Comprando um Namorado

Continuação especial.

A dona de Draco Malfoy.


Você acorda, pára e vê um loiro maravilhoso na sua cama pedindo para você cobri-lo manhosamente. E o mais estranho de tudo é descobrir que você não está sonhando. Então sua vida vira de cabeça para o ar quando você se vê responsável e dona de Draco Malfoy. E talvez, namorada dele também. Bem, isso eu não tenho certeza. Quer dizer, eu não o pedi em namoro, muito menos ele a mim. Mas trocamos alguns beijos e eu o comprei no dia dos namorados... Quanto a parte de ser dona dele, isso não resta mais dúvida. Estranhamente Draco virou um Elfo Doméstico. Totalmente diferente. Como explicar isso? Não é exatamente um Elfo, infelizmente ele não faz aquelas reverências e ainda conserva a aparência perfeita – não que eu esteja reclamando dessa última parte – sem orelhas esquisitas e olhos enormes, e ainda continua alto.


- O que você não entendeu ainda?

- Uma porção de coisas.

- Isso não é lá uma novidade – disse com desdém.

- Ouse fazer gracinhas e serei uma dona extremamente cruel – o fuzilou com os olhos, tentando parecer ameaçadora.

- Está se referindo a beijos? Se sua crueldade for relacionada a isso não me importo, vou até gostar... – provocou com um sorriso safado.

Ginny levantou irritada de cima da tampa da privada e Draco cruzou os braços encostado displicentemente na pia do banheiro.

- O que vamos fazer? Minhas amigas não podem te ver aqui.

- Você não vai poder me manter trancado no banheiro pro resto da vida, Weasley. Você me comprou, agora arque com as conseqüências.

Ela o olhou horrorizada, sua cabeça fervilhando com tudo o que tinha acontecido e com todas as informações que Malfoy havia despejado quando o forçou a sair da cama e trancá-lo no banheiro junto com ela.

- GINNY! – ouviu quatro vozes raivosas berrarem do outro lado da porta. – SAIA JÁ DESSE BANHEIRO!

- Ahhh, o que eu faço? O que eu faço? – andou de um lado para o outro completamente perdida. Draco simplesmente se limitou a revirar os olhos com a tamanha estupidez da Weasley.

- Devia ter pensado nisso antes de ter me comprado...

- Sou sua dona, né? Então quero que você me tire dessa enrascada – tentou em um ato desesperado.

- Como é que é? Você só pode estar brincando!

- Isso é uma ordem, Malfoy! – bateu o pé no chão.

- GINNY! SAIA JÁ DAÍ! – as meninas berraram mais uma vez.

- Já estou saindo – tentou fazer sua voz sair calma, falhando claramente. – Anda logo com isso, Malfoy!

- Ok, Weasley, você pediu! – ele segurou a mão dela, a arrastou para a porta e destrancou. – Bom dia, garotas! – cumprimentou falsamente alegre e continuou arrastando Ginny com ele. – Bem, acho melhor você se arrumar logo se não vamos nos atrasar para as aulas.

Ginny olhou para as amigas que a fitavam boquiabertas, deu um sorrisinho amarelo e tratou de se arrumar rapidamente, enquanto pensava em um modo de matar dolorosamente o seu Elfo Doméstico.

- Você me pediu para te tirar dali, eu fiz isso! – defendeu-se Malfoy com o sorriso mais cínico que ela vira até hoje.


- Onde você pensa que está indo? – ela perguntou quase berrando.

- Eu já esclareci tudo para você, Weasley, basicamente fui deserdado e por conta de uma droga de maldição virei um Elfo Doméstico. Você não acha que os sonserinos irão aceitar um Elfo Doméstico na mesma mesa que eles, acha?

- E você acha que os Grifinórios vão aceitar você na mesa deles? – ela estava pálida, haviam parado no meio do Salão Principal e todos os observavam. – Por que você não vai comer na cozinha junto com os outros Elfos.

