Nossa! Demorou! Hehehe
Nem sei quanto tempo faz... mas entendam: Fanfics que você adora escrever sempre te acompanham por onde quer que você esteja. Não pude escrever porque tive que estudar. Não é fácil levar uma faculdade. Eu peço realmente desculpas a vocês. Apesar de não ter muitas pessoas que lêem essa fic, eu realmente agradeço as que leram. Espero que gostem do capitulo que demorou tanto. Obrigada!
- Capitulo 4 -
...Quadribol!...
There are no guarantees in life
Not for the present
Nor for the future
All I know is
That I'm here
Don't know for how long
(trecho da música Unlike me, by Kate Havnevik)
- Lily? – estranhou Remo.
- Oi, Remo! Eu posso entrar? – ela falava como se entrar no quarto de meninos no meio da noite fosse normal.
- Claro. – disse Remo dando espaço para ela passar.
Quando ela entrou no campo de visão de Sirius e Tiago nenhum dos dois podia acreditar.
- Lílian? O que você faz aqui? – perguntou Tiago percebendo que estava somente com a calça do pijama.
Lílian engoliu em seco quando percebeu isso também.
Como eu amo Quadribol! – pensou Lílian ao verificar o corpo de Tiago sem camisa. – O que você está dizendo, Lílian! Ai meu Merlin!
- Eu... – a voz dela saiu rouca e então pigarreou duas vezes antes de continuar. – Eu queria saber se você já desmentiu tudo.
- Tudo o que? – falou ele ainda desorientado de ter a ruiva em seu quarto.
- Como o que? – disse ela indignada – Os boatos de que Annabelle dormiu com você!
- Ah isso! Eu... pra falar a verdade, tentei! Mas não sei se adiantou.
- Como assim tentou? – perguntou Sirius entrando na conversa.
- Falar alguma coisa para aquelas meninas e faze-las entender são dois conceitos muito diferentes. Você sabe disso Almofadinhas!
- Potter eu não quero saber! Você vai ter que inverter esse boato!
Tiago olhou pra ela com raiva. Ela fazia parecer que era sua culpa.
Sirius e Remo trocaram olhares nervosos percebendo a bomba que vinha pela frente e saíram o mais silenciosos que conseguiram ser. Sirius conseguiu puxar Pedro para que ele saísse também.
Lílian percebeu os meninos saíram e, sem realmente saber o motivo, achou melhor assim.
- Ahn?! Como assim eu? – explodiu Tiago. - Pelo que eu fiquei sabendo foi você que começou tudo isso!
Ele se arrependeu profundamente depois que soltou essas palavras. Lílian abaixou a cabeça e começou a chorar. O maroto ficou totalmente sem ação.
- Li-Evans? – falou ele meio gaguejando, completamente sem jeito.
- Você está certo. – disse ela tentando enxugar as lágrimas que teimavam em rolar pelo seu rosto.
Tiago se aproximou dela para tentar apará-la, mas não sabia muito bem como fazer isso.
- Eu sou a culpada. – disse ela chorando ainda mais.
- Lily... – ele pôs uma mão em seu ombro e fazia um carinho de consolo.
- Você não pode fazê-las entender mesmo?
- Lily, eu não acho que fazer isso vai adiantar. Ainda que elas entendam o resto da escola vai continuar pensando nisso. Tinha muita gente presente na hora da briga. Talvez nem pensem mais no motivo da briga! Você precisava ver o soco que a Anna deu na Regina!
Tiago falava e Lílian chorava mais ainda. Ela nem percebera quando estava se aproximando do peito nu do garoto.
Mas quando sentiu aquele cheiro do perfume de Tiago e do corpo dele, ou ainda quando sentiu os braços do menino a envolvendo deu um pulo para trás.
- Eu não... desculpa! Eu já vou! – falou ela sem nem deixa-lo fazer uma objeção.
Lílian saiu correndo do quarto e quase bateu em Remo que estava parado no corredor junto com Sirius e Pedro.
