Na verdade, Crono não tinha certeza se suas amigas também haviam sofrido essa metamorfose de humano para repitite. Mas tudo indicava que sim, afinal ele não viu nenhum sinal de humanos desde que pisou fora de casa, nem mesmo na Feira do Milênio onde se encontrava, praticamente, toda a população.

As atrações da Feira do Milênio eram as mesmas de quando ele era humano, conseqüentemente, a invenção de Lucca que iniciou toda essa confusão, estava localizada no mesmo lugar de sempre: o outro extremo da praça. Sem perder tempo, Crono dirigiu-se imediatamente para lá.Mas para sua surpresa:

- Sinto muito, mas a máquina de Lucca ainda não está pronta. Volte em outro momento.

- Então, avise a ela que quem está aqui é o Crono. Talvez...

- Não. Ela disse que não deveríamos deixar ninguém entrar, nem que fosse o Brad Pitt.

- Nem que fosse Brad Pitt? Mas por quê? – se bem que Brad Pitt não deveria estar tão bonito assim.

- Bem, ela disse que deveria ter total concentração durante a montagem de sua criação para que não haja falhas em seu funcionamento.

- Sendo assim, é melhor esperar. – e falando para si - a máquina ainda pode nos ser útil.

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Enquanto isso, no castelo...

- MEDICO! CHAMEM O MEDICO REAL! – gritava uma das empregadas do castelo, correndo pelos corredores desesperadamente.

- O quê? O que houve? – chegou o Chanceler junto com o médico. (N/A: com o médico?! OO. Rápido não é?)

- É a princesa Nádia, ela estava gritando e depois desmaiou.

- Então, vamos logo verificar. – apressou-se a dizer o médico.

Chegando ao quarto eles encontram Marle caída no chão e a colocam na cama. Depois de examinada, o médico declara:

- Pra mim, ela está muito bem. Ela deve ter desmaiado por causa de algum terrível susto. Não estou certo? – falou se dirigindo a empregada.

- Não tenho muita certeza, pois não havia nada aqui para deixá-la tão espantada. – respondeu a empregada totalmente confusa.

- Se alguém grita é porque há um motivo. Explique isso direito mulher! – o Chanceler exigiu apontando um dedo acusador para a pobre funcionária.

- Bem... er...

Flashback

Os raios solares invadiam lentamente o quarto de Marle e acabaram por chegar em seu rosto, despertando-lhe. Abrindo os olhos, em poucos segundos ela pode visualizar o próprio quarto.

- O que estou fazendo aqui? – perguntou para si mesma levantando-se da cama. – o que aconteceu com os outros?

Foi em direção ao banheiro, ainda imaginando o que poderia ter acontecido. No trajeto ela passou pela cama, depois pela penteadeira, depois por uma escrivaninha, mas antes de chegar ao destino ela parou e voltou em marcha re passando pela escrivaninha e parando na penteadeira, virando o rosto lentamente para o espelho. Depois do ocorrido e do choque de ter visto seu novo reflexo, ela fez o que qualquer pessoa esperaria que ela fizesse.

- AHHHHH! OO

Foi aí que a empregada apareceu, não melhorando em nada a situação, porque quando Marle a viu, gritou de novo.

- AHHHHH! – grito de Marle.

- AHHHHH! – grito da empregada.

- AHHHHH! – grito de Marle seguido do desmaio. (N/A: é só lembrar daquela típica cena em que uma pessoa grita e deixa espaço para a outra gritar também, e assim vai até que algum fator interfira).

Fim do Flashback

- Isso não faz o menor sentido pra mim – falou o Chanceler.

- Nem pra mim, mas foi assim que aconteceu.

- Tudo bem, tudo bem. Nada de grave aconteceu com a princesa, então vamos deixá-la aqui descansando, quando ela acordar saberemos o que exatamente a fez desmaiar. – disse o médico e os outros dois concordaram. Todos saíram do quarto.

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Enquanto isso vamos descobrir o que Crono está fazendo na Feira do Milênio.

- ZZZZZZZZZZZ – aparentemente, nada que possa enriquecer esta história. : p

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Então vamos voltar para Marle.

Depois de todos terem saído e fechado a porta, Marle finalmente teve a oportunidade de abrir os olhos.Ela estava desmaiada apenas até certo ponto daquela discussão que acabara de acontecer, tendo ouvido boa parte dela.

- Parece que ninguém se importou por estarmos todos neste lastimável estado. Loucos, todos eles. Pelo menos eu não sou a única feiosa. – estava tentando se sentir mais confortável com aquela situação, pois já havia percebido que aquilo não era um sonho, ou melhor dizendo, um pesadelo – Acho melhor encontrar Crono e Lucca o mais rápido possível.

Como ela não poderia sair do castelo utilizando as portas sem ser notada, teve de sair pela janela a trinta metros acima do solo. Com os lençóis que estavam em seu quarto, colocados lá por ela mesma para casos de emergência, ela fez uma corda de panos. Desceu pela corda e deliciou-se com a liberdade.

- Próxima parada: Praça Leene. – e saiu andando.

Continua

Aí está mais um capítulo. Desculpem-me pelos erros, pelos capítulos curtos e, principalmente, pela demora.

Agradecimento a Julya-chan pela review, parece que você é a única pessoa que acompanha esta história. T-T

Então é isso, até o próximo capítulo.