Ele pareceu ultrajado e chocado com a idéia dela, Ginny não vendo mais jeito não o impediu de ir com ela para a mesa da Grifinória. Já temendo a guerra que explodiria bem em cima da sua cabeça. Ron a olhava bastante confuso. E ela já estava irritada com a tranqüilidade que Malfoy encarava aquela situação. Era para ele estar louco, xingando todos a sua frente, querendo matar alguém por ter o transformado em elfo, mas em nenhum momento ele tinha reclamado sobre aquilo.

Ela é que parecia condenada nessa história toda.

Quando sentou à mesa não teve coragem de encarar ninguém. Já Draco com seu ar petulante e esnobe se sentou ao lado dela como se fosse mais um dia normal.

- O que significa isso? – Ron, como era de se esperar foi o primeiro a falar. Ginny continuou se servindo de biscoitinhos amanteigados fingindo que a pergunta não era para ela. – Então os boatos de que você estava passeando com Malfoy ontem em Hogsmeade eram verdade? Vocês estão namorando?

Relutantemente ela o encarou e negou veementemente com a cabeça.

- Er... digamos que... bem, o que eu quero dizer é...

- Sua irmã me comprou, Weasley – Draco terminou por ela colocando um biscoitinho logo em seguida na boca.

- Como é? Como assim ela comprou você? – ele berrou, pedaços de bacon voando por todo lado saindo da boca dele.

- Simplesmente comprando! – Draco o olhou como se falasse com um retardado. – Ela foi, me viu, gostou e pagou com dinheiro. Você sabe o que é dinheiro, Weasley? Ou acha que isso é uma espécie de mito já que nunca...

- Calado, Malfoy! – Ginny ordenou. – Ron, Malfoy é meu Elfo Doméstico. Eu o comprei por uma pechincha ontem, única e exclusivamente com a intenção de meio que humilhá-lo por isso. Então depois descubro que alguém jogou uma maldição nele, fazendo com que ele virasse um Elfo, apenas pelo fato de ter que obedecer ordens de alguém. E agora ele se transformou em minha propriedade e responsabilidade. Não me pergunte como tudo isso aconteceu porque ainda estou tentando entender – disse tudo muito rápido reparando que Draco parecia murchar a medida que ela falava. É, talvez ele não estivesse aceitando tudo tão fácil assim.

Ron pareceu processar tudo o que ela disse pra finalmente chegar a uma conclusão.

- Quer dizer que você agora manda nele? – o ruivo parecia sadicamente estonteante. – Malfoy, se ajoelhe na frente da Mione e peça desculpas por tudo o que você disse a ela.

- Hahaha! Saí dessa, Weasley. Só quem manda em mim é a sua irmã.

Ginny não pôde deixar de sorrir com aquela frase. Tudo bem que ele não tinha falado de maneira romântica e que aquilo era um fato contra a vontade dele, mas mesmo assim ela adorou ouvir de qualquer jeito.

- Então ela pode mandar você fazer isso – Ron a encarou.

- Eu não quero ninguém se ajoelhando aos meus pés – Hermione se pronunciou. – Pare com isso, Ron – se levantou e puxou o ruivo e Harry pela roupa – Vamos, não quero me atrasar para a aula de Transfiguração.

- Espera, Mione, eu ainda não terminei – Ron protestou, enquanto Harry estava estranhamente vermelho desde que Ginny mencionou que comprara Malfoy.

Mas Hermione conseguiu arrastá-los dali e Ginny ficou muito grata pela ajuda da amiga. Colin que estava de frente para ela e parecia bastante extasiado com toda aquela situação sorriu e jogou um saquinho na direção dela.

- Adivinha quem mandou?

Ginny deu de ombros.

-Goldstein, da Corvinal! Acho que ele quer sair com você, já que você e Harry não estão mais juntos.

Ela revirou os olhos e colocou o saquinho ao lado do seu prato sem muito interesse. Já estava terminando seu café da manhã quando Malfoy abriu o saquinho sem pedir permissão e pareceu levemente contente com o conteúdo.