Desviou deles e se dirigiu para o seu dormitório. Porque você foi lá, sua tonta? O que você acha que conseguiria mudar?
No dia seguinte, Annabelle acordou renovada e Lílian, para contrabalancear, um caco. Anna percebeu isso, e resolveu perguntar. Lílian apenas falara que não conseguira dormir muito bem.
Apesar de não ter acreditado, Anna não pode tirar mais nada de Lílian, além do que se insistisse talvez a exaurisse ainda mais.
O clima na escola não melhorara. Muitos alunos ainda a olhavam com preconceito, outros continuavam a cumprimentar Tiago pelo fato. Os dois decidiram não ligar e tentar ao máximo contrariar aquilo que diziam. A melhor sensação foi saber que Regina estava na enfermaria e que provavelmente precisaria de um feitiço pra concertar seu nariz.
A terceira aula era de Adivinhação para Remo, Annabelle e Lílian. Eles acabavam de se sentar numa almofada mais afastada da professora quando ela avisou que Annabelle era chamada na sala da professora McGonnagal.
- Droga. Já vi que vou pegar detenção! – disse ela virando para Lílian.
- Não. Eu acho que não... – disse Lílian não acreditando nem mesmo em suas palavras.
Annabelle bateu na porta e ela se abriu.
- Professora? Você queria me ver?
- Sim, senhorita Bittencourt. Sente-se, por favor.
Ela se sentou e pela primeira vez viu a cara mais séria em McGonnagal.
- Eu estou decepcionadíssima com a senhorita. Onde já se viu uma menina tão... inteligente fazer uma coisa dessas?
- Mas foi ela que...
- Eu não quero saber. Dela quem vai cuidar é a diretora da Corvinal. Quanto a você, terei que aplica-la uma detenção. E olha quando você me apronta uma coisa dessas!! Tão perto do jogo!! – falou McGonnagal com uma veia do pescoço saltada.
Annabelle que já esperava isso fez uma cara triste, mas de consentimento.
- Você ajudará a professora Sprout amanhã depois da aula na estufa 4. Ela lhe dirá o que fazer.
- Sim, senhora. – respondeu Anna.
Ao chegar à sala comunal da Grifinória, só queria subir e esquecer o mundo.
Enquanto isso, Tiago vinha em sua direção com Sirius Black sorrindo um de seus melhores sorrisos.
- Olá, Anninha. – cumprimentou Tiago.
- Oi. – ela respondeu tristemente.
- O que aconteceu? – correu Sirius para o seu lado.
- Nada Black. Somente uma detenção.
Os dois fizeram uma careta. De repente, Tiago levou a mão à boca:
- Você vai poder jogar contra a Corvinal, não vai?! – falou ele apreeensivamente.
Anna deu um sorrisinho: - Graças a Merlin, poderei!
- Ufa...
- Aonde as duas moças estavam indo? – falou Anna tentando se esquivar dos dois.
- Bem a gente ia se encontrar com umas pessoas. – falou Sirius.
- Pessoas você quer dizer meninas, certo?
- Certo! – adiantou Tiago.
Sirius o fuzilou com o olhar.
- Então vão logo! Senão vão acabar se atrasando.
Os meninos foram e Anna subiu para seu tão esperado quarto.
Ao saírem do salão comunal, Sirius deu um tapa na cabeça do amigo.
- Sua anta!
- Não, na verdade veado.
- Por que você foi falar uma coisa dessas para ela?
- O que você queria? Queria que ela suspeitasse de alguma coisa?
- Não, mas... poxa! Eu to tentando diminuir a minha fama de galinha e isso não ajuda!
- Por que você está tentando isso?
- Sei lá... acho que cheguei numa idade de sossegar um pouco, encontrar alguém decente pra passar a vida sabe?
Tiago gargalhou.
- Até parece que eu acredito num Sirius assim. Você é o eterno garanhão, cara! Assim como eu.
