homem responsável e certo como você nunca iria seuqer olhar para uma garota desastrada e irresponsável como eu, ... já tentei ser mais responsável e menos desastrada mas não consigo ... – ela olhou pro chão, depois levantou os olhos pra ele e não se conteve , começou a gritar - JÁ PAROU PRA PENSAR QUE EU PRECISO DA SUA AJUDA PRA VENCER ISSO? SÓ COM VOCÊ AO MEU LADO EU TENHO VONTADE DE SUSPERAR TUDO ... MAS SEM VOCÊ REMO... SEM VOCÊ É CAPAZ DE EU TROPEÇAR NO MEU PRÓPRIO PÉ EM PLENA LOJINHA DE ROUPAS PRA BEBÊS E CAIR NO CHÃO E ACABAR PERDENDO O NOSSO FILHO !
Remo ficou paralizado diante de Tonks , vendo que ele não iria mover um músculo da boca ela continuou.
- Olha Remo ... eu me sinto um bebê muitas vezes, ultimamente eu tenho chorado tanto, insistido tanto ... – mais lágrimas caíram, ela porém o surpreendeu novo enxugando o rosto e parando de chorar e ainda por cima olhando nos olhos dele . - ... é isso que eu penso de mim, que eu sou ... uma fraca ! E você é o único que me faz forte ...
- Não ! Você não e uma fraca, voe duela incrivelmente , é muito habilidosa ...
- POR MERLIM REMO ! DÁ PRA PARAR DE FUJIR DO ASSUNTO ? DA PRA PARAR DE FUJIR DE MIM ? VOCÊ SABE DO QUE EU TO FALANDO ...
Os pés da bruxa tremeram, em seguida os joelhos e os lábios, ela acabou por se sentar no sofá que estava por ali e cobrir o rosto com as mãos. O silêncio tomou conta, os soluços de Ninfadora eram abafados pelo barulho da chuva. Ela já imaginava no que ia resultar aquela 'conversa'. Remo se segurou, queria sentar ao lado dela, beijá – La e dizer que estava tudo bem, mas não podia ceder por mais que aquilo lhe doesse ultrapassando até as dores das noites de lua cheia quando não havia poção. Ele se sentia torturado, não queria ficar ali, precisava ser forte pelo bem dos três.
- Ninfadora eu ...
- Ton.. Tonks ! – dizia com a voz trêmula, ainda no mesmo estado de segundo atrás.
- Tonks ... afinal, porque me chamou aqui ? Já que isso tudo só fez você ficar pior? E a mim também ...
- Remo ... – ela ergueu a cabeça e o encarou com os olhos marejados – Remo a gente nunca sabe o futuro! Acredite ... não vim porque quis, mas eu tinha que te ver ...
- Aonde você quer chegar ?
- Nunca sabemos o que realmente pode acontecer... , quem ou o que podemos perder ...
Remo a fitou curioso , ele sabia o que ela estava falando, só não sabia o que ela queria dizer. Mas antes que ele pudesse pensar mais ela se levantou rapidamente e pulou nos seus braços. Ela o abraçou , o abraçou tão forte que a camisa dele amaçou. Passou delicadamente a mão pelo rosto de Remo cheio de arranhões, seuquelas da noite anterior, ela encostou a cabeça no ombro dele, este beijou sua testa e murmurou.
- Você sabe que é difícil pra mim te ver assim Tonks ! Mas eu não posso ...
- Remo, fica comigo só por essa noite.
- Não posso eu já disse ... se eu fico com você hoje só aumento as suas esperanças, e além disso na noite de amanhã você vai desaparatar no meu quarto me pedindo de novo, é o que sempre acontece ...- ele olhou pro lado sem jeito, mas continuou abraçando a bruxa sem nenhuma intenção de soltá- La.
- Está bem ... – ela o olhou nos olhos uma ultima vez naquela noite e se soltou, virando imediatamente ,ele percebeu que ela chorava, mas simplesmente a deixou ir, ela parou à porta sem virar para ele – Eu não vou mais fazer isso ... prometo !
Ambos choraram a noite toda, Tonks andou até fora do limite do feitiço anti- aparatação da casa dos gritos sem nenhuma pressa de sair da chuva. Por ela morreria de resfriado, aparatou na casa dos pais toda molhada.
- Merlim Ninfadora! Você pode pegar um resfiado minha filha e... pode prejudicar o seu .. bebê! – Andromeda estava preocupada, mas não disfarçava o desdém e a decepção ao falar na criança.
Tonks nem ligou, já estava, já estava acostumada, nem sequer deu atenção ao nome que a mãe lhe chamou. Ela apenas deu um abraço forte nela e no pai e se dirigiu ao quarto onde chorou até dormir.
N/A -- " Bom gente, primeira fic então se ficar ruim pega leve, to brincando, podem esculaxar o.o'
Há outra coisa , mandem reviews? quem mandar ganha chocolate :D, to brincando de novo
Bjoo colegos e colegas #)