- Vai comer isso? – perguntou para ela mostrando o conteúdo, alguns doces da Dedosdemel.

Deu de ombros o que Draco entendeu como um não, começando logo em seguida a comê-los.

- Pensei que pela a quantidade de doces que te dei ontem você já estaria abastecido a semana inteira.

- Aquilo de ontem foi uma mixaria – comentou enquanto saboreava alguns chocolates.

- Assim você vai me levar a falência, Malfoy.

- Nada mal!


Enquanto Malfoy não estava ao seu lado tudo parecia normal, com exceção dos cochichos e de alguns olhares raivosos vindo de algumas garotas por ser literalmente a dona de Draco Malfoy. Que culpa ela tinha de ter tido a sorte de ter meio que por acaso ter visto ele na vitrine de uma loja?

Mas ela tinha que dar um jeito de resolver aquilo tudo. Não poderia deixar Malfoy em seu dormitório. Na verdade suas amigas de quarto não fizeram nenhum objeção quanto a isso, ficaram sonhando em acordar e vê-lo sem camisa, mas ela já tinha decido que o ordenaria dormir com bastante roupas. Até parece que iria deixar o SEU Elfo exposto aos olhos daquelas taradas.

Tinham se encontrado rapidamente na hora do almoço, mas não trocaram muitas palavras e ela disse para ele esperá-la na escada do Saguão Principal quando terminasse a última aula para poderem ir ao dormitório se arrumarem para o jantar. Outro problema vinha em frente: a reação dos Grifinórios com Malfoy no Salão Comunal deles não seria nada boa, já não estavam gostando nem um pouco do fato dele estar na mesma mesa.

Saiu das masmorras apressada e quando chegou ao Saguão Principal ele já estava lá, a roupas um pouco molhadas por causa da fina chuva que caia do lado de fora do castelo.

- Trato das Criaturas Mágicas? – perguntou educadamente.

- Herbologia – ele responde, o rosto nem um pouco amigável. – Weasley... – pensando bem ele parecia bastante desconcertado. – Você se incomodaria de me ordenar a ficar no Salão Comunal da Sonserina?

- Pensei que os sonserinos não estavam te aceitando.

- É, mas ainda tenho o meu quarto de monitor chefe.

- Então tá, na verdade é um problema a menos pra mim. Mas antes de você ir eu acabei de achar uma solução para tudo isso.

- Qual? – não parecia muito interessado, sabia bem que não tinha como se livrar daquela maldição.

- Eu pensei em te dar roupas – ela disse alegre, mas Draco pareceu horrorizado.

- Você não pode me dar roupas! – guinchou, estranhamente parecendo um Elfo aos ouvidos de Ginny. – Isso seria pior do que essa maldição.

- Por que?

- Porque seria humilhante demais, a maior desonrar para um elfo.

- Mas Harry me contou uma vez em como Dobby ficou feliz em receber as meias do seu pai...

- Dobby é completamente amalucado até mesmo para os padrões de Elfos – agora ele estava extremamente zangado. – Até os Elfos acham que ele não bate bem da cabeça.

- Ah, qual o problema, Malfoy? Eu te dou roupas e você está livre. Tudo bem que é divertido saber que posso mandar em você, mas sinceramente eu não me sinto muito a vontade com isso.

Draco estava completamente sem saber como agir.

- Tem uma porção de mulheres que adorariam ter que mandar em mim, Weasley.

- Então tá, se quiser eu te vendo pra alguém e posso lucrar com isso – retrucou sorridente, achando essa idéia ótima.

- Você ficou louca? Não quero que você me venda.

Ela observou o quanto ele parecia fofo fazendo aquela birra e parecendo uma criança que tinha acabo de perder seu doce.

- Elas vão fazer horrores de mim. Você pelo menos é uma dona razoavelmente sensata.