Sirius não retrucou. Porém, Tiago no fundo também acreditava que precisava daquilo. Já tinha curtido muito a vida e ultimamente o mundo não era um lugar tão seguro para se viver. Voldemort: esse era o nome do mais terrível e cruel bruxo que aterrorizava toda a Europa. Esse havia juntado muitos aliados por todo o continente e se chamavam simplesmente por Comensais da Morte.
Sirius e Tiago, nas últimas semanas depois de uma reportagem do Profeta Diário haviam começado a investigar uns sonserinos. Eles acreditavam que alguns deles podiam facilmente ser comensais.
A reportagem dizia:
Garoto de 17 anos tortura a mando de Você-sabe-quem
Na noite de ontem, um jovem foi visto aplicando a maldição Cruciatus num bruxo no meio de Pinchtown deixando-o em estado de coma. O garoto infelizmente se matou ao ser capturado pelos aurores e por isso não tiveram tempo de interroga-lo, mas o ministro Crouch acredita piamente que era um comensal de Você-sabe-quem.
Então, depois desse notícia, eles saíam a noite com a capa de invisibilidade de Tiago e tentavam escutar conversas sonserinas e obter qualquer informação que fosse.
Na primeira e única conversa útil que conseguiram escutar fora há dois dias, depois de uma semana seguindo Crabbe e Goyle.
Os dois se dirigiam a cozinha para uma boquinha noturna quando veio o assunto:
- Goyle, você entendeu as instruções de hoje?
- Mais ou menos.
- Como é que a gente vai achar esse tal coração puro? Será que é só arrancar e pronto?
- Não, eu acho que tem que estar dentro da pessoa ainda.
- Ahn... – resmungou Crabbe.
- Mas será que o Lúcio sabe onde fica esse tal de Atlantis?
- Eu acho que o Mestre disse para ele.
- Mas tinha um mapa!
- Ah é! O mapa! A gente vai brincar de caça ao tesouro! – e Goyle deu uma gargalhada que fez os quadros em volta reclamarem do barulho.
Depois disso, mas nada de interessante. Remo ficara incumbido de procurar sobre Atlantis na biblioteca. Poucas coisas até então haviam sido achadas, apenas a história da cidade.
Anna saiu da aula de Adivinhação naquela tarde meio tonta de tanta fumaça perfumada. Encontrou com Lily numa curva num corredor que ia dar na sala comunal da Grifinória. Ao se aproximarem do quadro de recados havia um amontoado de grifinórios se apertando para ler uma folha chamativa que soltava uns fogos de artifícios minúsculos.
- Você sabe o que aquilo significa? – perguntou Lily a Anna apontando o rebuliço.
- Aham. Baile de inverno! – disse ela com um sorriso enorme no rosto.
- Ai, Annabelle! Não sei porque fica tão feliz. É só problemas nesse dia! Tem que comprar vestido novo, se arrumar toda, sem contar a chatice de ter mil meninos te convidando e serem somente aqueles que você não quer a companhia nem pintado de ouro. Aiai... vai começar tudo de novo!
- Lily... – disse Anna fazendo cara de cachorro sem dono. – Deixa eu te explicar. Aqueles que têm o mínimo de coragem de convidar a nervosa monitora-chefe é porque, um é do primeiro ano e não te conhece muito bem, dois te acha linda e se arrisca mesmo assim, ou três se chama Tiago Potter!
- Arre!
Anna subiu para o dormitório feminino rindo deixando Lílian revoltada lá embaixo.
Uma semana se passou e nada muito diferente do que Annabelle tinha descrito aconteceu, a não ser o fato de que Tiago ainda não tinha nem sequer tocado no assunto "baile" com Lílian.
Claro que isso era muito peculiar, achou Annabelle. Não resistiu e em um de seus horários livres de aulas encurralou Tiago numa sala vazia.
- Anna tenho aula daqui a dez minutos! Isso vai demorar?
- Tiago, chuchu, não vem com essa que você se importa com aulas, ok? Ainda mais sendo Runas Antigas.
