Comprando um Namorado
Do quarto de monitor chefe a contos de fadas.
Sabe até que não é tão ruim assim. Não se eu for ver por esse lado. Não estamos pensando muito em conseqüências, é verdade, mas quem se importa com isso a essa altura? Eu só sei que essa Weasley é esperta. Afinal os créditos da idéia de virmos para o meu quarto de monitor chefe são todos dela.
- Malfoy?
- Hum?
- Você pode me explicar mais uma vez toda essa história?
- Você tem algum tipo de problema metal ou o quê? Porque eu já te expliquei isso várias vezes.
- Você não poderia ser mais... hum... mais polido depois do que acabamos de fazer?
- Isso é uma ordem?
- Acho que sim...
- Então significa que vamos fazer isso que acabamos de fazer mais vezes?
- Hum... não sei...
- Será que posso dormir agora?
- Tá legal! – e se virou para o outro lado.
- Malfoy?
- Hum?
- Não consigo dormir.
- E você quer que eu faça o que?
- Ah, sei lá, você também ainda não dormiu.
- Porque você não está deixando, Weasley.
- Será que nós poderíamos conversar, eu tenho insônia, as vezes, e isso ajuda.
- Vou acender a luz.
- Não!
- Mas nós não estamos mais fazendo nada.
- Esse seu lençol é muito fino...
- Você vai me ordenar a pegar um cobertor pra você?
- Seria legal se eu não precisasse ficar ordenando a hora toda quando você sabe o que quero.
- Mas você sabe que eu não faria se não estivesse sendo obrigado.
- Ok, Malfoy, eu ordeno que você pegue um cobertor que não seja transparente.
Ele sorriu de lado, oculto pela escuridão do quarto.
Acendeu a luz.
- Então, sobre o que você quer falar?
- Já disse. Sobre esse nosso problema.
- Não tem parecido um problema para você, certo? – arqueou uma sobrancelha.
- O que quer dizer com isso? – ela ruborizou, achava melhor quando aquela luz estava apagada.
- Quero dizer que você está se beneficiando com essa situação – respondeu indiferente, desviando os olhos da garota deitada de lado de frente para ele.
Ela puxou o cobertor até o pescoço.
- Você também tem se beneficiado, certo?
Ele a encarou com desdém.
- Eu confesso que não imaginava que quando alguém me comprasse iria me fazer de uma espécie de escravo sexual ou algo assim...
- Ora seu... – o encarou furiosa, os olhos castanhos faiscando. Pulou da cama enrolada no cobertor e começou a recolher suas roupas no chão.
- Tudo bem, Weasley, sei que peguei pesado, mas não vai ser uma boa idéia você aparecer a essa hora perambulando pelo castelo.
- Não vai ser uma boa idéia eu não aparecer hoje no meu dormitório, Malfoy! Não sei onde estava com a cabeça – resmungou a última frase mais baixo. – Você é um estúpido e nem como elfo doméstico serve para algo. Foi para trás do guardar-roupa para poder se vestir sem o olhar dele.
- Você nem ao menos vai saber como sair daqui das masmorras. Então, volte a dormir, amanhã eu te levo pra sua sala comunal.
Ele não obteve mais nenhuma resposta. Ginny só voltou a lhe dirigir a palavra quando saiu de trás do guarda roupa plenamente vestida.
- Bem, você pode me ordena a te levar até lá agora... - ele começou, sabendo que ela já estava decidida a dar o fora dali.
- Quer saber, Malfoy? Não vou mandar em você mais porcaria nenhuma – e começou a tirar os sapatos que tinha calçado há segundos atrás.
- O que está fazendo? – Draco perguntou temeroso.
- Meias! – foi a única resposta que ela deu.
- Não, não, espera, Weasley! Já falei que você não pode me dar roupas.
Ela tirou uma das meias.
- Minutos atrás você parecia bem contente em ser ver livre de mim.
- Entenda, Weasley, apenas entenda. Isso não é nem um pouco fácil pra mim.
- Não estou dando a mínima.
Ele saiu da cama e impediu que ela tirasse a outra meia segurando seus pulsos.
- Pegue... a... meia! – ordenou enfurecida, enquanto encarava as orbes cinzas.
- Não posso!
Ela largou a meia que havia tirado.
- Não pode ou não quer? – perguntou provocante, prestes a virar o jogo.
- Simplesmente não posso, porque acho que você é quem pode me ajudar.
- Vá pro inferno com esses seus joguinhos, Malfoy! – ela se soltou bruscamente das mãos dele e já ia de encontro com a porta quando teve a cintura agarrada com força. Segundos depois estava encostada na parede com Draco pressionando seu corpo.
- Se você for comigo, quem sabe... – sussurrou no ouvido dela. – Você não vai me dar uma única roupa, Weasley, mas eu vou gostar de tirar essas que você acabou de vestir.
- Eu ordeno que você...
- Ah, não me ordene a te larga logo agora... – mordeu o lóbulo da orelha da ruiva, suas mãos tentando fazer a blusa subir.
Ela não sabia mais o que pensar muito menos dizer. E quando Draco beijou seu pescoço, se deu conta que talvez estivesse indo longe demais. Mas quem ligava para isso, afinal?