- Razoavelmente sensata? Malfoy, com esse você acabou de declarar sua sentença de venda – esbravejou diabólica.

- NÃO! Espera, Weasley. Não me venda, ok? Eu posso ser útil.

- Útil como? – cruzou os braços sem a menor paciência para lidar com ele.

- Bem... você quer mesmo saber...? – lançou um olhar malicioso.

Aproximou-se felinamente sem tirar os olhos da ruiva e pressionou seus lábios nos dela.

Aquilo foi o suficiente para convencê-la a não vendê-lo. Os lábios dele eram tão gelados e macios e ele sabia se mostrar tão no controle da situação, não tinha como se afastar. Nem queria isso. Já estava até pensando em não deixá-lo ir para o quarto de monitor chefe, ou talvez pudesse ir junto com ele. Não era uma má idéia.

Draco mordeu de leve o lábio inferior dela antes de parar o beijo. Com o rosto ainda próximo e os olhos presos aos dela perguntou:

- E aí? Vai me vender?

- Com certeza não – respondeu rapidamente, ao que ele deu um risinho safado. Isso foi o suficiente para ela beijá-lo com fulgor. Se esquecendo de que estava no Saguão e que alunos passavam por ali.

Quem ligava para isso quando se estava beijando o Príncipe Sonserino que agora não passava de um Elfo?


Você acha que isso é fácil para mim? Garanto que não! Uma hora você é o único herdeiro da família Malfoy, rico, com o mundo aos seus pés. Outra hora alguém te lance uma maldição que te faz virar um Elfo Doméstico. Sua família lhe renega e para piorar a situação uma Weasley te compra. Tudo bem, eu tenho que admitir que ela não é tão má assim como dona. Ela mal manda em mim e a única coisa que aparentemente exige são os meus beijo. O que também não é ruim, devo acrescentar. Mas isso não torna as coisas mais confortáveis. Lidar com isso é tão complicado que eu simplesmente não parei para pensar, porque quando fizer isso e a ficha de que eu sou um Elfo Doméstico cair eu tenho certeza de que vou enlouquecer.

Um Malfoy Elfo? Essa foi a pior piada do ano!

Mas maldições podem ser quebradas e talvez eu consiga fazer a Weasley quebrar essa.


N.A: Ola! A pedidos a continuação, e provavelmente terá um terceiro capítulo bem fofo (assim espero). Aproveitei algumas idéias que tinham surgido quando escrevi o primeiro, mas que não usei, para utilizar nessa continuação. Mais interação d/g futuramente.

Ah sim, eu tenho uma pequena tara por Draco louco por doces, então não estranhem caso ele para na enfermaria por excesso de açúcar.

Dedicatória: A Lou Malfoy, que me incentivou bastante para fazer essa continuação e que sem isso talvez não tivesse saído nada. Obrigada, Lou, e considere isso como um pedido de desculpas pelo que estou fazendo com o seu Blaise.

Bjs e comentem, por favor!

Nah.

N.B: Uauuu.. o que foi isso? Cah se abanando

Tenho certeza que vocês estão tão invejosas quanto eu.. Ter um Draco já é tudo.. e fazendo tê-lo fazendo tudo que eu quisesse seria mais Tudo ainda!Ai.. tenho cada idéia insana, com desejos tórridos que se fosse contar a vocês com certeza afic teria que ser qualificada como NC-17 só pela nota da beta! (Cah corre e se esconde) A Fic ficou show né? Pois é, e eu tenho um segredinho pra contar para vocês...

As reviews que vocês mandaram inspiraram tanto a Nah, que ela escreveu essa continuação, e ela me disse que caso a quantidade de reviews para esta partezinha seja satisfatória.. Ela pode até escrever uma terceira parte! Então? O que vocês estão esperando? Corram lá pro "Go" do "Submit a review" e deixe um recadinho ... Não seja malvada.. Tenho certeza que desejam a continuação tanto quanto eu!

Bjoks da Cah