Tiago revirou os olhos num movimento muito claro de que tinha perdido a discussão e disse:
- O que você quer?
- Como se você já não soubesse!
- Anna...
- Fala! Desembucha! – falou ela petulante.
- Anna eu não sei do que... – mas um olhar dela o fez calar. – Não posso. Está aí sua resposta.
- Por que?
- Porque não posso mais levar um fora entende? – disse Tiago com uma cara de tristeza que ele nunca mostrara antes.
- Mas...
- Olha, ela já está bem com aquele cara lá e eu simplesmente desisti!
- Ah Tiago... – Anna o abraçou e de repente teve um idéia. – Eu sinto muito – disse com voz de que realmente não sentia. – Mas esse é o meu desejo.
- O que? – disse Tiago não entendendo mais nada.
- Eu quero que você a convide para o baile! Lembra que você estava me devendo uma?
- Mas... se ta me zuando, né? Pra que você quer me ver levar "um não" na cara?
- Aí é que está. Talvez você não leve um não.
- Como assim?
- Você vai ver, você vai ver...
Anna chegou nas estufas e a professora Sprout já a esperava. Ela a fez limpar todos os vasos da estufa 4 sem magia. Pelo menos, essa é a menor estufa! Pensou Annabelle.
Dali a dois dias seria o jogo tão esperado, o primeiro jogo Sonserina versus Grifinória. Anna estava num tremendo estresse diário. No último treino Tiago tentava se lembrar porque mesmo escolhera ser capitão do time de Quadribol, ou porque recrutara meninas para o time... todas essas dúvidas giravam especialmente envolta de Annabelle. Sim, ele sabia que Anna era uma das melhores do time, mas aquela coisa que acontecia todo mês quando batia com jogo de Quadribol simplesmente ela se tornava insuportável. Gritava com todos os jogadores que erravam dizia que se aquilo acontecesse no sábado estavam perdidos. A Sonserina arrasaria a Grifinória até restar somente o pó dos jogadores.
Esses treinos eram, sem sombra de dúvidas, os piores. Tiago tentava acalmar a amiga e era quase o único que conseguia.
- Ti, você sabe como é! Daqui a dois dias isso acaba. – falou Annabelle quando Tiago a mandou pousar para conversarem.
- Eu sei, Anninha. Só que assim você deixa o time muito nervoso sabe?
Ela simplesmente concordou voltou a voar e não disse mais nada o resto do treino, mas os olhares mal-encarados que ela dava aos outros jogadores continuava.
No café da manhã do dia seguinte Annabelle estava estranha. Lílian olhava de esguelha para ela por cima do seu Profeta Diário.
Annabelle mexia no seu mingau de aveia com uma cara de doente.
- Anninha, você esta se sentindo bem? – disse Lily amigavelmente.
- Só estou com um baita dor de cabeça, querida, só isso! – disse ela com olhinhos pequenos, mas ainda com um sorrisinho no rosto.
Sirius se aproximou de onde Anna estava sentada tomando coragem para fazer a fatídica pergunta. Alguns que perceberam o movimento começaram a apontar para ele e cochichar com as pessoas ao lado. Em segundos, todos em volta prestavam atenção no que Sirius ia fazer.
- Ahn... Anna? – chamou ele.
- O que? – disse ela se virando para ele.
- Eu posso conversar com você por um instante? – falou ele formalmente.
- O que há? – disse ela achando graça na fala dele.
- Eu gostaria de saber...
Antes que Sirius pudesse terminar tudo começou a girar e não deu pra segurar. Anna vomitou em cima de Sirius. Aqueles que estavam vendo a cena soltaram uivos de horror. Lílian já havia levantado e ia contornar a mesa para ajudá-la.
- Anna!
Sirius ainda estava prestando atenção em suas vestes quando Annabelle desnorteada saía do salão. Acabara de passar pelas portas quando não conseguiu mais andar e ficou tudo escuro. Lílian chegou primeiro e verificou que ela só tinha desmaiado. Foram em seguida levá-la a ala hospitalar.