Suas mãos apertaram os ombros dele. Não tinha como resistir durante muito tempo com Draco sem roupa nenhuma. E em meio a beijos e mordidas foi arrastada para o chão junto com ele.
- Ei, será que podemos ir pra cama? Tá começando a ficar frio aqui?
- Anh, tudo bem – ela pegou o cobertor que havia deixado no chão e se enrolou nele para poder subir na cama.
- Weasley, essa sua timidez depois do que acabamos de fazer está meio incoerente.
- Continue com suas gracinhas e eu te dou uma pilha de roupas.
Deitaram na cama e Draco apagou a luz.
- Posso só dizer uma última coisa? – ela ficou calada e ele interpretou como um sim. – Dessa vez foi com a luz acessa – disse entre risadinhas de deboche.
- E você só percebeu isso agora? Idiota! – se virou para o outro lado.
- Malfoy?
- Hum?
- Será que não podemos falar mesmo sobre essa situação?
- Você não desiste mesmo, hein? – ele resmungou.
- É que é surreal demais. Mas você parece tão conformado.
- Conformado? Você acha que eu estou conformado com isso?
Ela percebeu um movimento na cama e conclui que Draco devia ter se sentado.
- Parece...
- Bem, eu vou te dizer o quão conformado estou! – fez uma pausa, sua paciência totalmente esgotada por ela não deixá-lo dormir. – Eu odeio a droga dessa maldição. Ninguém tem o direito de simplesmente decidir que eu devo ser um elfo doméstico porque sou considerado um garoto mimado. Há milhões de garotos mimados por ai, então por que justo eu? Mas sabe qual é a pior parte nisso tudo, Weasley? Não é ter sido "o escolhido", é ter sido abandonado pela minha família, e não pense que digo isso por sentimentalismo... – se remexeu incomodado na cama e percebeu que Ginny se sentou também.
- Se não é sentimentalismo é o que? Afinal é sua família e você deve sentir algo.
- Não, Weasley, a questão ai é a humilhação. Eu sou um puro sangue que virou elfo doméstico, isso é a coisa mais patética que existe. E eu só vou sair dessa quando... quando... quando acontecer algo... mas não vai acontecer porque eu fui comprando por uma Weasley pobretona!
- Seu maior problema é ser um elfo ou ter sido comprado por mim?
- Ainda não decidi qual dos dois é o maior problema – cruzou os braços.
- Sabe, agora me ocorreu que talvez eu já tenha ouvido falar dessa maldição. É como um desses contos de fadas, certo?
- O que você sabe sobre 'um desses contos de fadas'? – perguntou alarmado.
- Contos de fadas bruxos? Ah, a gente sempre escuta quando é criança, e talvez essa sua maldição seja um desses contos de fadas que aconteceram de verdade – ela se aproximou mais dele. – Então por que você não dorme e para de pensar nisso? Talvez sua maldição seja desfeita sim, mesmo que tenha sido eu quem te comprou.
- Weasley...
- Apenas durma, ok? – e ela se deitou, deixando um Draco pensativo e ligeiramente aborrecido.
- Malfoy?
- O que foi dessa vez? – perguntou exasperado. Estava quase pegando no sono.
- Não consigo dormir!
- E você quer conversar de novo? Pensei que já tinha sido o suficiente.
- Na verdade, tive uma idéia melhor – acariciou o abdômen dele.
- Ruiva, você por acaso é ninfomaníaca?
E ela riu em resposta, se deitando por cima dele.
Uma vez minha mãe me contou uma história para dormir. Um conto de fadas bruxo. Eu não me lembro direito, mas era basicamente assim: um bruxo frio, orgulhoso e mimado, que havia jurado nunca amar ninguém havia sido amaldiçoado. Ele era puro sangue e uma das piores coisas para um puro sangue mimado seria virar um elfo doméstico. E foi o que o bruxo mimado virou. A maldição só seria quebrada quando o bruxo se apaixonasse por alguém. Quando ele rompesse o juramente de que nunca amaria.
Não tenho certeza se Malfoy vai se apaixonar por mim, mas acho que o fato de estar deitada com a cabeça no peito dele depois do que acabamos de fazer deve significar algo.
Ajuda seu eu mencionar que ele está brincando com meu cabelo e com a outra mão enlaça minha cintura com posse?
N.A: Oie, essa fic apesar de ser non sense, está tomando conta da minha cabecinha. E como eu sequer tenho um planejamento pra ela, apenas tenho uma pequena base do que quero fazer no proximo capítulo, não sei se ela terá muitos outros capítulos. O próximo eu garanto. Quando eu não sei, e estou sendo totalmente sincera com vocês. O legal de estar escrevendo essa fic é que não tenho extremo compromisso com ela. Mas não se preocupem, eu não a deixarei sem um final.
Obrigada por continuarem lendo e deixando reviews maravilhosas. E não desistam de mim, esse incentivo é fundamental!
Bjus!
Nah.
N.B: Gente, confessem, vocês estão se ardendo de inveja! (tá, tudo bem, eu também estou!) Mas sério... lindo demais esse cap... A Nah deu uma caprichada! E lógico para mais capítulos especiais como esse corram ao "Go" do "Submit to review" e
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Bjos da Cah