Já era quase nove horas da noite quando Anna finalmente acordou. Deu-se conta de que estava na ala hospitalar e respirou fundo. Tentou escutar o que Madame Pomfrey fazia e achou que provavelmente a enfermeira já se recolhera. Ela era a única ali. Não demorou muito, decidiu sair dali. Pegou um robe que estava pendurado do lado de sua cama num cabideiro e saiu.
Correu sorrateiramente pelos corredores até alcançar a torre leste, que dava para os jardins. Respirando com esforço entrou para o ar frio da noite e sentiu aquele vento gostoso. Os jardins estavam lindos, iluminados pela luz da lua. Ela devia estar ali a uns cinco minutos apenas quando ouviu uma voz atrás de si:
- Você não deveria estar aqui, mocinha.
Ela se virou assustada e deu de cara com nada mais nada menos do que um Sirius saindo debaixo da capa de invisibilidade de Tiago, meio ofegante.
- Te digo o mesmo, Black! O que está fazendo aqui? – quis saber ela.
- Vim ver as estrelas. – disse ele conciso.
- Então a melhor vista delas é na torre norte, não nesta aqui.
- É, mas... eu ti vi no ma... – Sirius parou de falar rapidamente.
- Ahn? Bom, não posso te privar de ficar aqui, certo? Então... – e voltou a encarar os jardins.
- Você está melhor? – perguntou ele se juntando a ela na mureta onde ela estava encostada.
- Sim! Essas coisas acontecem, às vezes, naquelas épocas do mês.
- Nossa, deve ser muito difícil.
- Pois é. Mas a gente acaba acostumando. – disse ela se apoiando na mureta para olhar o movimento do vento das plantas dos jardins. - Ah, foi mal pelo vômito. Eu nem sei o que dizer.
- Deixa disso. Acontece, às vezes, eu acho... – disse ele meio distraído olhando para as estrelas. – Mas então eu queria te falar uma coisa.
- O que? – disse ela cruzando os braços e se apertando contra o frio, afinal somente de robe, o vento gelava o corpo.
Sirius percebeu que ela se contraía e disse:
- Você está com frio?
- Ah, bem... só um pouco. – disse ela quase tremendo de frio.
Sirius tirou a jaqueta azul escuro e depositou sobre os ombros dela. Annabelle sentiu o peso da jaqueta e das mãos de Sirius. Talvez ele tenha ficado uns instantes ali e rapidamente ela já estava aquecida.
Ele saiu de trás dela e se apoiou na mureta ao seu lado.
- Então – começou ele fitando a paisagem. - eu queria te dizer se você não gostaria de ir ao baile de inverno comigo.
Annabelle olhou para ele meio rindo.
- Você não está falando sério, está?
- Claro que estou! – disse ele sorrindo também.
- Sirius, me responde uma coisa: com quem você saiu ontem? – disse ela colocando uma mão na cintura.
Ele passou a mão nos cabelos desviando o olhar para o outro lado do jardim.
- Tá vendo o meu lado?
- Tá, mas...
- Olha, você talvez até queria me levar ao baile, mas eu sei que vai dar um jeito de sumir e dar uma escapulida pra ficar com qualquer outra menina, que seja mais fácil do que tirar doce de criança e eu que vou pagar o pato. Não estou certa?
Sirius fez uma cara de realmente magoado.
- Poxa Anna! Não vou fazer isso dessa vez! É sério! Te considero pra caramba sabe? – do nada, Sirius começou a ser mais sincero do que esperava ser.
- Black, eu estou numa fase na minha vida que não quero mais ficar de rolinhos incertos que não levam a lugar nenhum sem ser decepções.
- Mas você não vai me dar mais nenhuma chance? – disse ele com uma expressão triste.
- Você quer mesmo uma chance? – disse ela levantando uma sobrancelha.
- Claro que quero! – disse ele exaltando-se.
- Então está bem. Mas tem uma condição. Importantíssima! Você não vai poder sair com ninguém até o dia do baile, tipo nem cair em qualquer tipo de tentação que seja, até um dia depois do baile.
Sirius pareceu pensar um pouco e disse:
- Fechado!
- Você conseguiu entender mesmo o que eu estou sugerindo? É um mês até o baile, hein?
- Eu sei! Eu entendi. Mas sabe – ele puxou-a para perto com a mão. – acho que devíamos fechar esse negócio de um jeito diferente.
Ela fechou a boca dele com o dedo indicador e o empurrou.
- Você não acha que está abusando, não?
- Está bem... desculpa. – disse ele, mas invés de solta-la ele a enlaçou com o outro braço.
Annabelle colocou suas mãos no peito de Sirius para impedir maiores aproximações. Porém, a sensação do peito de Sirius...
Oh Merlin! Põe esse corpo perfeito em cima do meu agora!
Os dois se olharam e deram um sorriso, e Sirius a largou. Já era tarde, então Sirius acompanhou-a até a ala hospitalar e para não ser pego pegou um atalho escondido por trás da parede.
Estava quase saindo do corredor escondido para o visível quando ouviu vozes.
- Como vamos pega-la? – falou uma voz masculina meio esganiçada.
- Eu não sei ainda. Já pensei em mil possibilidades e ainda não consegui uma infalível. – agora era outra voz masculina, mas mais grossa.
- Você não está mesmo se esforçando, não é Snape? – falou uma voz feminina que Sirius reconheceu na hora: sua querida prima Belatrix.
- Cala a boca! – disse Snape se exaltando um pouco. - Se não fizermos isso certo na primeira vez, quantas vezes mais você acha que poderemos tentar sem ninguém suspeitar de nós?
- Eles não vão ter nenhuma prova que foi algum de nós. – disse Belatrix num sussurro nervoso.
Sirius se mexeu para mais perto da parede afim de escutar melhor e acabou fazendo uns ruídos.
- Certo. – disse a primeira voz que só poderia ser Lúcio Malfoy. – Vamos voltar antes que apareça alguém. Parece até que as paredes ouvem.
Os três pareceram andar para a direita e Sirius esperou uns dez minutos até não escutar mais nada e se sentir seguro para sair. Correu o mais silenciosamente que pode até seu quarto.
Pretendia acordar os marotos e conta-los o que acabara de presenciar, mas todos estavam num sono acirrado quando ele chegou. Por isso, resolveu esperar até amanhã de manhã quando todos estariam mais atentos a sua história.
Lílian acordou com um barulho no dossel ao lado do seu.
- Belle? – disse ela sonolenta.
- Oi? – respondeu uma voz do outro lado da cortina.
- Você não deveria estar na ala hospitalar? – falou ela se levantando e indo até onde a outra estava.
- Não. Já fui liberada. Você anda não está pronta?! – exclamou Annabelle.
- Não. Por quê? – disse Lílian aborrecida bocejando.
- Hoje é dia de Quadribol!! Se veste logo para podermos descer e tomar café, por favor? – falou Anna com certa urgência.
Lílian colocou um blusão de moletom com as cores da Grifinória e um jeans. Arrumou os cabelos o melhor que pode e se juntou a Annabelle que já estava ansiosíssima na sala comunal.
- Pô! Que demora hein?! – reclamou a amiga.
As duas sentaram-se na muvuca de jogadores e torcedores calorosos. Claro que Lílian só estava lá para acompanhar Anna, como sempre. Não era assim uma super fã de Quadribol. Gostava de assistir os jogos como qualquer um, mas não era essencial na sua vida.
A maior parte dos jogadores cantava hinos falando mal do time adversário e o resto tentava engolir algo do café da manhã.
- Anna! – gritou Tiago quando a avistou. – Vem sentar aqui! – disse ele batendo a mão do seu lado.
Anna olhou para Lílian, que fez uma cara feia transmitindo "nem pensar". Então a amiga pegou na mão dela e a sentou do seu lado sem nem mesmo pedir sua opinião. Lílian se distraiu um pouco depois e até esqueceu que estava a um metro de Tiago Potter.
- Boa sorte, Bellinha! – disse Lílian abraçando a amiga.
- Lily! Já falei que é pra desejar merda! Daí funciona! – disse ela com cara de zangada, mas ainda sorrindo.
- Desculpe! – disse Lily sorrindo.
Ao caminho do vestiário, Annabelle ao lado de Sirius viu uma coisa que não estava nos planos de nenhum grifinório daquele time: Régulo Black fora chamado para jogar. Isso significava encrenca, apesar dele ser o apanhador do jogo os dois irmãos não iam deixam barato um para o outro. Tiago sabia que Régulo era um bom jogador, sabia que ia ter trabalho. Quando já estavam todos trocados, Tiago resolveu fazer seu discurso:
- Eu sei que Régulo Black vai jogar, mas podem deixar que eu vou ser melhor que ele.
Dito isso todos aplaudiram e soltaram vivas. Era somente isso que precisava ter sido falado. Tiago chegou para Annabelle meio reservadamente, apesar de Sirius estar ali do lado:
- Eles vão te atacar com tudo que puderem, porque sabem que você é a artilheira mais forte do time. Então cuidado!
Ela acenou afirmativamente e ele se distanciou. Sirius deu um grande sorriso para Annabelle e sussurrou em seu ouvido: "Eu te protejo, pode deixar!"
Um arrepio desceu seu coluna vertebral. Ela tentou retribuir o sorriso, mas ficou meio paralisada.
Eles saíram para o campo e avistaram os adversários vestidos de verde e prata virem do outro lado do campo. Encontraram-se no meio do campo.
- Apertem as mãos! – falou a juíza autoritária.
O apito soou.
Vassouras no ar.
- Vocês estão vendo que dois irmãos vão jogar em times adversários!! Isso vai dar uma briga e tanto! Se preparem grifinórios e sonserinos! – falou o comentarista Jason Finch-Fletchley animado.
"A Grifinória sai com tudo e Ângela Spinett marca. A cara de Marcos Flint não é muito boa. Belatrix recupera a goles e ui! Sirius acerta um balaço nela que deixa cair a goles na mão de Annabelle. Ela arremessa e... quase! David McLaggen não chega a tempo de pegar o passe. Por pouco! Lançamento espetacular!"
O jogo foi seguindo acirrado. Sonserina marcou dois gols seguidos, o que pressionou a Grifinória a marcar também. Quando estava 90 Grifinória, 50 Sonserina, eles começaram a ficar um tanto mais violentos do que sempre eram.
Macnair disparava balaços rapidamente e em todas as direções, não importando se isso levaria a faltas. Pois então, tudo aconteceu muito rápido.
Annabelle passou a goles para Spinett e levou um balaço na testa, o que a fez girar três vezes no ar. Ela escorregou da vassoura e ficou segurando apenas com uma mão. Estrelas mil apareciam na frente dos seus olhos.
- Anna! – ela ouviu a voz de Tiago ao longe, apesar de não conseguir distinguir de onde.
Ovação da arquibancada.
Quando parecia que ia se recuperar, outro balaço a acertou nas costelas. Uma dor fulminante, provavelmente uma costela quebrara a fez largar a única mão segura. Soou o apito, a juíza agitou a varinha e fez Annabelle planar até o chão. Mais uma falta.
Ela conseguiu abrir os olhos quando estava no chão. Sirius acabara de tacar um balaço na direção de um sonserino qualquer. Parecia que ele acenara para ela, meio que em retribuição.
Quando já saia do campo, carregada por Madame Pomfrey, ou ela imaginava assim, ouviu um apito de que o jogo acabara.
Bom é isso gente!
O proximo capitulo já ta quase saindo quentinho do forno!
bjinhus
Ci
